São Paulo, 01 de fevereiro de 1974. A abafada sexta-feira que apenas estava começando dava sinais de que seria apenas mais um dia na agitada capital paulista, mas às 08:54min daquela manhã um curto-circuito iria transformar a rotina da cidade e de centenas de pessoas por completo.

O endereço do Joelma já tinha sido palco de um triste acontecimento no ano de 1948, quando um engenheiro químico decidiu acabar com a vida da mãe e de suas irmãs no caso que ficou conhecido como “Crime do Poço”.  Após o fatídico acontecimento os imóveis ficaram vazios até que a área toda foi demolida para dar lugar ao novo arranha-céu.

A casa do “Crime do Poço”, demolida para dar lugar ao Joelma

Um dos grandes colossos de concreto do centro de São Paulo, o Edifício Joelma ainda era um jovem perto da maioria de seus vizinhos, erguidos décadas antes mas desde sua inauguração, em 1971, chamava a atenção pelas suas linhas modernas e pela sua altura imponente, com 25 andares. Tão logo foi inaugurado, o prédio foi alugado para o Banco Crefisul.

O fatídico curto-circuito não poderia ter acontecido em andar pior, no décimo segundo pavimento, justamente o meio do edifício. Para piorar, as salas do edifício eram repleta de materiais que colaboravam com a propagação do fogo, como divisórias, carpetes, cortinas e móveis de madeira, além dos forros que eram de fibra.

Poucos minutos após o incêndio ter início, a fumaça e o calor já tomava conta do interior do prédio e principalmente impedindo as pessoas de fugirem pelas escadas, já que elas são localizadas no centro da construção. Para piorar a situação, o prédio não possui escadas de incêndio o que levou muitas pessoas a arriscarem descer pelos elevadores do Joelma.

E mesmo sendo a opção mais arriscada muitos se salvaram descendo pelos elevadores do edifício, enquanto estes ainda funcionavam. Mas não ia demorar para ter um colapso no sistema elétrico e os elevadores pararem, ocasionando a morte de um ascensorista no vigésimo andar.

No solo, o apelo aos desesperados: “Calma, não saltem”

Sem alternativas e com o pavor à flor da pele, as pessoas que ainda estavam no Joelma se dividiram. Muitos foram para o terraço na esperança de um resgate de helicóptero e outros foram para os parapeitos das janelas. Para complicar ainda mais a situação,  o edifício não possuía heliporto e as telhas e a fumaça impediam um pouso ou aproximação maior dos helicópteros.

Muitas pessoas, em pânico, não enxergam outra solução para se salvarem que não seja pular. Assim, mais de vinte pessoas optaram por esta solução desesperada mesmo com o pedido de bombeiros de não fazê-lo. Nenhum sobreviveu.

Cerca de uma hora e meia depois do incêndio ter tido início, todo o material inflamável do prédio já havia sido consumido pelas chamas, assim o incêndio finalmente seria debelado. Os resgates continuariam por mais algumas horas, até que às 13:30 todos os serviços de socorro e resgate aos sobreviventes foram concluídos. Terminava assim o mais terrível incêndio da história da Cidade de São Paulo.

DADOS DO EDIFÍCIO:
Nome: Edifício Praça da Bandeira (ex Edifício Joelma)
Ano da construção: 1971
Andares: 25
Elevadores: 4

DADOS DA TRAGÉDIA:
Dia: 01/02/1974
Mortos: 188
Feridos: 300 (número aproximado)

Apesar dos 29mil litros de água no reservatório, os registros dos hidrantes estavam fechados.

À época o terrível incêndio do Joelma, ocorrido poucos anos após o fatídico incêndio do Edifício Andraus, abriu o debate para a necessidade da revisão urgente do código do obras da cidade de São Paulo. O que estava em vigor em 1974 havia sido criado 4 décadas antes, em 1934, quando a cidade era muito menor, seus edifícios não eram tão complexos e a cidade tinha pouco mais de 700.000 habitantes.

A investigação das causas que levaram o edifício a incendiar-se apontaram falhas na execução da manutenção do sistema elétrico do edifício, cujo sistema que era precário, estava muito sobrecarregado. Tanto a empresa responsável pela manutenção à época como o próprio Banco Crefisul e seus representantes diretamente ligados ao ocorrido receberam condenações.

Após o fatídico incêndio o Joelma ficou fechado para reformas e adequações por 4 anos, sendo reaberto em 1978 com o nome de Edifício Praça da Bandeira.

