Tão ruim ou até pior que a demolição de imóveis antigos é a descaracterização dos mesmos. Periodicamente publicamos aqui algumas casas que sofrem alterações, muitas delas irreversíveis. Hoje vamos apresentar um edifício que estão tão deformado em sua fachada que sequer é reconhecido por entusiastas da  arquitetura, mesmo tratando-se de um edifício com assinatura de arquiteto renomado.

Foto: Cortesia da Família Schiesser (clique para ampliar).

Foto: Cortesia da Família Schiesser (clique para ampliar).

Localizado no número 901 da Rua Augusta, o Edifício Nicolau Schiesser é uma das várias obras do célebre arquiteto Rino Levi (*1901 +1965), autor de edifícios memoráveis na Cidade de São Paulo, como o já demolido Columbus, os Edifícios Porchat, o Guarani e a sede do IAB-SP na Vila Buarque.

Construido entre os anos de 1933 e 1934, o edifício foi construído mediante encomenda do próprio Nicolau Schiesser que dá nome ao edifício. Schiesser era engenheiro industrial e veio da Suíça para o Brasil no início do século 20 contratado pelo Conde Matarazzo para projetar e edificar as tecelagens das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Como ele acabou casando no Brasil e ganhou bastante dinheiro trabalhando para o Conde, Schiesser acabou por investir na construção de edifícios como este na Rua Augusta e o Edifício Paysandú , no largo com o mesmo nome.

Vista do Edifício Nicolau Schiesser em 1934, a partir da calçada (clique para ampliar).

Vista do Edifício Nicolau Schiesser em 1934, a partir da calçada (clique para ampliar).

O Edifício Nicolau Schiesser é uma das mais belas criações de Rino Levi, que buscou uma harmonia com os vizinhos do prédio à época (todos casas ou casarões) erguendo um edifício baixo e amplo, aproveitando bem o amplo terreno que possui um grande declive que vai aumentando à medida que se distancia da entrada, na Rua Augusta.

Vista dos fundos mostra o grande declive existente no terreno.

Entretanto, parece que há uma sina que persegue as obras do grande Arquiteto Rino Levi aqui em São Paulo. Boa parte de suas obras estão ou demolidas (Edifício Columbus) ou em má conservação (IAB, Guarani e especialmente os Edifícios Porchat) e com este edifício não foi diferente, pois a partir do início dos anos 1980 o edifício passou a sofrer inúmeras modificações na sua entrada, de maneira que hoje mesmo estando um tanto quanto preservado é impossível de ser reconhecido observando-se ao nível da rua.

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Quatro salões comerciais descaracterizaram a fachada por completo (clique para ampliar).

Observar o Edifício Nicolau Schiesser a partir do nível da rua é observar um grande desrespeito à obra do arquiteto Rino Levi. Foram erguidos quatro pequenos salões comerciais sem qualquer respeito as arrojadas linhas arquitetônicas traçadas lá no distante ano de 1933. Até mesmo a bela e delicada entrada principal do imóvel, que era caracterizada por um baixo portão de madeira que dava no saguão do imóvel, foi substituída por um gradeado comum e por uma porta de aço que mais parece uma porta industrial do que a entrada de um edifício residencial.

Este tipo de intervenção pode ser até mais danosa que uma demolição. Enquanto a demolição remove a obra por completo deixando apenas a saudade, a descaracterização influi diretamente na obra assinada pelo arquiteto. É como se rabiscassem um “bigodão” na Mona Lisa ou se construíssimos um “puxadinho” no Museu do Ipiranga.

O único conforto é saber que ainda assim é possível demolir estes salões e um dia deixar o belo Edifício Nicolau Schiesser totalmente visível de novo. Será que um dia poderemos vê-lo novamente ? Sonhar não é proibido.

Abaixo, planta baixa e corte transversal do edifício:
Crédito: Divulgação / Acervo da Família Schiesser

Crédito: Divulgação / Acervo da Família Schiesser

Veja algumas outras imagens do imóvel (clique na foto para ampliar):

Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento

Atualização 12/03/2014:

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / Clique para ampliar

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / Clique para ampliar

Conforme já prevíamos o Edifício Nicolau Schiesser não sobreviveu. Graças a inércia da dupla DPH/CONPRESP, nada foi feito para salvar o prédio projetado pelo célebre arquiteto Rino Levi. Apesar de parecer bastante depreciado por fora, devido aos “puxadinhos” que foram feitos ao nível da rua, o imóvel permanecia preservado no seu interior. Mesmo assim sucumbiu diante da ganância das construtoras e da sede por novos terrenos em regiões nobres da capital paulista.

