Houve um tempo não muito distante que hospedar-se no centro de São Paulo era a primeira opção para turistas, viajantes a negócios etc. Contudo, este cenário foi se alterando à medida que o centro foi deixando de ser atraente, com o surgimento de áreas mais modernas e valorizadas, como região da Paulista, Faria Lima e Berrini.

Avenida São João e hotéis Britânnia e Central, em 1953 (clique para ampliar)

Avenida São João e hotéis Britânnia e Central, em 1953 (clique para ampliar)

Com isso, muitos dos vários hotéis da região central foram perdendo hóspedes e passaram a operar no prejuízo, tornando-se vários deles decadentes ou até fechando às portas. Foi o caso nomes conhecidos do ramo, como Hotel São Paulo, Hotel Brittânia (este reaberto recentemente), Hotel Pão de Açúcar, Othon Palace Hotel, o Hilton da avenida Ipiranga e também o Hotel Central.

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Localizado na Avenida São João, colado ao Palácio dos Correios, o Hotel Central representou um marco na hotelaria de São Paulo no início do século passado.

Inaugurado na década de 1920, o Central destacava-se dos demais por ser o primeiro da cidade a ter quatro pavimentos. Construído em um estilo muito similar ao que encontramos em Paris, logo tornou-se não apenas em um ótimo hotel, sendo também um excelente local para reuniões e eventos, rivalizando com o antigo Salão Steinway, do outro lado da avenida.

Fachada do Hotel Central (clique para ampliar)

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Pouco depois deste hotel estabelecer-se por ali, vários outros foram chegando e deixando este trecho da São João bastante concorrido para o setor. Pouco depois chegou o Hotel São Bento (Prédio Martinelli), Hotel Britânnia e o Hotel Municipal.

A decadência do centro foi um dos principais fatores para que o Hotel Central perdesse clientela num período inicial. Os viajantes passaram a optar por hotéis mais modernos do centro, como o Othon Palace, Hilton e Excelsior, forçando que estabelecimentos mais antigos como o Central fosse baixando os preços e a qualidade de seus serviços.

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A instalação do calçadão neste trecho da avenida São João talvez tenha sido o golpe final para o hotel fechar as portas, além da dificuldade de acesso para hóspedes, somado a falta de segurança e concorrência cada vez mais acirrada.

O Hotel Central fechou no final da década de 90 e desde então vive tempo de grandes incertezas quanto a seu destino. Por volta de 2008, no térreo, chegou a funcionar ali um casa de cultura de Angola mas não durou muito. Enquanto isso, as dependências do hotel em si, sofrem com constantes invasões de movimentos de moradia, que contribuem para a deterioração do prédio, que é tombado.

Seja novamente como hotel, moradia popular ou escritórios, o que importa é recuperarmos o edifício do antigo Hotel Central de uma vez por todas. Um patrimônio como este não pode ficar assim.

Foto: Douglas Nascimento

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Antonio Marcos Rudolf 05/08/2015 at 15:58

    Boa tarde Douglas, passei ontem pela manhã em frente desses hoteis maravilhosos, de construção imponentes e fiquei muito triste e amargurado com o que vi. Os sem-teto tomaram conta dos antigos hoteis e, o que é pior, trataram de destruir o pouco de beleza que era muita dessas construções. Andando da Estação da Luz até a Liberdade encontrei 20 prédios invadidos e destruídos. Até quando a prefeitura vai ficar sendo conivente com a destruição da história da cidade? Lamentável. Parabéns pelo seu brilhante trabalho do qual sou ardoso admirador.

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  • Katia Maria Requena Duarte 05/08/2015 at 16:01

    Lembro-me quando trabalhava na Cia de Seguros Minas Brasil que ficava bem em frente desse edifício. porém na época nem me atentava para o valor do patrimônio histórico e pouco valorizava a arquitetura da cidade.Hoje como professora de História penso completamente diferente. Hoje o Hilton e demais hotéis citados na matéria também foram fechados e mudaram de endereço frente o atual estado de degradação que tomou conta do centro da nossa querida cidade.

