“Toda história tem uma Estrela dentro do coração”

Quem hoje é adulto não tem como se esquecer de uma marca de brinquedos que deixou muitas de nossas melhores recordações da infância: A Manufatura de Brinquedos Estrela.

Estrela

Esta fábrica fez parte da vida de várias gerações que cresceram brincando com a boneca Amiguinha, Menina Flor, as Chuquinhas, Aquaplay, além dos bonecos do Comandos em Ação, o famoso Genius, entre outros. Claro que não podemos esquecer os jogos de tabuleiro que fazem sucesso até hoje como o Jogo da Vida, Banco Imobiliário e Detetive. E ainda os clássicos, Ferrorama e Autorama esse último assinado por pilotos como Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet.

Crédito: Divulgação

Manequinho e Ar-Tur, dois clássicos da Estrela (clique na foto para ampliar).

A Estrela foi fundada em 1937, no bairro do Belenzinho em uma modesta fábrica onde produzia-se bonecas de pano e carrinhos de madeira. Ao longo do tempo, a empresa cresceu e virou sinônimo de qualidade.

A empresa acompanhou o desenvolvimento do Brasil e cresceu junto com o país. Devido a sua expansão, a fábrica mudou para uma grande área no Parque Novo Mundo, bem na divisa de São Paulo com Guarulhos.

Tomada aérea da Estrela e meados dos anos 90

Tomada aérea da Estrela e meados dos anos 90

Este grandioso parque industrial chegou a ter mais de 1000 funcionários e contribuiu para que a Estrela fosse a primeira empresa no ramo de brinquedos a conseguir o certificado ISO 9001. Também foi uma das primeiras indústrias automatizadas e a primeira a introduzir o corte a laser no Brasil.

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / São Paulo Antiga

Até a tampa de bueiro era personalizada para a Estrela (clique na foto para ampliar).

Tudo ia bem, a empresa funcionava a pleno vapor com várias filiais em São Paulo incluindo uma em Manaus, mas o que era um sonho de empreendedorismo brasileiro acabou ficando em uma situação delicada.

Vista parcial da antiga fábrica da Estrela atualmente (clique na foto para ampliar).

Vista parcial da antiga fábrica da Estrela atualmente (clique na foto para ampliar).

Na década de 90, o então Presidente da República Fernando Collor de Mello autorizou a entrada de produtos importados no Brasil. Vários países ingressaram no mercado nacional, principalmente os chineses, com preços bem mais em conta do que os praticados no mercado brasileiro. Este acontecimento caiu como uma bomba para várias empresas e a Estrela foi uma delas, era difícil competir com os produtos estrangeiros com a nossa injusta carga tributária. As demissões viraram uma tortuosa realidade e a lenta decadência da empresa começou a ocorrer. Em 2003, em apenas uma semana, 200 funcionários foram demitidos e a partir dai este número só cresceu.

A sede da empresa no Parque Novo Mundo fechou e hoje não pertence mais a empresa, que não tem mais nenhuma relação com a edificação. Entretanto, a história da Estrela passa, inevitavelmente, pelo bairro.  Hoje a “maternidade” de nossos brinquedos de infância encontra-se abandonada.

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / São Paulo Antiga

Atualmente a lembrança da fábrica está apenas na marca deixada pelo símbolo da Estrela na parede

Descrever que o antigo complexo industrial está parecendo um cenário de guerra é a mais pura realidade. Um dos pilares de sustentação desabou, existe sujeira por todo os lados e o mato impera nas imediações da antiga fábrica. Os galpões estão completamente abandonados e parcialmente destelhados. Infiltrações e goteiras fazem parte do cotidiano em meio ao local insalubre. O lodo que se formou no chão torna-se um perigo para quem arrisca-se andar pelos galpões.

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / São Paulo Antiga

Um dos antigos galpões da fábrica (clique na foto para ampliar).

Ainda sobrevive uma área de entretenimento para os funcionários, onde há uma quadra poliesportiva coberta, porém a estrutura está toda enferrujada e corre risco de desabar. A empresa também possuía um campo de futebol que acabou sumindo em meio a tanto mato e lama. Apenas a arquibancada, que está com a pintura nas cores da empresa um tanto desbotada, conseguiu sobreviver ao descaso do patrimônio.

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / São Paulo Antiga

A antiga quadra poliesportiva (clique na foto para ampliar).

Crédito: Glaucia Garcia de Carvalho / São Paulo Antiga

O antigo campo de futebol (clique na foto para ampliar).

Importante salientar que a Estrela não encerrou suas atividades, entretanto a fábrica foi transferida para diversas unidades menores. Ela continua tendo grande importância para a economia brasileira e, principalmente, no coração de várias gerações que jamais a esquecerá.

O abandono desta fábrica mostra também como a região do Parque Novo Mundo e arredores sofreu uma grande fuga de indústrias. Em um raio 3 quilômetros, além da Estrela existiam também a Biscoitos Duchen, a Phillips do Brasil e a fábrica da Rayovac.

NOTA DO EDITOR 19/03/2014:

Fomos procurados pela assessoria de imprensa da Brinquedos Estrela que nos pediu para esclarecer alguns pontos da reportagem, deixando claro que a empresa não tem mais qualquer relação com a fábrica do Parque Novo Mundo.

Esclarecendo, em nenhum momento o São Paulo Antiga culpou ou criticou a empresa, o que não é nossa missão ou objetivo, tanto que o título da matéria chama-se “A antiga fábrica da Estrela”, o que já dá a entender que não faz mais parte da companhia. Exercendo nossa liberdade de expressão, contamos uma parte da história de uma empresa que foi importante para o bairro e até hoje segue importante para o país . Temos profunda admiração e respeito pela marca, bem com as dezenas de leitores que deixaram comentário em nossa página.

Assim sendo, reproduzimos abaixo o depoimento do Diretor de Marketing da Estrela, Aires Fernandes,  sobre a reportagem:

A Brinquedos Estrela inaugurou as unidades fabris de Itapira (SP) e Três Pontas (MG) em 2003. Por uma questão estratégica, optamos por sair da cidade de São Paulo e dividir nossa produção em unidades menores. O prédio e o terreno no Parque Novo Mundo, citados na matéria de 18 de março de 2014, não são de propriedade da Estrela há mais de uma década, portanto, a associação feita pela reportagem não procede. Não aceitamos associar os problemas atuais da região à nossa marca, sendo que não temos mais qualquer tipo de responsabilidade com o que foi feito do terreno. Enquanto esteve no Parque Novo Mundo, a Estrela foi implacável com a manutenção das instalações e muito cordial no relacionamento com a vizinhança do bairro. Desejamos muita prosperidade à região, mas infelizmente não temos como intervir no que diz respeito a um terreno que há muitos anos já não é mais de nossa propriedade. Aires Fernandes, Diretor de Marketing da Brinquedos Estrela

Veja mais fotografias internas e externas da antiga Estrela (clique na foto para ampliar):
Texto e fotografias: Glaucia Garcia de Carvalho

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

ATUALIZAÇÃO 26/02/2015:

O galpão principal da antiga fábrica Estrela já não existe mais, foi demolido na semana do carnaval de 2015.

clique na foto para ampliar

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O famoso complexo industrial possuía vários galpões. Todos já estavam destelhados e algumas paredes possuíam várias rachaduras. Nos dias em que visitamos a demolição, parecia que estávamos dentro de um filme de guerra, em um cenário de total destruição.

Na foto o alvará de execução

Na foto o alvará de execução

O conceito de patrimônio (ou arqueologia) industrial é algo relativamente novo no Brasil. Ainda pouco estudado, a história do patrimônio industrial está unida diretamente ao processo produtivo de uma época.

No caso da antiga fábrica da  Estrela, está ligada com as décadas de 1980 e 1990, onde os brinquedos a pilha tornaram-se populares e versáteis no país.

Enquanto o patrimônio industrial ainda está sendo pouco apreciado, teremos que conviver cada vez mais com demolições sem qualquer justificativa simbólica e histórica.

Abaixo uma galeria de fotos com cenas da demolição:

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

About the author

Licenciada em História, é pesquisadora e professora da rede pública e particular em Guarulhos. É co-fundadora da Associação Guarulhos tem História e Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Co-autora dos livros "Guarulhos tem História" e "Guarulhos: espaço de muitos povos".

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Comments

  • Edurdo garcia 18/03/2014 at 12:15

    Patrimonio do Brasil, abandonado pelo Estado…..

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    • Jorge Nader 18/03/2014 at 16:40

      como patrimônio? é só mais uma empresa como tantas outras. a empresa como prédio não tem valor algum em arquitetura, os brinquedos já existem museus que todos os anos na abrin são expostos.

      Reply
      • D. 18/03/2014 at 22:20

        Patrimônio industrial edificado também é história!

        Reply
      • marcelo cristiano de paula 05/10/2015 at 21:10

        realmente, a historia de várias familias, de uma má administração do municipio de guarulhos, que só perde, não vc que pensa que a estrela é só uma empresa particular, mas por outro lado tem um importante impacto social,morei no cecap, do lado!!!

        Reply
      • Luis Hector San Juan 21/10/2015 at 11:31

        No desempenho do meu cargo de Diretor Técnico da empresa, durante 2o anos e, pelo fato de ter supervisionado e coordenado todos os novos projetos de produtos, passaram diretamente pelas minhas mãos todos os maravilhosos brinquedos que a Estrela produziu entre os anos de 1973 e 1993.
        Além dos brinquedos simples, de plástico, madeira ou papelão (jogos de tabuleiro) a nossa equipe técnica criou, desenvolveu, projetou, e viabilizou a fabricação em massa de todo tipo de bonecas, incluindo as falantes, carros e caminhões, robôs e diversos veículos comandados por controle remoto através de frequência modulada, bonecos nadadores, helicópteros, locomotivas e vagões em escala; o famosíssimos “Autorama” com carros copiados exatamente da Fórmula 1 (Emerson, Piquet e Senna), em fim, torna-se impossível lembrar de todos, pois se tratava de cerca de 200 produtos novos lançados no mercado a cada ano, dentro de um rígido cronograma interligado às áreas de produção e vendas.
        Contudo, o fim da Estrela “antiga” permanece sendo um mistério para todos os seus ex-funcionários… 1- Quem assumiu o ativo e passivo dessa altamente valorizada Sociedade Anônima familiar (?) 2- e por que meio e valor foi transferida a propriedade e/ou uso das suas marcas (?) 3- Considerando o enorme patrimônio que a empresa possuía, qual foi o problema financeiro impossível de resolver que levou a empresa à transferência do seu ativo e passivo às mãos de terceiros que posteriormente se instalaram em outro prédio e cidade (?). 4- Eu mesmo foi quem negociou a permissão da Suframa no ano de 1990 com o seu superintendente, Manoel Rodrigues, para a instalação de uma filial em Manaus, que também eu mesmo implantei em prédio alugado da ELGIN. Se essa fábrica oferecia a possibilidade de importar componentes baratos e torna-los brinquedos acabados a custo muito inferior, por que o projeto não avançou?
        Lembro e tenho guardados detalhes de tudo o que transcorreu no tempo em que ainda trabalhava lá. Todavia, pouco tempo depois da inauguração da fábrica de Manaus, a empresa de assessoria empresarial dirigida pelo politicamente muito conhecido Sr. Andrea Calabi elaborou o plano de “re-engenharia” e desativação da fábrica “antiga”. Um novo presidente assumiu a Diretoria (Sr. Carlos Tilkian), o número de funcionários passou a ser da ordem de 500 pessoas e nunca foi esclarecido nada referente a esse “movimento empresarial”, que foi exclusivamente planejado para que o proprietário principal da Estrela, Sr. Mário Arthur Adler se retirasse oficialmente e não tivesse mais responsabilidade alguma pela gestão societária.
        Nessa negociação sobraram alguns milhares de inocentes trabalhadores que durante longos anos “deram o sangue” pela empresa, com satisfação e

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        • Renato Ferreira 15/02/2016 at 21:45

          Acompanhei parte disso com o Sr., trabalhei com office boy por alguns anos na estrela, atendendo a diretoria, no caso atendia diretamente a Maria do Carmo, vossa secretária. Tenho certeza que o Sr. não mediu esforços, porém, nem todos estão remam para o mesmo lado!

          Reply
          • Luis Hector San Juan 22/04/2016 at 11:54

            Prezado Renato, Agradeço as suas palavras e a sua lembrança de Maria do Carmo (uma das mais esforçadas e eficientes funcionárias da alta Direção. Fizemos todo o possível de fato, mas o plano já estava delineado pela empresa do Sr. Andrea Calabi.

      • Marcelo 23/10/2015 at 13:23

        Digo que no Rio tem uma fábrica que tanto ela como a loja homônima têm valor igualmente histórico: Confeitaria Colombo.

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      • Luis Hector San Juan 19/11/2015 at 13:08

        Jorge Nader, a sua visão é tão fria e meramente empresarial quanto a da empresa de “assessoria” de Andrea Calabi (personagem de importante participação nos governos Federal e Estadual do PSDB) que aconselhou a dar fim à trajetória da verdadeira Manufatura de Brinquedos Estrela, aquela que espelhava o espírito pioneiro dos seus fundadores e, ao mesmo tempo, demitir centenas dos seus funcionários, apenas para proteger a segurança financeira do seu proprietário.

        Reply
      • João Carlos De Meo 14/06/2018 at 16:45

        Ela não é (só uma empresa como tantas outras). Foi a maior fábrica de brinquedos de todos os tempos! Se não fosse a atitude de um presidente imbecil que abriu nosso mercado interno para outros paises, como por exemplo a China, onde os brinquedos são de péssima qualidade! Essa decisão acarretou em inúmeras demissões, nao só na Estrela, como em vários outros segmentos! Afinal, esse é o nosso Brasil… Quando não estão roubando, estão destruindo o que existe de melhor!