O Edifício Praça da Bandeira atualmente: Nome Joelma ficou no passado.

A tragédia de dois grandes edifícios paulistanos nos anos 1970 também desencadeou uma série de comentários sobre qual seria o próximo arranha-céu da cidade a ter problemas de incêndio. As apostas da época apontavam o Palácio Zarzur Kogan como o próximo da lista, mas a campanha era mais difamatória do que realista. Os boatos levaram o edifício a mudar de nome, trocando para Mirante do Vale.

Veja mais fotos do incêndio do Edifício Joelma (clique na miniatura para ampliar):

Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento

Saiba mais: Clique aqui e conheça o outro grande incêndio de São Paulo, ocorrido em 1972 no Edifício Andraus.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

Deixe uma resposta

Comments

  • Luis Carlos 02/02/2012 at 13:05

    Acho que o nome Joelma não ficou no passado não. Pois, eu que nasci em 1980, desconhecia o nome atual. Mas e agora o edifício tem escadas de emergência? Com certeza deve ter, mas não me lembro de ter visto atualmente no edifício. Acho que faltou também uma explicação do porque do nome Joelma, já que levanta a curiosidade por ser nome de uma pessoa. Muito interessante o texto que nos deixa mais a par da história de São Paulo.

    Reply
    • Amanda da Silva Souza 10/09/2012 at 15:42

      Concordo com você, pra que trocar de nome se as pessoas conhece o edifío mais como “Edifíco Joelma”.

      Reply
      • Aline 28/09/2012 at 09:48

        Bem, a estória do Edificio Joelmaé conhecida no pais todo, porém, muitos não associam o edificio com o mesmo que agora tem nome praça da bandeira. 4 anos fechado e a maioria do povo de hoje em são paulo é de fora e não sabem o real nome , mais o que acontecem dentro dele, logo as pessoas acabam sabendo e descobrindo que ele é o mesmo joelma,…

        Reply
    • ricardo 23/01/2013 at 13:31

      OLHA Q INTERESSANTE, O BANCO QUE ESTA SOB O EDIFICIO É O CREFISUL, AGORA LEIA DE TRAZ PARA FRENTE.

      Reply
      • Douglas Nascimento 23/01/2013 at 13:32

        ahahah nunca pensei nisso, pra um disléxico pode assustar! abs

        Reply
        • J.C.Cardoso 23/01/2013 at 14:06

          Também nunca havia pensado.
          Nem Edgar Allan Poe teria feito melhor desde o início essa história toda…

          Reply
        • Nando Melo 19/03/2015 at 03:59

          Eu vendo o vídeo e a proporção dessa tragédia fico me perguntando,será que não esconderam o número real de mortos deste acidente?Por que olhando como foi,este ocorrido,não dá para imaginar que foram só 188,não tinha por onde saírem,todas as opções de resgate,eram precárias,esperou-se muito tempo para o socorro…

          Reply
      • Paulo Cesar 04/02/2013 at 21:54

        No terreno onde foi construído o Joelma existia uma casa onde o morador matou a mãe e as irmãs (Crime do Poço), como se comprova pela foto nesta mesma matéria.

        Depois, esta coincidência do nome Lusiferc, ou seja, Crefisul ao contrário.

        Lusiferc é um anagrama de Crefisul.

        Eu creio que existem lugares onde energias muito negativas podem se acumular, isto em diversos pontos do planeta. Disto trata o Feng Shui, ciência oriental com mais de 4000 anos.

        Possivelmente o terreno onde está localizado o edifício é amaldiçoado, no sentido de reunir forças malignas e energia negativa e não seria surpresa se antes dos assassinatos de 1948 naquele mesmo local outros crimes ou mortes violentas não tivessem ocorrido.

        Não estou falando sobre fantasmas ou espíritos do mal, falo de energia negativa mesmo, destruidora, que serve de equilíbrio ao universo (Yin e Yang)mas por algum motivo concentrada naquele local.

        Parabéns pelo blog, muito educativo e ilustrativo.

        Reply
        • J.C.Cardoso 05/02/2013 at 10:38

          Respeito sua opinião, mas ainda acho que o anagrama de Crefisul para Lúcifer uma forçação de barra, uma teoria da conspiração, pois não dá anagrama perfeito. além de inverter a palavra, tem letra a mais e letra trocada. Nesse caso, ainda acho que foi coincidência malfeita, o que deu chance ao imaginário popular.

