Grande São Paulo

Indústrias Martins Ferreira

Comments (20)
  1. Jose Carlos Mota Recacho disse:

    Numa das fotos observa-se crianças trabalhando, lamentável.

    1. Eu acho que muito pequenas deveriam estar brincando e não trabalhando. Olhando com os olhos de hoje é muito difícil aceitar, mas naquela época não só trabalhavam como também era peça importante no orçamento familiar.
      Épocas distintas, pensamentos distintos.

      1. Daniel Pardo disse:

        Eu também concordo que crianças pequenas não devem trabalhar, mas quando eu tinha 13, 14 anos, muitos com a minha idade já trabalhavam na época e por isso não eram “largados” que nem os jovens de 13, 14 anos de hoje.

  2. Rafael Câmara disse:

    Em 1972 eu trabalhei nesses prédios, mas já não era mais Martins Ferreira, era uma estamparia de tecidos, eu tinha 12/13 anos.

    1. Samaia disse:

      Bom dia Rafael!
      Sou estudante de arquitetura e meu trabalho final de graduação é o restauro desse local. Por acaso você teria algum registro fotográfico da época que você trabalhou lá?
      Desde já agradeço!

  3. William disse:

    Na época as pessoas não tinham preocupação em estudar, não tinha TV, internet e o orçamento familiar era baixo. Não vejo absurdo algum em crianças trabalhando ajudando em casa, tornando assim um cidadão de bem e carácter. O que vemos hoje e o protecionismo as crianças e adolescentes que não podem trabalhar mas podem matar e roubar.

  4. Ariovaldo Jardim disse:

    Douglas, meu sogro possuía um armazém de secos e molhados e, para pesar sacarias ou outro mantimento, era usada uma balança de plataforma da marca “Martins Ferreira”, pesava até 500 quilos. Nas estações da estrada de ferro Paulista, todas possuíam uma desta balança para pesar as encomendas despachadas, eu ainda tenho uma guardada em uma chácara está perfeita.

  5. Algumas estações antigas tem bancos de ferro com o nome de Martins Ferreira

  6. Arthur Miranda Araujo disse:

    Minha Irmã Jurema trabalhou por alguns anos no Martins Ferreira da Lapa começou aos 16 anos e trabalhou até o ano de 1949 quando se casou, hoje ela esta com 88 anos, meu primo Antonio Esteves também trabalhou nesse local até o fim quando a empresa encerrou as atividades, e o mesmo se aposentou, trabalhou no setor de fabricação de pregos.

  7. Paulo Clístenes disse:

    É muito difícil a preservação da memória neste país, porém, ainda restam resíduos desses documentos históricos que chegam até nós hoje, graças a iniciativas de alguns preservacionistas de ontem e de hoje!

  8. Linda construção e triste ver o abandono que existe neste país do passado.. como se ele não fizesse parte da sociedade. No Cambuci existem também indústrias abandonadas e até invadidas, totalmente no desprezo da prefeitura de São Paulo- muito triste.

  9. Filêmon disse:

    Entre 2010 e 2011, eu passava em frente à fábrica na Lapa de Baixo, em meu caminho para o trabalho. Eu reparava na má conservação do imóvel, na sujeira e na tristeza que ronda aquela parcela do bairro. Eu não conhecia ainda o site “São Paulo Antiga” e nem a história daquela antiga empresa. Vocês do “São Paulo Antiga” devem ter um trabalhão, e levar um tempão para levantar esses registros para compor estas postagens que tanto nos acrescenta à cultura. Isso favorece reflexões sobre como a memória se perde caso não resistamos à passagem do tempo, guardando documentos e fotografias, mesmo que pelas adversidades da vida a pessoa vá morar em casas cada vez menores, com menos espaço e com os estímulos para que não estoquemos nada, com o pensamento e a vontade só no presente e no futuro.

    Ano passado, em busca da sepultura da madrinha de Batismo de meu pai, conversei com o funcionário da secretaria do cemitério, um homem na faixa dos 50 anos, e ele disse algo que me deixou surpreso: não se lembrava do aniversário de seus pais de cor, e nem de suas datas de falecimento de cor… mas se lembrava do aniversário e da data de falecimento de sua filha, prematuramente morta aos cinco anos de idade há alguns anos. Conclusão: ele não amava seus pais, mas amava sua filha, do contrário, se lembraria… o mundo moderno é muito prejudicial à memória, se não fizermos nada conscientemente para conservar alguma coisa do que passou.

