Há uma frase por ai que diz: “Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”, porém no caso que tratamos aqui vou modificá-la um pouco para “povo que não conhece sua história está condenado a não preserva-la”, isso porque muitas vezes as pessoas simplesmente desconhecem a história de seu país ou mesmo de seu bairro.  E este desconhecimento vai além do povo e chega até a camada daqueles que nos governam e que por muitas vezes, mostram ter menos conhecimento e mais despreparo do que podemos imaginar.

E é este despreparo de nossos governantes que está fazendo com que um dos maiores símbolos vivos da história do Brasil seja esquecido lentamente: a Figueira das Lágrimas.

Na altura do número 515 da Estrada das Lágrimas encontra-se esta que é de longe uma das árvores mais importantes da história do Brasil, a figueira-brava que é conhecida nos poemas, nos romances e nos textos históricos como a árvore das das lágrimas ou figueira das lágrimas. Árvore cuja idade é mais antiga que a própria história da Independência do Brasil e que sobrevive hoje apenas pelo esforço, amor e dedicação de uma única pessoa, já que as autoridades há décadas esqueceram dela.

Diante desta árvore já passaram mercadores, soldados, viajantes e até os imperadores d. Pedro I e d. Pedro II. Em seu tronco, mães chorosas, pais apreensivos e esposas angustiadas, encostaram para ver seus filhos e maridos sumirem estrada adentro rumo à Guerra do Paraguai.

Hoje inúmeras pessoas passam diante dela todos os dias, seja caminhando ou seja em algum meio de transporte para irem aos seus variados destinos e a árvore continua por ali, como que saudando a todos. Mas ela parece triste, esquecida atrás de um muro que está prestes a desabar.

E esta figueira não foi plantada ali por alguém que passou, faz parte da vegetação original do local que hoje já inexiste exceto por ela mesma. Do seu lado, como que uma companheira para atenuar o seu triste esquecimento, uma árvore ficus estrangeira (ficus benjamina)  faz companhia à figueira das lágrimas, chegando até a confundir qual é qual quando vistas pelo lado de fora.

DESCASO COM A HISTÓRIA E COM A NATUREZA:

O abandono que está o local onde se encontra a histórica figueira pode ser notado das mais diversas formas. O centenário muro com gradil que a cerca está completamente comprometido, devido a ação da raiz das duas árvores que se movimentam lentamente pelo solo. Boa parte do muro está solta, apenas encaixada e não vai ser preciso muito esforço para que ele venha desabar para o lado da rua, causando uma tragédia. Poucos metros dali, na mesma calçada, há uma escola cujas crianças adoram ficar perto da árvore antes ou depois das aulas.

Balança, mas não cai (ainda). – Clique na foto para ampliar.

E a dramática situação do muro que protege a árvore não está somente no fato dele poder cair a qualquer momento. Mesmo sendo parte do terreno da casa de dona Iara ela não pode fazer qualquer alteração no muro, pois pode ser multada pelo fato dá arvore ser patrimônio histórico paulistano. Entretanto, há quase uma década que nenhuma autoridade municipal ou estadual atende seus pedidos para restaurarem o muro, mesmo diante da tragédia anunciada que pode ser a queda deste.

Para evitar algo mais trágico, dona Iara resolveu por ela mesma espetar alguns ferros no muro (veja no canto direito da foto anterior) para sustentá-lo, pois sem estes ferros o muro já teria cedido. Ao fazermos a reportagem podemos comprovar que o muro balança bastante.

E não é só o muro que é problema. O local sofreu e ainda sofre com frequentes atos de vandalismo como pichações e roubo. A placa comemorativa de bronze que identificava o local como parte da história do Brasil há décadas já foi roubada e nunca mais reposta. Outra placa, no interior do terreno, só sobrevive porque não é feita do mesmo material, mesmo assim a responsável pelo terreno acha que é questão de tempo para que a peça seja furtada. E ela nada pode fazer para impedir.

No local onde estava a placa ficou apenas buraco e pichação.

VÍTIMA DA BUROCRACIA:

A situação de dona Iara não é fácil, ela é praticamente refém da burocracia e do poder público. Impedida de fazer qualquer coisa no terreno, no muro ou mesmo na árvore, seus esforços não podem ir além de manter a árvore sadia. E basta 5 minutos de conversa com ela para perceber o grande amor que ela nutre pela figueira e a grande angústia que vive a moradora deste que é um dos endereços mais importantes de nossa história.

Na foto: A antiga placa que foi furtada há décadas.

