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O centenário do Mappin

Muitos estabelecimentos comerciais marcam a história das grandes cidades. São empresas muitas vezes centenárias que acompanham a evolução da região onde foram instaladas marcando gerações e gerações de pessoas através dos tempos. Em São Paulo o nome mais lembrado é, sem dúvida, o Mappin, que estaria celebrando um século de existência se não tivesse encerrado suas atividades em 1999.

Toda sua trajetória em São Paulo começou em 29 de novembro de 1913, conforme o anúncio abaixo, publicado nos principais jornais paulistanos:

Crédito: Divulgação / O Estado de São Paulo

A história do Mappin começa na Inglaterra, no século 18, quando duas tradicionais famílias de comerciantes da cidade de Sheffield inauguraram uma loja bastante sofisticada para a época. A loja seguiu crescendo e posteriormente mudou-se para Londres, de onde iniciariam sua expansão ultramarina, chegando a Buenos Aires logo nos primeiros anos do século 20.

No final do ano de 1913, uma loja sofisticada e única surgia em São Paulo. Os irmãos Walter e Hebert Mappin inauguram, na Rua 15 de Novembro, a loja brasileira da Mappin Stores, que chegava para concorrer de frente com a tradicional Casa Allemã (grafia da época), fundada no século 19 e que estava localizada na Rua Direita.

Quando inaugurado o Mappin era um espaço bastante refinado e em sua loja era vendido somente produtos de origem importada, além de serviços como barbearia e salão de chá, que logo tornou-se o principal espaço paulistano de “chá das cinco” (five o’clock tea como gostavam de chamar). A foto abaixo é de um destes concorridos chás vespertinos que ocorriam na loja.

clique na foto para ampliar

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A loja se tornou não somente um paraíso de compras da elite paulistana, como também um dos principais ponto de encontro das damas da cidade, que vinham até o Mappin não apenas para compras mas para conversar e passar o dia. A loja ficava lotada em todas as suas dependências praticamente durante o dia todo.

Entre as novidades trazidas pela loja a cidade de São Paulo, estavam as vitrines de vidro na fachada. Por mais estranho que isso possa parecer, até a chegada do Mappin não haviam vitrines deste tipo, as pessoas precisavam entrar dentro da loja para observar os produtos à venda. Isso foi uma vantagem inicial muito grande para eles, que logo viram seus concorrentes modificarem suas entradas.

Mas, como era o interior do Mappin na Rua 15 de Novembro ? As fotografias abaixo, tiradas entre 1916 e 1917,  mostram as dependências internas da loja:

Setor de Móveis (clique para ampliar)

Setor de Móveis (clique para ampliar)

Vista parcial do interior da loja (clique para ampliar).

Vista parcial do interior da loja (clique para ampliar).

Luminárias e tapetes (clique para ampliar).

Luminárias e tapetes (clique para ampliar).

Porcelanas, cristais e pratarias (clique para ampliar).

Porcelanas, cristais e pratarias (clique para ampliar).

Jóias, fitas e acessórios femininos em geral (clique para ampliar).

Jóias, fitas e acessórios femininos em geral (clique para ampliar).

Departamento de moda feminina (clique para ampliar).

Departamento de moda feminina (clique para ampliar).

Vasos, porcelanas e cristais (clique para ampliar).

Vasos, porcelanas e cristais (clique para ampliar).

Com o intenso movimento do público e mais produtos chegando a todo momento, logo a loja da Rua 15 de Novembro ficou pequena para acomodar tantas novidades e apertada para os consumidores. Com apenas 6 anos de existência o Mappin mudou-se dali, em 1919, para seu novo endereço, na Praça do Patriarca, onde ficaria por pelo menos duas décadas.

Praça do Patriarca na década de 20 (clique para ampliar).

Praça do Patriarca na década de 20 (clique para ampliar).

No final da década de 20, veio a terrível crise de 1929, que esfriou a economia do mundo todo. A crise também atingiu o Mappin, que com ela e também a crise no mercado de café em virtude da quebra da bolsa de Nova Iorque viu sua clientela de elite reduzir consideravelmente. Para adaptar-se a nova realidade econômica, o Mappin inovou mais uma vez sendo o pioneiro a introduzir etiquetas de preços nas vitrines, atraindo consumidores de camadas mais baixas. Com isso chegaria outra novidade na loja: o crediário.

