Quem vai até Paranapiacaba de carro nem sempre nota à beira do rodovia, diante da abandonada e enferrujada estação de Campo Grande, uma pequena capela no alto de um morro. Esta pequena edificação religiosa não raro está encoberta pelo mato que cresce no local que geralmente está abandonado pelo poder público.

A capela em questão é conhecida basicamente por três nomes: Monumento ao Divino Redentor, Igreja de Bom Jesus da Boa Viagem ou ainda Monumento ao Cristo Redentor. Foi inaugurada em 06 de maio de 1912, e passou a ser canônica oficialmente em 1913.
O pequeno monumento, por estar localizado em uma área alta, era facilmente notado pelos viajantes que vinham da capital rumo à Paranapiacaba ou mesmo Santos. Muitos benziam-se ao ver o Cristo no topo da capela, como maneira de pedir uma boa viagem rumo ao litoral ou para agradecer pelo retorno ao planalto.
A idealização e construção da pequena capela foi iniciativa do pároco de Paranapiacaba, Padre Luiz Capra, que teria gasto todas as suas economias para isso. Por muitos e muitos anos, para se realizar missas, batizados e até casamentos eram preciso buscar um padre na vizinha Ribeirão Pires. Há relatos de cerimônias de casamentos desde o ano de 1941.

Com o fim das atividades dos trens de passageiros ao litoral e a desativação das estações de Campo Grande e Paranapiacaba, o local passou a receber cada vez menos visitantes. A região, que era conhecida pela extração de lenha, entrou em decadência com a proibição da atividade e o local ficou ainda mais abandonado.
Segundo fontes, a capela foi recuperada recentemente para a realização de algumas atividades. Não temos noção de como esse restauro ou manutenção ficou, mas mesmo quando estava ali cercada de mato alto e fechada ela estava bem conservada.
Do alto do morro onde fica a capela, é possível observar a antiga estação de Campo Grande, uma jóia do nosso acervo ferroviário e praticamente toda de ferro e que está cada dia que passa mais e mais enferrujada. Se esquecermos o relógio de Paranapiacaba, é possível dizer que esta estação é até mais bela. A incompetência das autoridades responsáveis por este complexo é tão grande, que são incapazes de enxergar o quanto poderia ser interessante ao turismo se a estação e a capela estivessem completamente restaurados e com atividades frequentes.
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