Há anos e anos dona Iara fala com subprefeitos e políticos e ninguém é capaz de ajudá-la a preservar o local ou, pelo menos, reformar o muro antes que algo pior aconteça. Na parte interior dos muros, onde se encontra a árvore das lágrimas, tudo é muito limpo e cuidado com carinho por ela. Mas isso é o máximo que ela pode fazer. Em época de eleição vários aparecem e prometem ajuda, passado o período eleitoral desaparecem. Nem mesmo isenção de IPTU dona Iara possui.

A segunda placa, colocada há cerca de duas décadas, ainda resiste.

O QUE PODEMOS ESPERAR ?

Que futuro terá esta história triste que vive a Figueira das Lágrimas ? O que podemos dizer de governantes que adoram dizer que o Brasil é uma potência, que é uma país rico, mas que é incapaz de cuidar de uma árvore e manter o muro que a cerca preservado ? Teremos que esperar acontecer uma tragédia para só então tomarmos providência ? Não é isso que desejo para o meu país, não é isso que podemos aceitar de nossas autoridades.

No próximo dia 07 de setembro celebraremos os 190 anos da Independência do Brasil. Naquele dia, hoje tão distante de nós, nossa figueira já estava por ali! E precisamos fazer algo para que ela continue ali sã e salva nos próximos 190 anos que virão. Mas até que algo seja feito, o choro silencioso da Figueira das Lágrimas continua.

Veja mais fotos da Figueira das Lágrimas (clique na miniatura para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Gabriel 12/06/2012 at 18:05

    OMG ! A Arvore mais velha do Brasil ainda resiste , seria uma puta sacanagem se alguem desmatasse ela 🙁

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  • Rosi Young 12/06/2012 at 18:23

    A arvore tem que ser cuidada gente. Da do de ver ela assim.

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  • Diego Vargas 13/06/2012 at 11:58

    Quem os políticos representam senão eles próprios e as elites? Sinto-me cada vez menos representado e não consigo me identificar com político algum. Estudo esta área e a cada dia me decepciono mais com a política e com as pessoas. Infelizmente nossa história não é preservada e cada vez mais nos tornamos um povo sem identidade. Salvemos a Figueira das Lágrimas antes que seja tarde demais!

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  • Eduardo Britto 15/06/2012 at 17:43

    Meu! Acho que nunca passei na Estrada das Lágrimas. Pensei que essa figueira, da qual já li menções, nem existisse mais. Puro milagre que permaneça ali aquela grade linda! Puxa, parece tão simples fazer essa reforma! Nem deve ser caro, para uma subprefeitura, que tem recursos humanos abundantes. Que coisa! Que mediocridade pública! Mas para estádios de futebol tem bilhões!! Este é um país que vai pra frente, que colhe o que planta (deseducação). Parabéns equipe do São Paulo Antiga! Que grande trabalho vocês fazem!

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  • Luiz Rossi 15/06/2012 at 18:06

    É, passo direito em frente a essa árvore e fico pensando na história dela e em como ela está, sorte que temos algumas pessoas que ainda se preocupam, parabéns a Dona Iara.

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  • Octávio 16/06/2012 at 21:14

    A placa roubada era de 1920, ano em que a figueira foi murada. Me lembro de passar ai inúmeras vezes quando ela ainda existia. Vinha acompanhada de um poema, se não me engano.

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  • WALTER STOZEK 20/06/2012 at 15:37

    Sou paulista com muito orgulho é claro, mas moro à mais de 40 anos na amazônia, ou seja, em meio à muitos milhões de árvores. Mas, no caso em particular, estamos tratando não apenas de uma árvore secular, mas sim de um marco histórico, de uma árvore que está resistindo ao tempo e ao desaparecimento do verde da natureza, destruida sem piedade em decorrência do avanço da chamada “civilização”. e indifêrença das autoridades. É muito lamentável !

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  • Peterson Henrique Freitas 23/06/2012 at 11:01

    Não é só o problema do muro. Árvores importantes precisam do acompanhamento de um especialista de botânica pra evitar fungos e garantir a boa nutrição da planta.
    Em Santo André o galho de uma árvore multi-centenária mal cuidada caiu e matou uma senhora. Resolveram cortar a árvore, que não tinha culpa de nada.

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    • Fernando 25/05/2018 at 19:35

      Vai ver que é isso que a Prefeitura quer que aconteça.,um acidente pra justificar a derrubada desta árvore. Daria menos trabalho e não teria que se responsabilizar mais pela manutenção, que nunca foi feita.