E desta forma o Mappin ganhou fôlego, retomou o crescimento e pode pensar em sua expansão, para seu novo e suntuoso prédio em art déco na Praça Ramos de Azevedo. A mudança para o endereço ocorreria em 1939.

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Alguns anos depois, na segunda metade da década de 40, o Mappin começaria a sentir o peso da aceleração da economia brasileira que atraia novos concorrentes. A rede passou a ter dificuldades a nova realidade econômica da nação e foi vendida, passando a ser controlada pelo advogado e empresário do ramo do café Alberto Alves Filho.

O novo administrador promoveria uma série de mudanças na operação da empresa, como a substituição dos produtos importados pelos nacionais, novas políticas de crediário e de funcionamento da empresa e a mudança da razão social, que a partir de então passou a ser Casa Anglo-Brasileira S/A. O empresário Alberto Alves Filho seguiu inovando a frente do Mappin, deixando a empresa cada vez mais popular e conhecida e, em 1972, abriu o capital da empresa. Ele seguiria no comando do Mappin até falecer em 1982.

Em dias de liquidação o Mappin ficava lotado.

Em dias de liquidação o Mappin ficava lotado.

Mesmo com o falecimento do empresário o Mappin não parava de crescer. Em 1983 foi considerada a empresa do ano e em 1984 uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup apontou que 97% dos paulistanos conheciam a empresa e que 67% deles já haviam comprado em alguma de suas lojas. A expansão seguiria adquirindo concorrentes, em 1991 o Mappin comprou 5 lojas da Sears e foi, talvez, a partir deste momento que o grupo começou a ficar muito maior do que deveria.

Mappin 1993 - Crédito: Divulgação

Fachada do Mappin no natal de 1982, anunciando o ano de 1983 (Crédito: Divulgação)

Em 1995 o Mappin anunciou o maior prejuízo de sua história, em quase 20 milhões de reais. O prejuízo foi deixando a empresa cada vez mais em dificuldade, levando aos rumores de que a herdeira e empresária Cosette Alves estaria preparando a venda da companhia. Ela resistiu e por muito tempo foi contrária a ideia da venda, até ser convencida pelo empresário Ricardo Mansur.

Em 1996 Mansur compra o Mappin por 25 milhões de reais, e promete novo fôlego para a empresa. Uma de suas ideias era transformar o Mappin em uma rede de franquias e abrir pelo menos 40 novas lojas espalhadas pelo Brasil.

Entretanto nenhuma das ideias deu certo e logo o Mappin estaria em crise novamente, desta vez muito mais profunda, o que levou a rede em 1999 a acumular 300 pedidos de falência na praça, além de uma dívida de 1.2 bilhão de reais. Neste ano, 86 anos depois de sua fundação, o Mappin encerraria suas atividades, deixando para trás funcionários, fregueses e uma bela história construída em São Paulo através de décadas e décadas do século 20.

Mappin

O Mappin vai voltar ?

Em 2010 a Rede Marabraz adquiriu, em leilão público, os direitos sobre a marca Mappin em todo o Brasil. A compra atingiu o valor de 5 milhões de reais, valor 60% menor que a avaliação judicial, que ficou em 12 milhões. A ideia dos novos proprietários da marca é reativar o Mappin ainda no ano de 2014. Se a iniciativa irá realmente se concretizar ainda não sabemos, contudo só a ideia de ver novamente o Mappin funcionando é uma grande satisfação aos paulistanos, que ao longo do século 20 de uma forma ou de outra tiveram o Mappin em seu cotidiano.

Venha correndo, Mappin! E parabéns pelos seus 100 anos!

56 Comentarios

  1. Roberto Martins da Silva says:

    Frequentei a loja do mappim desde os anos 50, não tinha igual, e me surpreendeu com sua falência….isto jamais poderia ter acontecido, agora com esta novidade de sua volta sem duvida estarei lá.

