Como toda cidade do mundo, São Paulo tem lá seus mistérios. E um dos que mais deixa o paulistano curioso é sobre um pouco explicado arco do triunfo que existiu por aqui nas primeiras décadas do século 20.

Já houve até quem escrevesse a respeito mas sempre de maneira vaga. Aqui vamos explicar tudo o que você sempre quis saber sobre este monumento mas não tinha para quem perguntar (ou onde ler).

Tudo começa em julho de 1921, quando a Prefeitura de São Paulo e a Presidência do Estado (aquela época o governo estadual chamado de presidência), são comunicados pelo cerimonial da Presidência da República que o Presidente Epitácio Pessoa desejava visitar São Paulo em caráter oficial.

Presidente Epitácio Pessoa

Presidente Epitácio Pessoa

A viagem, na verdade, seria uma turnê para tornar a figura do presidente mais conhecida e popular. Epitácio Pessoa assumiu a presidência em subsituição a Rodrigues Alves, eleito em 1918, mas que faleceu antes de tomar posse como presidente da república em seu segundo mandato.

Saindo do Rio de Janeiro de trem, Epitácio Pessoa passaria por inúmeras cidades paulistas, como Taubaté, São José dos Campos, Mogi das Cruzes e Poá. Em algumas delas chegando a parar na cidade e em outras, como Tremembé, apenas passando vagarosamente pela estação e acenando para os cidadãos.

A sua chegada à capital paulista estava prevista para o dia 19 de agosto de 1921.

Manchete do jornal Correio Paulistano em 20/08/1921

Manchete do jornal Correio Paulistano em 20/08/1921

Para entender a grandiosidade que foi a chegada do Presidente Epitácio Pessoa a São Paulo, é preciso voltar no tempo em uma época em que o respeito a figura presidencial estava muito acima das questões partidárias.

Um respeito que o brasileiro perdeu no tempo, hoje acostumados a vaiar ou aplaudir presidentes, governadores e prefeitos como quem assiste a um jogo de futebol. Tanto que uma visita nas proporções de 1921, talvez fosse impossível nos dias de hoje.

Ao aproximar-se da região central de São Paulo, já na então Estação do Brás, o comboio presidencial foi obrigado a parar por longos minutos. Todos os operários das fábricas que margeavam a ferrovia naquela região foram até os trilhos para saudar o presidente. Só depois a delegação seguiu até a Estação da Luz onde as autoridades municipais e estaduais aguardavam. E é aqui que começaremos a falar do arco do triunfo.

Mas antes, uma vista parcial da região onde ele foi construído. Observe que a porção direita do Seminário Episcopal ainda não tinha sido demolida.

Vista parcial da região da Luz / Foto: Guilherme Gaensly (clique para ampliar).

Vista parcial da região da Luz / Foto: Guilherme Gaensly (clique para ampliar).

Por pouco este marco quase não existiu. Sua construção foi decidida de última hora, já faltando poucas semanas para a chegada do presidente em São Paulo.

Discutia-se no gabinete do então Prefeito Firmiano Pinto, além de toda a pompa e cerimônia que estavam preparando para Epitácio Pessoa, o que mais poderia ser feito para tornar sua visita inesquecível.

E foi ai que alguém por lá deu a idéia de fazer um arco do triunfo. Mas a inspiração inicial não veio da França, mas dos Estados Unidos da América, precisamente do arco do triunfo que fica na Washington Square Park, em Nova Iorque.

Arco da Washington Square Park, Nova Iorque (clique para ampliar).

Arco da Washington Square Park, Nova Iorque (clique para ampliar).

Em 1889, para celebrar o centenário da posse de George Washington como presidente dos Estados Unidos, um grande arco do triunfo foi construído nesta praça feito totalmente em gesso e madeira.