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  • Peterson Henrique Freitas 23/06/2012 at 11:05

    Procurem no google a Takizakura of Miharu. É uma cerejeira de MAIS DE MIL ANOS no Japão que continua de pé, florindo e muito bem cuidada.

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  • Abel 26/06/2012 at 14:04

    Parabéns pela matéria, SPa! Essa região está muito degradada e a árvore histórica ainda resiste. Próximo ao local da figueira ainda havia uma bica de água decorada com azulejos (isso há uns 25 anos)…

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  • antonio machado 18/08/2012 at 23:17

    É INCRIVEL QUE MOREI NESSA CIDADE DURANTE MAIS DE 50 ANOS NAO CONHECESSE A HISTÓRIA DA FIGUEIRA DAS LÁGRIMAS,A QUL DEUSEU NOME A ESTRADA QUE POR ELA PASSA.O TRABALHO DE VCS É CADA VEZ MAIS ADIMIRADO.É UMA AULA DE CONHECIMENTO GERAIS QUE NENHUM ESCOLA ENSINA.SOU FANÁTICO PELO TRABALHO DE VCS.SE EU NAO FOSSE APOSENTADO TERIA O MNÁXIMO PRAZER DE COLABORAR FINANCEIRAMENTE COM VCS MAS, INFELISMENTE NAO DÁ.ESPERO PODER COLABORAR MANDANDO FOTOS OU COMENTANDO PUBLICACOES FEITAS QUE ME SEJAM DO CONHECIMENTO.

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  • Jés Neves 24/10/2012 at 14:31

    Bom, o subprefeito deve ser um tremendo de um incompetente, ou alguém que astá pouco pouco se lixando para uma ‘árvore velha, num bairro feio”.
    O subprefeito, com certeza, está muito, mais muito mais preocupado com seu gordo salário no final do mês e no carguinho que só vai durar 4 anos.
    Os cuidados com uma árvore dessa importância são super simples e baratos.
    Se a prefeitura quisesse, em menos de um mês, o lugar ficaria um brinco, orgulhando a cidade, o bairro, o poder público municipal, os ambientalistas e tudo mais.
    Tudo isso se QUISESSE!

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  • Antonio Rocco 30/12/2012 at 03:14

    E alguém acredita que na nossa prefeitura alguém queira fazer alguma coisa além de multar???
    Ou alguém acha que nossos subprefeitos, todos militares à beira da aposentadoria, teriam algum tipo de carinho ou ainda interesse cultural e/ou histórico?
    Aliás…o que mais além de algum tipo de tara do nosso prefeito para nomear apenas militares para as subprefeituras????

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  • jean deivid 10/01/2013 at 13:24

    eu sou de sao jose do rio preto,fiquei sabendo dessa maravilha nesse dia 09/01/2013.. essa historia e linda.

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  • Sandro 13/02/2013 at 02:24

    Eu moro perto desse lugar. A história dessa árvore é super interessante. Gostei do post, só que aumentaram algumas coisas nisso ae. Mas gostei muito da reportagem.

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  • Mauro Scripomic 07/08/2013 at 14:40

    Como sempre a incompetência dos administradores, não fazem nada para preservar e não deixam fazer.

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  • NELSON ANTONIO ALESSI 09/11/2013 at 09:43

    VALIOSO EXEMPLAR, ESTA FIGUEIRA. É PRECISO SIM, CONSERVAR, PROTEGER. ALGUÉM ESTÁ FAZENDO ISSO. ALGUM VOLUNTÁRIO. PARABÉNS SENHORA OU SENHOR. TIVE A GRATA SATISFAÇÃO DE MENCIONAR EM MINHA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ESTA BELÍSSIMA ÁRVORE E TAMBÉM A PLACA QUE PUDE FOTOGRAFAR ANTES QUE A ROUBASSEM. PODE SER CONSULTADO.

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  • Franklin 25/11/2013 at 14:09

    Bem próximo dali existe a favela de Heliópolis, onde precisam se preocupar de verdade.
    As árvore são muito importantes, mas as pessoas devem receber uma atenção.
    Estamos sem saúde, educação de qualidade e segurança bem ao lado desta árvore.
    Estamos morrendo e sendo deixados de lado e morrendo como esta árvore.
    Sou morador da favela.

    Reply
    • Fernando 25/05/2018 at 19:47

      Em respeito a sua pessoa por ser morador de uma comunidade que merece atenção e, tantas outras que existem nesta cidade e neste País, lhe digo que, se o ser humano não tiver a consciência e o respeito pela sua História e pela nossa biodiversidade, muito menos terá por ele mesmo. “Um povo que não respeita nem conhece a sua história está condenando a si mesmo”. Perdão ao autor por esta colocação!