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    • Antonio Augusto Pedroso 06/08/2015 at 18:32

      Olá Katia, também trabalhei na Minas Brasil…em qual época você trabalhou lá?

      Reply
    • Edna 08/04/2017 at 18:28

      Eu trabalhei na cia de seguros monarca queria muito trabalhar na de Minas mas nunca consegui é triste ir para SP ver essa degradação os escritórios sumiu tudo acabou as lojas das ruas paralelas a São João 24 de maio sete de Abril e outras as galerias meu esposo é ténico de maquina de lavar roupa, pois fez um curso na galeria 24 de maio tudo abandonado triste parece uma detroit que também morreu. Enfim aguardo uma mudança um dia.

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  • ewecosta 05/08/2015 at 16:02

    Hoje não passa de “mais um prédio invadido”. Virou cortiço!!!

    Reply
  • Antonio Marcos Rudolf 05/08/2015 at 16:42

    Douglas, ano que vem, graças a Deus, teremos eleições para prefeito e vereadores. Acho que a situação degradante do centro histórico de nossa cidade e a maneira acintosa como ele vem sendo destruído tem que vir a tona nos debates com os candidatos. Tenho consciência de que outras coisas também tem que ser discutidas, mas a situação do centro me preocupa, pois ali está a história da nossa cidade retratada principalmente na arquitetura de construções centenárias. Se esse assunto não for tratado de maneira séria, daqui a pouco até o Teatro Municipal vai servir de abrigo de sem-teto. Se o atual prefeito foi conivente com a invasão no antigo cine Marrrocos, porque não permitiria invadir o Municipal? O centro da cidade deve ser revitalizado e povoado como era antigamente, mas POR TODAS AS CLASSES SOCIAIS e sem destruir o patrimônio Histórico. Em qualquer país sério construções tombadas pelo patrimônio Histórico, tais como a que você trata nessa sua brilhante reportagem sobre os hoteis Britânia e Central, jamais deveriam ser invadidos, se não me engano até o antigo cine Marrocos também era tombado. O que você acha que pode ser feito? Não podemos aceitar como paulistanos que somos e que construímos muito de nossa história pessoal e profissional no centro (eu morei lá sete anos) passivos essa destruição criminosa e deliberada do nosso querido centro da cidade.

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    • Emerson de Faria 24/08/2015 at 17:18

      A solução para isso é razoavelmente simples, mas talvez de execução um tanto complexa: contatar os proprietários, negociar a aquisição deles pela Prefeitura, CDHU ou coisa que o valha, reformá-los e revendê-los à população em geral. Os mais imponentes poderiam destinar-se ao pessoal da varanda gourmet, e os mais simples aos demais segmentos da sociedade. O processo de degradação do centro somente se reverterá se ele for ocupado por todos os segmentos sociais. A cracolândia, por exemplo, seria um ótimo lugar para habitação popular e de classe média baixa, enxotando assim os noias de lá.

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  • Nilton D’Addio 05/08/2015 at 20:38

    Totalmente de acordo.
    Esse prédio merece ser preservado e ter uma ocupação compatível.
    Torcemos para que isso aconteça.

    Reply
  • ernani 06/08/2015 at 11:43

    Realmente, todos os calçadões no centro velho da cidade de São Paulo, contribuíram para a deterioração dos estabelecimentos comerciais, prédios, hotéis, e tudo que era belo em nossa capital.
    Ruas que eram chiques: Rua Direita, São Bento, 15 de Novembro, Barão de Itapetininga, Sete de Abril, Marconi, Conselheiro Crispiniano, Av. São João, Ipiranga, etc. Hoje viraram um lixo em todos os aspectos!
    Mesmo o Vale do Anhangabaú, depois que o Jânio Quadros fez aquele malfadado tunel, os baixos do Viaduto do Chá virou local abandonado! Alí dá medo da gente passar! Ficou um local facilitado para assaltos e moradores de rua sujarem o local!
    Gostaria que voltasse novamente as ruas do centro da cidade ser como era antes dos calçadões.
    Eles servem somente para a gente enfiar os pés nos buracos, levar mau jeito, escorregar em dias de chuva e se quebrar todo! Eles ficam liso pra caramba quando molhados! (minha filha fraturou o pé,há alguns lá no calçadão da av. São João.