Era uma construção do que chamamos de arquitetura efêmera(*). O arco tornou-se tão popular que em 1892 decidiram por erguer um novo e definitivo, feito de mármore. Era a primeira vez que um arco foi erigido nas Américas.

E isso influenciou muito a criação de um similar por aqui, em uma época que o café ainda era um produto lucrativo e dinheiro não era problema.

Sendo assim, convocou-se um arquiteto paulista para projetar o grandioso monumento. Quem ? Ramos de Azevedo.

O Arco do Triunfo paulistano em agosto de 1921 (clique para ampliar).

O Arco do Triunfo paulistano em agosto de 1921 (clique para ampliar).

E como o tempo urgia, a obra foi tocada rapidamente. Valendo-se do mesmo artifício que os americanos construiram o seu, com gesso e madeira, em incríveis três dias foi erguido o Arco do Triunfo de São Paulo.

A firma F. Ramos de Azevedo e Cia colocou 200 operários e todos os seus serviços de oficina a cargo da construção do arco. Os turnos eram de 24 horas para que a obra ficasse pronta.

A estrutura foi devidamente instalada no trecho final da rua José Paulino, atual Praça da Luz, quase na esquina com a Avenida Tiradentes (vide mapa abaixo), de modo que tão logo o Presidente da República saísse da Estação passasse pelo arco.

saopaulo1916

Projetado em estilo clássico similar aos arcos de Paris e Nova Iorque, o arco paulistano possuía 28 metros de altura por 27 de metros de largura, sendo que a abertura do arco era de 10 metros de largura por 14 de altura.

Sobre o arco havia quatro bandeiras nacionais, sendo três de um lado e uma do outro. Além disso, adornavam o monumento flores e guirlandas.

Nas duas faces do arco existiam as homenagens: “Salve Epitácio Pessoa” e também a frase “A Cidade de São Paulo”.  À noite, além da iluminação do monumento, funcionava uma bandeira nacional feita com mil lâmpadas coloridas.

Recepção ao Presidente Epitácio Pessoa na Estação da Luz.

Recepção ao Presidente Epitácio Pessoa na Estação da Luz.

Ao chegar a Estação da Luz, Epitacio Pessoa foi recebido pelo então Presidente do Estado, Washington Luís, e pelo prefeito do município, Firmiano Pinto.

Após a execução do hino nacional e das demais recepções de chegada, partiu a delegação rumo ao Palacete Prates. Abaixo o momento em que o landau presidencial acabava de passar sob o Arco do Triunfo.

Crédito: A Cigarra Edição 167

O cortejo passaria por diversas ruas paulistanas até chegar a seu destino, como as ruas Florêncio de Abreu, Mauá e José Paulino.

Naquele mesmo dia 19, à noite, após jantar com Washington Luís, o Presidente Epitácio Pessoa seguiria para o Theatro Municipal para um espetáculo. Para a ocasião foi inaugurado um novo e moderno sistema de iluminação no teatro.

E quanto tempo durou o marco ?

Crédito: Correio Paulistano

Como foi feito de gesso e madeira, obviamente não foi projetado para durar muito.

Após a passagem presidencial por aqui, não ocorreu nenhuma discussão para se construir um outro arco, desta vez definitivo, tal qual foi feito em Nova Iorque.

Assim, o Arco do Triunfo paulistano foi demolido. Seu desmonte deu-se algumas semanas depois do 7 de setembro daquele ano, quando a independência do Brasil celebrou 99 anos.

E foi o fim da linha para este monumento paulistano pouco conhecido e que hoje desperta muitas curiosidades a seu respeito.

(*) Arquitetura efêmera é o nome que se dá para construções feitas com objetivos celebrativos ou expositivos apenas para durar por um breve período de tempo. Existem vários outros casos deste tipo de arquitetura no Brasil, como na ocasião do casamento do Imperador d.Pedro I com a Princesa Amélia ou mesmo na ocasião da vista do Imperador d.Pedro II a São Paulo, em 1846.