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  • Sergio Rizo 26/11/2013 at 23:33

    Alimentar a alma é tão ou mais importante do que alimentar a máquina, de brevíssima existência, que a conduz.

    Reply
  • Bruno 31/12/2013 at 12:21

    Sinceramente parece até proposital o descaso que se tem no Brasil com monumentos e marcos históricos dos tempos imperiais. Parecem se esforçar por apagar ainda mais da memória do brasileiro (como se fosse preciso) este período.

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  • Cassiane 27/03/2014 at 16:06

    Vergonhoso tanto descaso por parte dos brasileiros…

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  • Marcelo Dias 01/06/2014 at 15:33

    Dinheiro para dezenas de luxuosos Corollas renovados de tempos em tempos para os nobres vereadores a cidade tem. Sinceramente, me deu vontade até de chorar… Triste país sem memória, sem respeito…

    Reply
  • Maurício Moura 08/07/2014 at 12:58

    Sei que se faz desnecessário registrar, no entanto, não posso deixar de enaltecer o trabalho do pessoal do São Paulo Antiga, que tantas riquezas de informações tem trazido para aqueles que tem simpatia por esse tipo de trabalho.Nos pequenos flashs, podemos realizar grandes viagens.Eu, particularmente, já aproveitei de inúmeras histórias postadas pelo site…Essa da Estrada das Lagrimas , por exemplo…Oportuna, e consciente!Só podemos parabenizar o trabalho do Douglas e grupo por essas pérolas!
    Obrigado!
    M

    Maurício Moura
    Tecer

    Reply
  • Jucelia 12/08/2014 at 17:39

    Pois é… além da árvore estar sem os cuidados botanicos necessários, ter seu muro em estado lamentável e ter sua placa roubada a coitadinha ainda tem de ouvir funk e forró o dia todo, todos os dias…..kk ( eu moro bem perto e sei o que estou dizendo, os carros de som passam estrondando do Heliópolis). Na minha simples opiniao ela ainda retrata muito bem o nosso povo e testemunha o que nós, humanos fazemos de pior com o tempo que nos é dado a viver nesta terra, desrespeitando a vida e o bom senso em todas as suas formas possíveis. Que triste!

    Reply
  • willian pastorelli 28/08/2014 at 12:27

    Estou eu, Willian Pastorelli, desta cidade, acompanhando mais de perto esta incrível história, seja de acontecimentos, seja de descasos, pelo fato de estar me instalando no imóvel ao lado.
    Fico muito sentido em ver tamanha descaso para com ela, seja pela conservação do muro, pela descaracterização do gradil, seja pela má conservação da árvore, esta que parece ter sido podada com facão.
    Espero em breve, junto com esta vizinhança, conseguirmos algo em favor deste monumento.

    Reply
  • Helio 30/09/2014 at 01:06

    eu vi essa historia dessa figueira na globo e há senhora que trata dela todos os dias, infelizmente ela não dá conta completamente, pois o descaso das autoridades em conserva-lá e péssimo ,Muito boa a reportagem

    Reply
  • Pardo 18/02/2015 at 23:22

    Minhas tias moram nesse bairro e desde que me entendo por gente passo em frente a essa árvore, aliás, não é só a árvore que está degradada, a região aonde ela fica como um todo está, ali perto fica a favela do Heliópolis e apesar de lá existir muita gente de bem, a criminalidade ali na região é alta, pois hoje em dia os bandidos infiltrados naquela favela não poupam nem a região aonde eles mesmos vivem e vira e mexe minhas tias falam de alguma ocorrência de furto ou roubo que ocorre, ou na rua da casa delas, ou nas adjacências. E quanto a árvore, adivinhem… ganha uma fita cassete com as 20 versões diferentes de “Morango do Nordeste” quem adivinhar como a árvore está hoje…

    Reply
  • Margarida Storti 02/04/2015 at 14:57

    morei 40 anos em São João Climaco conheci essa bela arvore mas me falaram que ela foi derrubada para fazerem um condominio …

    Reply
    • Douglas Nascimento 02/04/2015 at 16:03

      Não foi não, ela segue no mesmo lugar…

      Reply
      • margarida storti 21/08/2015 at 14:10

        que bom fico muito contente em saber

        Reply
  • Carlos Stozek Filho 19/08/2015 at 18:59

    Estou com 76 anos de idade e esta árvore fez parte de minha infância. Vivo no Rio há décadas e fiquei feliz de saber que ela ainda existe, mesmo precariamente. Deveria ser cuidada como um dos melhores monumentos que representam a história do país.