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / Clique para ampliar

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / Clique para ampliar

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / Clique para ampliar

A gestão de Nádia Somekh diante do DPH, que parecia ser uma grande ideia da gestão Haddad, já começa a se mostrar como uma grande decepção. A cidade está tendo inúmeros imóveis significativos indo ao chão e tanto o órgão como a diretoria parecem estar em um sono digno de Branca de Neve, será que acordarão a tempo de preservar o cada vez mais minguado patrimônio histórico de São Paulo ?

Veja mais fotos do local após a demolição (clique para ampliar):
Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Agradecimentos: Roberto Schiesser e Romano Guerra Editora

Literatura recomendada: ANELLI, Renato; GUERRA, Abílio; KON, Nelson. “Rino Levi. Arquitetura e cidade”. São Paulo, Romano Guerra, 2001

Saiba mais: Conheça a casa onde viveu Nicolau Schiesser:

Conheça a região através de nosso mapa:

Ver São Paulo Antiga num mapa maior

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Roberta 05/06/2013 at 18:00

    Dá até dor na alma…
    Parabéns pelo texto, pesquisa e fotos!

    Reply
  • paula janovitch 05/06/2013 at 18:06

    Douglas, adorei o post sobre este edificio do Rino Levi. Trabalho na rua Augusta e sempre me chamou a atenção a parte de cima deste puxadinho ai. Achava tão diferente do térreo…agora entendi porque. O prédio original é lindo demais. Vc entrou nele? Vc conversou com a família que dá nome ao edificio? abraço, Paula

    Reply
    • Douglas Nascimento 05/06/2013 at 18:54

      Conversei sim Paula, com um de seus netos. O agradecimento, inclusive, está no final do texto. 😉

      Abraços

      Reply
  • Carla Silva 05/06/2013 at 19:13

    Nossa, que lindo que era! Sempre passei na Augusta e me chamava atenção esse imóvel. Pensava que fossem dois sobrados, mas sempre tive em mente que as construções na frente impediam de vê-los por inteiro.

    Reply
  • Ermano Augusto Rodrigues 05/06/2013 at 19:47

    Douglas, Parabéns mil vezes, o seu trabalho é emocionante, comovente e incentivador, mil vezes Parabéns, por favor continue!

    Reply
  • Raffaella 05/06/2013 at 22:14

    Parabens Douglas Nascimento. Interessantissimo e muito completo teu trabalho de resgate de nossa estória.

    Reply
  • Carolina Annibal 05/06/2013 at 22:21

    Que linda matéria, mas vou confessar que meu coração até acelera quando vejo esses “assassinatos” da boa arquitetura!
    Triste saber que meu país é tão ignorante assim!

    Reply
  • Kadu 05/06/2013 at 22:25

    Já soube de corretores de imóveis que o edifício já foi comprado, será demolido e dará lugar a uma nova torre. Infelizmente.

    Reply
    • juliana 21/01/2014 at 21:56

      Também tenho essa impressão, Kadu. Passo na frente várias vezes por semana e acho que está prestes a ser demolido….

      Reply
  • valeria fulp 05/06/2013 at 22:39

    Beleza de construcao, se isso fosse na Europa estaria sendo prezervada como nos tempos de sua construcao. Sempre penso que essa desmoralizacao da nossa historia, e’ puramente ganancia e falta de cultura.

    Reply
  • Gustavo 06/06/2013 at 09:58

    Sempre reparei nesse imóvel “estranho” e não sabia de sua história.

    Muito interessante essas “lonas” que servem como cortinas nas sacadas.

    E sim, muitas vezes é melhor a demolição do que a completa descaracterização.

    Reply
  • GUILERME SALLES DE CAMPOS 06/06/2013 at 19:19

    muito lindo,pena que foi engolido pela cidade,magnifica descoberta douglas parabéns.