Bibliografia consultada:
Correio Paulistano – Edições 20881, 20882, 20883 e 20954
A Cigarra – Edição 167, Setembro de 1921

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Igor Nascimento 08/08/2014 at 17:23

    Show de bola!

    Nem fazia ideia que existiu arco do triunfo aqui em SP.

    Reply
  • Dalton 08/08/2014 at 17:28

    Uma época em que não havia todo uma emaranhado de leis que atrasam nosso progresso.

    Reply
  • Monica Fonseca 08/08/2014 at 17:31

    Nossa viajei no tempo agora ao ler,como seria lindo se ele se encontra-se “vivo” ,São Paulo teria mais essa linda obra ,do tempos dos Barões do Café ,do do Arquiteto maravilhoso Ramos de Azevedo e seus 200 funcionários,uma pena terem derrubado,já naquela época não davam tanta valor as obras,pois fizeram muito disso,construir e derrubar…adorei as suas linhas e sua exposição desse fato gistórico maravilhoso da nossa amada São Paulo,parabéns Douglas Nascimento e São Paulo Antiga,por mais essa.

    Reply
  • Allan Cabral 08/08/2014 at 17:42

    Em que local exato ficava a obra?

    Reply
    • Gcc77 08/08/2014 at 21:52

      Você realmente leu a reportagem?

      Reply
      • Allan Cabral 08/08/2014 at 22:30

        Li e reli o artigo várias vezes, e acredito que a informação, junto com o mapa não encontrava-se disponível na primeira versão do artigo.

        Reply
        • Douglas Nascimento 09/08/2014 at 08:38

          Tinha apagado um parágrafo sem querer durante a revisão e recoloquei. Não estava lá mesmo quando você leu.

          Reply
    • herbet 09/08/2014 at 09:08

      Quase em frente ao quartel da rota

      Reply
      • Nilton D’Addio 09/08/2014 at 21:44

        Em uma das fotos, pode-se verificar a igreja de S. Cristóvão ao fundo. O cortejo deve ter saido da Estação da Luz pela rua que a separa do Jardim da Luz, cruzado a Av. Tiradentes e passado sob o arco, indo em direção ao centro da cidade pela rua Florêncio de Abreu.

        Reply
      • znnalinha 10/08/2014 at 11:08

        O local? Se posicione entre dois marcos atuais importantes: a Pinacoteca do Estado e o Museu de Língua Portuguesa. Aí olhe em direção da avenida Tiradentes. Era exatamente ali.

        Reply
  • Nilton D’Addio 08/08/2014 at 18:24

    Excelente texto e esclarecedoras fotografias.
    Já conhecia a história do “nosso” Arco do Triunfo, mas desconhecia a sua localização, bem como detalhes do cortejo.

    Reply
  • Getulio Ferreira Silva 08/08/2014 at 18:34

    Ja tinha ouvido sobre esse arco, mas não conhecia sua historia, parabéns Douglas Nascimento.
    Gostaria de sugerir uma reportagem sobre o Teatro Colombo que existia no Largo da Concordia.
    Obrigado.

    Reply
    • Evandro Lopes 09/08/2014 at 21:14

      Minha professora fala muito desse Teatro Colombo. Diz a acústica era muito melhor do que a do Municipal.

      Reply
  • Ademir de Sales Marques 08/08/2014 at 18:48

    Douglas parabéns! Excelente matéria. Você é D+!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Reply
  • Celso 08/08/2014 at 19:40

    Excelente artigo.

    Contudo, sou absolutamente contra a construção de réplicas.

    Réplicas do Arco do Triunfo são cópias – ou tentativas – do famoso que existe em Paris, construído no início do século 19 para celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte. Seu valor inquestionável é que foi o primeiro, o original, o imitado. A cópia porém, não tem valor uma vez que jamais deixará essa condição.