          Reply
        • EUNICE MARTINS 03/03/2013 at 22:43

          TEMOS QUE ENTENDER UMA COISA,EM UM LUGAR ONDE ACONTECEU UM CRIME BARBARO COMO ESSE ,SÓ PODE TER PRESENÇA DE ESPIRITOSDO MAL,ESSE CARA PARA TER MATADO SUA MÃE E IRMÃ SÓ PODERIA ESTAR CHEIO DE ESPRITO DO MAL ESPEIRTOS DE MORTE,E MESMO DERRUBANDO ESSE LUGARE CONSTRUINDO UM NOVO EDIFICIO O MAL CONTINUA LÁ POIS NÃO TEVE UM TRABALHO DE ORAÇÃO PARA EXPULSAR O MAL DALI,LOGO EM SEGUIDA CONSTRUIRAM O JOELMA E POR SUA VEZ ACABOU NESSA TRAGÉDIA ,MUITOS MORRERAM E ALI MUITAS ALMAS UMAS BOAS E OUTRAS RUINS TAMBEM ACABARAM ALI,E TEMOS K ORAR PARA QUE ISSO NÃO SE REPITA DE NOVO .

          Reply
          • tieri 10/03/2016 at 13:16

            MESMO QUE MUITAS PESSOAS LEIAM E ME ACHEM UM MALUCO, EU VOU DAR UM DEPOIMENTO VERDADEIRO SOBRE O QUE ACONTECEU COMIGO DEPOIS DE UMA VISITA AO EDIFICIO PRAÇA DA BANDEIRA…. EU ESTAVA EM FRENTE A PORTARIA PRINCIPAL CONVERSANDO COM ALGUNS FUNCIONARIOS DO EDIFICIO E PERGUNTEI SE REALMENTE HAVIA ALGO DE QUE MUITOS FALAM LÁ E TIVE A RESPOSTA DE QUE ELES NUNCA VIRAM NADA, TUDO BEM, NEM TODOS TEM O DOM DE VER, MAS NAQUELA NOITE EM UM SONHO ALGO ESTRANHO ACONTECEU COMIGO, EU ESTAVA EM FRENTE A PORTARIA DO MESMO QUANDO O MENTOR DO CRIME DO POÇO APARECEU PRA MIM E ME EXPULSOU DIZENDO QUE ERA PRA MIM IR EMBORA E NÃO QUERIA MAIS ME VER LÁ. NÃO TERIA COMO NÃO RECONHECER TAL FIGURA, ALGO ESTRANHO, ISSO PROVA QUE ELE É UM DOS SUPOSTOS ESPIRITOS QUE ASSOMBRA O JOELMA, ESSE FATO É VERIDICO, ACREDITE QUEM ACHAR QUE DEVE ACREDITAR, MAS ACONTECEU MESMO COMIGO..

      • Giancarlo 02/12/2013 at 15:29

        Boiei!

        Reply
    • Lincoln 28/01/2014 at 19:26

      Era o nome da construtora.

      Reply
    • Lídia 07/09/2014 at 15:36

      Joelma era o nome da construtora.

      Reply
    • Nathália Prado 16/04/2015 at 14:29

      O edifício teve seu nome por conta da construtora, a construtora Joelma, a mudança de nome ocorreu muito tempo depois que ele foi reformado. Quando reformado ele recebeu o nome de “O Novo Joelma” e a mudança de nome para Edifício Praça da Bandeira, ocorreu justamente porque ninguém queria alugar as salas comerciais do edifício Joelma, pois tinha fama de assombrado, com a mudança de nomes conseguiram alugar mais salas, porém até os dias de hoje ele não está ocupado por inteiro;

      Reply
    • nilva 08/06/2015 at 19:26

      Eu estava lá. .vi qdo o incendio começou, corri pra avisar as pessoas, vivenciei cada minuto desse pesadelo, consegui fugir pelas escadas rolei varias vezes, qdo chegamos na rua o primeiro rapaz escorregou do parapeito e caiu na minha frente. Foi uma tragédia anunciada. Há mais de uma semana o disjuntor do 12 andar caia todo instante por sobrecarga. Eu ia completar 1 mes de empresa, e desde o dia da minha entrevista para admissão tive um pressentimento horrivel e ainda estando na frente do psicologo (VITOR que morreu no incendio) liguei pra minha irmã e falei da beleza do local, do pessoal tão jovem e da sensação que tive de incendio no local….varias vezes tive a mesma sensação. No dia precisava chegar mais cedo. Peguei meu carro e errei 3 vezes o caminho, sempre que chegava perto do predio não enchergava a entrada e voltava sem perceber pra minha casa..acompanhei o sofrimento das familias, dos amigos, de medicos que vinham pedir pra empresa ajudar funcionarios que estavam largados nos hospitais, falava-se num numero mto maior de vitimas..e mtas histórias que tentei esquecer pra poder superar o trauma. Sobreviver é só uma etapa, conviver com o pesadelo é insuportavel, leva tempo pra se conseguir entrar num predio de novo.

