Além da Divisa

Monumento Rodoviário

Comments (27)
  1. J.C.Cardoso disse:

    Sem querer defender a CCR, mas o Monumento não pertence à Nova Dutra.
    Caiu nas mãos do DNER e agora do sucedâneo DNIT, num imbróglio burocrático.
    Felizmente, há poucos anos, alguém teve a lucidez de retirar os painéis de Portinari de lá, restaurá-los e exibi-los no Museu Nacional de Belas Artes, no Centro do Rio (parece-me, inclusive, que a sequência dos painéis acabou sendo montada errada…)

    1. rno disse:

      Legal sua resposta. Parabéns.

  2. Marcelo Dias disse:

    Gente, que desolador, absurdo, e revoltante!!!

    É um monumento de patrimônio e importância cultural e artística inquestionavelmente importante e não fazem absolutamente nada!!!!

    A concessionária Nova Dutra caso não cumpra o contrato de conservação do patrimônio deveria ser severamente multada por isso mas como nosso país não é sério ficamos a mercê da sorte e de Deus para que isso seja resolvido.

    Portinari, art decó, a beleza natural, tudo que existe no local se perdendo, revoltante, que o MPF não desista do caso e qualquer coisa que a população ou nós mesmos apoiemos na conservação deste maravilhoso monumento.

  3. Lucy Souza disse:

    Independentemente de quem é o responsável, fica a vergonha nacional com o descaso com nosso memória histórica. Estes casos reforçam a incompetência dos brasileiros em preservar e valorizar nosso passado. Realmente somos o país do futuro…porque do passado nem lembramos quem fomos! Se entregássemos este espaço para um grupo estrangeiro, por exemplo norte americanos, pode ter certeza que iria virar o PONTO DE PARADA entre SP e RJ.

  4. Celso disse:

    Uma das razões desse blog ser tão legal é que, sem querer, ele nos leva à reflexão sobre um tema estimulante: o permanente embate entre conservadores e progressistas.

    Enquanto progressistas são vistos – ou retratados – como pessoas de mente aberta, espírito renovador, modernas e antenadas com tudo, os conservadores são alvo de toda sorte de repúdio. São taxados ‘de direita’ (como se existisse direita e esquerda no Brasil) retrógrados, reacionários, inimigos do povo, do progresso, da liberdade e outros adjetivos aplicáveis a quem está a caminho do inferno.

    Quem defende por exemplo a pena de morte para os assassinos do garoto boliviano morto recentemente em São Paulo ou de tantos outros crimes hediondos sedimentados pela avalanche diária de notícias, é de direita. Os progressistas pensam que criminosos são ‘vítimas do sistema capitalista’ e como vítimas devem ser tratadas e não punidas. O tão criticado sistema de aprovação automática que despeja no mercado de trabalho jovens sem o menor preparo é algo que foi trazido da França progressista de 1968 e das ideias libertárias de Michel Foucaut. A ‘autoridade’ do professor era algo a ser banido das salas de aula, assim como a própria rigidez do ensino, uma das ‘estruturas do poder’ segundo o filósofo e seus seguidores filhinhos de papai. Deu nisso aí a que estamos assistindo impotentes, o desmonte do ensino público e jovens jogados na semi-marginalidade.

    As recentes manifestações ocorridas em São Paulo trazem o ativismo violento do Black Blok, filosofia que prega o ataque às instituições públicas e privadas como forma de desestruturar o poder. Nada mais representativo das velhas estruturas oligárquicas que um prédio público imponente e bem conservado. Portanto, quando um manifestante pichar um velho prédio tombado e amado pela população está apenas exercendo seu ‘direito à livre manifestação’ contra ‘tudo isso que aí está’ uma das bandeiras defendidas pela esquerda festiva do ‘é proibido proibir’ também importado da França efervescente de 1968.

    Fico pensando o que seria do nosso velho patrimônio arquitetônico caso não existisse a ‘direita retrógrada’ e conservadora desse país. Aliás, ‘conservadora ‘ é uma palavra bem apropriada ao tema do blog, não? Não fossem esses chatos antiquados e inimigos da evolução – seja lá o que for isso – toda esses símbolos da civilização capitalista e opressora já teria sido posta abaixo à base de dinamite para dar lugar ao novo, o moderno, enfim, o progresso – seja lá o que signifique isso.