    Reply
  • daniel 06/06/2013 at 20:37

    Essa foi uma das suas maiores descobertas! Quando vi a primeira foto fiquei tentando imaginar onde esse lindo prédio se encaixaria na Augusta, quase cai pra trás qd vi a foto atual. Eu tinha curiosidade pra entender esse imóvel, mas jamais passou pela minha cabeça que se tratasse de um prédio, ainda mais do Levi. É uma pena que esteja em tais condições, as plantas demonstram que os apto eram ótimos. Na minha opinião acho melhor demolir. Parabéns pelo trabalho.

    Reply
  • Debi 10/06/2013 at 06:36

    ..e os parentes do arquiteto? Não podem fazer alguma coisa?

    Reply
  • Jefferson Eduardo 18/06/2013 at 08:59

    Em uma cidade grande quase nada se conserva, tudo se derruba ou abandona. “Puxadinho” no meu querido e belo Museu Paulista ?! Que horror, que infâmia! E o que restou da obra do arquiteto Rino Levi?
    🙁

    Reply
  • joão 31/07/2013 at 13:51

    Boa tarde Douglas. Parabéns pelo site. Moro no Rrio e sou um apreciador da arquitetura de SP. Tenho uma dúvida: esse prédio é arte dèco? Obrigado

    Reply
  • Edu Chock 30/11/2013 at 04:01

    Este imóvel está sendo demolido. Começaram há uns quinze dias. Triste.

    Reply
  • José Santos 19/01/2014 at 17:57

    Vão demolir este imóvel? Está cercado de tapumes vermelhos, já retiraram diversas janelas e portas. Triste mesmo.

    Reply
    • Douglas Nascimento 20/01/2014 at 10:07

      Olá José, como vai ?

      Infelizmente vão demolir sim, deve começar a qualquer momento.

      Reply
  • Carolina Annibal 20/01/2014 at 11:04

    Que triste! E para esses casos não há como fazer nada?
    Ao lado do meu prédio aqui nos jardins existe um casarão lindíssimo e que vive recebendo visitas de construtoras. Morro de medo dele ter o mesmo e triste fim. Poderíamos impedir que isso aconteça?
    Obrigada!

    Reply
  • André 20/01/2014 at 17:57

    o imóvel era lindo, mas no estado que estava a demolição era o melhor a se fazer mesmo…

    Reply
  • Tati Bueno 20/01/2014 at 19:56

    Passei lá Ontem… Está sendo tudo demolido!

    Reply
  • Fernando Ilídio 24/01/2014 at 16:17

    Ah gente…. há que se considerar as particularidades de cada edifício quando trata-se de avaliar a importância de um edifício. Esse no caso, com todo respeito, é só mais um dos milhares edifícios genéricos produzidos com essa precariedade típica do Art Decó latino americano, executado em alvenaria rebocada e tingida (embora tenha muito dessa porcaria em Miami tb).

    Reply
    • Luciana 11/02/2014 at 16:48

      Fernando… absurdo dizer que é só + 1 edifício, blá, blá, blá…., simplesmente fez parte da história arquitetonica de SP, simplesmente projetado por Rino Levi…., vai se informar antes de escrever tanta baboseiras em tão poucas linhas….

      Reply
  • Matteo 31/01/2014 at 22:30

    Começaram a demolir!!!!

    Reply
  • SÔNIA M R ALMEIDA 09/02/2014 at 21:01

    que pena, que pena, que pena….