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    • Emerson de Faria 17/08/2015 at 15:13

      Nem com toda a boa vontade do mundo o centro da cidade voltará a ser a capital empresarial e financeira do país, com executivos engravatados e suas pastinhas atravessando o Viaduto do Chá de um lado para o outro em ritmo frenético, pulando de uma reunião de negócios para outra como que numa fervilhante Manhattan tupiniquim – no máximo, chegará a ser uma caricutura de si mesma, assim como os outrora pulsantes bairros industriais, que ainda abrigam algumas fábricas em seus territórios, são pálidas sombras do que um dia foram. Precisamos discutir seriamente o que fazer com toda a região central, de forma a reocupá-lo e adequá-lo a uma nova dinâmica, dando-lhe uma nova função, porque sua fase empresarial jaz no limbo da história, e isso não é necessariamente ruim. Precisamos encontrar novas formas de sentirmos aquele gostinho de bons tempos que nossas mentes e corações clamam com roupagem nova. O velho travestido de novo, revisitado e repaginado, mudando tudo para continuar igual, isto é, sem perder a identidade.

      Reply
  • ernani 06/08/2015 at 11:46

    Se a prefeitura, e o governo do Estado de São Paulo quisesse, esses prédios voltariam ser o que era!
    Mas isso não acontece, porque não dá votos!

    Reply
    • Emerson de Faria 17/08/2015 at 15:10

      Ah, mas não volta mesmo, nem com uma dose cavalar de boa vontade – seria o mesmo que imaginar a Moóca e o Brás voltarem a ser o coração industrial da metrópole, até mesmo porque muitas dessas empresas industriais como Gasparian, Fileppo e Matarazzo fecharam faz tempo. O Mappin se foi há 16 anos arrastando a Mesbla junto para o buraco (ou seria o contrário?), Casa Centro, Cássio Muniz, Exposição Clipper, Casa Alemã, Banco Geral do Comércio, Comind, Finasa, Banco Francês e Brasileiro, Vasp e outras tantas empresas que povoavam o centro hoje também existem apenas na memória de quem as conheceram ou nelas trabalharam. A frenética Manhattan paulista morreu e está literalmente fedendo. Precisamos pensar em como reerguê-lo sem saudosismos e sentimentalismo barato porque os bons tempos residem no passado e quem dele vive é museu. Boa coisa seria se pudéssemos voltar no tempo (eu mesmo queria ter nascido em 1900 e morrido em 1975, ano que nasci, mas é impossível) mas infelizmente não dá. Nunca mais veremos nonos e nonas falando italiano pelas ruas do Bixiga, o Parque Dom Pedro nunca mais rivalizará com o Ibirapuera, a Barão de Itapetiniga jamais voltará a ser o endereço mais caro e sofisticado que a Oscar Freire, os majestosos cinemas do centro nunca mais rivalizarão com as salas multiplex dos shoppings, o Bixiga nunca mais será a Broadway tupiniquim, etc.. Quem viu, viu, quem nunca viu, como eu, contente-se em apenas saber o que um dia foi. Paciência.

      Reply
      • Ronaldo 19/08/2015 at 12:14

        Apenas citando mais alguns nomes na lista, porém sem completar pois são muitos, diria, ainda, Ducal, Sears, G. Aronson. Acredito ainda na revitalização do centro.

        Reply
        • Emerson de Faria 20/08/2015 at 15:01

          Eu também acredito, Ronaldo, mas o que eu disse é que mesmo assim o centro jamais voltará aos seus dias de glória pelos motivos acima expostos. Mais do que revitalizado, ele precisa ser reinventado.