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    • Franco 20/03/2014 at 11:01

      O Estado tem cuidar de prédios privados? Por mais que tenha uma história, creio que não cabe ao Estado. E a história continua a ser feita em outros prédios que são de fato, propriedade da Estrela.

      Reply
      • Douglas Nascimento 20/03/2014 at 11:36

        O Estado não tem que cuidar de prédios privados, mas tem a obrigação de zelar pelo bem estar da população.
        A partir do momento que um prédio está uma década abandonada ele é um problema não só urbanístico como também de saúde pública. Mato alto atrai insetos, água parada atrai dengue, locais abandonados atraem marginais. Neste momento é sim um problema do Estado, que deve tomar alguma medida para que o processo de decadência seja revertido, seja multando o proprietário ou, em caso mais grave, desapropriando o local.

        Reply
        • Mônica 24/05/2014 at 00:24

          Douglas, você disse tudo e mais um pouco, nem é preciso dizer mais nada. Parabéns!

          Reply
          • JONATHAN 28/01/2016 at 11:53

            DOUGLAS VC PODE ME DIZER NA ONDE E COM QUEM CONSEGUI UMA LIBERAÇÃOS PARA ESTAR FAZENDO UMA GRAVAÇÕES DE VIDEO CLIP DENTRO DESTA FABRICA AMIGAO

        • walter vicente 06/06/2014 at 11:47

          NA MINHA INFANCIA MEU IRMAO MAIS VELHO TRABALHAVA NO SETOR EXPORTAÇÃO….EU CONHECI O SR. MARIO ADLER….DONA CHARLOT,,,EU TINHA OS BRINQUEDOS MAIS INCRIVEIS….
          VINDOS TODOS DA EUROPA PRA SEREM COPIADOS AQUI….TAMBEM ME LEMBRO DO DECIMO QUARTO E DECIMO QUINTO SALRIOS..PROS FUNCIONARIOS..TAMBEM ME LEMBRO DE CALÇADOS E VESTURARIOS MAIS BARATOS E COMIDA TAMBEM PROS FUNCIONARIOS…NA CASA DA MINHA MAE AINDA EXISTE PRESENTES DA DONA CHARLOT…PRO CASAMENTO DO MEU IRMAO… ESPECIALMENTE CRISTAIS…EU TIVE UM AUTORAMA INTERLAGOS O PRIMEIRO FABRICADO NO BRASIL…DEPOIS VEIO O DO ERMERSON..TUDO NA RUA JOAQUIN CARLOS…BELEM..SAUDADES…

          Reply
          • Ana Katia Benito 14/09/2014 at 18:21

            Papai fez as máquinas para fabricar fios de cabelo de bonecas e várias outras.Tinham modelos de brinquedos dos EUA também. Não sei quem eram os diretores mas ganhei muitos brinquedos deles quando ainda era bebê, há 50 anos.Amo a Estrela e chorei quando soube que a empresa não estava bem após a chegada dos brinquedos chineses e pensava em fechar as portas.Depois foram para Manaus.Tenho ainda várias bonecas.A Estrela faz parte de mim.Saudades de encontrar suas bonecas na árvore de Natal…

          • Luciana Candido 26/02/2015 at 21:32

            Puxaaaa minha mãe trabalhou na Estrela entre 1969 e 1975, só saiu por que casou. Lembro que eles tinham uma loja de fábrica na Rua Catumbi

        • Cleonice Bezerra 25/06/2014 at 17:21

          Douglas fiquei sabendo da fábrica antiga através da São Paulo Antiga no facebook, muito triste uma área tão grande e abandonada, quando todos os dias vemos famílias sendo desabrigadas por falta de moradia, é óbvio se um proprietário tem seu imóvel fechado por 10 anos é porque não precisa !!!! adoro histórias o que é bom tem de ser preservado. Parabéns pelas suas matérias.

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          • Rogério 27/02/2015 at 22:53

            O mesmo estado que gera o fechamento de empresas por facilitar a entrada de produtos chineses. Por serem parceiros em ideologia, gera desemprego e consequentemente pessoas sem moradia.
            Não é dever do estado desapropriar para dar para quem ele mesmo prejudicou.
            Hoje é o terreno da antiga fabrica como vc quer. Amanhã é metade da sua casa, como o governo quer.
            Assista ao filme Dr. Jivago…

        • Silvana 22/07/2014 at 10:23

          Concordo com o Douglas. A propriedade é privada mas causa transtornos à vizinhança e, nesse caso, o proprietário deveria ser responsabilizado.

          Reply
        • Paulo 13/01/2015 at 09:11

          ola Douglas,gostaria de ver o enderço da Estrela quando era no Belensinho, eu ja estive na fabrica, mas nao recordo a rua. obrigado

          Reply
          • Douglas Nascimento 13/01/2015 at 11:42

            Oi Paulo, como vai ?
            Era na rua Joaquim Carlos. Lembro-me porque eu trabalhei na Vigor e minha mãe quando jovem trabalhou na Estrela do Belenzinho.
            Abraços!

        • Celis Gobetti (@CelisGobetti) 07/06/2015 at 13:38

          Parabéns Douglas, essa é a verdade.

          Reply
        • Reinaldo Nicolete 11/03/2016 at 09:58

          Olá, minha mãe tb trabalhou na antiga Estrela do Belém. e está qerendo encontrar aigas amizades. Se puder entre em contato. FACEBOOK – Reinaldo Nicolete. obrigado.

          Reply
        • Reinaldo Nicolete 11/03/2016 at 10:14

          Olá Douglas, minha mãe tb trabalou na antga Estrela do Belenzinho, e está a procura de antigas colegas e amigas de trabelho. Se puder me ajudar entre em contato. Facebook Reinaldo Nicolete OBRIGADO !

          Reply
          • Douglas Nascimento 11/03/2016 at 10:28

            Minha mãe também trabalho Reinaldo, que época ?

        • Reinaldo Nicolete 11/03/2016 at 13:11

          AQUI É O REINALDO, ACHO Q FOI ENTRE 1960 E 1963 NOME ROSEMARI NICOLETE. MARAVA NA VILA MARIA

          Reply
          • Elsio 11/03/2016 at 19:40

            Boa noite, Reinaldo!

            Eu trabalhei na Estrela entre 1981 à 1993 no CPD, mas não tinha contato com a sua mãe. Porém, procure no facebook e mostre à ela. o José Valdir Santos. Ele atendida a área comercial na informática,tendo trabalhado muito anos por lá. Acredito que ela deverá lembrar.

            Abraço

  • J.C.Cardoso 18/03/2014 at 12:19

    O que f_deu a nossa indústria não foi somente abrir para a importação (que eu diria que, devidamente taxada, é saudável para a nossa indústria, pois estimula a concorrência e a consequente melhoria na qualidade dos produtos.
    Nossos carros mesmo melhoraram bastante depois da abertura do Collor.
    Aliás, nesse ponto, a Estrela sobreviveu a ele.
    O que f_deu a nossa indústria, sobretudo a de brinquedos, foi ter arregaçado para a importação desenfreada, principalmente de produtos da China, principalmente, de 12 anos para cá. que a China, por questões ideológicas, virou “nação amiga”.

    Reply
    • Edson Guimaraes 27/02/2015 at 07:24

      Nossa industria quase sempre copia, e mal, sejamos realistas. Importações da China ocorrem em todo o ocidente, em nosso país o percentual está abaixo da média. Grande prejuizo nos trás os que entram via Paraguay, sem qualidade, sem garantia, e sem imposto. Desconheço haver qualquer fato histórico que possa colocar a China como nossa inimiga. A China nos dá um lucro que jamais os EUA nos deram, estes sim buscando sempre abusar através de seu “poderio economico” sem lastro.

      Reply
      • scolari 27/02/2015 at 11:36

        CONCORDO EM PARTE, POIS EMPRESÁRIOS BRASILEIROS IMPORTAVAM BRINQUEDOS DE LÁ, SUB FATURADOS E QUE NÃO CORRESPONDIAM A QUALIDADE EXIGIDA PELA ABRINQ…..,BEM COM TRAZIAM DO NOSSO VIZINHO SEM IMPOSTO, CASO TIVESSE SIDO FEITO TUDO CORRETAMENTE, A DISPUTA POR MERCADO SERIA MAIS JUSTA E COMPETITIVA, PODENDO TRAZER DE QUALQUER PAÍS, ( ESTRELA EXPORTAVA PARA 54 PAÍSES, ERA A MAIOR FABRICANTE DE BRINQUEDO DE MADEIRA DO MUNDO ( SÓ MADEIRA RECICLÁVEL ACEITA PELO MERCADO EUROPEU E A QUARTA DO MUNDO EM PRODUTIVIDADE, ATENDENDO AS NORMAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA), SERÁ QUE O PARAGUAI AVALIA ESTES TESTES??????, SERÁ QUE SABE O QUE É????

        Reply
    • Augusto Guimarães 17/11/2015 at 09:07

      “Nossos carros”?… VC é louco? Só tem montadora (repito, montadora, e não indústria de verdade!) gringa no país… Aliás, o Brasil é o único membro do BRICS que não tem nenhuma indústria automobilística própria! É só se informar antes de sair por aí falando asneiras… A antiga Gurgel, por exemplo, o governo ajudou a falir abrindo as pernas para os foreigners!… Não existe mais indústria no Brasil!

      Reply
  • Gabriel 18/03/2014 at 12:23

    Parabéns excelente texto e belas fotos, adoro o SPA

    Reply
  • Mariana Belmont 18/03/2014 at 12:34

    Triste

    Reply
  • Nazareth Lemos Maldonado Peres 18/03/2014 at 12:46

    O abandono, a destruição de patrimônios, sempre são muito dolorosos! Lamentável que não consigamos preservar nossa memória!

    Reply
    • Jorge Nader 18/03/2014 at 16:49

      nossa como o brasileiro, está crítico, tudo é motivo para falar mal. a estrela é uma fabrica como qualquer outra, e existem centenas de fabricas de brinquedos no brasil. que não são tão famosas mas são feitos com preço ótimos para toda a população de baixa renda, porque os da estrela sempre foram caríssimos.
      e respondendo ao questionamento de um senhor abaixo que disse que falta empreendedores para isso no brasil. quem vai querer um brinquedo novo hoje réplica dos anos 40 e 50? isso é fruto da imaginação de quem não tem noções de mercado competitivo.
      repito , todos os anos na feira da ABRIN tem um stand mostrando esses brinquedos antigos, esse ano será no center norte em são paulo do dia 01 ao dia 04 de abril.
      convites são retirados na hora , não pode entrar crianças.

      Reply
      • Douglas Nascimento 18/03/2014 at 17:25

        Um museu tem que ser permanente, Jorge, como em qualquer país do mundo. Não uma mostra com ares de caridade 1x por ano na feira da Abrin.
        Museus nunca são demais. Principalmente se houver o cuidado de fazê-los não apenas no centro, mas em regiões periféricas também.

        Reply
        • Franco 20/03/2014 at 11:05

          Amigo sua ideia é ótima, como também utópica.

          Reply
          • Douglas Nascimento 20/03/2014 at 11:33

            Desculpe Franco, não vejo utopia nenhuma em querer melhorar a cidade em que vivemos.
            Claro, é mais cômodo ficar sentado em casa e achar que tudo é utópico e impossível, mas se pressionarmos nossos representantes as coisas acontecem.

      • ROBERTO ANDRADE 18/03/2014 at 21:08

        JORGE ME DESCULPE A FRANQUEZA MAIS VC COM CERTEZA NÃO TEVE INFANCIA E TAMBEM NÃO ESTA ACOSTUMADO COM COISA BOA TUDO QUE TEM HISTORIA FAZ A GENTE RECORDAR E TUDO QUE E BOM CUSTA CARO EU POR EXEMPLO TENHO VARIOS BRINQUEDOS E JOGOS FEITOS PELA ESTRELA ATE HOJE INTACTOS E OLJHA QUE EU BRINCAVA BASTANTE AGORA SE VC PREFERE OS CHING LING PQ CUSTA BARATO E AINDA POR CIMA TIRA O EMPREGO DE NOS BRASILEIROS MEUS PESAMES….

        Reply
        • JURÉA CRUZ 19/03/2014 at 09:22

          Parabéns Roberto foi isso mesmo que aconteceu vieram os “Ching Ling” acobertados pelo Governo Comunista e os nossos
          fabricantes e seus funcionários ficaram sem empregos e tem gente que ainda apoia essas idiotices.A minha filha teve muitos brinquedos dessa digna Fábrica que era uma beleza..

          Reply
          • Franco 20/03/2014 at 11:10

            O governo do Collor foi comunista?

          • Edson Guimaraes 27/02/2015 at 07:07

            Olá Juréa. O Roberto tem, razão, sim, mas isto se todos tivéssemos condição de sempre podermos adquirir o melhor. Eu tive berço de ouro, brinquedos que me traziam da Europa, dos EUA, e Japão – carros da Cox e da Mabucchi eram infinitamente melhores que os da ESTRELA, mas a pista “em 8” é Estrela e existe até hoje! Infelizmentee nossa industria pouco investe em pesquisa, mais copiam que criam – desejam lucros 100%. O que muito atrapalha não é o que se importa da China, mas sim o que entra via Paraguai. Desde 2000 quase tudo no mundo ocidental tem origem chinesa. Pena que no Brasil se critica sem analise, repete-se o que a Globo nos insinua. O Jornal Nacional, ontem, e seus apresentadores, choraram o jovem morto pela polícia na Venezuela, com ênfase crítica à política daquele país. Não vejo chorarem nenhum jovem brasileiro executado por nossa polícia.