    Reply
  • Rogério M.M.Pereira. 10/02/2014 at 02:30

    Eu nasci na rua Frei Caneca e desde pequeno morei nesse prédio.Esse lugar foi minha vida,meus primeiros passos,minha adolescência,meus 40 anos de idade que lá vivi.Infelizmente dia 29/12/2.013 eu fui embora dai.Para mim não é somente o prédio que demoliu,mas minha vida também,pq. esse lugar foi a história da minha vida inteira e da minha família.Fico muito triste com isso e de ver grandes construtoras,destruindo sonhos,vidas a qualquer custo,pq. dai saimos,sem nada receber,nem uma indenisação.Não eramos própietários do imovél,minha meu pai foi zelador desse prédio e depois minha mãe,que hoje é aposentada e graças a esse lugar que deu a minha mãe,um trabalho que ela cumpriu até o último dia.Mas a maior indignação que tive,foi de saber que o prédio tinha sido vendido a Gafisa,que a princípio disseram não ter nenhum conhecimento do trabalho da minha mãe.Isso ssignifica:Que os antigos próprientários que venderam o prédio,não tocaram no assunto de uma funcionária no prédio,que no caso era minha mãe.Tivemos alguns contatos com alguns funcionários da Gafisa,depois de um tempo,mas trataram minha mãe,com pouco caso.Dois funcionários da Gafisa chegaram até mencionar a saída da minha mãe do prédio o mais rápido possivél e que se fosse necessário,iriam entrar com uma ordem de despejo.Dai eu me perguntei!Será que esses dois funcionários desinformados,não sabiam dos direitos trabalhistas e que minha mãe era uma funcionária que estava ali á muitos anos e que nós sairiamos sim,mas antes disso ela teria que cumprir seu aviso prévio e depois disso saimos!E mesmo ela cumprindo aviso prévio,eles já começaram a demolir o prédio com a minha família morando ali.Derrubaram todas as portas e janelas que tinham,sendo que corriamos risco de algo de ruim acontecer com a estrutura do prédio e podendo até acontecer algo muito pior nas nossas vidas.Tiraram as telhas começaram a derrubar as paredes e a cada dia nossos corações ficava mais apertado.Por essas grandes contrutoras destruir sonhos,vidas e famílias e nem uma idenisação deram a minha mãe.Parabéns Gafisa,por tanta desinformação e por não só tirar o trabalho da minha mãe,como sua moradia também.Agora vc.’s vão levantar um prédio que vai custar sabe Deus quanto,um grande empreendimento desses pode atingir.milhões.Vão vender cada apartamento,destruindo a história da arquitetura de São Paulo e destruindo nossas vidas também.Essa foi a forma que saimos de lá,essa é minha história,que a pouco tempo,terminou ali na rua Augusta nº899 que vivi desde que nasci até os meus 40 anos de idade.Ali eu dei meus primeiros passos,no corredor desse prédio,ali fiz meu primeiros amigos,ali eu tive meu primeiro trabalho,ali eu vivi,fui feliz e agora termina assim,infelizmente para mim e minha família,foi assim que tudo terminou.

    Reply
    • Marcelo 12/02/2014 at 04:01

      Rogério.
      Histórias como a sua são fantásticas. Contam realmente acontece na cidade. Escrevi um comentário antes de ler o seu e a riqueza fez eu me arrepender disso.
      Um prédio que ninguém nota quando passa pela rua pode ser derrubado sem lamento. Porém sue prédio, seu quarto, o barulho da rua, a vista da janela e suas referencias de lugares do dia-dia (padaria, comercio, barbeiro, costureira) foram COMPLETAMENTE descartáveis, em outras palavras, Dane-se!
      A sua mãe nem emprego no prédio novo com moradia igual a substituída foi oferecido, Hoje em dia não se tem mais isso. Porém, o maior bandido da história, certamente, é quem vendeu o imóvel. Ele vendeu área construída e sua casa entrou na soma. Vocês foram quase que roubados. Procure se informar sobre USUCAPIÃO, mecanismo de lei que dá posse do imóvel por tempo de uso.
      http://www.significados.com.br/usucapiao/

      Reply
      • Rogério M.M.P. 27/02/2014 at 06:01

        Obrigado Marcelo pela informação,além dos dois processo abertos que já estão em andamento,eu vou ver,rever e estudar e ter mais informação sobre isso e vc. me ajudou muito com sua informação.Obrigado Marcelo por isso.Abs.

        Reply
    • Sérgio 12/03/2014 at 13:55

      Rogério, quando vi as fotos lembrei da gente brincando no prédio.Muito difícil você lembrar de mim, éramos muito novos! Eu morava na Antônia de Queiroz com a Augusta..Mas eu me lembro sim que o seu pai era zelador na época e depois sua mãe assumiu.. Bons tempos 😉 Um grande abraço e boa sorte, espero que tenham algum tipo de indenização.

      Reply
      • Rogério 14/03/2014 at 13:41

        Sergio eu lembro que tive sim,um amigo de infância na Dona Antônia de Queiroz no prédio que faz esquina com a Augusta com portão verde na entrada e um elevador e tinha o seu nome.Olhando sua foto aqui não reconheço vc. mesmo,mas eu acho que vc. é meu brother de muitos anos atrás,eramos pequenos e também brincávamos nos buracos de obra da rua Dona Antônio de Queiroz agora eu quero saber se é vc. mesmo o meu amigo de infância?