          Reply
  • Luiz Henrique 06/08/2015 at 13:39

    Belíssima construção!
    A total degradação do centro de São Paulo caminha lado a lado com desocupados, com pessoas que vêm para a cidade sonhando com uma vida nova e que acabam por se desiludir diante das diversas dificuldades.Passa também pela falta de educação de transeuntes que não se importam em sujar e não limpar.Passa também por pessoas que não sentem um mínimo de amor de retribuição que a cidade merece e finalmente pela total e mais absoluta ignorância do chamado “poder público”.

    Reply
    • Emerson de Faria 20/08/2015 at 15:05

      Ninguém migra ou imigra deixando sua terra natal para trás porque a grama do vizinho é mais verde, se o faz é fugindo da miséria, fome, perseguições étnicas ou religiosas ou por tudo isso ao mesmo tempo. Eles precisam ser acolhidos e inseridos na dinâmica da metrópole.

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  • Daniel Machado 06/08/2015 at 19:50

    Como posso entrar em contato com os proprietários?

    Reply
  • Luiz Henrique 07/08/2015 at 13:44

    Antônio Rudolf, o que você disse está correto.O que acontece atualmente é que paira no ar um sentimento de medo em defender bandeiras como essa, de revitalização do centro da cidade, aí inclusos os prédios e monumentos históricos.Isso, para a imprensa/ mídia de um modo geral, é irrelevante, uma vez que existem tantos “problemas sociais”, podendo ser estes de maior urgência.
    Uma coisa é certa: caso tivessem sido preservados desde sempre, não haveria necessidade de toda essa comoção por qual passamos. Penso que nossos “governantes” podem e devem zelar pelo patrimônio històrico de uma cidade como São Paulo, independentemente dos chamados problemas sociais.Isso (o problema social) é um outro assunto, totalmente diferente.É a minha opinião.

    Reply
  • Orlanda Maria Grespan de Faria 07/08/2015 at 13:54

    Parabéns, muito lindo seu trabalho.

    Reply
  • Rogerio Prado 08/08/2015 at 09:51

    Mais um dos prédios históricos vítimas do descaso do poder público e do “poder econômico”. Esta gestão está sendo uma das piores na memória recente em relação ao trato do Centro Velho. Eu me pergunto se alguma vez o nosso prefeito, sem estar em campanha, andou pelo Centro Velho.
    Não é possível que alguém que ame realmente a cidade não se aflija com a sujeira, as invasões (que parecem gozar de simpatia do pode público), a falta de zeladoria urbana e a mendicância.
    Sim, muitos destes prédios são de propriedade privada, mas a prefeitura nada faz para incentivar e facilitar a conservação e restauro.

    Reply
  • Luiz Henrique 11/08/2015 at 09:23

    Correto.

    Reply
  • Gabriel 11/08/2015 at 11:22

    Olá amigos. Alguém sabe a história do prédio de 03 pavimentos situado na Av, São João, 588 (esquina Av Ipiranga c/ Av. São João)? Agquele que era ocupado pelo Sampa Bingos e posteriormente pelos “sem tetos”? O que funcionava anos atrás? O nome do edifício? Obrigado.

    Reply
  • Emerson de Faria 13/08/2015 at 19:42

    Nem com toda a boa vontade do mundo o centro da cidade voltará a ser a capital empresarial e financeira do país, com executivos engravatados e suas pastinhas atravessando o Viaduto do Chá de um lado para o outro em ritmo frenético, pulando de uma reunião de negócios para outra como que numa fervilhante Manhattan tupiniquim – no máximo, chegará a ser uma caricutura de si mesma, assim como os outrora pulsantes bairros industriais, que ainda abrigam algumas fábricas em seus territórios, são pálidas sombras do que um dia foram. Precisamos discutir seriamente o que fazer com toda a região central, de forma a reocupá-lo e adequá-lo a uma nova dinâmica, dando-lhe uma nova função, porque sua fase empresarial jaz no limbo da história, e isso não é necessariamente ruim. Precisamos encontrar novas formas de sentirmos aquele gostinho de bons tempos que nossas mentes e corações clamam com roupagem nova. O velho travestido de novo, revisitado e repaginado, mudando tudo para continuar igual, isto é, sem perder a identidade.