        • luciano 20/03/2014 at 00:13

          perfeito

          Reply
        • Mônica 24/05/2014 at 00:31

          Concordo contigo, Roberto.

          Reply
        • Lucia 26/09/2014 at 08:02

          Verdade, nada é pior do que um povo sem memória. Os adultos que hoje estão na faixa acima dos quarenta se recordam com saudade dos lindos brinquedos. Eu mesma, aos 62 anos, ainda tenho um jogo de tômbola e dominó intactos, a caixa é de madeira e os cartões para marcar os números estão perfeitos. Se fosse um brinquedo porcaria ching ling já estaria na lata do lixo há décadas!

          Reply
        • Iran Araujo 06/06/2015 at 10:53

          Roberto Andrade foi a melhor resposta até agora. Quando a Estrela lançou no mercado os dinossauros eu comprei toda a coleção. Meu ilho qque hoje tem 26 anos e tem todos em sua estante. Os produtos eram de excelente qualidade. Com a aberturas das importações vieram os chamados CHING LING que já chegavam com defeito.

          Reply
      • Rosália Santos 18/03/2014 at 23:24

        Não sabia dessa feira Jorge. Vou marcar na minha agenda. Obrigada pela dica.

        Reply
      • Renato 19/03/2014 at 02:56

        Ô Nader, pelo jeito você não deve ter respeito pela memória, seja de qualquer área e nem pela opinião dos outros. Mentalidade pequena como a sua tem cura.

        Reply
      • Rosana 19/03/2014 at 09:17

        Cara, é história ! História é “cultura”, acredito que o propósito da reportagem (inclusive do site) é mostrar São Paulo e não questionar política, preços etc… é legal relembrar o passado e aquilo que marcou momentos de muitos.

        Reply
        • Edson Guimaraes 27/02/2015 at 07:12

          Que bom existir pessoas como você, Rosana, lucida, poderada, e culta. Infelizmente estamos vivendo um momento em que nosso país somente tem crédito lá fora, onde todos nos invejam. Aqui, na maioria dos sites, tenho lido boatos e críticas absurdos dos que tentam transformar até mesmo a cultura e o lazer em palanque eleitoral. Eu amo São Paulo!

          Reply
      • mario aquino 19/03/2014 at 13:01

        Vamos esperar o quê de alguém que se apresenta com a imagem do “Curintia”, qualquer outra é a senhora que lhe deu vida, comprei brinquedos incríveis desta marca para meus filhos, brinquedos que se você procurar não mais encontrará no mercado, nivelado por baixo, tinha uma locomotiva que o meu filho antes de caminhar já andava montado nela, bastava girar um sarilho, ela apitava, tinha formato pedagógico e tudo o mais.
        Portanto quem não tem sensibilidade de mercado é este sujeito aqui.

        Reply
      • Wesley Cesar Mariano 21/03/2014 at 09:23

        Jorge, como ex-funcionário do DRI (Divisão de Relações Industriais) da Estrela, hoje o mercado chama de RH, posso te dizer que ali morava uma grande família, principalmente no nosso setor, as pessoas sentiam-se bem em trabalhar naquela empresa (restaurante, benefícios, grêmio, serviço social, etc). Pelo que percebi você não conhece muito dela, acredito que você tenha um pouquinho de razão, mas na vida nem sempre devemos usar a “Razão”, um pouco de alegria faz bem ao “Coração”. O Ministério da Saúde adverte “amargura” causa doenças no coração. Sorria….Abraço de um Ex-trela.

        Reply
        • cassio 24/04/2014 at 23:48

          isso ae,sou ate hj funcionario da Estrela,e sinto muito orgulho de participar dessa familia 😉

          Reply
          • Ines Olivia Espinoza 14/11/2014 at 12:40

            eu trabalhei nessa fabrica no ano de 1987 , gostava muito de trabalhar la sinto falta ate hoje gostaria de voltar

    • Mônica 24/05/2014 at 00:26

      Muito bem, Nazareth!

      Reply
  • Marcus Paulo Silva 18/03/2014 at 13:13

    Se fosse nos EUA hoje seria um museu dos brinquedos. E o ingresso seria cobrado e poderíamos comprar quase tudo la dentro dando o maior lucro… Mas faltam empreendedores no pais.

    Reply
    • Gloria Bach Goncalves 18/03/2014 at 16:42

      Tem razao Marcus. Uma pena que estas coisas nao acontecem no Brasil.

      Reply
    • Jorge Nader 18/03/2014 at 16:50

      a estrela não fechou, continua fabricando brinquedos.

      Reply
      • Renato 19/03/2014 at 02:59

        O Nader leu e não entendeu. Chatonildo…

        Reply
    • Gilson Gomes 19/03/2014 at 18:03

      Marcus além de faltarem empreendedores neste país, o que existe é muita gente oportunista que quer ganhar dinheiro nas costas dos outros. As lojas de brinquedos que o digam, as margens são estratosféricas, estão nas mãos de poucos, é um “quase” cartel.
      E quem entrar, mesmo que pelas beiradas tem que praticar os preços “impostos”. Quer um exemplo: um Lego que no Brasil custa R$ 50,00, se vc for para Miami vai pagar em torno de U$ 3,75 mais 6% de imposto.
      É só comparar no Amazon.
      Outra coisa uma fabrica de brinquedo no Brasil dificilmente vinga: não vai propiciar margens de lucros relevantes para os lojista.
      O que fazer? Deixar de comprar? Como nossos filhos irão ficar sem brinquedos no Carnaval, na Páscoa, na férias de Julho, no Dia da Criança, no Halloween, no Natal e no seu aniversário. E tem mais, os primos, os amiguinhos da classe, o vizinho…….
      Se fossemos um país com educação e um povo unido conseguiríamos reveter toda esta situação com boicotes. Aqui não, não há brasileiros.
      Se você esbarrar numa mulher acompanhada, porque tropeçou nas belas calçadas das nossas cidades, pode ter certeza que o acompanhante vai te dar uns tapas ou coisa pior. Corto meu …. se ele te falar: tudo bem…acontece.

      Reply
      • Mônica 24/05/2014 at 00:43

        Verdade Gilson Gomes, infelizmente o nosso povo não tem boa educação (conforme o texto, refiro-me a cultura) e não somos um povo unido, senão reverteríamos sim essa situação. O problema é a “massa”!

        Reply
    • Riquelme Dias 29/03/2014 at 03:13

      É mesmo?!? Você já ouviu falar de Detroit a Cidade Fantasma? Para você deve ficar no Brasil né?

      Reply
  • Renato 18/03/2014 at 13:32

    Realmente é uma tristeza muito grande ver essa fabrica de sonhos se tornar esse pesadelo !!! Para quem cresceu brincando com os brinquedos da Estrela, fica uma saudade muito dolorida!!!!Isso é mais uma prova desse governo vendido e incompetente que temos, nesse pais que cada vez mais esta perdendo sua identidade, sua história e seus patrimônios culturais!!!

    Reply
  • Yuri 18/03/2014 at 14:30

    Olá, somo uma página dedicada a preservar a memória do Parque Novo Mundo, local onde essa fábrica se encontra e gostaria de lembrá-los sobre a sua mais importante visita, ninguem menos que Michael Jackson que na saída sua comitiva atropelou um garoto do bairro.
    Se quiserem temos fotos antigas e recortes de jornais da época da inauguração. Obrigado!

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2014 at 14:48

      Olá Yuri, como vai ?

      No texto originalmente havia a menção a visita do Michael Jackson, mas na revisão acabei suprimindo porque não tinha imagens para ilustrar.
      Se houver, ficaria grato em receber esta e algumas outras imagens que você mencionou. Vou te escrever com meu email em PVT. Obrigado!

      Reply
    • fabio 12/04/2014 at 15:10

      Lembro bem dessa visita do Michel Jackson e desse atropelamento.O pai processou o M.Jackson gastou uma fortuna em advogados e viagens e no fim não sei o que deu.

      Reply
    • Reinaldo Nicolete 11/03/2016 at 10:19

      POR QUE DERRUBARAM A DUCHEM?

      Reply
  • Vinicius Campoi 18/03/2014 at 14:31

    Grande Estrela! Lembro bem deste endereço que vinha na caixa dos brinquedos: Rua Cabo Norberto Weber. Aliás, tinha um endereço no Belém (não sei se onde era antiga fábrica), onde funcionavam escritórios da empresa, se não me engano na Rua Joaquim Carlos.

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2014 at 14:47

      Oi Vinícius,

      É isso mesmo, o escritório ficava na Joaquim Carlos. Sei muito bem porque foi o primeiro emprego da minha mãe, que mora poucos metros dali.
      Aliás caminhando pela Joaquim Carlos indo para a Estrela (ou voltando para casa) que minha mãe conheceu meu pai, que trabalhava na fábrica vizinha, a Vigor.

      Reply
      • Silvio Augusto Sgai 23/12/2014 at 13:08

        Bom dia Douglas, espero que você leia este comentário, Você me fez voltar no tempo, mais ou menos 55 anos para traz.
        Eu nasci na rua Joaquim Carlos, 306, exatamente entre a Fabrica Estrela e a Usina Vigor.
        Tenho muitas histórias daquele lugar.
        Espero um dia poder compartilhar aqui ou pessoalmente.

        Um Grande Abraço

        Silvio Augusto Sgai

        Reply
        • Douglas Nascimento 23/12/2014 at 15:34

          Minha avó nasceu na mesma rua, mas dentro da Vigor, em 1920… lá também nasceram alguns tios também!
          Abraços

          Reply
    • luiz carlos 22/11/2014 at 21:42

      RUA JOAQUIM CARLOS Nº 633 BELENZINHO- SP,

      Reply
      • Luis Hector San Juan 22/04/2016 at 12:06

        Luiz Carlos, exato, esse era o endereço dos escritórios. A fábrica ficava na calçada oposta, bem ao lado da VIGOR. Por sinal, acho que esta empresa comprou o prédio da Estrela.

        Reply
      • gisela de fatima graca rocha 02/02/2017 at 11:12

        desculpem a intromissao no bate papo. Trabalhei na Joaquim Carlos 633 no Depto Financeiro entre janeiro de 1979 ate agosto de 1983. Estou procurando amigos daquela epoca. Muita saudade.E sem duvida foi a primeira empresa que trabalhei e foi a melhor.

        Reply
  • Dopefish 18/03/2014 at 14:42

    Gente, na moral…é legal ver esse pedaço da história de muitos aqui, mas vocês são muito sentimentalistas…é só uma fábrica abandonada, nem beleza arquitetônica tem, poderá dar lugar a outras fábricas, ou a residências, ou a um parque, sei lá…o Estado não tem dever nenhum de preservar uma coisa dessas (ainda bem!). Abraços.

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2014 at 14:46

      Dopefish,

      Mas não estamos falando de sentimentalismo em relação a fábrica, mas sim aos produtos.
      Sobre as instalações não há nada de especial na arquitetura (diferente da demolida Duchen), porém é inaceitável uma espaço tão grande abandonado.
      Uma área dessas com pouco esforço rende uma universidade, escola, hospital e até outra fábrica. O que não pode é ficar assim abandonado.

      Abraços

      Reply
      • Fábio Melo. 18/03/2014 at 15:38

        Discordo, num país como o Brasil é sempre triste ver uma fábrica abandonada, lugar onde já gerou-se empregos e muita gente construi sua vida. Será que esses funcionários que foram demitidos o mercado absorveu, ou viraram vítimas de trabalhos informais?

        Triste mesmo ver isso num país onde hoje só se gera subempregos.

        Reply
        • Celso 18/03/2014 at 17:16

          Também discordo do Dopefish.

          Dói até hoje o que fizeram com a Duchen.

          Não é só a arquitetura que está em jogo mas a história, o lugar, pessoas e estórias. O prédio guarda todos esses significados e por isso deve ser preservado. Seria mais uma contribuição para a preservação da memória e identidade dessa cidade industrial e seu povo trabalhador.

          Achei ótima a ideia do Marcus Paulo Silva (comentário acima) de transformá-lo em um Museu do Brinquedo a exemplo tantos outros ótimos museus dedicados à preservação que existem em São Paulo.

          Reply
        • SILVIO 28/06/2014 at 02:08

          TRABALHEI NA ESTRELA FOI A MELHOR FIRMA QUE TRABALHEI EM TODA MINHA VIDA EM 1987 . MORANDO NA VILA MARIA ERA BEM PERTO DE CASA APESAR QUE A ESTRELA TINHA ONIBUS , FIZ MUITOS AMIGOS LA.

          Reply
          • SILVIO 28/06/2014 at 02:20

            A SECÃO QUE TRABALHEI DECORAÇÃO EU, DELMO MUNHOZ, EDSON , KINKINHA BOM DE BOLA , NEGUINHA, MERCIA, HELIAS,MARADONA,MARIA, IZAQUE ENTREI NA EPOCA DA FABRICAÇÃO DO HIMEM , DO CARRINHO MAXIMOS, MEU IRMÃO JOSE CARLOS E A SOLANGE TAMBEM TRABALHARAM

          • luiz carlos 22/11/2014 at 21:46

            CONCORDO COM VC SILVIO, TAMBEM TRABALHEI NA ESTRELA DURANTE 16 ANOS, SEMPRE MORANDO NA VILA MARIA ALTA. SAUDADES EU DIGO COM TODO ORGULHO A ESTRELA FOI A MELHOR EMPRESA QUE TRABALHEI NA MINHA VIDA.