  2. Na época, a imprensa aqui do Rio se referia ao Mansur (que também comprou a carioca Mesbla) como “falido feliz”…

    • orlando silva says:

      Tremendo cara de pau, assim como certos políticos que surrupiam e dão o fora. Ele está mansamente trotando na Inglaterra..ah se ele soubesse o quanto quero esganá-lo.

  3. Deixou Saudades !!! Se a Marabraz conseguir levantar o Mappin, Adeus Casas Bahia !

  4. Gibson says:

    Sou um saudosista. Adoraria ver propaganda e lojas do Mappin espalhada de novo pela cidade de São Paulo.
    Com aquela musiquinha que não saia da cabeça “Mappin, abre as 8, Mappin, até meia noite, Mappin é a liquidação”. rs

    • Marcos de Castro says:

      O Gingo da propaganda do Mappim era assim:….”MAPPIM VENHA CORRENDO MPPPIM…CHEGOU A HORA MAPPIM…! É A LIUIDAÇÃAO…”.Abs.. Marcos de Castro…

  5. claudia says:

    Lembranças boas e adorava subir e descer fuçando as novidades da loja na infancia na década de 90

  6. Roberval says:

    Quando era criança, na década de 80, ia com minha mãe e ficava fascinado com as escadas rolantes e o grande departamento de brinquedos! Faz parte, sem dúvida, da nossa história paulistana… será que no Brasil ainda haverá lojas de magazine tão extensas, em um só edíficio, como havia nessa época saudosista… quem sabe não, porque hoje esse tipo de ambiente pertence aos shoppings centers…

  7. A primeira tv,que minha saudosa mãezinha comprou ,foi na loja da Praça Ramos,e meu armário tambem foi comprado lá ,quando me casei,quantas saudades!!

  8. Parabéns! sempre gostei muito do Mappin, o da Praça Ramos e do Itaim bibi, onde morei perto . As liquidações e os saldões do Mappin eram imperdiveis! era impossível não comprar nada. Fique muito desapontado quando fechou, mas se a marabrás assumir, será como era antes? ou vai ser como as desinteresantes casas marabrás? só esperando para ver!

  9. philip toosey says:

    Mappin &Webb ainda existe em Londres. Para mim o Mappin, a Mesbla e a Sears Roebuck serao sempre icones de boas compras . Elas estavam nos principais Shopping Centers tambem.Eh bom saber que o Mappin volte a fazer parte do ‘ Mundo maravilhoso das compras’ novamente! Havia habitos tais como ‘ Encontro voce embaixo do relogio da Mesbla as seis’ .Cestas de Natal do Mppin…

    • Lorenzo Frigerio says:

      Mappin & Webb era uma joalheria que ficava num ponto central da “City” de Londres, bem em frente ao Banco da Inglaterra, num belíssimo edifício de esquina, em forma de cunha, que foi destruído no começo dos anos 90 e substituído por uma monstruosidade em estilo pós-moderno, construída por um lorde puxa-saco de Margaret Thatcher.
      Imagino que a empresa nunca teve relação com a Mappin original daqui.

  10. Nossa Douglas, que texto lindo … além de informativo mexe com a nostalgia de muitos … lembro de comprar no Mappin quando moleque …