      Reply
      • nilva 08/06/2015 at 20:00

        Ainda falando sobre os disjuntores..tive a chance de ver as fotos que mostravam os disjuntores amarrados com fio para não cair…aconteceram mtas historias de proteção, outras de fatalidade que mesmo depois de tanto tempo é impossivel esquecer. Quem quiser ver fotos desse terrivel incêndio, vá ao museu do cotpo de bombeiros na rua domingos de moraes e eles lhes mostrarão a imagem do espirito de uma crianca num dos andares do joelma ainda em fogo…de tudo só resta uma certeza. .nosso destino já vem traçado ..?

        Reply
  • Pedro Paulo Penna Trindade 02/02/2012 at 14:28

    Este incêndio ainda queima o coração de muitos paulistanos que trazem na memória este indigitado pesadelo!!!

    Reply
    • Sylvana Riberto 27/01/2013 at 15:18

      Eu tinha 11 anos e vi tudo pela TV. Me lembro das pessoas que mergulharam por medo de morrerem queimadas. Tudo isso prova que certos lugares guardam energias do passado, principalmente as trágicas. Em 1996 fui fazer uma entrevista de emprego lá e não suportei ficar dentro do prédio, me deu um desespero, uma vontade de chorar. A Secretária do dono da empresa disse que isso era comum e que se ouviam todo tipo de barulho, choro, cheiro de queimado. O mais triste é que hoje, o incêndio da boate Kiss em Santa Maria RS parece ter um número maior de vítimas. Quase 40 anos depois a tragédia se repete 🙁

      Reply
      • J.C.Cardoso 28/01/2013 at 06:02

        O incêndio da boate me fez lembrar mais o do avião da Varig em Orly (em 1973, quando morreu o cantor Agostinho dos Santos), pois a maioria morreu intoxicada e não queimada, como no Joelma.

        Reply
  • marisa 02/02/2012 at 16:34

    Douglas não sei se fico lisonjeada em ver esta matéria que a poucos dia atrás eu comentei com voce que seria uma boa idéia focar em seu site, para mostrar as pessoas que muitas delas ainda não conheciam era este,um dos fatos que ocorreram em São Paulo, a história do Edificio Joelma. E hoje eu vejo a matéria que ficou excelente.
    Ou se fico chateada, muito triste por sinal, em saber que neste dia, várias pessoas morreram.
    Parabéns mais uma vez pelo seu trabalho.