      • Mônica 24/05/2014 at 00:50

        Douglas, grande admiração por ti pelos seus comentários inteligentes e sensíveis. Partilhamos dos mesmos pensamentos. Dificilmente encontro alguém assim. Lendo os seus comentários, nem preciso responder, porque você põe em palavras o que penso. Legal.

        Reply
    • Dalila Andrade 18/03/2014 at 21:09

      Prá quem não compreende, sugiro ler John Ruskin, um teórico inglês da preservação desse tipo de arquitetura simples, comum, do povo. Um pouquinho de cultura não faz mal a ninguém.

      Reply
      • Renato 19/03/2014 at 03:03

        Deixe pra lá, Dalila. Pessoas como Jorge Nader e Dopefish não tem capacidade pra compreender isso…

        Reply
  • Dietrich Grandberg 18/03/2014 at 15:42

    Lamentável saber que uma empresa como e Estrela veio a perder espaço e grandeza diante da abertura do mercado aos produtos importados, mas não quero adentrar esse mérito. A Estrela fez parte da vida da maioria dos brasileiros, com seus brinquedos inovadores e muito desejados pelas crianças da época. Até hoje eu tenho diversos “Aquaplay” guardados em casa, com muito zelo e carinho. Outra coisa que marcou muito foram as campanhas publicitárias, cujos jingles foram marcantes.
    Pena ver uma patrimônio como esse completamente abandonado. Como foi dito, falta interesse para que se transforme aquele local em algo que seja de utilidade pública, como um parque temático, um centro de ensino, ou até mesmo um hospital… E meus parabéns pela reportagem!

    Reply
  • Andreia Garcia 18/03/2014 at 15:43

    Lamentável!!!

    Reply
  • marcelo 18/03/2014 at 15:54

    Olá. Eu fiquei com o coração apertado qdo li sua matéria. Trabalhei lá de 1987 à 1991 quando fui demitido com algumas centenas de funcionários. Alguns dados que foram colocados acho que estão desatualizados

    Reply
  • Fernando Toledo 18/03/2014 at 16:01

    Me lembro do dia que fiz uma entrevista de emprego neste local. Era incrível, em todos os ambientes tinha brinquedos montados… uma pena ver o descaso do governo para com nossas empresas e falta de pessoas empreendedoras para reaproveitar este local, trazer à memória tudo aquilo que ficou no passado!

    Reply
  • Solange Travassos 18/03/2014 at 16:19

    trabalhei na Estrela no Pq. Novo Mundo de 84 à 93, ela junto com o Escritório central chegou a ter mais de 15.000 funcionários, quando fez 50 anos, fechou a Portuguesa para a festa com show de Raul Gil e Ultraje à rigor, por sinal conheci meu marido lá, e hj quando passo na frente dela pela Dutra, fico bem triste de ver como está, moro em Caraguá, na época fiquei sabendo que o Itaú ficou com o prédio por causa das divídas , não sei se procede, ok…. só digo muita saudade ……

    Reply
    • LAERCIO 17/04/2015 at 16:28

      Lembro desse evento na portuguesa, eu estava la rssssssss, Trabalhei no dpto de vendas como promotor , foi uma das empresa que mais gostei , participava de feiras, convenções era td de bom .Apesar de ganhar pouco mais trabalhava com amor ,belos tempos rssssss

      Reply
    • Maria Perucciini 27/12/2016 at 08:53

      Solange é verdade ,eu também trabalhei lá e participei da festa, tenho o jogo de xicaras que ganhamos de presente do 50 anos de Estrela …saudades . foi muito bom trabalhar empresa lá.

      Maria Peruccini.

      Reply
  • Fernando Lopes 18/03/2014 at 16:25

    Este lugar eu conheço muito bem. Se tornou um lugar onde, frequentemente, pessoas entram e saem a todo momento como usuários de drogas, skatistas, ou seja, tudo de ruim que se espera de um lugar abandonado. Sem dizer que existe um tipo de piscina que é um verdadeiro criadouro de Dengue.

    Reply
    • Olenka de Moura 19/03/2014 at 02:03

      Skatista é algo de ruim ???? Por causa da pedofila de alguns padres a igreja é ruim? Por causa de alguns maus policiais a PM é ruim ?, etc… O que mais me tocou, na reportagem, foi a parte social, saber do desemprego de tantas pessoas, muita gente ao mesmo tempo, deve ter sido muto difícil, para elas.. No mais, gostei da reportagem, eu não sabia disso!.
      .

      Reply
      • J.C.Cardoso 19/03/2014 at 11:28

        Não pratico skate. Nunca pratiquei. Mas também não vi correlação nenhuma. O que tem o * com as calças?

        Reply
  • Jakson 18/03/2014 at 17:16

    Neste parque industrial chegaram a trabalhar mais de 7.000 funcionários em 1987, e não somente os 1.000 informados na matéria, somente este ajuste por alguém que participou desta história, o restante muito bem redigido

    Reply
  • arlei mesquita 18/03/2014 at 17:49

    pois é,trabalhei nesta empresa durante 14 anos,quando saí em 1999,trabalhavam 12000 funcionários,hoje ao ver essas fotos,fico muito triste,principalmente ao saber que as pessoas que estào no poder continuaeão fazendo isto.

    Reply
  • Antonio Leonardo de Freitas Matos 18/03/2014 at 18:17

    Muito triste!!!!!

    Reply
  • Mário 18/03/2014 at 18:29

    Fico triste em ver como ficou o local onde eu trabalhei por 5 anos. Vi a última máquina sair do galpão das injetoras e fui um dos poucos que viu aquele lugar vazio em fevereiro de 2004. O meu saudosismo não é pelos brinquedos, que como bem disseram aqui continuam sendo fabricados em Itapira, Três Pontas e Manaus. Mas pelos bons momentos que passei. Trabalhar na Estrela e fabricar os brinquedos que eu brincava quando criança foi uma experiência incrível.

    Reply
  • Sandra Osti 18/03/2014 at 18:35

    Triste de ver. Passei 10 anos de minha vida nesse local. Muitas lembranças.

    Reply
  • Katia avino 18/03/2014 at 18:53

    Moro próximo ,penso que deveriam isar esse espaço…para a educação ETC.!

    Reply
    • Rogério. 12/03/2016 at 18:29

      Vamos pedalar lá dentro.

      Reply
  • Alexandre Zamariolli 18/03/2014 at 19:53

    É de cortar o coração. Não tanto pelo prédio, mas principalmente por tanta alegria que se produziu ali dentro.

    Reply
  • Nelson Soriano 18/03/2014 at 20:09

    Eu vi a construção e caminhei por todos os lugares fotografados com 4 mil funcionários na ativa. 30 anos de Estrela

    Reply
    • Manoel Nilo de Moura 18/03/2014 at 23:35

      Olá Nelson eu sou o Nilo do Almoxarifado lembra? abraços paz e saúde

      Reply
      • Elsio 16/04/2014 at 20:34

        Nilo, aqui é o Elsio que trabalhava com o Nelsão e o Maizena.

        Será que se for lá no prédio aquela moedinha de 5 centavos estará colada no chão ou você levou embora?
        Tem tinta para carbono ai?

        Abraços,
        Elsio

        Reply
        • Manoel Nilo de Moura 08/12/2014 at 11:48

          A moeda kkkkk eu tive dó da Dna Fernanda do setor de custos ,eu colei a moeda c/ Super Bonde e ela ficou tentando arrancar do chão foi muito engraçado mas ao mesmo tempo deu dó.
          Bons tempos e eu aproveitei kkkkkk

          Reply
          • maria elisabete alves stradioto 28/07/2017 at 13:09

            Fui dar uma olhada no fcbk e deparei com essa reportagem.
            Cliquei nos comentários e acho que caiu um cisco no meu olho snif…snif…
            Alguém escreveu lá em cima: sabe atas alegrias essa fábrica produziu?
            Fecho os olhos e vejo minhas 3 filhas, hoje casadas, abrindo pacotes perto da árvore de Natal…
            Snif…
            Lu Patinadora, pra filha Luciana, Banco Imobiliário pra Mayra, a cdf
            Meu BB, pra Sara, a caçula.

            Obrigada a todos vcs, trabalhadores dessa fábrica de sonhos!

      • Maria Rivalda Santos 25/04/2014 at 21:05

        Nilo querido, lembra da Valda do Almoxerifado? saudades do nosso tempo de Estrela Querida, muita saude e paz pra vc. abracos.

        Reply
    • Elisa Brancato 18/03/2014 at 23:57

      Meu avô também passou a vida lá. S. Euclides Brancato

      Reply
  • darcy borges 18/03/2014 at 20:28

    Fiquei muito surpresa com estas informações.

    Reply
    • silvana mendes zago 24/02/2016 at 21:22

      darcy borges,trabalhei com você entre 1991 a 1995 na metalúrgica sobrinha da minha tia Edilma lembra ?
      saudades, meu primeiro emprego eu tinha 14 anos ,nossa amava trabalhar lá ,pena que não tenho mais contato com as pessoas que eu fiz amizade ,grande abraço e tudo de bom ..

      Reply
  • Carlos Eduardo M de Brito 18/03/2014 at 22:18

    D’Brito Representação & Marketing
    Em Nome Da Família Brito Sentimos Muito Por Tão Descaso, Pois Fizemos Parte Desta Tão Maravilhosa Historia. (chamada Manufatura De Brinquedos Estrela, Que Nunca Vai Parar de Brilhar em Nossos Corações!

    Reply
  • João Paulo 18/03/2014 at 23:05

    Nem tanto o céu, nem tanto a Terra. Ver uma fábrica dessas abandonada é triste, mas seria melhor uma outra fábrica no lugar do que um museu que geraria bem menos empregos.

    Reply
  • Manoel Nilo de Moura 18/03/2014 at 23:32

    Eu não sou saudosista e nem vivo de passado mas tenho boas lembranças da ESTRELA, foi lá que eu tive o meu primeiro emprego e trabalhei durante 20 anos e fico triste em ver a situação como está agora, mas a vida é assim então bola pra frente.

    Reply
  • Renato 19/03/2014 at 02:52

    É triste ver o que restou dessa fábrica. É uma pena, realmente.

    Em tempo: Esse Jorge Nader é um chato de galochas, hein? Nunca teve infância?

    Reply
  • Gilson Gomes 19/03/2014 at 08:50

    Culpar governos, altos impostos…. é muito fácil, sobretudo depois que a vaca foi para o brejo. Atuei nos anos 90 em uma base da Fiesp e presenciei de perto que os “grandes” empresários brasileiros só sabiam reclamar. De tudo, de sindicatos, de matéria prima de baixa qualidade, de mão de obra não qualificada… etc e tal.
    Foi por pouco tempo, porém nunca vi um falar em inovação, em treinamento de sua mão de obra, de criar novos produtos, de se reinventar.
    Enfim fazer algo novo.
    Só ficavam falando e metendo o pau nos chineses, japoneses, coreanos e quem mais se sobressaísse no mercado, e falando sobre próstata.
    Outra coisa, às sextas-feiras, depois das 13 horas você não achava um dono de indústria em sua empresa, pois já estavam indo para o Guarujá, Búzios, Rio, Fazenda no interior……
    E se o feriado fosse na quinta, na quarta o expediente terminava as 11 hs.
    Enquanto do outro lado do planeta……
    Acho que já esta mais do que na hora de parar de falar e agir, e o mais importante, resgatar raízes.
    No canal a cabo History tem um programa de um cara chamado Rick, que restaura coisas antigas. No Brasil ele não teria sucesso como empresário restaurador, pois nos não temos arquivos de nossa história, porque ora foi tudo queimado (redes de TVs) ou tudo destruído como nos casos da Duchen, Estrela, Mappin, Mesbla……
    Se você for juntar as peças consegue no máximo uns 5% de dados.
    Muito triste para uma nação com mais de 200 milhões de pessoas.

    Reply
  • ERNESTO 19/03/2014 at 09:44

    BEM AQUI FICA MINHA OPINIÃO, A ABERTURA DE MERCADO FOI BOA, PORÉM O QUE TEM QUE SER COLOCADO: 1- O PRODUTO CHINÊS NÃO ATENDIA E NEM ATENDE AS NORMAS BRASILEIRAS DE SEGURANÇA E QUALIDADE, COISA QUE O PRODUTO BRASILEIRO TINHA E TEM QUE TER CERTIFICAÇÃO PARA ENTRAR NO MERCADO. 2- O PRODUTO CHINÊS ENTRAVA E ENTRA PELO PARAGUAI CERCA DE 40% NA ÉPOCA SEM PAGAR UM PUTO DE IMPOSTO ( CONTRABANDO ), O QUE ENTRAVA LEGALMENTE QUANDO CHEGAVA AQUI COM UM PEQUENO SUBORNO PASSA PELA FISCALIZAÇÃO SEM ATENDER A NADA E ERA E É VENDIDO NO MERCADO, BEM CONCORRER ASSIM É FÁCIL, QUERO VER CONCORRER ASSIM:
    A ESTRELA CHEGOU A EXPORTAR PARA 154 PAÍSES ATENDENDO AO PADRÃO INTERNACIONAL DE QUALIDADE E SEGURANÇA DO MESMO PADRÃO ( NO BRASIL NÃO EXISTIA PADRÃO DE ESPECIFICAÇÃO DE SEGURANÇA E QUALIDADE, O QUE EXISTE HOJE FOI COPIADO DO PADRÃO DA ESTRELA ) FOI A QUARTA EMPRESA MUNDIAL DE PRODUÇÃO DE BRINQUEDOS PLÁSTICOS E A PRIMEIRA EMPRESA MUNDIAL DE BRINQUEDOS DE MADEIRA DO MUNDO, NÃO É ATOA QUE O PLÁSTICO DA INJEÇÃO DO NOSSO BRINQUEDO PODIA SER COMIDO POR UMA CRIANÇA QUE ELA NÃO SE INTOXICAVA ( O PLASTICO PODE DAR ATÉ 40 RECICLAGENS ) APÓS A SEGUNDA RECICLAGEM JÁ ESTA TÓXICO PARA BRINQUEDO, O CHINÊS FAZ ISSO??? O BRINQUEDO BRASILEIRO DURA ATÉ HOJE QUANDO DAMOS PARA NOSSOS FILHOS OU NETOS, O CHINÊS VC. OLHA ELE QUEBRA É FEITO PARA QUEBRAR……BEM PENSE UM POUCO NISSO SRS. ANTES DE DIZEREM QUE FOI SÓ MAIS UMA EMPRESA QUE FOI……FOI PARA DEIXAR SAUDADES NO CORAÇÃO DE MUITAS CRIANÇAS QUE NÃO ESQUECEM DO NOME ESTRELA…………..