    Um bom fim de semana a todos.

    1. Alexandre disse:

      Excelente comentário, eu gostaria de ter escrito isto.

    2. Breno disse:

      Um texto muito bonito, mas muito infeliz em culpar ideologias. Têm que se ressaltar que o processo de abandono iniciou-se em 1976, período da “revolução”, se estendeu durante os anos 80 e 90, época em que privatizou-se a Via Dutra. Assim, o abandono deste monumento se deve a princípios claramente capitalistas e mercadológicos de direita, da redução de custos a qualquer preço. Este conceito de novo é estritamente capitalista, Conheço marxistas que são apreciadores e ferrenhos defensores de nosso velho patrimônio. Tornar as coisas descartáveis é característica do capitalismo.

    3. João Resende disse:

      Ao que me consta, os dezenas de palacetes demolidos na Avenida Paulista nas últimas décadas não foram ao chão por decisão ou influência da “esquerda progressista”. Aliás, os interesses imobiliários que destroem o patrimônio histórico e ambiental paulistano estão mais próximos de figuras como Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf, Gilberto Kassab, geralmente identificados como lideranças políticas conservadoras ou de direita (não que líderes da esquerda também não tenham participação neste processo, vide o atual caso do Parque Augusta e Parque dos Búfalos). No Brasil em geral, e em São Paulo especialmente, têm-se uma visão tacanha e predatória do progresso e do desenvolvimento: o novo parece que sempre tem que destruir o antigo. O antigo é ruim, é pior, precisa ser reformado ou substituído. Falta perspectiva histórica, falta educação visual e artística que promova uma mentalidade de que conhecer e discutir o passado, respeita-lo e aprender com ele é fundamental para uma sociedade entender seus problemas atuais e propor caminhos para sua superação, sem abrir mão de sua história, de sua identidade, de suas raízes. E isso vale para todo o patrimônio histórico e cultural (arquitetônico, artes plásticas, musical, gastronômico, religioso etc.) de tidos os povos que nos formaram (nativos pré-colonização, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc.)

    4. gualberto cappi disse:

      Conservar nada tem a ver com a “ideologia” politica da atualidade, mas sim com a cultura da sociedade que conserva ou nao seu patrimonio historico.
      Quando isso aconteceu no passado e aconteceu por escolha (basta ver a “descoberta” das ruinas da Roma antiga feita jà na epoca da renascença) sempre se-deu para criar laços culturais (e, num certo sentido, ideologicos) com o passado. Se nao fosse assim, nao teriam chegados atè hoje muitos dos monumentos que ainda embelezam a minha Italia (se nos formos olhar os Fori Imperiali em Roma como meros simbolos de uma civilizaçao imperialista e escravista teremos justa obrigaçao de abate-los logo, nao?).
      Nos dias de hoje, pelo que me parece, o unico principio que decreta o que vai ser conservado, e como, è ligado à sua “utilidade” economica (se e quando for conveniente/produtivo economicamente). Talvez è sò por isso que os Fori estao hoje ainda em pè (por quanto ruinas possam estar em pè) em Roma, frutando muita grana com turistas do mundo inteiro; veja por exemplo a polemica em Veneza que vè a maioria dos cidadoes daquela cidade (e dos italianos juntos com eles) contra a decisao da prefeitura e do atual ministro dos bens artisticos de deixar os grandes cruseiros chegar atè dentro o Canal Grande hà dois passos da praça Sao Marcos (com navios bem maiores que a mesma praça).
      Neste sentido, nada ajuda fazer polemicas entre ideologias politicas, torcendo para aquela parte que achamos mais “ideologicamente” proxima à ideia de conservaçao; os interesses economicos gritam mais forte e a politica parece em todas as suas nuanças completamente escrava deles.
      Infelizmente tenho que concordar que boa parte da ideologia do ’68 nao ajudou na ideia de respeito da historia (como “autoridade”, sendo tambem contra a “autoridade”) e dos seus simbolos; a bem ver, isso leva outra questao importante, que refere-se à passados proximos “traumaticos”, como, por exemplo, fim de ditaduras, com seus simbolos e monumentos, e a vontade de cancelar e virar pagina … è complicado …