    Reply
    • Gilson Gomes 19/02/2014 at 12:09

      Marisa as vezes a gente sente uma angústia quando lê uma matéria como esta. Porém é importante do ponto de vista de segurança que se abordem estes aspectos. Na ocasião deste incidente eu trabalhava em uma empresa na Rua Oscar Freire, e havia (talvez ainda haja) uma passagem (ou rua), que dava para os fundos do HC. Havia um campo de futebol que a maioria dos funcionários da empresa jogava futebol nos finais de semana. Neste dia, na hora do almoço vimos pela TV da pensão aonde almoçávamos o terror de mais um incêndio. Após o almoço, no qual faltou apetite com as cenas mostradas, íamos dar uma volta pelo quarteirão e vimos os primeiros helicópteros descer com pessoas resgatadas do incêndio. Foi triste, chocante, desesperador ver as pessoas com máscara, corpo coberto por (acho) panos, sangue e cortes pelo rosto e corpo.
      Me recordei de um outro incêndio ocorrido anos antes, no qual por horas antes escapei. Em 1971, no mesmo mês, Fevereiro (mês em que nasci), por volta das 11 horas da manhã fui no prédio aonde ficava as Lojas Pirani, no 23º andar, aonde ficava a Shell (era cliente da empresa aonde trabalhava) levar provas de fotos para um diretor.
      Este prédio o Andraus viria a pegar fogo horas mais tarde.
      Me lembro até hoje, sai do prédio e fui para a Galeria do Rock (na época era grandes Galerias) levar filmes para serem revelados. Lá ficava um grande laboratório profissional da época (não me recordo mais o nome). Dai fui lanchar, na mesma galeria um Lombolone (era uma sanduba de lombo defumado com provolone) com suco de caju. Belos e velhos tempos. Em seguida liguei para a empresa e meu chefe-primo pediu que eu fosse até o prédio da Folha na Al. Barão de Limeira pegar material para inserção de anúncios (AP – autorização de publicação). Para ganhar uma graninha a mais, fui a pé. Estava do outro lado da Av. São João, passando bem em frente a Maringá Turismo, por sinal um cliente da agência em que trabalhava, quando vi do outro lado da Avenida, na sobre loja, rolos de fumaça preta subindo. Apressei o passo e fui fazer o que devia. Na volta vi o prédio em chamas. E uma cena esta na minha cabeça até hoje. Um homem que estava limpando uma vidraça se jogou em caiu em cima de um corcel verde. Fechei os olhos e não vi o impacto. Carros de bombeiros começavam a chegar. O transito parou. Cordões de isolamento cercaram a área. Liguei para a empresa e disse que iria para casa, pois não iria conseguir chegar lá (ficava no Jardim Europa), pois o transito parou. Fui para a Praça Princesa Isabel aonde iria pegar o ônibus para casa (morava no Limão). Não consegui e acabei ficando lá aonde vi cenas que me comovem até hoje: a população desta grande Cidade, colaborando com seus habitantes. Litros e litros de Leite, e de água, e materiais diversos de primeiros socorros que a população trazia para serem utilizados pelas equipes médicas que auxiliavam os feridos que estavam sendo desembarcados de helicóptero na Praça.
      Naquele dia cheguei em casa umas dez da noite.
      Deu um lado feliz, tinha visto cenas de resgates que não saíram até hoje da minha mente.
      De outro a tristeza de ver que com fogo não podemos brincar e que ele tira vidas.

      Reply
  • Martin Spiteri 03/02/2012 at 11:18

    Nessa ocasião eu trabalhava no Edifício Conde de Prates e da janela do andar dava para presenciar parte da tragédia.

    Por volta de 1990 trabalhei por um tempo no Edifício Praça da Bandeira,confesso que sentia um certo temor, principalmente a noite, apesar das melhorias de prevenção e segurança que foram implementadas.

    Reply
  • MARGARETE 04/02/2012 at 02:10

    Tinha apenas oito anos quando isso aconteceu, e nesse dia estava dentro de um taxi com minha mãe que me levava ao médico, o taxista deu várias voltas, em ruas vizinhas e jamais vou esquecer do que vi e ouvi e principalmente senti: um cheiro horrivel de queimado, muito diferente de apenas papel queimando, hoje eu sei exatamente o que era…
    Mais: meu marido prestava serviço neste predio, por volta dos anos 90, e mesmo ele descrente do jeito que é, sentiu arrepios no subsolo, máquinas desligavam e ligavam sozinhas, o pessoal rezava para ser transferido de lá, e eu acredito que isso pode ser resultado de um “culto de energia”, nós mesmos podemos gerar essa energia,o mêdo cria tb, o que muitas vezes nem existe.
    Há muitas estórias em torno daquele local, será verdade??

    Reply
    • laercio fernando tieri 28/04/2012 at 10:34

      eu acredito muito no sobrenatural relacionado a este edificio, se olharmos bem no inicio da historia nesta pagina, podemos ver a antiga casa que deu lugar ao edificio, la aconteceu o crime do poço, se observar mos, veremos na frente da casa rostos e imagens curiosas, tipo uma figura na janela, ao lado esquerdo varios rostos um emcima do outro, enfim, é só observar bem, isso indica que naquele lugar a coisa nunca foi das melhores, ha misterios de seculos talves nesse ambiente, vale a pena olhar, mas com certeza esse quateiraõ todo tem misterios centernarios…………..

      Reply
  • Manoel Lorena 16/02/2012 at 12:26

    Meu pai trabalhou nesse edificio bem antes do incêndio, fui algumas vezes lá e era um prédio bem ajeitado, mas nós não temos na nossa cultura uma coisa que se chama manutenção preventiva e fiscalização séria. Foi-se deteriorando e deu no que deu. Por fora bela viola por dentro pão bolorento. É tudo anunciado, o Andraus, o 5ª Avenida, o Center3 ….. graças a Deus as coisa melhoram depois de tragédias mas elas continuam, está aí o caso do Rio de Janeiro. Acompanhei o incêncio pela TV e onde moro via a fumaça ao longe, depois vieram as fotos muito tristes dos rescaldos. Isso está entranhado em mim. Meus respeitos e minhas orações até hoje aos que sofreram tanto e aos que batalharam pelo trabalho em salvar quem se podia. Eu não consigo nem passar perto de lá, por mim deveriam demolir tudo.