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    • Francisco Garcia 19/03/2014 at 20:27

      falou tudo,trabalhei em uma loja de brinquedos em 1997 e os brinquedos da china era vai e volta de tão ruim.

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    • Mônica 24/05/2014 at 01:04

      Ernesto, obrigada pelos esclarecimentos. A má qualidade dos produtos chineses são incomparáveis com os de alta qualidade da Estrela.

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  • pagina12 19/03/2014 at 10:39

    Tal qual como “herança” passei para o meu filho de 32 anos o legado do meu trem elétrico Santa Fé fabricado pela Estrela. Um detalhe que sempre me deixou chateado foi um trem à corda fabricado pela Metal que ganhei nos anos 50, infelizmente o terrível trenzinho não andava nos trilhos, foi uma decepção na infância que resultou na compra do Santa Fé nos anos 70.

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    • fabio 21/03/2014 at 16:42

      Santa fé não era da atma ?

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  • Roberto Tatemoto 19/03/2014 at 12:52

    E dizer que o Michael Jackson já esteve aí nessa fábrica, tá certo que nem desceu da van… mas passou por aí.
    Trabalhei 13 anos na Estrela, ainda tenho um Ferrorama XP 5000 que nunca saiu da caixa, não tinha espaço no apto, por isso nunca foi montado.
    E quanto ao prédio da Duchen, ele foi projetado pelo Niemeyer, mas a transportadora que comprou o imóvel não teve dúvida, cráu demoliu tudo… reflexo dum país sem memória.

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    • Jimmy San Juan 19/03/2014 at 15:33

      “A Estrela é nossa companheira, nossa brincadeira, nossa diversão,.
      A Estrela entende a gente e trás sempre pra gente uma nova invenção.
      Todo segredo de um brinquedo vive na nossa emoção.
      Toda criança tem a Estrela dentro do coração.

      A Estrela estrelado, brincando com agente, e a gente brincando feliz.
      A vida é um sonho, o sonho da gente, criança estrelando feliz.
      Todo segredo de um brinquedo vive na nossa emoção.
      Toda criança tem a Estrela,dentro do coração.”

      Reply
  • Jimmy San Juan (ex-CPD) 19/03/2014 at 16:36

    Pessoal,

    Não concordo com a forma com que esta sendo feita oposição às opiniões do Nader, do Dopefish, ou de outro que acham isso sentimentalismo. E é mesmo! Muitos de nós, inclusive eu, trabalhamos lá, e aquele ambiente trás lembranças que nos causam emoções. Não estou dizendo que concordo com eles; não concordo, mas pensando friamente, a opinião de quem não teve esse envolvimento de funcionário, ou parente de funcionário, é mais representativo da grande massa da população do que a opinião de quem trabalhou lá.

    Acho apenas que eles tem o direito de dar sua opinião sem serem rotulados, julgados ou agredidos.

    Já o Fernando Lopes, que disse que os skatistas são tudo de ruim, acho que passou do limite…. Merece se retratar.

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    • fabio 21/03/2014 at 16:51

      Jimmy, não é só uma “questã” de QUEM trabalhou lá.
      A ESTRELA é parte da nossa INFÂNCIA, esperavamos a data do aniversário e do natal para receber os brinquedos que lá eram feitos.
      Tenho minha ESTAÇÃO LUNAR até hoje, meu VERTIPLANO até hoje
      e é incrivel como eram BEM FEITOS e mágicos os brinquedos.
      Hoje as crianças tem um MOOONTE de brinquedos, MAS ELES
      NÃO TEM VALOR NENHUM para elas.
      Elas CHUTAM, QUEBRAM, JOGAM FORA, pois não existe valor afetivo
      em nada para elas.
      É muito triste o que se tornou a INFÂNCIA em nossas cidades,
      e isso não é culpa de “governo” e sim desta DEMÊNCIA e ABERRAÇÃO
      que se tornou o capitalismo “brasileiro” nos ANOS 90.

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      • Mônica 24/05/2014 at 01:13

        Parabéns pelo texto por completo, Fabio! Concordo, a Estrela é parte de nossa infância e os brinquedos de hoje não tem valor afetivo algum.

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    • Solange Travassos 24/03/2014 at 15:34

      fiz um curso com você na Unid,I , de planilha, usei depois muito no setor que trabalhava em Compras, aprendi bolar muita fórmula, agora o excel faz tudo, rs

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  • heitor felipppe 19/03/2014 at 17:45

    Bonitas histórias, porem, ninguem lembrou de citar a fábrica na rua Joaquim Carlos, enorme, que pegou fogo.ai, eles mudaram para um armazem menor, tambem na Joaquim Carlos, e montaram um local improvisado para continuar trabalhando.

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    • Douglas Nascimento 19/03/2014 at 17:47

      Oi Heitor, a fábrica da Joaquim Carlos terá um artigo a parte em breve. Aliás, foi lá que minha mãe teve seu primeiro emprego e foi na calçada da Rua Joaquim Carlos indo para a Estrela, que ela conheceu meu pai, que trabalhava na Vigor.

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  • Dan 19/03/2014 at 18:41

    Pela grandiosidade do local, poderia bem que virar uma Fatec ou até um bom local pra uma provável “USP Norte”, pois quem mora nessa região, sabe muito bem que a Cidade Universitária e a USP Leste ficam um tanto longe…
    Tem galpões que ainda poderiam ser reaproveitados, mas outros tem que ir abaixo. Só não espero que vire um espaço para mais uma igreja, pois já temos um monte de templos colossais pela cidade. Espaço pra Educação e qualidade de vida, nunca é demais e será pra todos os cidadãos.

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  • Walmir Alves 19/03/2014 at 21:52

    Triste , muito Triste ! Meu primeiro Emprego a 36 anos atrás , meu, de Pai , Tio , Primos , Amigos ,,, Foi uma Familia em nossas Vidas !!!! Adorava quando era dia de fazer compra de Mês , na R: Catumbi – Belenzinho ,,,, corria eu e minha Irmã , direto para o Primeiro Andar , só pra escolher qual Brinquedo levar ,,, Rssss ,,, Eram tantos ,,,, Dias atras passei por lá , e vi com meus proprios Olhos ,,, TRISTE , muito Triste ,,, Ficou , Lembranças , Historias Boas de lá ,,,,,,

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  • felipe cavalcante 20/03/2014 at 12:07

    Interessante a matéria!!!

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  • Rogerio Peixoto 20/03/2014 at 12:13

    Pela quantidade de comentários, vê-se que todos aqui guardam boas recordações da infância, o que é muito bom. Sem dúvida é a melhor fase da nossa vida.

    Em Janeiro deste ano, o SESC Pompéia em São Paulo realizou uma exposição de grande sucesso denominada ‘Mais de mil brinquedos’ onde haviam brinquedos de todas as partes do Brasil. A exposição era interativa e tinha a presença de mestres na fabricação de brinquedos artesanais do nordeste e outras regiões. Há alguns anos a cidade já havia recebido uma grande exposição de bonecas Barbie. Talvez a Barbie seja hoje o brinquedo mais vendido no mundo.

    Interessante observar o crescimento do numero de lojas especializadas na fabricação de brinquedos educativos feitos em madeira, mostrando que na era da concorrência chinesa nem tudo são espinhos.

    Outra notícia legal é que a Lego trabalha na construção de uma ‘Cidade Lego’ nos Estados Unidos. É uma reprodução de cidades ou lugares de várias partes do mundo, tudo feito de lego. Já pensou que bacana seria ver o Brasil representado pelo nosso edifício Copan? Fica a sugestão para o Douglas.

    Belo Horizonte já conta com um Museu dos Brinquedos. Veja aqui:

    http://redesuper.com.br/amplificador/museu-dos-brinquedos/

    Aliás é de BH a banda Pato Fu que lançou em 2012 o ótimo CD e DVD ‘música de brinquedo’, gravado com instrumentos musicais de brinquedo e participação do Giramundo. Muito legal.

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  • Carla Daniela de Oliveira 20/03/2014 at 16:03

    Quando eu era criança, eu ganhava muitos brinquedos da Estrela, não sabia que a fábrica já estava desativada e era tão antiga assim!

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  • Eduardo Britto 20/03/2014 at 18:29

    Que falta de sensibilidade desse gerente de MKT!

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  • Rogério Brechuca 20/03/2014 at 23:12

    Tenho muitas lembranças boas da Estrela, eu trabalhei nela quase 8 anos foi meu primeiro emprego, fiquei maravilhado com seu tamanho na época tinha uns 12000 mil funcionários e nela meu pai dedicou mais de 30 anos da sua vida ele tinha muito orgulho de falar que trabalhava na ESTRELA eu concordo com alguns comentários principalmente o q fala que deveria ser um museu fico triste quando passo por ela é uma sensação de perda não sei explicar horrível….

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  • RUBENS PENTEADO 21/03/2014 at 14:48

    CAROS, AQUELES QUE TRABALHARAM NA FÁBRICA TEMOS UM GRUPO DE 40 EX ESTRELAS QUE SE REUNEM ANUUALMENTE NUM JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO. FAZEMOS ISSO DESDE 0 ANO DE 1994, OU SEJA ESSE ANO DE 2014 COMEMORAREMOS 20 ANOS DO NOSSO ENCONTRO ANUAL, QUEM LEMBRA DO TELES CHEVE DO DEPARTAMENTO PESSOAL, VASCO, SIQUEIRA, GIBA, BRUSA, TARRASCO, CARLÃO, ROBERTO, EDEMIR, TODOS DO DO DEPARTAMENTO PESSOAL, AINDA TEMOS CELSO DO TREINAMENTO, DR. LUIZ NELSON DEPARTAMENTO MÉDICO, ANTONIO RESTA DA SEGURANÇA DO TRABALHO, NIVALDO DO GRÊMIO, HELINHO DA SEGURANÇA DO TRABALHO, EDSON ANZOLIN DO TREINAMENTO E TANTOS OUTROS, PODE ENTRAR EM CONTATO COMIGO PELO E-MAIL: RUBENS.PENTEADO@GRUPOFOLHA.COM.BR, ASSIM TENTAREMOS REUNIR MAIS EX ESTRELAS NESSE ANO DE 2014.

    ABRAÇOS A TODOS RUBENS PENTEADO, TAMBÉM TRABALHEI DE 1978 A 1993 NO DEPARTAMENTO PESSOAL DA ESTRELA.

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    • Elsio 16/04/2014 at 20:28

      Rubens,

      Aqui é o Elsio que trabalhou com Rinaldo na seleção de pessoal em 81 e depois fui para o cdp com o Nelsao e o Paulinho. Te mandei um email sobre a confraternização do pessoal do RH.

      Abraços,
      Elsio

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  • Marcos Coalho 21/03/2014 at 18:37

    Trabalhei 5 anos na ferramentaria antes de fechar a empresa. Participei de todo processo do plano Collor e desestruturação da Estrela e só tenho a dizer que esta empresa faz parte da minha vida ate hoje, depois de 23 anos que sai. Muitas portas se abriram devido este nome e hoje sou bem sucedido profissionalmente por isso. Estive na frente do prédio a pouco tempo e só tenho a dizer que bateu a saudade e que não consegui segurar a emoção. Quanto ao que restou hoje só lamento e nada se pode fazer a não ser que os atuais proprietários tomem ações para que esta área seja aproveitada.

    Reply
  • fabio 12/04/2014 at 15:25

    Em 1975 era um jovem de 23 anos e fui procurar um emprego aí na Estrela.A vaga era para um profissional para desenvolver uma embalagem para bonecas e outros brinquedos com custo mais accessivel para o mercado.Desenvolvi uma embalagem que o gerente na época me aprovou na hora.Fiz os exames medicos e tudo ok eu iria começar a trabalhar na semana seguinte quando uma empresa de cosmeticos multinacional com sede na Av.João Dias( hoje é o Cursinho Anglo) me chamou.Era bem mais perto de casa e aceitei.Pena que eu tive que demover do emprego na Estrela que eles me tanto queriam.

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  • JAILSON 14/04/2014 at 11:03

    QUEM COMPROU ESSE PREDIO ?

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    • Douglas Nascimento 14/04/2014 at 14:09

      Só sei que foi uma construtora, mas não sei dizer qual.