        Reply
        • Sérgio 14/03/2014 at 13:59

          Sou eu sim!! Me adicione no facebook 😉 Meu nome é Sérgio Lopes também conhecido como ‘Slop’! Vai ser fácil de me achar! Buracos de obra a bordo de bicicletas berlineta era o nosso passatempo preferido! ahahah abraços

          Reply
          • Rogério. 19/03/2014 at 16:15

            Caracaaa é vc. meu brother de infância,que loco isso.Depois de muitos anos,nesse site aqui,vc. me encontrou meu amigo.Kkkkkkk,como pode essas coisas acontecer.Pode deixar brother que assim que entrar no Face.,estarei te adicionando sim,que legal,kkkkk.Um forte abraçooooo Sérgio,p.q.p. que loco.Encontrar amigos de infância é muito bom.

  • Carmem 10/02/2014 at 10:41

    Sim, parece que o prédio foi vendido para a uma construtora. link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/02/1409013-predio-modernista-construido-em-1933-sera-demolido-na-rua-augusta.shtml

    Uma pena, trabalho ao lado desse prédio e todos os dias eu ainda tinha um pouquinho de esperança de que algum dia ele ainda pudesse ser restaurado…

    Reply
    • Douglas Nascimento 10/02/2014 at 12:11

      Essa reportagem contou com a nossa colaboração, Carmem.
      Abraços

      Reply
  • Adriana 10/02/2014 at 16:12

    Morei lá, e mesmo e estava antigo, sujo e barulhento gostava dele.

    Reply
  • Marcelo 12/02/2014 at 13:49

    ACOMPANHAREI SEU TRABALHO SIM. INCLUSIVE VOU COMPARTILHAR-LOS. COM O PROPOSITO DE INFORMAR A MEDÍOCRE MANEIRO QUE VC PASSA A INFORMAÇÃO..
    VOU BUSCAR AQUI, NESTE SITE MESMO OUTROS ASSASSINATOS A LÍNGUA E OCULTAÇÃO DE INFORMAÇÃO.

    Reply
    • Douglas Nascimento 12/02/2014 at 21:14

      Marcelo, boa tarde!

      Apesar de eu achar que não deveria nem respondê-lo o farei assim mesmo.
      Todos os seus 3 comentários (este acima e os outros dois) iriam ser liberados, mas agora só liberei este para responder a você.
      Seus comentários, bem como o de muitos outros estavam na fila para liberação. Eu estou fora do Brasil, trabalhando, em um fuso de pelo menos 4 horas em relação a São Paulo. Por isso alguns comentários demoram para entrar, era o caso de seus.

      Por aqui só não liberamos comentários ofensivos (seu caso), e pedidos de contatos para compra e vendas de imóveis. Todos os outros são liberados, sejam críticas, elogios ou complementos aos locais descritos.

      Se você não pode esperar 10-12 horas para ter seu comentário liberado eu não posso fazer nada. Ainda não faço milagres. Você é muito bem vindo aqui, mas a partir de hoje seus comentários estão banidos. É a primeira vez em 5 anos que me vejo obrigado a moderar alguém por aqui por tamanha falta de educação. Abraços, seja feliz.

      Reply
  • Edu Alves Hair 16/02/2014 at 21:45

    bom,sou cabeleireiro no Retro que fica de frente a esse edificio, nesse link do meu face vcs todos poderam ver uma parte da demolicao desse imovel que eu registrei em video. ali sera construido um predio residencial de alto padrao. vai ai o link
    https://www.facebook.com/photo.php?v=10200626462023357&set=vb.1814172223&type=2&theater

    Reply
  • Douglas Nascimento 12/03/2014 at 12:43

    Artigo atualizado, com as fotos do local após a demolição.

    Reply
  • Ricardo A 12/03/2014 at 13:01

    Pra quem propõe a manutenção do crescimento verticalizado da cidade e bobagens como Arco do Futuro, não dava para esperar grandes mudanças. O próprio Plano Diretor é apenas mais do mesmo. Sem falar na tal Outorga Onerosa, que pode ser traduzida como “pagando, você pode contruir acima do que a Lei permite”. Os direitos de quem mora ao lado, quem tinha sol, quem conseguia chegar em casa e circular ficam para um segundo momento.