  11. Gilson Gomes says:

    Quando se aproxima o Natal me recordo do Mappin, foi a loja da minha infância, juventude. Aquele corre-corre de pessoas pra lá e prá cá. Caixas de presentes nas mãos, nas cabeças das pessoas. Era uma alegria só. Atendimento nota mil. Subindo de elevador ainda trago na memória: primeiro andar louças, talhares….; segundo andar: roupas masculinas, femininas e por ai afora, se não me engano até o decimo andar. Como era gostoso o pão de queijo com a coca geladinha. De vez enquanto aparecia um ordinário roubando a carteira de alguém que estava no mundo da lua e os seguranças discretos pegavam o pilantra. Apesar de trabalhar num concorrente maior que o Mappin (Arapuã) grande parte de minhas compras era nesta loja. Tinha muitas pessoas eu me conheciam e quando eu chegava: E aí o Arapuã… veio pesquisar…. kkkkkk.
    A grande história de minha vida que vou guardar de recordação foi na véspera do Natal de 1986. Minha filha estava com um ano de idade e o presente dela seria (foi) uma boneca tipo borboletinha da Atma (empresa do Adilson Funaro… lembra o do plano de 86). Durante o mês de Dezembro teve comercial nos principais programas infantis da tv e minha filha ficava de anteninha ligada quando o via. Naquele sábado de manhã fui ao Center Norte (tinha Mappin lá) e em outras lojas de Departamentos e Brinquedos e não achei a boneca. Decepcionado fui para a 25 de março…e nada… fui para as lojas do centro velho (Americanas e Pernambucanas)… nada. No Mappin da Rua São Bento… também nada. Fui ao Mapão (a loja da Praça Ramos), procurei aqui, ali e acola…. e nada. Já cansado, pelas 3 da tarde, resolvi ir embora, chateado ao extremo. Morava no Limão e pegaria o Busão no Largo do Paissandu. De repente me deu um estalo. Tinha um Mappin lá na São João, antes da Duque de Caxias. Fui lá… procurei em diversos locais aonde ficavam os brinquedos no primeiro andar e também no térreo onde fiquei zanzando. Sai da loja e acendi um cigarro (na época isso era “status” – que idiota). De repente fui abordado por uma vendedora da seção de cama, mesa e banho, que estava fora da loja fumando e que me observou. Perguntou-me o que eu estava procurando e pediu que a seguisse. Me ajudou a procurar novamente e nada… agradeci e quando estava me dirigindo à saída da loja ela esbarrou numa boneca de tamanho grande…e o que estava atrás desta boneca: a última dilim…. e dar cor rosa. Meu dia estava salvo. E graças a uma vendedora Mappin. Isto é o que era o Mappin: pessoas comprometidas em fazer cliente felizes. Isto hoje não existe mais. E eu duvido que volte a acontecer no varejo brasileiro, no qual dediquei mais de 35 anos de minha vida.

  12. Denise Martins Taveira says:

    Eu, chegava em São Paulo 1964, e guardo na memória o quanto era maravilhoso ir ao Mappim, principalmente no Natal era só beleza, luz encantamento, Novidades mil! De todo mundo. Saudades imensas…

  13. adalberto says:

    e tambem foi o primeiro emprego de vendedor de muita gente

  14. Os anos 20 foram os melhores tempos de Mappin

  15. Sidney says:

    A última coisa que eu comprei no Mappin foi um Walkman que tinha dado um defeito mas quando eu fui trocar já não tinha mais a loja – isso em 1999. Mas esse é só uma das histórias que passei nessa inesquecível loja de departamento – saudade!

  16. Paula Messias says:

    Quando eu era pequena imitava em brincadeiras o elevador do Mappin que cada andar a moça no elevador falava….1° andar lingeries, 2° andar roupas de cama mesa e banho…..kkkkkkk e assim por diante….as coisas eram divididas por andares mto legal….adorava ir no Mappin veio ate a lembrança da minha infancia agora….mto bom!!!!

  17. Francisco says:

    Eu trabalhei 19 anos nesta Empresa, e parece que foi
    ontem, que saudades.

    • Agueda de J Silva says:

      Que Saudades!!!!!
      Trabalhei na Praça Ramos de 1979 até 1996 Foi Maravilhosso ganhei dinheiro estudei meus filhos Amava o Mappin ali aprendi ri chorei fui muito Feliz! Hoje vejo o quanto eramos comprometidos serios e faziamos a diferença conheci Dr Alberto seus filho a sra Cosete foi FANTASTICO

      • Agueda J Silva says:

        Douglas Obrigadão por esta linda materia voçê fez muitas pessoas felizes principalmente nós ex-funcionarios

  18. Minha mãe era uma grande fã do Mappin, comprava lá tudo que o precisava.. Eu comecei ir às compras com ela desde muito pequena e adorava a loja.
    A minha festa de 10 anos foi no salão de chá. Lembro de suas toalhas de mesa muito alvas, talheres e taças de sorvete de prata, umas torradinhas douradas com manteiga, docinhos deliciosos, tudo com muito charme e bom gosto.
    Muitas saudades de um tempo mais gentil…

  19. Leonardo says:

    Teve uma mo’ca que comprou la no fim dos anos 70 um pequeno veleiro no Mappin (estranho…). So’ que deve ter comprado impulsivamente, pois nao sabia velejar. Com isso, por indicacao de uma amiga mutua, ela conheceu um colega da escola que velejava, e que acompanha ela na Billings toda semana com ela. Eles acabaram se casando, e acabaram se tornando meus pais! Posso dizer, de uma certa forma, que o Mappin foi um elemento chave para que eu viesse para este mundo!