      Reply
  • Sandro Avelino de Souza 15/04/2014 at 07:41

    Adorei a reportagem , sou colecionador de brinquedos, ppalmente Boneca Amiguinha.
    Trouxe nostalgia, esclareceu sobre o impacto das importações, causou polêmica, uma matéria de primeira.
    O local é problema do dono, a Estrela continua encantando, os brinquedos antigos da Estrela são o máximo e trazem saudade mesmo de um tempo q não volta e de brinquedos maravilhosos q encantaram gerações, e a liberdade de expressão faz bem.
    Parabéns

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  • Marcelo 16/04/2014 at 12:16

    Já que esse terreno é de uma construtora com certeza vai ficar ali por um bom tempo ainda sem melhorias, esperando uma valorização do terreno, a mais pura especulação imobiliária, seria incrível se tivéssemos ali um museu do brinquedo, até pela história que o prédio tem, mas é improvável, infelizmente.

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  • Oseias 23/04/2014 at 15:59

    A Estrela foi uma Empresa de fabricar para os ricos, ai entrou a China e deixou tudo igual.

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    • Douglas Nascimento 23/04/2014 at 16:26

      Sério mesmo Oseias ? Eu nunca fui rico e quando era pequeno meus pais eram relativamente humildes, isso nunca me privou de ter bons brinquedos da estrela.
      Acho que você está bastante equivocado, a Estrela tinha brinquedos para todos os bolsos… por fim a China só fez é destruir o mercado nacional e causar o desemprego de muitas pessoas.

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    • ERNESTO 24/04/2014 at 09:58

      SR. OSEIAS, DESCULPE, MAS A CHINA NÃO DEIXOU TUDO IGUAL, PORQUE O BRINQUEDO CHINÊS QUE ENTROU NO MERCADO BRASILEIRO, NÃO SEGUE AS NORMAS DE SEGURANÇA E QUALIDADE EXIGIDAS PELA ABRINQ……ELE SÓ ENTRA AQUI OU POR CONTRABANDO OU COM ALGUMA COISA A MAIS FEITA NA LIBERAÇÃO DOS CONTAINERS EM SUA ENTRADA……..AGORA GOSTARIA QUE MOSTRASSE ALGUM BRINQUEDO CHINÊS QUE DUROU DE PAI PARA FILHO COMO O DA ESTRELA………..E CUIDADO TOXIDEZ É PERIGOSO…….INFORME-SE E VEJA SE O CHINÊS ATENDE APENAS A ESSA REGRA…………

      Reply
      • Marcos Coalho 24/04/2014 at 12:42

        Ernersto, boa tarde,

        Discordo da sua colocação. No passado até era assim referente os brinquedos da China. Hoje até a Estrela esta importando brinquedos da China e jogando no mercado. é aquela historia, se eles não podem com o inimigo, o melhor e se aliar a ele. A curto e médio prazo, porque a longo prazo as empresas brasileiras estarão condenadas a sucatamento e falência. Infelizmente devido a ganancia dos empresários brasileiro não teremos um futuro promissor para as próximas gerações. Estive na China algumas vezes e só lamento quanto estamos transferindo tecnologia e fazendo com que a China se torne uma potencia. Hoje a mão de obra na China é escrava para que no futuro o mundo se torne escravos deles.

        Abraço,

        Marcos Coalho

        Reply
        • ERNESTO 24/04/2014 at 14:03

          BOA TARDE MARCOS, MINHA COLOCAÇÃO ESTA SENDO FEITA A UMA EMPRESA QUE PRATICAMENTE QUEBROU A 15 ANOS ATRAS E NÃO HOJE….E A MESMA ESTA COMPRANDO DA CHINA COMO VC. MESMO DIZ PORQUE ESTAMOS COMPETINDO EM DESIGUALDADE DE CONDIÇÕES…..MAS INFORMO COM CONHECIMENTO DE CAUSA QUE MESMO O BRINQUEDO QUE A ESTRELA IMPORTA, ESTE NÃO ATENDE AS NORMAS TÉCNICAS DE EXIGÊNCIA DO NOSSO MERCADO……..E INFORMO QUE O BRINQUEDO ENVIADO PARA O BRASIL NÃO É NEM POR PERTO IGUAL AO BRINQUEDO ENVIADO PARA E.U.A. OU EUROPA……O QUE VEM PARA CÁ É A SUCATA DE LÁ……..INFELIZMENTE SOMOS O PAÍS DO LEVAR VANTAGEM EM TUDO E VEMOS SÓ O PREÇO………

          Reply
          • Marcos Coalho 24/04/2014 at 17:53

            Com certeza. Com uma politica e impostos que não favorecem nossa industria. Vamos vender picolé na rua novamente.

  • Tiagão 05/05/2014 at 12:10

    Do lado da minha casa! Só mais uma das muitas empresas que fecharam na região,uma pena mesmo este enorme espaço não estar ocupado!

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  • Katia Requena 06/05/2014 at 15:37

    Adoraria ver as fotos dessa fábrica em funcionamento, será que algum ex-funcionário as possui?Lembro de ter lido alguns comentários registrados acima de alguns deles. Eu mesma em particular também possui bonecos dessa fábrica como o Manequinho. Gostaria se possível só por curiosidade de saber o nome dos proprietários. Lembrando Douglas que as suas matérias sempre são inspiradoras para as minhas aulas, pois leciono próximo ao Parque Novo Mundo e ao falar de Revolução Industrial uso-as como referência. Isso tem ajudada os meus alunos a conhecerem mais sobre a história do bairro onde moram e imediações. Estamos juntos no trabalho de divulgação do site São Paulo Antiga inclusive junto aos alunos do Ensino para Jovens e Adultos (Supletivo). Os livros de história deveriam usar imagens de fábricas nacionais. Quem souber de algum que o faça poderia me recomendar? Obrigada!

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  • Vinicius 08/05/2014 at 11:11

    SOU UM MORADOR PRÓXIMO DESSA REGIÃO E SEI QUE ESTE NÃO É O ÚNICO CASO, COMO POR EXEMPLO, A CONTROLAR QUE SERVIU PARA LEVAR NOSSO DINHEIRO EMBORA DURANTE ALGUNS ANOS E QUE AGORA FOI TOTALMENTE DESTRUÍDA E SOBROU MAIS UM TERRENO JOGADO AOS VENTOS. EU REALMENTE FICO MUITO TRISTE POR SABER DESSA ATUAL REALIDADE E POR SABER QUE O GOVERNO NÃO FAZ ABSOLUTAMENTE NADA PARA MUDAR ISSO. O BRASIL DEIXOU DE INVESTIR, CONSTRUIR, DESENVOLVER E DE EVOLUIR EM VARIAS FRENTES DA TECNOLOGIA E QUE CONTINUA TENDO IMPACTO DISSO NA ECONOMIA! E O PIOR É SABER QUE A POPULAÇÃO TAMBÉM CONTRIBUI PARA ESSA REALIDADE, DIZEM QUE O BRASIL ESTA MELHORANDO, MAS EU NÃO ACREDITO NISSO! ACREDITO QUE ISSO SEJA UTOPIA! ACREDITO QUE SOMENTE ATRAVÉS DE UMA GRANDE MUDANÇA NA EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO PODERÁ EXERCER AO LONGO DO TEMPO GRANDES MUDANÇA NA ATUAL REALIDADE ECONÔMICA BRASILEIRA! EU NÃO COSTUMO ELOGIAR JORNALISTAS, MAS ADOREI ESTA REPORTAGEM! SINCERAMENTE, PARABÉNS!!!

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    • fabio 08/05/2014 at 11:43

      Sabe Vinicius, antes de você destilar seu veneno no Governo Federal,
      seguindo a cartilha da imprensa paulista, mais conhecida como PIG (partido da imprensa golpista), vá se informar direito o que vem sendo feito e RETOMADO no Brasil em termos de DESENVOLVIMENTO, INDUSTRIA NACIONAL e GERAÇÃO DE EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA, beleza ?!
      E dê NOME AOS BOIS, DIREITO, pois a “politica de sunpaulo” é de APENAS
      ESPECULAÇÃO e não desenvolvimento e trabalho.
      Se você VOTA em Alquinim, Cérra, aócio, e fhc, ASSUMA de uma vez e não fique
      botando a CULPA da desgraça do estado de sunapulo no Governo Federal.
      Aqui NÃO É LUGAR PRA CALUNIA de gente ALIENADA.

      Reply
      • Douglas Nascimento 08/05/2014 at 11:46

        Aviso: Este espaço não é para discussão política, não importa para qual lado. Se a discussão fugir mais uma vez do tema os comentários que não forem pertinentes a discussão da Estrela não serão liberados.

        Reply
  • Mônica 24/05/2014 at 01:41

    Sinto saudades da Estrela e dos brinquedos que eu ganhava nas décadas de 70 e 80. A Estrela marcou a minha infância e fez parte de minha vida. A excelente qualidade dos brinquedos era indiscutível. Na adolescência eu sonhava em trabalhar na fábrica no Pq. Novo Mundo, pois eu morava na Vl. Medeiros, e hoje Tucuruvi. É triste ver o local nesse mal estado de conservação. A área deveria servir para alguma coisa útil na área da Educação, Cultura, Saúde, etc. Gostaria de saber por que ele está abandonado há mais de uma década. É no mínimo estranho…

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  • Audrey M 18/07/2014 at 13:24

    A reportagem é muito boa, mas lendo alguns comentários acho que cabe alguns esclarecimentos. Eu trabalho na prefeitura de São Paulo e sei que após a saída da Estrela do local, o terreno foi vendido. No entanto, nunca ocupado pelo novo proprietário.
    Logo depois, a área foi declarada como utilidade pública e seria desapropriada para implantação de um complexo logístico em virtude da sua proximidade com a Fernão Dias, mas governo vai governo vem muda prefeito e mudam os projetos.
    Sendo assim, o decreto de utilidade pública venceu recentemente e só agora que o proprietário poderá e irá fazer uma reforma no local para implantação de uma empresa privada.
    Li gente reclamando que ao invés de ficar abandonada, a área poderia ter sido utilizada para a construção de moradia popular ou algo assim… Isso não aconteceu porque o zoneamento da cidade não permite que haja residências naquela região, tanto é que o entorno daquela área permaneceu predominantemente industrial durante todos esses anos.
    Estive lá hoje de manhã e me deu uma saudade da infância. Certeza que algum brinquedo que tive foi fabricado lá!! Saudades do meu robô Ar-tur S2

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  • Marco Rogério Moreira 05/09/2014 at 21:55

    Estava só de passagem, por essa página da São Paulo antiga, li quase todos os comentários a respeito da fábrica estrela. Me desculpem, mas não dá pra ficar calado, é impressionante a frieza e o conformismo de algumas pessoas, o Brasil é e sempre será um país sem memória e respeito a sua identidade, onde o individualismo e a ganância falam mais alto. Vai alguém tentar demolir o big ben ou a catedral de notre dame pra ver o acontece, nunca seremos civilizados com essa mentalidade.

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  • MIRIAN FIUZA 10/09/2014 at 17:53

    OLA! MEU PAI JOAQUIM JOSE FIUZA, FOI ELETRECISTA DE MANUNTENÇAO DA ESTRELA DA JOAQUIM CARLOS, COM A RUA MARCOS ARRUDA NA DECADA DE 60, NOSSA ENTREI NA FABRICA MUITAS VEZES, MESMO SENDO OPERARIO MEU PAI ERA MUITO CONHEÇIDO NA FABRICA, TINHA PESSOAS QUE CHAMVAM ELE DE QUIM E OUTRAS DE JOAQUIM. A ESTRELA ERA LINDISSIMA! MUITAS SAUDADES!

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  • milkian 26/09/2014 at 08:24

    Na minha época de criança, Estrela era a top dos brinquedos, não tinha outra igual, a não ser em nichos (a Grow, apenas no ramo de jogos, por exemplo). Ela representava os brinquedos da Lego e da Mattel, por exemplo. Uma pena que hoje a sociedade não quer tratar crianças como crianças, inclusive boicotando comerciais de brinquedos, que “pagavam” os desenhos e programas infantis. Acho que isso ajuda a crianças preferirem “gadgets” tecnológicos ao invés dos brinquedos.

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    • J.C.Cardoso 26/09/2014 at 12:09

      Muito bem colocado, Milkian.
      Agora com a proximidade do Dia das Crianças, tenho visto no Face um discurso quase de ódio à data.
      É isso que o politicamente correto está criando: uma sociedade de babacas (desculpe pelo palavrão). Quem viver, verá.

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  • Vitoria Klavinsky 29/09/2014 at 00:13

    Fiquei extremamente triste ao ver estas imagens. A Estrela fez parte da minha vida, desde antes dos primeiros passos. Tive inúmeras bonecas que certamente “nasceram” nesta maternidade, e ainda possuo algumas, que trato com enorme carinho. Era uma imensa felicidade ganhar três bonecas ao ano, sem falar na ansiedade. Ver um prédio destes abandonado à própria sorte, faz nascer em mim, uma imensa e intensa vontade de chorar. LAMENTÁVEL.

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  • José Da Silva Filho 29/09/2014 at 13:08

    Trabalhei-la no final de setenta pra oitenta,fico triste em saber que deixarão chegar a este ponto,tem auguem que trabalhou nesta época la.

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    • sergio 13/08/2015 at 12:11

      Meu primeiro emprego, Trabalhei na Estrela em 1970, quando Brasil foi campeão na copa , no departamento de MENSAGEIROS (oficce boy) na Joaquim Carlos com sr. Darci

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  • José Da Silva Filho 29/09/2014 at 15:35

    Completando trabalhei no restaurante com o Paulo, Gil, vandeco, Ines, Cristina. Odair ,Sergio,Valdir,Jacson,Sr Machado da segurança,

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  • Regis Lopes 15/11/2014 at 14:24

    Sempre perfeito e preciso nos seus artigos. Parabens!