    Reply
    • NELSON ANTONIO ALESSI 21/08/2015 at 14:02

      Oh… Sr. Carlos!… que bom que o Sr. se lembrou da árvore… receba forte abraço. Há pessoas que ainda cuidam dela. Nelson.

      Reply
    • margarida storti 21/08/2015 at 14:08

      fiquei feliz em saber tinham falado que tinham derrubado ela tinha ficado muito triste..

      Reply
  • Frank Kendi 21/09/2015 at 18:24

    Essas postagens só me fazem lembrar, ainda jovem, da administração do saldoso Jânio Quadros.
    Se foi ou não um bom prefeito não me lembro. Mas lembro de suas atitudes de manter uma São Paulo limpa, bonita e bem preservada.
    Lembro da 25 de março e seus arredores, onde minha tia nos levava para as compras de Natal.
    Lojas bonitas, rua organizada. A loja Camicado só vendia louças finas…
    Logo veio a Erundina e transformou tudo nisso.

    Reply
  • Guilherme Carrara Neto 21/09/2015 at 21:35

    O prefeito Firmiano Pinto, em 1920, mandou afixar uma placa de bronze, com um poema de Eugênio Egas, que infelizmente foi furtada recentemente:

    Sou a árvore das lágrimas
    e das saudades.
    Sob a minha sombra
    corações sem número
    separaram-se aflitos.

    […]
    Vi e admirei,
    vejo e admiro,
    hei de ver e admirar,
    a vertiginosa marcha triunfal
    do progresso paulistano.
    Viajante que me contemplas,
    descobre-te!

    Reply
  • Fernando de Castro Vieira 21/09/2015 at 22:37

    E lamentável a nossa historia desaparecer e a gente não poder fazer nada ficamos reféns do poder publico municipal e estadual hoje a gestão do Prefeito Haddad se preocupa em apenas gastar todo o dinheiro dos cofres públicos pintando o chão de vermelho e fazendo ciclofaixa que ninguém e o restante que sobra gasta com novos radares para arrecadar com multas usa já o Governador não liga para a Historia e nem cultura vejamos o exemplo da TV Cultura que logo logo ira encerrar suas atividades pela ma vontade politica e fica aquele jogo de empurra e ninguém toma providencias e lamentável ver parte da nossa historia agonizando e pedindo por socorre mas nossos governantes se fazem de surdos e cegos.
    Recentemente peguei um jornal da freguesia news que conta a historia do marco da partida das tropas brasileiras para a guerra do Paraguay esse monumento ficava no Largo da Matriz da Freguesia do Ó em 2013 a prefeitura mandou reformar a praça e o monumento como num passe de magica simplesmente sumiu e ninguém sabe onde foi parar parece brincadeira e a nossa realidade

    Reply
  • Maria Fatima Gonçalves Naslaniec 22/09/2015 at 07:46

    Fica a ideia: uma campanha nas mídias sociais, fazendo bastante barulho para chacoalhar o poder público.

    Reply
  • Ivan Gonçalves Rodrigues 22/09/2015 at 19:21

    Passei minha infância e boa parte da minha juventude nesse bairro. Mas quando era criança costumava ir jogar bola e nadar nas lagoas que tinha no Heliopolis. Na volta para casa, cansado de tanto correr…trazia em minhas mãos algumas goiabas e amoras que apanhava nesse trajeto. E bem ali na sombra dessa árvore, me sentava e pedia para uma senhora lavar as frutas no seu tanque para que pudesse consumi-las. Juntamente com outros colegas de infância, ficávamos observando-a e cada um tinha uma história para contar. Mas a minha era sempre a mesma. Que ali eram amarrados os escravos apreendidos pelos capitães da mata e surrados! Outras vezes surrava vão-no até a morte. Por isso chama vão-a de árvore da lágrima. Devido ao grande sofrimento dos negros escravos. Em outra tese, a árvore chorava e gemia assim que chegava o anoitecer.
    Bem contei-lhes um pouco desse conhecimento, posso dizer que ali as sombras dessa árvore descansei sinto-me um responsável pela luta para à preservação dessa árvore.

    Reply
  • Rubens 11/11/2017 at 12:47

    Bom dia, permita-me chama-lo de amigo, concordo com tudo que está escrito gostaria ee acrescentar que”povo que não conhece sua História não tem futuro” e é exatamente o que acontece com nossa Nação.

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