    Reply
  • Karin Peixoto 06/03/2012 at 13:31

    Nossa… até hoje eu morro de curiosidade a respeito dessa história. Más infelizmente se não fossem essas tragédias jamais teríamos os códigos de segurança que temos hoje. E mesmo assim quando trabalhei no Ed. Itália, orava todos os dias para que nada do tipo ocorresse, me dava pavor só de pensar!

    Reply
  • Betty 13/03/2012 at 18:47

    Morei muitos anos no Centro de são paulo e sempre que passava em frente à esse prédio sinto um certo mal estar, é estranho, pode estar 40 graus na cidade, nesse local parece sempre estar frio….

    ótima matéria, coloquie link de vcs no meu blog

    Reply
  • AILTON DE OLIVEIRA 16/04/2012 at 14:29

    Me lembro deste epsódio, eu era polícial mirim na época, ficou na minha memória.
    Vivi estes momentos do lado de fora da Torre, muitas pessoas pulando, muitas pessoas sendo socorridas pelos bombeiros, queria poder fazer algo mas, não me autorizaram, eu era apenas um garoto, policia mirim, mas um garoto, me senti impotente.

    Não da para entender como um prédio desta altura, 25 pavimentos não possuia escala de emergência, isto com certeza foi um grande erro, pois muitas pessoas poderiam ter se salvado.

    Reply
  • valdeci goncalves da conceicao 13/05/2012 at 12:04

    Este incêndio nunca vai se apagar das nossas memórias.

    Reply
  • Bruna 13/05/2012 at 16:39

    Eu observei bem na figura da casa que deu lugar ao Edifício e vi sim rostos um bem grande (me lembra mto o cara que matou a mãe e as duas irmãs pq eu vi uma foto dele já) e depois do lado um mesma figura parecida com este rosto dele e no canto parece ser um rosto de uma mulher. Eu acredito sim nisso tudo mtas coisas acontecem e nós nunca temos explicações, acho que isso vai ser sempre um mistério.

    Reply
  • Bruna 13/05/2012 at 16:44

    A figura está com uma expressão de estar com raiva e em baixo dessas duas figuras grande vi agora um com a boca aberta, estou só deixando minha opinião, cada um acredita no que quer!

    Reply
  • antonio machado 19/07/2012 at 23:32

    FOI UMA SENA DANTESCA.PESSOAS SALTANDO PARA A MORTE.OS HELICÓPTEROS QUANDO SE APROXIMAVAM DO PRÉDIO FAZIA COM QUE AS CHAMAS AUMENTASSEM DE INTENCIDADE.O BARULHO DOS CORPOS BATENDO NO CHAO ERA ATERRADOR.SENAS COMO ESSA SÓ SE VIU NO FILME INCÊNDIO NA TORRE.

    Reply
  • José Morelli 27/07/2012 at 14:49

    Esse foi o “11 de Setembro de São Paulo”! Chocante!

    Reply
    • danielpardo2015 16/11/2015 at 21:29

      JOSÉ: Eu penso a mesma coisa que você, mas claro… guardadas as devidas proporções.

      Reply
  • Marcus 27/07/2012 at 15:32

    Muito interessante a matéria sobre o incêndio…
    Seria legal uma matéria sobre o crime do castelinho da rua apa…

    Reply
  • Denise Barbara 29/07/2012 at 17:33

    Me lembro do incêndio, mesmo pequena, quando foi transmitido pela tv…muito triste.
    Acredito que depois da trajédia, muitas coisas mudaram em relação a segurança das pessoas em caso de algum sinistro deste porte.
    Também achoe que se tem muito ainda por fazer. Caso recente está nos edifícios que tombaram na Cinelândia no Rio de Janeiro este ano….caso triste, ainda mais sabendo que foi uma mescla de reforma mais o metrô que foi construído a alguns anos e que mecheu com a estrutura não so desses que caíram, mas com outros que ainda estão de pé e que, se resolverem fazer uma reforma, pode acontecer o mesmo com eles…

    Reply
  • CLAUDIA APARECIDA 01/08/2012 at 15:07

    EU ERA BEM PEQUENA NA ÉPOCA MAS ME LEMBRO DA REPORTAGEM NA TV PRETO E BRANCO DA MINHA MÃE.MORÁVAMOS EM MAIRIPORÃ,LEMBRO DE VER MINHA MÃE COM OS OLHOS CHEIO DE LÁGRIMAS DE PENA DAQUELAS PESSOAS,PULANDO DO PRÉDIO,FOI UMA TRAGÉDIA,INESQUECÍVEL.MUITO TRISTE,UM EDIFÍCIO DAQUELE TAMANHO SEM SEGURANÇA.