  20. Era sem duvida o dia mais feliz da minha vida,quando iamos ao mappin pra fazer as compras de natal!passavamos toda a tarde subindo e descendo aquelas longas escadas rolantes comprando tudo que viamos pela frente…brinquedos, objetos de decoraçao,coisas pra casa,presentes…etc…tempos de ouro que nao voltam mais…A Sao Paulo da garoa e do Glamour…tudo acontecia em Sampa e o Mappin fazia parte de tudo isso…

  21. Marcos Pereira says:

    Meu pai, meu irmão e dois tios trabalharam ali e também em outros setores dessa empresa por muitos anos. No final da década de 80, eu com 18 anos comprava perfume importado ali na loja da Praça Ramos. Quando casei-me, comprei muitos produtos elétricos/eletrônicos. Saudades!

  22. Luiz Henrique de Souza Alineri says:

    Meu pai trabalhou no Mappin,de 1963 à 1977.Boas lembranças!

  23. Ronaldo says:

    Parabéns pelo texto, quantas saudades senti agora. Lembrei-me dos tempos de infância quando ir ao Mappin era um dia especial, uma verdadeira aventura desbravar todos os cantos cheios de produtos que para uma criança eram verdadeiros tesouros. Minhas primeiras aquisições como adulto foram na loja da Praça Ramos, montei minha primeira casa com produtos desta loja, coisas que ainda tenho até hoje. Era quase impossível sair do Mappin sem nada, rsss. Engraçado como alguns lugares marcam de forma tão forte nossas vidas, até hoje digo que vou ao Mappin, tanto no centro quanto em Santo André. Obrigado, foi uma viagem emocional lembrar destes momentos, torço para que se realmente esta loja volte que tenha a mesma magia de antes.

  24. Ezã Magda Mendes Cardozo says:

    Nossa, como o tempo passa !
    Eu conheci o Mappin, da Ramos de Azevedo e a do Shopping ABC, em Santo André.
    Muito bom, conhecer a história do Mappin.
    Parabéns !!!

  25. Bruno Oliveira says:

    Muito obrigado pela matéria, fotos e informações!
    Foi uma bela e nostálgica viagem no tempo

  26. Antonio Carlos Hoffmann says:

    Olá Douglas. Parabéns pela matéria muito boa. Trabalhei lá de 1979 a 1992. Excelente lugar, muita história de vida também. Só apenas um adendo, o Dr Alberto Alves Filho não faleceu em 1992, pelo que me lembro deve ter sido em 1980 ou próximo daí. Existe um livro editado na época da inauguração da loja do Itaim que conta toda a trajetória do Mappin. Grande abraço

  27. Uma curiosidade bacana. O mappin teve uma loja em Santos, na dec de 20, em um belissimo casarão. Ficava no centro, perto da bolsa do café. Achei no site muitobem.tv. Hoje tem um estacionamento no local.

  28. minha mãe me levava no mappin quando íamos à “cidade”, eu com meus cinco ou seis anos, no comecinho dos anos 90, ainda lembro muito bem que ficava maravilhada com as escadas rolantes e mesmo que não comprássemos nada, minha mãe fazia questão de me levar pra dar uma volta em todos os andares…
    lembro que no subsolo tinha uma lanchonete tipo Bob’s, com mesinhas e cadeirinhas que também me recordo muito bem até hoje, e uma máquina dessas que você colocava uma moeda e ela falava sua sorte, ou coisa do tipo…

    hoje moro no centro da cidade e sempre me lembro com carinho todas as vezes que passo em frente ao prédio do antigo mapão.

    muitas saudades dessa época!