    Certa vez viajando de ônibus pro Rio de Janeiro, o veículo passou próximo de uma das muitas réplicas do Cristo Redentor do Rio de Janeiro que existem nas cidades ao longo da Dutra. Os cariocas exclamaram: ‘olha o cristo dos paulistas!’ e a risada foi geral. Bem feito. Quem mandou copiar o monumento brasileiro mais conhecido no exterior e símbolo da cidade onde está localizado?

    Mas na rica Sertãozinho-SP, o prefeito local resolveu apelar para a ignorância. Mandou fazer uma cópia do cristo redentor tendo o cuidado de instalar a estátua no mais alto morro da cidade de maneira que ficasse ‘mais alto’ que o original. Como se fosse uma competição de altura. O erro aí é duplo. Primeiro, em copiar. Segundo, achando que uma cópia maior ou mais alta ou pintada de ouro vai obter algum valor ao chamar mais atenção que o monumento original, mundialmente conhecido. A glória ser o original, o verdadeiro, o copiado, jamais deixará o morro do corcovado no Rio de Janeiro. A façanha do prefeito de Sertãozinho pode no máximo expor os moradores da cidade ao ridículo.

    O Arco do Triunfo de São Paulo poderia ter sido desmontado e guardado como um documento histórico. Mas jamais ser construído dando motivo para piadas Brasil afora, como o carnaval-cópia do Anhembi.

    São Paulo não precisa copiar ninguém.

    Reply
    • Susana 08/08/2014 at 22:53

      “Réplicas do Arco do Triunfo são cópias – ou tentativas – do famoso que existe em Paris, construído no início do século 19 para celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte. Seu valor inquestionável é que foi o primeiro, o original, o imitado. A cópia porém, não tem valor uma vez que jamais deixará essa condição.”

      Caro Celso,
      O Arco do Triunfo de Paris não foi o primeiro nem o original. Ele em si é uma cópia (ampliada) do Arco de Tito, erigido em 81 d.C. em comemoração à conquista de Jerusalém pelo imperador romano Tito Flávio. O arco ainda está de pé, em Roma.

      Reply
      • Maria José Coimbra 01/03/2015 at 13:05

        Muito bem lembrado, Susana!!! Na verdade, existe aquela paródia de frase famosa de Lavoisier: “Na vida nada se cria, tudo se copia.” ou coisa parecida.

        Reply
    • Renato 09/08/2014 at 03:02

      “Certa vez viajando de ônibus pro Rio de Janeiro, o veículo passou próximo de uma das muitas réplicas do Cristo Redentor do Rio de Janeiro que existem nas cidades ao longo da Dutra. Os cariocas exclamaram: ‘olha o cristo dos paulistas!’ e a risada foi geral. Bem feito. Quem mandou copiar o monumento brasileiro mais conhecido no exterior e símbolo da cidade onde está localizado?”.

      Você realmente se importou com isso, Celso??? Eu, sinceramente, não me importaria…

      Reply
      • Celso 09/08/2014 at 15:02

        Mas deveria importar-se. Monumentos dizem muito da cultura, história, tradições e valores de um povo e impõe respeito. São Paulo não precisa copiar ninguém pois tem tudo isso. Mas cada vez que uma réplica do Cristo Redentor é instalada em algum local, o máximo que provoca é a chacota. Em todo caso, já podemos tirar sarro dos cariocas: existe no Rio uma réplica da Estátua da Liberdade de Nova York. Os cariocas odeiam-na. Eles amam o Rio. Taí uma coisa que poderíamos copiar dos cariocas: o amor que eles tem pela sua cidade.

        Reply
        • znnalinha 10/08/2014 at 11:17

          Então o que acham da proposta do veterano pesquisador do Jaraguá, sr. Wilson de Castro (autor do livro Morro Jaraguá – O Senhor dos Vales), sobre se erguer uma grande estátua a São Paulo Apóstolo, no alto do Pico do Jaraguá, parodiando o Cristo Redentor do Rio?