    Reply
  • Emerson de Faria 13/08/2015 at 20:06

    Ah, mas não volta mesmo, nem com uma dose cavalar de boa vontade – seria o mesmo que imaginar a Moóca e o Brás voltarem a ser o coração industrial da metrópole, até mesmo porque muitas dessas empresas industriais como Gasparian, Fileppo e Matarazzo fecharam faz tempo. O Mappin se foi há 16 anos arrastando a Mesbla junto para o buraco (ou seria o contrário?), Casa Centro, Cássio Muniz, Exposição Clipper, Casa Alemã, Banco Geral do Comércio, Comind, Finasa, Banco Francês e Brasileiro, Vasp e outras tantas empresas que povoavam o centro hoje também existem apenas na memória de quem as conheceram ou nelas trabalharam. A frenética Manhattan paulista morreu e está literalmente fedendo. Precisamos pensar em como reerguê-lo sem saudosismos e sentimentalismo barato porque os bons tempos residem no passado e quem dele vive é museu. Boa coisa seria se pudéssemos voltar no tempo (eu mesmo queria ter nascido em 1900 e morrido em 1975, ano que nasci, mas é impossível) mas infelizmente não dá. Nunca mais veremos nonos e nonas falando italiano pelas ruas do Bixiga, o Parque Dom Pedro nunca mais rivalizará com o Ibirapuera, a Barão de Itapetiniga jamais voltará a ser o endereço mais caro e sofisticado que a Oscar Freire, os majestosos cinemas do centro nunca mais rivalizarão com as salas multiplex dos shoppings, o Bixiga nunca mais será a Broadway tupiniquim, etc.. Quem viu, viu, quem nunca viu, como eu, contente-se em apenas saber o que um dia foi. Paciência.

    Reply
  • Luiz Henrique 16/08/2015 at 10:54

    É…CONSEGUIRAM ACABAR COM A CIDADE.TENTARAM DE TODAS AS FORMAS ATÉ QUE CONSEGUIRAM.
    A ÚLTIMA (E ATUAL) INVESTIDA É O GOVERNO “SOCIAL”, TOLERANTE E INCENTIVADOR DE BADERNAS, QUE FAZ VISTA GROSSA PARA AS FAVELAS À CÉU ABERTO EM PLENO CORAÇÃO DA CIDADE: PRAÇA DA SÉ, PARQUE DOM PEDRO, CAMPOS ELÍSIOS, BRÁS, ETC,ETC,ETC…

    Reply
    • Nilton D’Addio 17/08/2015 at 22:19

      É isso mesmo. Aliás, a própria calçada do hotel está uma bagunça.
      Já tive oportunidade de passar por lá, na saída da Sala do Auditório, por volta das 22h, em direção ao metrô e realmente foi uma aventura.

      Reply
      • Emerson de Faria 20/08/2015 at 15:11

        Eles estão lá porque os prédios estão desocupados, não têm para onde ir e não há políticas públicas de habitação que os contemplem. Ninguém mora em favela ou prédio invadido porque acha lindo, o fazem apenas em última hipótese, se lhes fossem ofertadas políticas habitacionais com certeza não o fariam. Esse preconceito contra pobre é típico de playboy cabeçudo que sequer saber estourar pipoca no micro-ondas e nunca passou necessidade na vida.

        Reply
  • Luiz Henrique 22/08/2015 at 11:55

    Eu sempre refiro-me ao chamado poder público, que PODE E DEVE fazer algo por essas pessoas, que a mídia chama de excluídos.
    Preconceito contra pobre só se for de sua parte.Eu teria preconceito contra a minha própria condição?
    As pessoas que maltratam a cidade não têm um mínimo amor de retribuição pela cidade.Não é porque a pessoa não tem condições de se estabelecer, que lhe dá o direito de erguer barracas nas calçadas, com colchões e tudo mais.Ela deveria ser assistida pelo governo, um governo que você deve ter ajudado a eleger.Além do que, já houve diversas reportagens sobre pessoas que vivem nas ruas que PREFEREM as mesmas, pois, caso vão para os tais albergues, lá existem regras, como horário de café, horário de banho, horário de dormir, etc, e eles não querem isso, preferindo sua “liberdade”, ou seja, a rua.Não generalizo, mas é uma constatação.
    À propósito, preconceituoso é o seu comentário, além de totalmente sem conteúdo.