    Reply
  • Edilene Cordeiro 10/08/2012 at 12:52

    Eu obtive algumas informacoes sobre esse trágico acontecimento a alguns dias atras..E hj estive pesquisando sobre o assunto e descobrir mais coisas,só que quero muito mais informações sobre o caso,quando o caso aconteceu ainda faltavam muitos anos pra mim nascer,por favor postem mais informacoes,eu quero saber tudo sobre o caso…Sou extremamente curiosa…Me chamo Edilene,tenho 20ans…Eu acredito q tendo mais informacoes eu poderei concluir minha cadeia de opinioes sobre o caso…

    Reply
    • Ailton Freitas 15/10/2014 at 18:11

      melhora o português querida, “pra mim nascer” é sofrivel não acha?

      Reply
  • julia 13/09/2012 at 12:36

    A morte é sempre muito triste e sendo dessa forma é muito mais desesperada.Eu não esqueço esse dia, morava no Ipiranga é trabalha em São Caetano do Sul e nesse dia ,todos estavam calados orando por esse irmãos que passam por pelo fatídico holocausto e pelos familiares.Sempre vai ficar essa triste lembrança.P

    Reply
  • amanda 23/11/2012 at 11:21

    Eu ja fiz um trabalho para escola sobre os grandes edificios da cidade de são paulo, claro que eu não conhecia a historia do acidente, depois que eu fiz esse trabalho, eu fiquei fascinada com a historia, quando eu fui la dentro pra tirar fotos para o trabalho, meu Deus o ambiente lá eh muito pesado e muito frio, horrivel o que aconteceu

    Reply
  • J.C.Cardoso 23/11/2012 at 11:36

    Só recentemente soube desse crime do poço, se não me engano, num site sobre São Paulo sobrenatural.
    Com relação ao nome Joelma, (in)felizmente ficou no passado, pois as pessoas ainda dão esse nome às suas filhas.
    Impressionante também a foto com o apelo (não conhecia).

    Reply
  • Edilene 25/12/2012 at 17:35

    Olá sou eu de novo,eu gostaria de pedirpra quem tiver mais informações sobre esse caso entre em contato comigo através de msgs ou ligações:(98)84266814.. Depois q soube desse acontecimento fiquei muito curiosa….!!! Agradeço…. Edilene Cordeiro…

    Reply
  • Jefferson Eduardo 28/12/2012 at 13:07

    Mas onde fica exatamente o ex-Joelma?

    Reply
    • Amanda 29/12/2012 at 14:18

      Na praça da bandeira no centro de SP

      Reply
  • A cultura do reparo | 29/01/2013 at 23:14

    […] dessa cultura não faltam. Citaria aqui, embora os mais novos talvez nem saibam do que se trata, o Edifício Joelma, na cidade de São Paulo. No dia 1º de fevereiro de 1974 (eu tinha apenas 7 anos de idade) ocorreu […]

    Reply
  • Mauricio Galdino de Araujo Silva 01/02/2013 at 15:20

    Acho besteira querer mudar nome de predio. Sera o eterno edificio Joelma, mudar nome so pra enganar, isso e tudo conversa pra boi dormir!!

    Reply
    • SUELI 02/06/2013 at 15:49

      O GERALDO FEZ UMA MATERIA SOBRE ESTAS MORTES PRINCIPALMENTE SOBRE AS 13 PESSOAS Q MORREREM JUNTAS E ESTA ENTERRADO NO VILA ALPINA

      Reply
      • Pardo 14/04/2014 at 00:01

        Sim, eu também assisti Sueli, aliás, esse crematório da Vila Alpina fica pertinho daqui de casa e chamam essas 13 pessoas de “as 13 almas do Joelma”, os funcionários de lá colocam copos d’água nos túmulos todo santo dia, pois dizem que se faltar um dia sequer se escutam choros e gemidos no local.