          Reply
          • Douglas Nascimento 10/08/2014 at 11:18

            Britto, eu acho um horror e sou contrário.

          • Edson Guimaraes 14/03/2015 at 03:21

            Sou totalmente contra, temos de homenagear o que é fato, o que é real. Vamos manter a originalidade pela mãe-natureza, mantendo o morro sem mais essa poluição (além das que já o enfeiam e o torturam). Deveríamos, SIM, é fazer uma campanha para LIMPARMOS o morro do Jaraguá, um dos mais belos simbolos de nossa São Paulo, REMOVENDO TUDO o que lá está a poluir, no máximo deixemos um mirante, de madeira, o mais natural possivel.

    • Antonio Mario 22/06/2015 at 00:23

      Celso,

      Com todo o respeito, discordo da sua colocação. Nada a ver, por vários motivos.

      Deve-se entender determinados fatos em termos da época em que eles ocorreram. Além disso, obras são ‘copiadas’, ou servem de inspiração, para outras há séculos. Obras da Renascença servem de motivação para outras que, por sua vez, prestam homenagem à obra original.

      E, venhamos e convenhamos (destilação de veneno ligada): se você dá valor a opinião de cariocas, que nunca vão chegar a ter um Estado com a pujança do nosso (malgrado o Governo Federal)…

      Excelente o artigo. Fiquei contente em te-lo acidentalmente encontrado. Parabéns, Douglas, e obrigado!

      Reply
  • Clelia Person Lammardo 08/08/2014 at 20:07

    Parabéns pelo artigo. Eu desconhecia essa história.

    Reply
  • Susana 08/08/2014 at 22:52

    “Réplicas do Arco do Triunfo são cópias – ou tentativas – do famoso que existe em Paris, construído no início do século 19 para celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte. Seu valor inquestionável é que foi o primeiro, o original, o imitado. A cópia porém, não tem valor uma vez que jamais deixará essa condição.”

    Caro Celso,
    O Arco do Triunfo de Paris não foi o primeiro nem o original. Ele em si é uma cópia (ampliada) do Arco de Tito, erigido em 81 d.C. em comemoração à conquista de Jerusalém pelo imperador romano Tito Flávio. O arco ainda está de pé, em Roma.

    Reply
    • Celso 09/08/2014 at 15:08

      Cara Susana, o brigado pelo esclarecimento. Em todo caso, você há de concordar que o mais famoso e copiado é o Arco do Triunfo de Paris, não?

      Assim como a Torre Eiffel.

      Em uma próspera cidade do Paraná um rico empresário local gastou uma fortuna para erigir uma cópia da famosa torre parisiense. Não satisfeito, colocou um vídeo no Youtube, orgulhoso de ‘sua’ obra.

      Reply
  • Walter 08/08/2014 at 23:18

    Sr. Celso, copiar o que é bom e bonito não é vergonhoso, pois se o Arco do Triunfo tivesse sido construido em definitivo, talvez o Brasil seria considerado 1º mundo, mas copiar Venezuela,Cuba, Bolivia etc….. é coisa de 3º.

    Reply
    • Celso 09/08/2014 at 15:11

      Discordo Walter. Legítimo aqui só o seu direito de expressar sua opinião.

      Reply
  • Rute de Souza Canteiro 09/08/2014 at 20:37

    Adorei esta matéria, muito boa eu já tinha ouvido falar sobre este arco mas tinha minhas dúvidas se realmente ele existiu.

    Reply
  • znnalinha 10/08/2014 at 11:18

    Parabéns equipe do SP Antiga! Esclarecida com todas as letras essa curiosa página da história paulistana.