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  • Ariston junior 19/11/2014 at 07:54

    Trabalhei na transp. F.souto entregando brinquedos na decada de 90 como meu pai tambem trabalhou na de70,resumindo AMO A ESTRELA,chorei ao ver imagens

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  • luiz carlos 22/11/2014 at 22:08

    CONFESSO ESTAR TRISTE AO VER A SITUAÇÃO DA ESTRELA HOJE, TRABALHEI NA ESTRELA DE 20/12/77 A 1995, ENTREI COMO OFFICE BOY NA JOAQUIM CARLOS, SR DARCY ERA O CHEFE, DEPOIS DE 4 ANOS FUI TRANSFERIDO P/ O SETOR DE NOTAS NA MARCOS ARRUDA 729 CHEFE SR MIZIARA, CONFESSO QUE A ESTRELA FOI A MELHOR EMPRESA QUE TRABALHEI NA MINHA VIDA…………TENHO MUITAS LEMBRANÇAS E SAUDADES DE TUDO ISSO, OBRIGADO ESTRELA POR TER MI DADO O PRAZER DE SER O SEU FUNCIONÁRIO….

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    • Manoel Nilo de Moura 10/12/2014 at 00:34

      Oi
      Luiz eu sou o Nilo que trabalhava no almoxarifado vc se lembra? eu trabalhei 20 anos e só tenho boas lembranças

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  • Jéssica 28/11/2014 at 14:09

    Meus pais trabalharam nessa fábrica, entre a década de 80 até cerca de 1994/95, e tudo o que ouço são histórias maravilhosas, funcionários valorizados, e que por conta disso trabalhavam com amor. Apesar de muito criança na época, lembro das bonecas Barbie que ganhei ainda com o logo da Estrela nas costas. Ouço muitas histórias legais dessa época, tanto que sinto até um aperto no coração por ver tão deteriorado um lugar que fizeram meus pais tão felizes.

    Reply
  • MARIA APARECIDA DOS SANTOS 30/11/2014 at 19:07

    TRABALHEI NESSA MALDITA EMPRESA, ONDE ATÉ HOJE TENHO MINHAS MÃOS MARCADA, NOS INICIANTES TÍNHAMOS QUE ENFIAR AS MÃOS EM PRODUTOS QUÍMICOS SEM LUVAS. TINHA MENINAS QUE ATÉ DESMAIAVAM
    1968

    Reply
  • Ayrton Torres 08/12/2014 at 13:52

    Trabalhei na Manufatura de Brinquedos Estrela S.A de 03/03/1971 até 09/06/1992, sempre na área de movimentação de materiais ,realmente está fabrica foi uma ESTRELA em minha vida porque foi lá que conheci minha a minha esposa , formei minha família estudei duas Universidade e formei dois dos três filhos que tenho, sai também no momento em que a empresa começou a fazer as reduções devido as mudanças econômicas da época, um patrimônio que se perdeu pelo tempo e que poderia ser utilizado de maneira racional , é uma pena ver esse cemitério lugar onde tantas vidas sonharam e também através do esforço coletivo e pessoal deu alegrias a tantas crianças e tantas famílias .

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    • Manoel Nilo de Moura 10/12/2014 at 00:41

      eu tbm fiz lá o meu pé de meia trabalhando de 1970 a 1990 só tenho boas lembranças, e quando eu sai dois filhos meus trabalharam e tbm gostaram.

      Reply
  • joaozinho menininho 08/12/2014 at 14:28

    Ferrorama da Estrela XP-1500 – 1986, esse Natal está gravado na minha retina como se hoje.

    O ferrorama está guardado com todas as peças, funcionando, intacto no sótão da casa da minha mãe no interior!

    Muito feliz por ter tido essa experiência na infância.

    Reply
  • Tais 11/12/2014 at 13:41

    Trabalho na Estrela aqui na cidade de Itapira, muito das pessoas citadas aqui nos comentários ja ouvi falar, por exemplo a Neguinha que um amigo citou trabalha aqui ta hj, tem o Sr. Manolo tmb, figuras da Estrela….gosto mt de trabalhar aqui!!!

    Reply
  • Bruno 17/12/2014 at 09:33

    A Estrela começou a produzir brinquedos e jogos no interior de São Paulo, na cidade de Itapira, em julho de 2003. Essa unidade da Estrela está instalada numa área de 130 mil m2, distribuídos entre linha de montagem, depósito, administração e área de apoio (refeitório e vestiários).
    Esta fábrica faz parte do projeto de expansão da companhia que também possui outras duas unidades: em Manaus-AM e Três Pontas – MG.

    Não sei dizer ao certo quanto funcionários tem atualmente.

    Reply
  • TP 19/12/2014 at 17:11

    A estrela tem a fabrica de Itapira SP, Três Pontas MG e Starcom Sergipe

    Reply
  • Luana 20/12/2014 at 11:48

    Eu faço 30 anos final do mês e me lembro perfeitamente dos brinquedos da estrela. Na minh infância tinhamos muitos brinquedos da estrela. Nos intervalos do xou da xuxa,passavam as propagandas dos brinquedos,se a gente tinha saido da sala por algum motivo,qdo passava a propaganda a gente corria p ver e logo começava o eu quero,eu quero,isso claro qdo era brinquedo de menina,pq la em casa somos 3 irmãs. E quase sempre ganhávamos. Eu fiquei com nó na garganta qdo vi as fotos,acho q deu saudade de tudo,da história daquele lugar,das pessoas q ali passavam a maior parte do dia e pelo q vi nos comentários,parecia ser um excelente lugar p trabalhar. Acho q vem tb a saudade de um tempo q não volta mais,para muitos q na época eram jovens e trabalhavam ali e p mim,q tive uma infância maravilhosa q hj não existe mais. Aquela fábrica fez parte de um tempo bom que não vota mais.

    Reply
  • Armando Lopes 20/12/2014 at 16:37

    O diretor de Marketing não entendeu nada !

    Reply
  • WAGNER 22/12/2014 at 00:15

    ENFIM, A ESTRELA É MARCA DE NOSSA INFÂNCIA. LEMBRO-ME DE TANTOS BRINQUEDOS QUE TIVE. HOJE SOU PROFESSOR E SEMPRE DOU BRINQUEDOS A MEUS SOBRINHOS E CLARO DA ESTRELA.
    BEIJOS E QUE A ESTRELA VOLTE A FABRICAR OS ANTIGOS BRINQUEDOS, SERÁ COM CERTEZA SUCESSO.
    ASS. WAGNER SP.

    Reply
    • J.C.Cardoso 23/12/2014 at 12:33

      Marca da minha infância foi Estrela e tinha também a Trol.

      Reply
      • Ruben Dario Caballero 26/02/2015 at 16:35

        Troll !!!!! Bom motivo pra ser criança ( assim era o slogan )

        Reply
  • Marco Aurelio 03/01/2015 at 18:15

    PARABENS

    Douglas pelo trabalho,, e por cada resposta dada aos comentários, desnecessários.

    Reply
  • Vanderlei Gomes 04/01/2015 at 13:37

    Visitei essa bela fabrica de forma clandestina esse dias , quase não tem nada da estrela tirando a tampa de bueiro e um ou outro adesivo , segundo o segurança que estava por lá em 2015 vai tudo abaixo . Link das minhas fotos para quem quiser ver https://www.facebook.com/Vanderleifotografia/media_set?set=a.899929276708272.1073742186.100000736257607&type=3

    Reply
  • Luiz de Magalhães Jr. 08/02/2015 at 11:56

    Meu sogro, JOÃO MAYER, trabalhou na Manufatura de Brinquedos Estrela, por mais de 40 anos, aposentou-se pela Empresa, viveu mais quase 30 anos, e, todos esses anos de aposentadoria teve seu PLANO DE SAÚDE, e da esposa, totalmente pagos pela Estrela. Alguma Empresa Brasileira faz isso com empregado seu?? Reconhecimento do Sr Mario Adler.
    L.Magalhães Jr. / SPaulo, fevereiro 2015.;

    Reply
  • Paulo Q. Wert 22/02/2015 at 14:40

    Infelizmente esses armazéns da Estrela foram ao chão na semana do carnaval de 2015. Passei pela Dutra e vi os escombros no chão. Infelizmente não consegui para para fotografar.

    Reply
  • Adalberto De Araujo Didou 23/02/2015 at 21:10

    Passo quase todos os dias em frente e os prédios já estão quase todos demolidos, falta pouco para acabar de vez

    Reply
  • Douglas Nascimento 26/02/2015 at 13:43

    Artigo atualizado com as fotos da demolição da fábrica no final do texto.

    Reply
  • Luciana Candido 28/02/2015 at 20:33

    Fora a brinquedos Estrela, tinha a prima pobre digamos que era a Brinquedos Elka que se localizava no bairro da Casa Verde, aqui pros lados da Zona Norte engraçado é que minha mãe trabalhou na Estrela e uma prima do meu pai na Elka.

    Reply
  • Pedro Oliveira 02/03/2015 at 00:35

    Repondendo a quem perguntou, o trem Santa Fé, escala HO – tenho um guardado aqui em casa – é realmente da Atma (que fechou), comprado pelo meu pai em 1978 (eu tinha 11 anos) no Mappin Praça Ramos (fechou também)…

    Reply
  • Alessandro Rodrigues Fernandez 31/03/2015 at 15:53

    Olá a todos e ao Douglas!
    Acho que não tem espaço suficiente para o meu depoimento, até sugiro contribuir com mais informações para uma nova publicação mais detalhada!

    Concordo em partes com o Aires disse (respons. de marketing), pois esta reportagem deu uma boa enfatizada nas fotos dos destroços e detalhando as ruínas do que sobrou da fábrica, o que dependendo de quem ler, pode interpretar que foi descaso por parte da Estrela e isso pode gerar uma má impressão, mas sabemos que não é estamos entendendo o objetivo desta matéria. Realmente nos entristece vermos tamanha estrutura do “império dos brinquedos” no chão. Mas se a estrutura já não era mais necessária, visto as condições para seguir em frente, acredito que foi melhor a mudança do que afundar e deixar de vez o espaço para os importados.

    Meu nome é Alessandro e trabalhei no Escritório do Belenzinho de 1988 a 1991 como office boy com 12 anos no setor de mensageiros (Sr Darcy, Claudio, Edson, Vital, Valter) e depois fui para o setor de transportes (frota da diretoria). Nem preciso dizer que foi um sonho realizado, sempre idolatrei os brinquedos da Estrela e, ter trabalhado lá foi uma história a parte. O Sr. Salvador me apresentou ao presidente (Mario Adler) e a Dona Lotti, logo no primeiro dia e desde então eles sempre me chamavam pelo nome, aliás, sobrenome (Rodrigues como eu era conhecido e até tinha um crachá específico, assim como todos os office-boys).
    Conheci todos os departamentos e diretores, visitava as áreas de produção e fiz muitas amizades. O PABX era idêntico aos filmes antigos, com senhorinhas plugando cabos para atender as ligações. Móveis antigos, cadeiras rústicas e o que falar do elevador com grade? – que não parava no 2º andar e a gente fazia-o parar para assustar quem passava do lado de fora através da janelinha da porta). Era legal ter acesso ao DAT (Assistência Técnica) e poder ver mecanismo dos brinquedos de pertinho. Na cooperativa então nem se fala, sempre comprava brinquedos).

    Vi em comentários anteriores que a Estrela era uma empresa como qualquer outra. MENTIRA! Naquela época eu já estudava a noite e meus colegas viviam me perguntando como era trabalhar numa empresa como a Estrela. Todos queriam. Era uma empresa exemplar, com inúmeros benefícios como: Enfermaria, assistência médica, quatro opções de refeições, café da manhã e lanche da tarde, ônibus fretados, convênios com farmácias, revelação de filmes, passaportes do Playcenter, aluguel de VHS e por aí vai.

    Nessa reportagem cita a demissão em massa em 2003, mas na verdade se iniciou em 1991 (governo Collor). A Estrela ainda tentou alternativas como reduções da jornada de trabalho, mas realmente a entrada de brinquedos importados foi desleal e as demissões começaram a aterrorizar. Muitos entraram em depressão.

    Mas agora o que resta é apenas a lembrança do que passamos. É sempre bom encontrar matéria deste tipo. Abraço a todos!
    Alessandro.

    Reply
    • Luis Hector San Juan 26/10/2015 at 18:49

      Olá Alessandro! Talvez lembre de mim, fui o Diretor Técnico desde 1972 a 1992. Espero que a tua vida esteja boa. O nosso amigão Salvador Tojer, que você mencionou, não estão mais neste mundo há tempo… Abraço!

      Reply
      • Alessandro 27/10/2015 at 12:28

        Grande Luís! Provavelmente não me lembro pessoalmente, pois na epoca eu tinha 12 anos… mas lembro da sala dos representantes com as caixas e seus devidos nomes. E eu lembro do seu.Certa vez encontrei a Dona Jacira e o Sr.Rosalvo em Ermelino Matarazzo e ficamos um tempao conversando.
        Meu tio Gilmar (contas a pagar) ainda continua na Estrela em Itapira.
        Grande abraço!!

        Reply
        • Luis Hector San Juan 29/10/2015 at 11:54

          Alessandro, só para corrigir um pequeno erro. O nome da filha de Mário Adler é Vivian, atualmente ela é casada com um senhor chamado Breno Zolko. Os “Adlers” (como você disse) estão à par de tudo, Mário Adler foi quem planejou toda a operação de desmanche da Estrela nos anos 90.

          Reply
  • claudecir de souza 14/04/2015 at 17:00

    agora ja nao existe mais essa fábrica parece que ja foi totalmente demolida !!

    Reply
  • Luciana Candido 15/04/2015 at 19:49

    O fato é que ficou caro ter indústrias na cidade de São Paulo, o que se paga de imposto estadual é impraticável então boa parte foi para outros estados, me dá pena também ver tantos galpões abandonados na região Brás,Pari e Mooca. o prédio da Antarctica continua ali fantasma e poderia servir como ETEC.