    Aliás, esse é um hobby muito interessante, reunir a papelada dos ascendentes diretos, isso é um motivo para ter conversas amenas e longas com familiares próximos e distantes, a propósito de nomes, episódios, datas, fotografias, reunindo esses dados e escaneando fotos para que não se percam etc. Recorrer a cartórios e paróquias em busca de certidões de Batismo, nascimento, casamento e óbito é uma empreitada longa e não menos fascinante. Os resultados às vezes são imprevistos, pois dependendo da paróquia não são conservados os livros de registros muito antigos, e nesse caso as informações estão perdidas para sempre… Referi-me a essas pesquisas de família como hobby, mas, pensando melhor, é mais do que hobby, é uma necessidade nestes tempos em que é muito desejável para os poderosos que não tenhamos memória e fiquemos como átomos soltos nas mãos deles, que, assim, poderiam nos espalhar como bem entendessem. Prossigam com o bom trabalho!

  10. Minha família tinha residência na Rua Tenente Landy, bem próximo. Cresci no entorno dos galpões

  11. Paulo E S Schwartz disse:

    Realmente dá tristeza ver as fotos atuais do local. Fiquei curioso com aqueles objetos que aparecem no teto, ampliei a foto mas não consegui identificar.

  12. Samaia disse:

    Douglas Nascimento,
    Obrigada pela matéria!

  13. Meu avô paterno,trabalhou por mais de 40 ano,no escritório Central das Indústrias Martins Ferreira. Morou na Lapa também, perto das Indústrias Lembro-me primeiramente na rua das Palmeiras o seu Escritório, depois perto da Estação da Luz. Meu tio avô ( cunhado de meu avô) trabalhou lá ,mas faleceu pelos anos de 1960. Meu avô Fonseca, era contador e nos últimos anos diretor, acho que Comercial das Empresas. Tenho fotos dele com os colegas e na Empresa. Ele havia pedido aposentadoria e recebeu dos colegas um relógio de bolso em prata,com dizeres. que o acompanhou até seu falecimento. Mas continuou trabalhando em seu escritório até a falência das Indústrias, lembro-me quando ele falou com minha avó sobre isso,acredito que chorou,foi o comentário em família. Trabalhou até o último dia! Enquanto vários colegas de trabalho retiravam produtos de cerâmica, de banheiros que somente as indústrias MF é que fabricavam,aliás fabricavam tudo, levando para suas casas, todas as amostras, panelas de ágata,todo mostruários. Meu avô estava sentado em sua mesa ,apontando os lápis deixando tudo organizado, tinteiro e etc…sem nunca ter tirado um clips que fosse! O coração dele se partiu naquele momento, por ver colegas com aquele tipo de atitude e pela falência! Uma vida inteira e com uma parca aposentadoria que restou de tantos anos de trabalho,mas o que ele gostaria mesmo é que seus patrões, com as indústrias não terminassem da forma como terminou! Meu avô morreu com 93 ou 94 anos, sempre íntegro e com a paixão pela pesca!

    1. Jefferson disse:

      História incrível do seu avô.

  14. Jefferson disse:

    Ganhei algumas armas antigas de colecionador, uma delas tem o nome no cano, Martins Ferreira & Cia Sao Paulo, nas laterais esta escrito “Qualite Extra” e “Garantie”. No texto sobre a empresa só relata que foi utilizada para fazer capacetes mas não menciona a fabricação de armas, existe alguma informação sobre isso??

  15. Na década de 60 a Indústria encerrou suas atividades fabris e um empresário do Rio de Janeiro comprou o patrimônio e passou a alugar os galpões para outras empresas: Barionkar, Vigotex, Clay Industrial, Hotel City Lapa e Editora Três.
    Na década de 1990 todos os galpões foram vendidos para a Editora Três e foi fechado o escritório na Rua Br. de Itapetininga, onde eu trabalhava.
    Fui a última funcionária das “Indústrias Martins Ferreira S/A”…

    1. Raphaella disse:

      Ola Lucilene, interessante as informações que você mencionou. Estou fazendo um trabalho de requalificação arquitetônica do galpão das Industrias Martins Ferreira e tenho pouquíssimas informações sobre a historia da industria e principalmente sobre o fim de suas atividades.É triste como a historia se perde rapidamente, infelizmente existe pouquíssimo material sobre o galpão e a historia da industria. Você poderia contar um pouquinho mais sobre quando você trabalhou lá? Saberia me dizer exatamente em que ano a industria encerrou suas atividades? (eu pensava que havia sido na década de 80) e qual o nome do empresário que comprou o patrimônio? Obrigada desde já!

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