    Reply
  • Celso 10/08/2014 at 14:00

    O fato de um povo ter tradição, história e cultura porém não significa que sabe dar valor à sua identidade.

    vejam só:

    http://www.hypeness.com.br/2013/08/china-cria-replicas-fieis-de-monumentos-famosos-e-cidades-inteiras/

    Reply
  • Andes Apolinário Luna 13/08/2014 at 18:41

    Maravilha de matéria. Jamais tinha tido qualquer notícia desse Arco. Agora, com sua matéria e alguns valiosos comentários anteriores. Só tive a acrescentar.

    Reply
  • tijeladeacai 15/08/2014 at 01:11

    Sensacional. Amo SP.

    Reply
  • Rodolpho Neto 14/10/2014 at 11:14

    Essa Obra de Arte devia ser Recostruida e preservada o Nosso Arco do Triunfo

    Reply
  • Reginaldo 01/11/2014 at 17:01

    Fantástico, não sabia disso! Porém, não sei se li muito rápido, ou desatento, mas não lembro de ter visto a data de sua inauguração deste arco aqui em S.Paulo

    Reply
  • Rafael Lotaif 08/11/2014 at 10:19

    Vocês todos estão se esquecendo que o Arco do Trinfo de Paris nada mais é do que uma cópia dos arcos Latinos vejam o arco de Constantino que ainda hoje está de pé como outras tantas construções Romanas

    Reply
  • Antonio Ronaldo (@DidaticaOnline) 06/01/2015 at 17:56

    Parabéns Douglas. Excelente trabalho e pesquisa.

    Reply
  • lourdes 21/01/2015 at 13:27

    Excelente matéria! Parabéns

    Reply
  • Eduardo Augusto de Campos Pires 28/01/2015 at 20:08

    DESCONHECIA A HISTÓRIA DESTE ARCO. ELE ERA LINDO E DEVERIA TER SIDO CONSTRUÍDO EM MÁRMORE E HOJE SERIA UM MARCO NA CIDADE .IMAGINEM , ELE E A ESTAÇÃO DA LUZ , À NOITE , TODOS ILUMINADOS!!!!!

    PARABÉNS PELA MATÉRIA!!

    EDUARDO AUGUSTO DE CAMPOS PIRES

    Reply
    • Nilton D’Addio 29/01/2015 at 12:43

      A região da Luz já está iluminada e por centenas e centenas de cachimbinhos de crack.
      Terrível.
      Realmente uma Arco em pedra ficaria muito lindo mas é bom lembrar que quase no mesmo lugar, foi construido pouco tempo depois, o Monumento a Ramos de Azevedo, que apesar de imponente, acabou sendo atropelado pelo progresso.
      A parte principal dele, hoje ocupa um espaço na Cidade Universitária, enquanto que algumas partes (cabeças) estão expostas no saguão de entrada da Sala São Paulo.

      Reply
  • Lélia 29/01/2015 at 19:03

    POR QUE SERÁ QUE TUDO QUE É BOM E BONITO SOME……………..

    Reply
  • Luiz Carlos Pinotti 06/02/2015 at 12:04

    Douglas, parabéns pelo seu fantastico trabalho de trazer aos paulistanos e ao Brasil, algo que marcou a cidade de São Paulo e seus moradores da época, em razão da visita do então Presidente da República Epitácio Pessoa. Termos tido essa obra , mesmo que temporária, é história e memória, o que falta aos brasileiros nos tempos atuais.

    Reply
  • Emerson de Faria 16/02/2015 at 13:11

    O século passado concentrou o maior período de transformações que a humanidade conheceu. Gostaria muito de ter nascido em 1900 e ter presenciado as transformações que São Paulo viveu, os frenéticos bairros fabris, o Bixiga cantado em verso e prosa por Adoniran Barbosa e por aí vai. E infelizmente presenciar também a troca de nossa matriz cultural europeia (predominantemente francesa, como a arquitetura art déco dos antigos monumentos nos mostra) pela americana, baseada no consumismo e produção em massa.