    Reply
  • Silvia 27/04/2015 at 20:31

    Olá pessoal! O tempo passa mas as boas lembranças sempre permanecerão. Trabalhei na Estrela na Rua Marcos Arruda e logo depois fomos para o Parque Novo Mundo. Trabalhava no DAT. Que saudade daquele tempo, como era bom trabalhar lá, os amigos. Pena que muitas coisas se acabam. Um abraço a todos! Silvia

    Reply
    • Luis Hector San Juan 26/10/2015 at 18:45

      Sílvia, Olá! Espero que a sua vida esteja boa, todos os que trabalhamos lá lembramos de você. Um abraço!

      Reply
  • abjunior1978 30/04/2015 at 17:14

    Atualizando uma vez mais: agora não existe mais nada desta fábrica. Passei por lá nesta última semana de Abril/2015 e nada mais restou para contar história.
    Eu cheguei a visitar esta fábrica, em uma excursão da escola, cerca de uns 30 anos atrás.
    Agora, ficou só a lembrança de um tempo que não volta mais.
    Pena…

    Reply
  • Mariana Araujo 05/06/2015 at 12:21

    Tenho 31 anos, nunca tive um brinquedo da Estrela, pois quando criança, beirávamos a miséria. Infância muito pobre mesmo, o que não me impede de ser apaixonada por esta empresa e de relatar que ela fez parte da minha infância, ainda que pela televisão com seus comerciais e slogans inesquecíveis, ainda que soubesse que aqueles brinquedos estavam totalmente fora da minha realidade e possibilidade.

    Adorei saber que ha pessoas que ainda tem os brinquedos, o que prova a qualidade dos produtos e paixão pela marca.

    Existe ao lado do Sesc Pompeia um “hospital” de brinquedos da Estrela, que deve ser baste antigo, pois a placa da frente ainda tem o logotipo antigo da marca, e esta bem desgastada…

    Saudades do tempo em que criança realmente era e vivia como criança.

    Reply
  • amanda almeida 05/06/2015 at 23:30

    Eu tenho 12 anos bom nao conheci muito essa fabrica,todo mundo contava para mim coisas horriveis sobre esse lugar, mais eu sempre quis conhece pena que ela nao essiste mais mesmo assim eu gosto e amo os brinquedos da estrela como jogo da vida me ensinou um pouco da vida banco imobiliario ele que me esinou a fazer minhas primeras contas de matematica e o detetive me ensinou a sempre envestigar mais e se interesarpor essas coisas de historia eu e os meus pais adoramos a estrela e eu continuo comprando os jogos e brinquedos da estrela

    Reply
  • Vera 06/06/2015 at 14:25

    Trabalhei na estrela de 80 a 92 doze anos de muita alegria, lá fiz muitos amigos conheci meu marido, enfim os melhores momentos da minha vida foi lá; sinto muitas saudades. doe no coração ver o estado que ficou.

    Reply
    • Luis Hector San Juan 26/10/2015 at 18:42

      Acho que lembro de você, Vera. Fico feliz de saber que a sua vida está ótima! Um abraço.

      Reply
    • silvana mendes zago 24/02/2016 at 21:26

      Estrela casamenteira né…tbm ..comecei a namorar lá e me casei com o mesmo…muitoo bomm…saudadessss….

      Reply
  • GILBERTO CALLERA 10/06/2015 at 10:11

    Entrei na Estrela quando tinha 16 anos e lá trabalhei durante 34 anos, sempre na Area Administrativa (Financeiro e Cobrança) Não tinha conhecimento dessa matéria. Fico muito triste em ver o que restou da nossa querida (antiga) Estrela. Abraços aos ex-colegas.

    Reply
    • Luis Hector San Juan 26/10/2015 at 18:39

      Gilbero, como está? Eu também não sabia. Coloquei na minha página do Facebook. Um abraço! Luis Hector San Juan

      Reply
  • FERNANDO TEIXEIRA DA SILVA 10/06/2015 at 12:45

    Se não estou enganado, foi na gestão do governo Covas que São Paulo adotou o exagero sobre o valor dos impostos para as industrias, dificultando a permanência de muitas delas que preferiram migrar para outros Estados; é lamentável.

    Reply
  • Kowalsky 14/06/2015 at 03:40

    A Estrela realmente é uma marca-patrimônio do Brasil. Mas, como a matéria menciona, Collor abriu o mercado brasileiro aos produtos importados. Talvez a única coisa boa que este senhor fez. As empresas quebraram pois suas produtividades eram (e ainda são) extremamente baixas e suas margens de lucro eram (e ainda são) exorbitantes.

    Reply
    • ERNESTO SCOLARI 14/06/2015 at 17:46

      CONCORDO PLENAMENTE COM SUA COLOCAÇÃO, CONTUDO O BRINQUEDO NA ÉPOCA TINHA QUE SER COMIDO POR UMA CRIANÇA E NADA ACONTECER A MESMA, OU SEJA EXAMES LABORATORIAIS E UMA QUALIDADE QUE NO CASO DA MARCA ESTRELA, EXPORTAVA PARA 154 PAÍSES NA OCASIÃO, ENQUANTO QUE UM CHINÊS, ESTAS CONDIÇÕES AO ENTRAR EM NOSSO PAÍS NEM ERAM VERIFICADAS ( CORRIAM INTERESSES COMO AINDA CORREM ORIUNDOS ), AÍ É QUE NÃO CONCORDO COM VOCÊ…………..

      Reply
  • ewecosta 21/07/2015 at 15:33

    Neste caso, a demolição foi justa e necessária. É melhor implodir e construir coisas novas e úteis do que tentar preservar uma edificação que ninguém mais quis e só serve para abrigar insegurança aos vizinhos.

    Reply
  • Edson Carlos Borges 14/09/2015 at 23:25

    Ler essa matéria me deu um misto de sentimentos. Alegria por encontrar pessoas que, como eu, tiveram uma infância de verdade. E tristeza por ver essa fabrica de sonhos destruída. Belo texto.

    Reply
  • Maria Póvoas 14/10/2015 at 19:50

    Manufatura de Brinquedos Estrela, que saudade de você ficamos juntas durante 07 anos, só sai daí pra casar. Eu achava você linda e agora vejo você destruída meu coração doeu muito, eu era feliz e não sabia. Quantas alegrias vocês deram as nossas crianças da época, que saudade de você. Sei que você não volta jamais. Maria Póvoas funcionária da Manufatura de Brinquedos Estrela de 1968 até 1975.

    Reply
  • Marcelo 23/10/2015 at 13:26

    Minha irmã foi colega de faculdade da Adriana, filha do Mário. Penso eu: será que os Adlers não deram ainda uma olhada nesta notícia?

    Reply
  • Geraldo Souza Filho 25/02/2016 at 12:11

    Vou resumir tudo isso numa só coisa: enquanto neste paīs só tiver bananas e carneirinhos, a aī me incluo, vai ser esta sacanagem eterna, desde os tempos de Cabral. Cada governo que vem quer tirar o seu naco. Fossemos nos uma naçāo de brasileiros natos, as ratazanas já estavam longe….. Mas nāo ficamos sentados teclando nossas insatisfaçōes enquanto os politicos nos fazem de bobos. Se vamos fazer uma manifestaçāo para defenestar politicos corruptos em cinco mimutos ou até mesmo antes vira um selfies on the chopps.
    Mas tenho fé que daqui há uns duzentos anos meus tataranetos farāo como se faz na América, ou melhor no USA, quando um presidente se aproximar de uma máfia qualquer, só se aproximar, um ex detento “contratado” pela nossa PF vai dar um jeito idêntico ao que fizeram com Kennedy. Tomara…..

    Reply
  • Rafael Rodrigues dos Santos 19/03/2016 at 08:44

    Moro aqui do lado já fui muitas vez depois de 2008 como era grande. mais já foi destruída pela um outra empresa que chegou , e da pra ver como era rica a empresa tinha campo Quardra piscina gigante … Lembraças…

    Reply
  • Gustavo 22/04/2016 at 01:20

    esse lugar ainda existe? alguém sabe onde fica e se é possível visitá-lo? (com ou sem autorização)

    Reply
    • Douglas Nascimento 22/04/2016 at 07:13

      Foi demolido no final de 2014, hoje existe um outro prédio de uma transportadora.

      Reply
      • Juliana 25/05/2016 at 15:27

        Oi Douglas! Sabe me dizer o nome da empresa que está no local?

        Reply
        • Douglas Nascimento 25/05/2016 at 20:01

          Não sei, apenas sei que é uma transportadora. Mas olha, não existe mais nada do que foi a Estrela. O local foi completamente demolido e ergueram uma estrutura totalmente nova.

          Reply
          • Juliana 30/05/2016 at 10:20

            Muito obrigada!

  • Eliana 27/04/2016 at 14:28

    Senti vontade de chorar lendo a reportagem pois imagens de minha infância vieram a mente 🙁

    Reply
    • Luis Hector San Juan 02/05/2016 at 11:28

      Como já disse antes, entrei na Estrela em 1973 e fui titular da Diretoria Técnica da empresa desde 1977 até 1992. Provavelmente, uma boa parte dos seus brinquedos passaram pelas minhas mãos antes de serem fabricados… Se você chorou pelo efeito de imagens da sua infância imagine quanto não choraram funcionários que foram dispensados contando mais de 50 anos de idade cuja única especialização era fazer bonecas… E assim outros exemplos de pessoas altamente capacitadas em áreas da empresa cujo mercado de trabalho era absolutamente exíguo e tiveram que sair apenas com os seus direitos legais pagos… O drama dos funcionários só foi conhecido por eles e as suas famílias…

      Reply
  • Lucas 15/08/2016 at 14:22

    O fechamento de diversas empresas no Brasil se deve à criação do plano real. O plano real é uma bomba que cedo ou tarde explodirá devido às artificialidades utilizadas para a valorização da moeda. Não é uma crítica partidária como muitos acabam pensando se tratar, é uma crítica política, senão ideológica.

    Reply
  • André 06/02/2017 at 17:22

    Admirável seu trabalho, Glaucia. Só uma pequena correção, antes desse prédio no Parque Novo Mundo a Estrela estava instalada em seu antigo prédio na Rua Marcus Arruda, 729, atual Faculdade Cantareira, sei disso porque meu tio trabalhou na Estrela neste endereço. 🙂

    Reply
  • Mário de Noronha 24/04/2017 at 12:43

    Gostaria de saber, só por mera curiosidade, se a fundação da fábrica tem alguma coisa a ver com dois irmãos «PASCOALINHO» que emigraram do Alentejo para o Brasil e nunca mais deram notícias.
    Sei que um dos descendentes se encontrava no Rio de Janeiro, Bom Sucesso, em 1969.
    Agradeço a informação.

    Reply
  • Isabela Mantovani 10/08/2017 at 18:47

    Pessoal a parte do texto do Diretor de MKT tá estourando no layout, se puderem rever 🙂

    Reply
    • Douglas Nascimento 11/08/2017 at 14:14

      Olá Isabela, obrigado pelo alerta! Já corrigimos.

      Reply
  • César 14/02/2018 at 00:49

    Boa Noite! Estrela faz parte da infância e da História do Brasil!!!! Quem trabalhou na Estrela e possuir algum comandos em ação eu tenho interesse em comprá-los eu coleciono…e gostaria de tê-los lacrados na caixa…

    Reply
  • Gleison Cunha 20/02/2018 at 18:04

    Eu nunca trabalhei na estrela e mesmo assim sinto que perdi algo. Hoje tenho 40 anos e adorava olhar comerciais de brinquedos que meus pais não poderiam comprar como Colossus. Hoje eu tenho um aqui em casa que comprei mesmo quebrado pra ficar ao lado dos meu automodelos. Se a empresa tivesse seguido, digo, a velha empresa, hoje teríamos brinquedos de qualidade no mercado e eu com certeza compraria para meu filho.

    Reply
  • Larissa Azevedo 22/04/2018 at 10:21

    Obviamente a estrela não é mais a mesma. A qualidade dos produtos decaiu junto com a empresa, lamentavelmente. Aquelas bonecas eram perfeitas.

    Reply
    • ANTONIO CARLOS DE SOUZA 07/06/2018 at 17:20

      Trabalhei por doze anos na Estrela entre 1979 e 1991 quando o Collor acabou com o país e fui demitido.
      Sem pre foi uma empresa muito boa para se trabalhar e até hoje é uma empresa que eu amo e que sinto muita pena de ver esta destruição na fábrica.

      Reply
  • ANTONIO CARLOS DE SOUZA 07/06/2018 at 17:27

    Trabalhei na Estrela por doze anos entre 1979 e 1991 quando o Collor acabou com o país e fui demitido.
    Foi a melhor empresa que já trabalhei e foi onde eu conquistei tudo o que tenho hoje. Trabalhei no contas a pagar onde fiz vários amigos e até hoje sinto saudades daquela época.
    A Estrela é uma empresa que eu tive muito orgulho em trabalhar,

    Reply
  • Pamela de Jesus 09/07/2018 at 22:23

    olá boa noite me chamo PAMELA DE JESUS nasci em junho 89 e fui morar no Paraná, minha mãe se chama APARECIDA DE JESUS, trabalhou em meados de 87 a 90 se nao me engano, mais conheçida como Cida, estou a procura do meu pai que tambem trabalhou neste periodo, chamado Joelson ou Jorge, quem conhecer alguem com este nome e que trabalhou nesta epoca favor me responder por email paminha19892009@hotmail.com obrigada!

    Reply
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