    • Pois é Marie, nasci em 1985 e fazia exatamente o mesmo que vc! Até a expressão “ir à cidade” remete ao Mappin, principalmente ao da Praça Ramos.

  29. Lorenzo Frigerio says:

    Minha mãe e avó, já falecidas, viviam falando no salão de chá do Mappin, na época que o Centro era chique, nos anos 40 e 50. Quando conheci a loja, nos anos 70, o Centro já estava uma sujeira e o Mappin era uma loja popular; o salão de chá já havia desaparecido há décadas.

  30. pagina12 says:

    No elevador o ascensorista do elevador anunciava: 3º andar tal departamento, 2º andar tal departamento, 1º andar tal departamento, no térreo anunciava São Paulo.

  31. Gilson Gomes says:

    Ei tive que retornar a esta página. Ontem na hora do almoço passei pelo centro. Coisa que não fazia há muitos anos e para minha decepção em frente ao prédio que outrora era o Mappin, tem uma loja que dizem ser a maior do Brasil, porém para ser grande é preciso muito mais do que gastar mundos, tubos e fundos em propaganda.
    É preciso ser orientada para o cliente e o que eu vi: um monte de colchões e caixas de papelão abertas com ….. mendigos, zumbis cobertos com cobertores imundos e fedidos. Em frente a loja da Xavier de Toledo à Conselheiro Crispiniano. Somente aonde estão as portas, as duas laterais e a principal não estava congestionada. Não dá para ver as vitrines, o mau cheiro é nauseante. Uma pena, de machucar o coração… e mais, há menos de 200 m da sede da prefeitura, da maior cidade das américas, uma das maiores do mundo, que será palco da abertura da Copa. O Samuel Klein…. você “pegou” um prédio que é o patrimônio da cidade. Dá um jeito meu. Aposto se fosse em Israel (sem preconceito) você já teria se mexido.

    • Mas ele não é de Israel sim Polonês.

      • Gil Gomes says:

        Então trate de a partir de hoje assistir ao Brasil Shalon e ver o quanto ele ajuda as causas israelenses. As brasileiras eu nunca vi. Pode ser até que ajude, mas eu nunca vi.

  32. Luiz Henrique de Souza Alineri says:

    Boa,caro Gílson!
    É o que falo todos os dias para minha esposa: coitada de São Paulo!

  33. celso silvério barbosa says:

    Sim . era ótimo atendimento .mesmo com os carnes quitados houve um titulo que ainda foi a protesto. tenho todos guardados .

  34. Marcelo Alberto says:

    Foi lá que comprei a minha primeira Bicicleta Caloi!

  35. Eliane Alves da Silva says:

    Meu pai trabalhou por mais de 25 anos, quando ele dizia que iriamos passear no Mappin eu e meus irmãos ficávamos em êxtase

  36. Mappin!! Passei minha infância nesse centro, caiu até uma lágrima quando vi as fotos.

  37. Vinicius says:

    Meu primeiro disco de vinil (um LP do Ray Conniff ao vivo), foi comprado para mim pela minha mãe, quando eu tinha 7 anos em 1993 porque eu queria poder ouvir “La mer” em casa, no Mappin do Center Norte.