    Reply
    • Emerson de Faria 24/08/2015 at 15:06

      Luiz Henrique, sempre que o tema reocupação do centro vem à tona neste espaço, a classe média emburrecida, com rancor e fúria reivindica a exclusividade de moradia nele para si, enxotando todos os pobres para os extremos da periferia, áreas notoriamente desprovidas de infraestrutura, seguindo assim a mentalidade tacanha, obtusa e retrógrada de casa grande e senzala cristalizada no inconsciente coletivo do brasileiro médio, onde não basta eu ser rico e bem sucedido, mas precisa haver um séquito de trabalhadores braçais e mal remunerados para me servir e invejar a minha riqueza (depois que algum excluído volta-se contra eles, assaltando-os ou sequestrando-os fazem cara de c… e fingem não saber por que) e assim posso exercer minha futilidade não me ocupando com coisas maçantes e sem importância, como lavar, passar, cozinhar e pagar contas. Exemplos clássicos dessa política gentrificadora e excludente foram a demolição dos casebres da Rua da Assembleia e mais recentemente, a demolição do Edifício São Vito. Espaços públicos como o próprio nome indica são para serem ocupados por todos os segmentos da sociedade, e não apenas por um único exclusivamente. Em tempo: sou pobre com muito orgulho, do tipo que leva marmita para o trabalho, moro na Cohab José Bonifácio e nem o meu apartamento ou o prédio em que moro são um chiqueiro, pois como bom pobre que sou, aprecio a limpeza e dou valor ao meu trabalho, já que se eu sujar eu mesmo terei que limpar.

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      • Luiz Henrique 02/09/2015 at 10:39

        Emerson, você não pode taxar de “playboy” alguém que você nem conhece.Isso é preconceito!
        Os chamados excluídos podem assaltar e sequestrar tanto ricos quanto pobres- qualquer pessoa, de qualquer classe social pode sofrer um assalto, como temos acompanhado em noticiários- estão aí os arrastões em transportes coletivos, por exemplo.
        Também considero-me pobre, sou da periferia de Guarulhos.E não saio montando barracos no centro da cidade e nem invadindo propriedades alheias.Antes porém, vou atras do meu sustento, como um bom cidadão.Sem pisar em ninguém, tento melhorar sempre.
        Abraço.

        Reply
  • danielpardo2015 07/09/2015 at 18:27

    Colegas… vamos colocar a mão em nossas consciências e pensarmos que a degradação do centro de São Paulo não vem de hoje, mas de muitos anos atrás devido a sucessivas obras mal planejadas de gerações e gerações de políticos que resultaram no que vemos hoje, aliás, “eles” continuam a persistir no erro, vide o Kassab que mais uma vez tentou fazer erroneamente o que muitos outros tentaram e não conseguiram e no caso dele ele não só não conseguiu como ainda transformou a região da Luz praticamente numa Sarajevo de tanto imóvel demolido que tem lá (inclusive a antiga rodoviária que foi falada aqui no site) só que as empreiteiras que iam “revitalizar” o centro na gestão Kassab largaram mão desse projeto ainda em 2009 (eu tinha o link do estadão, fui procurar de novo na internet, mas infelizmente não encontrei). Ou ainda tem também as cagadas do “Radard” que ele fez na Av. Duque de Caxias, tradicional avenida de comércio de peças para carros antigos em São Paulo, que ele “presenteou” os comerciantes de lá com uma “bela” ciclovia na porta dos comerciantes de lá inviabilizando a quem queira comprar deles estacionar o carro ali, ou seja, o centro de São Paulo há tempos vem sendo usado como cobaia para políticos fazerem as experiências que bem entendem sem se importarem nem um pouco se isso vai ou não prejudicar a quem ali circula, afinal o único congestionamento que eles enfrentam (se é que enfrentam) é dos helicópteros que eles usam para se deslocarem pela cidade.