    Reply
  • MARIA CUCATTI 24/02/2015 at 18:08

    Parabenizo o jornalista Douglas por nos presentear com essa riqueza de documentário. Não tinha conhecimento de que existiu o que poderia ser um marco histórico da capital.

    Reply
  • Oscar Do Ceo 13/03/2015 at 11:35

    JAMAIS SUPORIA QUE EXISTISSE ESSE MONUMENTO EM SÃO PAULO.
    A REPORTAGEM É ÚTIL E ESCLARECEDORA E PARA QUE AMPLIEMOS
    NOSSOS CONHECIMENTO EM RELAÇÃO A NOSSA CIDADE.

    Reply
  • Neide da Cunha Caldeira Parro 22/03/2015 at 11:51

    Ficamos muito felizes, meu esposo e eu ( Hermenegildo e Neide C.Parro ) em conhecermos a verdadeira história do nosso Arco do Triunfo . Ouvia meus avós falarem alguma cousa, mas , sem consistência. Agora, já´sabemos e vimos. Lamentamos que tenha sido demolido e ninguém pensasse em fazer outro verdadeiro . Alguém deveria dar essa excelente idéia para as autoridades competentes.
    Obrigado, primo Vitor , por lembrar de nos enviar esta MARAVILHA ! este e-mail tão especial ! Abraços a você e a querida Silvia. . Neide e Hildo ..Vou repassar.

    Reply
  • Nubia Sales de Mesquita- 04/04/2015 at 14:11

    Não sabia da localização deste monumento!

    Reply
  • Dayse Villela 06/04/2015 at 08:12

    Eu sabia da existência do “arco do triunfo” sim, e lamento muito esse “faz e desfaz” dos nossos governantes. Nosso dinheiro sai pelo “ralo” há centenas de anos. Isso nos deixa cada vez mais sem esperança de um futuro melhor!

    Reply
  • Nilton D’Addio 06/04/2015 at 19:05

    Acho que estão fazendo um enorme cavalo de batalhas por causa desse arco.
    Foi uma simples alegoria. Muito mais simples do que qualquer um desses carros alegóricos que “ornamentam” os desfiles das escolas de samba.
    Foi feito de madeira e pano pintado. Provavelmente mão de obra das oficinas da São Paulo Railway.
    Diferentemente dos carros alegóricos, que ficam largados nas margens das vias públicas por mais de ano, o arco foi desmontado para liberar o espaço público.
    Quanto custou a vinda a SP, do presidente da reública e sua reduzida comitiva?
    Quanto custa hoje em dia, o vai e vem dos presidentes e seus séquitos?

    Reply
  • Roberto da Silva – Jornalista e Reporter 13/04/2015 at 13:48

    Maravilha de matéria e grande pesquisa; parabéns.

    Reply
  • Amarilis 29/04/2015 at 09:46

    Olá, Douglas.

    Ótimo texto! Você pode dizer, por favor, onde consultou as fotos do Seminário Episcopal, a primeira foto do Arco que você mostra e o mapa?

    Obrigada,
    Amarilis.

    Reply
  • Rachel Ciparullo 21/05/2015 at 20:24

    Nossa como tem gente chata que gosta de procurar pelo em ovo, que importância tem se é cópia ou não. O importante mesmo é a história, o conteúdo a informação dos fatos. Parabéns a São Paulo Antiga e ao Sr. Douglas pela belíssima matéria, como sempre aprendi um pouco mais da minha querida São Paulo.

    Reply
  • henrique 22/05/2015 at 08:55

    Dizem que somos saudosistas,mas não é para se ter saudades desse tempo?
    henrique

    Reply
  • Walmir Denizo 16/07/2015 at 15:59

    Achei excelente sua reportagem. Porem faço uma pergunta? em que ano foi demolido e quem foi o Hddad da ideia?

    Reply
  • Cesar Poterio 18/08/2015 at 16:59

    Douglas, novamente dando um show de São Paulo em seu site! Muito Obrigado!