  38. Gostaria de saber sobre o incêndio nos anos 20…

  39. Sempre que posso comento sobre um episódio pouco conhecido. Sabiam que Cesar Filho foi vendedor do Mappin?
    Pois é, lá pelos idos de 1983, eu era vendedor do setor de Camping, Bicicletas, no Mappin São João, a entrada do nosso setor era na rua Barão de Limeira, de frente para o estacionamento.
    No estacionamento havia um mezanino, onde ficavam expostas as barracas de camping montadas e algumas cadeiras espreguiçadeiras.
    Em regime de escala, todos os dias ficava um vendedor de plantão no mesanino para mostrar as barracas e equipamentos aos clientes…
    Eu havia saído da seção mencionada (Camping, Bicicletas), para a seção ao lado (pneus) e no meu lugar havia entrado um vendedor mais ou menos da minha idade, boa pinta, e de pouca fala.
    Num dos dias da semana ele ficou de plantão no mezanino, me parece que foi em uma quarta feira, não tenho certeza, mas acontece que dava muito sono ficar lá sem fazer nada e na verdade todos nós vendedores odiávamos ficar alí.
    Cesar Filho se esticou em uma cadeira espreguiçadeira e estava lá, roncando e babando, quando da sala da gerência, que ficava em andar superior e de frente, se ouvem os berros do gerente Miguel Angelo Pelense, com sua cabeleira branca esvoaçãnte, que de lá de cima mesmo acordou o coitado do Cesar Filho e o demitiu de imediato…
    Pois bem, em seguida, outubro de 1983 eu pedi demissão do Mappin e fui morar na cidade de Vilhena (Rondônia) para abrir um Orfanato junto com minha esposa.
    Para minha surpresa, comecei a ver o Cesar Filho na TV como garoto propaganda do Mappin, e fiquei cá com meus botões pensando como tinha ficado a relação dele com o gerente Miguel…
    Tenho gratas recordações do Mappin, profissionalmente foi o lugar mais feliz que trabalhei em toda a minha vida e ainda tenho amigos daquela época.
    O Mappin é uma lenda…
    Cesar Filho nunca mais vi, exceto na TV.Já o Miguel vi por diversas vezes até mesmo depois dos sete anos em que trabalhei com obra social em Rondônia tendo retornado a SP fui apresentar a ele meus filhos adotivos e contar a ele o motivo de eu ter trocado o Mappin por outra atividade.
    Bom, é isso, tenho muitas outras histórias interessantes, mas encerrando saibam que o Pr, Mamoru Murakami, da Assembléia de Deus Nipo Brasileira, também foi meu colega de seção e lá mesmo, no Mappin, e se tornou meu irmão na fé. Pr. Daniel Ferreira de Souza http://www.ageas.com.br

  40. Jaime Prado says:

    Falando em relógio antigo eu restarei dois Michelini da década de 1940, aqui em Bauru/SP um deles permaneceu parado durante 36 anos ás 17:36, no dia 07/07/ 2007 ás 17:36 quase 37minutos ele voltou a funcionar na torre da igreja Nossa senhor das Dores inaugurada em 15 de Setembro de 1951 ás 07:36, outro relógio Michelini parado durante 13 anos ás 07:23 no alto da Torre da Paróquia Santa Terex zinha em Bauru/SP, o mais recente restarei na Catedral São Bento em Marília também parado durante 5 anos ás 06:43, preservar a história é manter viva os conhecimentos para as futuras gerações.Jaime Prado-Bauru/SP.

  41. Romeu Paris says:

    É uma delícia navegar por este site.

  42. HAMILTON DOMINGUES SILVA says:

    Em 1967 eu com meus lindos 17 anos, adorava ir ao Mappin junto com meu pai e minha irmã para fazermos compras. Lembro que era um sufoco circular por dentro da loja, e quando entrava no elevador, os ascensoristas diziam em voz alta o que cada andar vendia. Adorava paquerar as vendedoras kkk. Também nessa época me deixou muitas lembranças, uma grande loja que trabalhei como office boy, ou seja as LOJAS ISNARD na Rua 24 de Maio 70/90 e na Av.São João 1.400 esq. com Duque de Caxias. Etaaa tempinho bom, que tb me lembra quando eu estudava no tradicional Colégio Salesiano, o Liceu Coração de Jesus. Anos Dourados que não voltam mais, e que deixaram muitas saudades da S.Paulo antiga.

  43. Eu trabalhei no Mappin da Av. São João de Junho de 1997 a Dezembro de 1998, já quando o Mappin estava derrubado, sai 6 meses antes da falência mas presenciei colegas meus na época da falência encaixotando as coisas provavelmente para uma possível penhora dos bens para pagamento das dívidas do Mappin além de ouvir histórias que muitos funcionários que ficaram até o fim só receberem seus direitos trabalhistas 8 anos depois em 2007 e sem correção monetária (um absurdo), mas enfim… também tenho lembranças dos colegas de trabalho que ficaram para trás e de pessoas da vizinhança do Mappin com as quais convivi quase que diariamente.

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