    Reply
  • Emerson de Faria 10/09/2015 at 17:12

    Você diz isso porque provavelmente jamais passou fome na vida ou sabe o que é morar na rua. Quem não tem endereço dificilmente consegue um emprego e o ciclo de exclusão se retroalimenta, dê-lhes condições dignas de emprego e moradia (ninguém quer esmola) e eles automaticamente sairão das ruas, e muito dificilmente se sentirão atraídos para a criminalidade. Falar que são vadios e desocupados é fácil, difícil é compreendê-los, e mais difícil ainda, estender-lhes a mão. Se é pobre como diz é do tipo que come mortadela e arrota peru, e ainda assim sente-se o máximo.

    Reply
  • Emerson de Faria 10/09/2015 at 17:21

    Não haverá revitalização do centro sem que o poder público tome para si a responsabilidade de executá-lo. Fato. Como deve ser feito: a Prefeitura deve localizar os proprietários de todos os prédios desocupados na região central, negociar com eles a aquisição dos mesmos, reformá-los e via CDHU ou coisa que o valha, revendê-los à população em geral. Os mais suntuosos podem se destinar ao pessoal da varanda gourmet, e os mais simples ou sem valor histórico, destinados às camadas menos favorecidas. O centro somente será revitalizado se for ocupado por todas as camadas sociais.

    Reply
  • Luiz Henrique 10/09/2015 at 17:53

    Uma mão que você também não estende. É do tipo maria vai com as outras, muito blá,blá,blá e, na prática não resolve nada.
    Passei necessidade sim, mas isso não é da sua conta.
    Como mortadela porque gosto, de preferência a Ceratti, mas pode ser a Marba também.

    Reply
  • Martha 14/09/2015 at 14:26

    Por favor, alguém sabe a resolução de tombamento do Hotel Central?

    Reply
  • Mylenna Comparato 10/03/2016 at 00:25

    Oi Douglas, você tem a informação se é tombado? eu sei que o hotel do lado o Britânia é… mas Sobre o Hotel central quase não acho informações… Vou usa-lo para meu tema de TCC, faço arquitetura e minha proposta é a restauração dese hotel, tornando-o em um hotel colaborativo..
    Enfim, se puder me responder.. agradeço!

    Reply
  • Mário António 19/08/2016 at 12:35

    Esse prédio foi um dos 8 edificios ocupados pelo Movimento dos Sem Teto no dia das eleições Municipais de SP. Não estava abandonado e tinha um projeto elaborado de ampliação e reaquilificação elaborado pela Brasil Arquitetura (mesma empresa que fez o projeto da Praça das Artes – http://brasilarquitetura.com/projetos/hotel-central/ ). Esse projeto já tem licenciamento e pode começar logo que seja desocupado.
    Essa ocupação foi um erro e um ato de oportunismo com o argumento que estava abandonado – não estava e prova disso é o projeto acima referido e as excelentes exposições vinham sendo ali realizadas .
    confiram algumas:

    http://www.carlitocarvalhosa.com/expos/88

    http://outroestilo.com.br/oe/tag/coletivo-shn/

    http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=123327

    https://www.facebook.com/sosoplus/media_set?set=a.286666248063098.68721.100001591767427&type=3

    https://www.facebook.com/sosoplus/media_set?set=a.152008411528883.32853.100001591767427&type=3

    https://www.facebook.com/sosoplus/media_set?set=a.124473240949067.19215.100001591767427&type=3

    https://www.facebook.com/sosoplus/media_set?set=a.124439930952398.19175.100001591767427&type=3

    https://www.facebook.com/sosoplus/media_set?set=a.124457570950634.19193.100001591767427&type=3

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