  5. Nilton disse:

    Vergonha absoluta e total. É nojento ver o total desrespeito com nossa história.
    Se o local tivesse sido utilizado como esconderijo por Lamarca, Marighela e alguns outros, certamente estaria restaurado e já tendo sido objeto de algum filme nacional, devidamente patrocinado.

  6. Edson Sampaio disse:

    É importantíssimo lembrar e registra o abandono do patrimônio histórico e é uma pena o o estado em que se encontra esse Monumento Rodoviário que marca um período importante da história de nosso país, no entanto a as colocações do leitor Celso são uma mistura confusa de conceitos que confunde preservação com questões políticas, de cidadania e contrapondo idéias confusas de direita esquerda, conservadores e progressista, ou seja o fato de preservar nada tem a ver com com essas questões. Ser preservacionista não classifica as pessoas, guardar a memória para as futuras gerações não é uma atitude conservadora e pode ser progressista pois concilia referências do passado com o presente e constrói o futuro em continuidade a vida de todas as gerações.

  7. Nilton Cesar Alves disse:

    Entre culpados ou inocentes, posturas da direita ou da esquerda ou conservadores e progressistas uma nação se faz com sua história e sua memória. Mas somos cúmplices e aí sim, vítimas da história que alguém contou.
    Hoje, estamos nós na vez de podermos contar um trecho de uma história. Este espaço com certeza destina-se a promover a reflexão sobre as ações ou a falta delas.
    Frente a este descaso apresentado de um dos nossos patrimônios, fico não somente triste mas também estimulado a buscar alguma ação, que possa trazer à tona esta história que aos poucos se depaupera ao descaso do poder público, e assim aos poucos seguir a sina da tal “povo sem memória”.

    E nós? Pessoas com discernimento e vontade de mudanças. Autoras de manifestações que se multiplicaram pelo país afora.
    Gostaria de encontrar pares e assim, criar e participar de iniciativas que envolvam as instituições privadas em prol do patrimônio material e também imaterial do nosso estado e também país. Pois os espaços virtuais para o desabafo e a denúncia, também são férteis para ações reais e construtivas.

    Um ótimo fim de semana para todos.

  8. Evandro Cordeiro disse:

    Parece um bunker alemão da 2ª Guerra Mundial ou é impressão minha ? Nas suas devidas proporções é claro….

  9. Gualberto disse:

    Olà Douglas! Parabens pelo site, muito bem feito! Acabei de ler este artigo sobre o Monumento Rodoviaro, otima reportagem com lindas fotos! E’ uma dò ver como o patrimonio artistico e historico brasileiro è tao descuidado. O monumento retratado precisaria de uma reforma para voltar ao seu antigo uso, um belissimo ponto panoramico e de descanso na congestionada Via Dutra. A reforma deveria respeitar totalmente o carater artistico do monumento, recuperando os materiais utilizados e reproduzindo os que faltam, inclusive pondo uma copia dos paineis de Portinari.
    Um abraço de Italia
    Gualberto

  10. Carlos Gama disse:

    Douglas, lendo este seu texto e vendo estas fotos, chego à conclusão que não somos apenas um povo sem memória, somos um grupamento composto por uma grande parcela de canalhas e essa canalhice, que move a grande parcela, começa na atividade pública.
    Triste esse retrato, triste esse espectro de uma obra de arte e de um marco histórico.
    Continue! Nunca desista, porque você está reescrevendo a história de uma parte de nosso país e serve de exemplo para, quem sabe, despertar os politiqueiros que vivem, sobrevivem e enriquecem à custa da nação, sem darem quase nada como contrapartida.

  11. antonio disse:

    outra vergonha é o estado em que se encontra o museu rodoviario localizado em Levy gasparim/RJ.