    Reply
  • Reinaldo Policarpo 28/08/2015 at 14:57

    Belo texto. Vc poderia pesquisar sobre o Presidio Feminino que havia na Av. Tiradentes (em frente a Rota , mais ou menos) que hj só resta a entrada principal. Acho que muita gente se lembra. Outra matéria seria a escadaria na Rua Xavier de Toledo (ao lado do Metrô).
    Obrigado

    Reply
  • Evna Arruda 11/09/2015 at 16:48

    O escritório de arquitetura do Ramos de Azevedo ficava com as principais obras de governo. Isso é que é favorecimento!!!

    Reply
  • Elizabete Rusca 06/06/2016 at 23:16

    Excelente informação. Que bom se tivesse sido construído em mármore! Teríamos até hoje essa obra magnifica.

    Reply
  • renato giglio 16/11/2016 at 15:31

    Só uma correção: Ramos de Azevedo não era paulistano e sim paulista nascido em Campinas e não na capital

    Reply
    • Douglas Nascimento 17/11/2016 at 10:18

      Tem razão, passou despercebido. Já arrumamos

      Reply
  • Uilmara Machado de Melo Gonçalves 14/01/2018 at 17:14

    Sensacional a sua explanação!!!! Nunca soube da existência do ARCO DO TRIUNFO nem em New York, nem em São Paulo! Uma pena que em São Paulo tenha sido apenas uma Arquitetura Efêmera! Mas, me parece que os políticos brasileiros têm adotado este tipo de arquitetura nas obras que deveriam ser duradouras!… Abraço.

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  • Elaine Soares 08/03/2018 at 23:42

    Lembro deste Monumento Arco. Nasci em Campos Eliseos em Sao Paulo. Deram o nome do bairro baseado no Champs-Elysees onde o Arc de Triomphe e’ localizado em Paris. Sempre tive orgulho do meu bairro, mas depois que me mudei de la’ as familias dos baroes se mudaram, as mansoes se tornaram ruinas e o bairro virou lixo e desapareceu. Pena que os politicos nao salvaram nossa tradicao, historia, cultura e identidade.

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    • Gerson 09/03/2018 at 10:02

      Sempre a velha historia de que sempre é a culpa dos politicos todos os problemas da cidade e nunca nossa. problemas da cidade e nunca nossa.
      A hora que a sociedade entender que ela é a primeira a fazer pressao e cobrar para que os orgãos competetes tomem as devidas providencias, problemas como que você relatou não aconteceriam.
      Quem salva a tradicao, cultura e identidade de um povo, é primeiramente o proprio povo, mas se ele nao sabe seque escolher seus próprios representates, é tolisse esperar que seus politicos salvem aquilo que eles não reconhecem como valor.

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      • Marco Bovolon 12/03/2018 at 10:15

        Na verdade, a região da Avenida Paulista com os casarões dos barões foram paulatinamente cedendo espaço para os edifícios que hoje lá se encontram, bem como no centro da cidade houve constante modificação urbana com novas tendências arquitetônicas de influência francesa e posteriormente norte americana. O espaço urbano nunca respeitou o cidadão, pode-se ver nas obras de Oscar Niemeyer que não existe calçadas ou bancos de convivência.

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  • Marco Bovolon 12/03/2018 at 10:10

    Eu tenho uma foto deste arco com o retorno dos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira, então ele durou mais tempo do que foi mencionado neste artigo.

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    • Douglas Nascimento 12/03/2018 at 10:32

      Se você está se referindo ao arco do triunfo que estamos abordando nesta matéria sinto dizer mas não é o mesmo. Ele foi desmanchado no mesmo ano em que foi construído.

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  • Beth bragante 15/06/2018 at 19:35

    Nossa importante arquivo de memória ouvi meus pais contarem mas naonlembrava mais muito lindo

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