    Reply
  • Carlos 12/03/2014 at 14:04

    Que pena. O que seria da Europa se os habitantes
    tivessem a mentalidade do paulistano? Sou paulistano, amo
    Minha cidade e torço para que um dia existam governantes que
    Pensem no todo e na memória da cidade.

    Reply
    • VD 04/06/2014 at 05:36

      Estou lendo os comentários de baixo para cima, então quero parabenizá-lo pela sensatez.

      Reply
  • Robert 12/03/2014 at 14:32

    Faltou uma coisa, dizer o nome da construtora que demoliu o prédio…

    Reply
  • David Hilario 12/03/2014 at 15:16

    Sem contar a área protegida e de mata atlântica que a Camargo Correa quer derrubar ao lado do Parque Burle Marx.. e a prefeitura não faz nada ou leva muito…

    Reply
  • danielforli 12/03/2014 at 17:19

    Meu deus, que mutação fizerem nesse prédio antes de demolir. Sad sad sad

    Reply
  • Miguel Fachini 13/03/2014 at 13:37

    o prédio se foi. e haverá uma nova obra de talvez alguém melhor que ele! Afinal se nem nós vivemos para sempre, por que as construções deveriam?

    Reply
    • Douglas Nascimento 13/03/2014 at 13:41

      Muito pouco provável que surja algo melhor que o prédio anterior, que era de Rino Levi. Basta olhar a falta de criatividade e mau gosto dos arquitetos que estão construindo os prédios da região.

      Reply
      • juliana 13/03/2014 at 22:16

        Estamos numa má fase da arquitetura paulistana, quiçá brasileira, há alguns anos. Tenho visto um pouco conservador certo saudosismo que, por exemplo, privilegia a preservação de imóveis sem considerar que verticalização bem estudada também significa democratização do espaço urbano. Há de haver um equilibrio, mas infelizmente como diz o dito, não se faz coisa certa em hora errada, e a hora está errada…..

        Reply
        • VD 04/06/2014 at 05:34

          Acho que essas pessoas, fora o Douglas, nunca ouviram falar na palavra “patrimônio”. Que tal demolíssemos o coliseu de Roma, a torre Eiffel em Paris, sobraria MUITO espaço para a verticalização bem estudada. Não, peraí, acho que está no tempo errado, ainda..

          Reply
  • Ed Marcos Sarro 26/03/2014 at 14:07

    Não sou arquiteto mas fiz mestrado na FAU-USP e sou casado com uma engenheira civil. Acabo prestando atenção no que acontece com a arquitetura e com o urbanismo. A bem da verdade, temos vivido nos últimos dez anos talvez um empobrecimento estético geral do Brasil. Com o PT no Governo isso ficou mais grave porque a cultura sindicalista que se instaurou e o advento da nova classe “C” inauguraram uma ditadura do mau gosto, do feio, do popularesco e do utilitarista que vai banindo qualquer manifestação supostamente atribuída à elite. Uma pena… Parabéns pelo blog, Douglas.

    Reply
    • VD 04/06/2014 at 05:28

      haha…. que comentário cretino.
      PS: é óbvio que você não irá aprovar o meu comentário, Douglas, mas tolerar essas aberrações é um tanto……. deixa pra lá

      Reply
  • Fabio Lanfer Marquez 02/11/2014 at 11:52

    Que pena por esta demolição e que belo projeto do Rino Levi… Um baita trabalho do SP Antiga que não foi em vão; o registro histórico ficou, memórias e até amizades de infância foram recuperadas com este post. A cidade está sempre em transformação. Esperamos ao menos que construam com arquitetura de qualidade, e então permitir a criação de novas memórias afetivas com o lugar.

    Reply
  • fotosecinemaHumberto Favaro Rodrigues 14/01/2016 at 15:10

    Parabéns Douglas.A cada dia fico mais interessado em suas reportagens/fotos e o conteúdo histórico de seus textos quee nos remetem a um passado tão fantástico que tivemos.Parabéns.

    Reply
  • Omar Salcêdo Valença 23/01/2016 at 18:45

    Morei próximo, na rua Dona Antônia de Queiroz de 1960 à 1971. Tudo era lindo, hoje uma podridão. “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”.

    Reply
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