  12. Ingrid Souza disse:

    Oi, passei em outubro deste ano, por volta do dia 10. Fiz algumas fotos, caso haja interesse para a página eu as envio sem problema alguma, bastando dar os créditos.

    A vista lá é lindo, e realmente há uma grande dor em ver um lugar tão fantástico abandonado. Enfrentei um ninho de vespas africanas gigantes para conseguir fotografar, mas valeu muito a pena.

    Descobri a página por acaso e já virei fã.

    Abraços

    1. Claude Fondeville (Rouen) disse:

      Bom dia Ingrid,
      Obrigado por visitar o meu blog e curtir este pobre monumento que tenho certeza um dia olhará mais para ele. Se depender de nossas publicações acho que um dia venceremos !!
      É claro que gostaria de ver as suas fotos, darei o devido crédito conforme queira.

      Atenciosamente,

      Claude Fondeville (Rouen do ‘Arqueologia do Rio de Janeiro’)

  13. Mike Alecsandro disse:

    É mesmo uma vergonha e um descaso uma obra tão bonita e importante estar abandonada por parte de todos os responsáveis, estive presente na data de 23-02 2013 e é revoltante olhar e saber que foi um lugar tão lindo e hoje resta apenas uma historia enterrada a céu aberto!!!

  14. Tania Maria de Paula Lyra disse:

    Além de ser um monumento histórico sobre as estradas de rodagem no Brasil, que ofereceram um grande avanço, o monumento possuía uma luz intensa – tipo um farol que servia de instrumento para aeronaves. Incrível o desrespeito. Acabar com o DNER foi um absurdo por si só.
    Tania Lyra

  15. jonathan disse:

    Vou falar logo,alguns comentários eu não concordo outos concordo. Porque eu acho que a prefeitura do rio, a ccr e a de piraí podiam se junta para conserva Porque mesmo quebrado e fechado e bonito.
    Eu,meu irmao, meu avô e a minha prima não tivemos coragem para entrar pq estava aberto e nos não sabiamos se morava algem la mas ficamos adimirados com a sua beleza se reformarem ele ia ser muinto frequentado.

  16. Alexandre disse:

    Boa tarde a todos.

    Passava eu pela Rodovia Pres. Dutra voltando de mais de meus compromissos de trabalho em companhia de um colega de trabalho, quando nos deparamos com aquele imponente e lindo monumento em plena Serra das Araras. Sempre que passávamos por ali comentávamos sobre a curiosidade e o desejo de um dia pararmos. Ontem foi o dia! Sozinho não teria coragem por medo de violência, mas juntos, nos atrevemos.
    Posso adiantar que nenhuma melhora na estrutura do local foi feita. Continua abandonado! Porém, não encontramos muito lixo e tivemos a impressão que foi limpo há algum tempo. Ouvimos relatos de moradores da existência de muitos marimbondos e do perigo de ataque. Mas, parece que as casas de marimbondo foram incendiadas recentemente.
    Pudemos transitar livremente pelo local e constatar o potencial turístico com uma bela vista e constatar que em qualquer do mundo estaria preservado e funcionando.
    Talvez, cedido a uma rede restaurantes ou bem explorado pela CCR acolheria muitos dos viajantes que passam pelo local. Eu mesmo seria um deles.

  17. Silvania disse:

    Passo toda semana por lá (MIRANTE), e sempre tive curiosidade para saber como ele é, mas nunca tive coragem de subir, por questão de segurança. Descobri esta brilhante matéria com lindas fotos que me deixou indignada pelo abandono. Continuei pesquisando e descobri que existe uma ação civil pública impetrada no ano passado. Ao procurar pelo andamento do processo, fiquei mais indignada ainda, ao saber a decisão proferida por um juiz substituto. Pelo que eu entendi, é preciso haver um dano maior naquele patrimônio para justificar o pedido de tutela antecipada proposto na ação. Será que não existe outra saída para salvar aquele monumento tão importante.
    Silvania

Deixe uma resposta

Publicidade:

SP ANTIGOS

Nosso Instagram: @saopauloantiga
Something is wrong.
Instagram token error.