        Eu não era nascido em 1974 (nasci dois anos depois) mas meus familiares que viram pela TV contam que foi terrível, aliás, esse ano dia 1º de Fevereiro fez 40 anos que essa tragédia aconteceu (só de escrever isso já me deu arrepio)

        Reply
  • Hary Vieira 02/02/2013 at 17:30

    Boa tarde gente!!! Eu andei lendo alguns comentários e muitas pessoas ainda tem dúvidas sobre a localização do Edifício joelma (atual Edifício Praça da Bandeira). Ele fica exatamente na Praça da Bandeira, no centro de São Paulo, bem pertinho do Terminal Bandeira. Atualmente ele é um prédio amarelo.

    Eu sou apaixonada pelo “Centro Velho” de São Paulo, e pela história da nossa cidade. Mas pelo fato de eu ser sensitiva, conheço vários lugares ali do centro que tem uma energia bem pesada. Inclusive o próprio Joelma, que tem uma das energias mais pesadas que já senti. Tanto que eu não tenho coragem de entrar no prédio, mas não por medo. E sim, por conta da energia que é tão ruim, mas tão ruim, que eu sei que passaria mal lá dentro. Antes de saber toda a história do prédio e da tragédia que aconteceu ali, sempre que eu passava em frente do prédio, meus pêlos ficavam completamente arrepiados sem motivo aparente, eu sentia uma dor muito forte dentro do meu coração e na minha cabeça, vinha cenas de sofrimento. Não sabia o porquê disso, até assistir em 2005 o programa “Linha Direta Mistério” na televisão, contando a história do prédio. Depois disso tudo fez sentido. Mas apesar dessa terrível tragédia que aconteceu lá, dessas questões sobrenaturais, o Joelma não deixa de ser um prédio lindo e com um design fantástico!

    Reply
  • jailton jose dos santos 04/02/2013 at 19:23

    inacreditavel.

    Reply
  • Susy 08/02/2013 at 18:55

    Boa noite!
    Alguém sabe o que havia neste terreno antes da construção da casa do crime do poço?

    Reply
    • Amanda 18/10/2013 at 11:23

      Li algo sobre ser uma fazenda com escravocratas cruéis.
      Agora, não posso comprovar nada sobre a veracidade!

      Reply
  • Joao alves 09/02/2013 at 00:02

    O nome da moça que morreu nesse prédio que a mãe consultou o Chico Xavier é Volquimar.A História dela foi contada no filme vigésimo terceiro andar.A a atriz que fez o papel dela foi Beth goulart. Porém o nome foi trocado por Lucimar.Tavez por pedido da família da moça.
    O que eu achei de incrível é que esse nome Volquimar não é um nome comum encontrado em muitas pessoas eu por exemplo não vi ninguém com esse nome.Esse nome tem a pronúncia dessa frase “VOU QUEIMAR”.Ela trabalhava no Crefisul. Se juntar esses dois nomes ficam.Volquimar Crefisul.Traduzindo: Vou Queimar.Luciferc.Talvez seja coincidência.Sei lá.

    Reply
    • J.C.Cardoso 09/02/2013 at 14:52

      Eu vi esse filme, achando que seria de terror e não espírita. Me ferrei.
      Quanto ao “Vou Queimar, Lúcifer”, me parece mais outra teoria da conspiração. Se for, puxar aí, tem vários. Quanto ao que seria no lugar, li num site sobre SP antiga que no século XIX havia sido pelourinho, o que “justificaria” (ou “explicaria” o “mau agouro”). Será?
      ??

      Reply
    • Ayrton Buccelli Junior 15/05/2013 at 18:47

      Volquimar era amiga de infância de minha mãe, na cidade de Pirassununga/SP. Ambas perderam o contato quando Volquimar veio para São Paulo. Minha mãe somente soube do ocorrido com ela algum tempo depois… Triste.

      Reply
  • Paulo Cesar 11/02/2013 at 13:59

    Os hindus lidam com a destruição de forma mais natural. Brahma cria para Vishnu e Shiva destrói para Vishnu. A destruição é vista como algo inerente ao universo.

    Os locais não são “amaldiçoados” pelos atos ali praticados, pelo contrário, por serem demasiadamente negativos alguns locais atraem toda sorte de tragédias e desgraças.

    Pode acontecer de pessoas com má índole serem atraídas por estes locais negativos, pois ao contrário do que ocorre na física os opostos não se atraem, mas os iguais.

    Por isto não é incomum nos países católicos os donos de determinado estabelecimento industrial ou comercial chamarem um padre para benzer o local antes do início das atividades.

    Um padre com idoneidade moral para promover um exorcismo também tem, obviamente, idoneidade para abençoar determinado local, afastando ou pelo menos diminuindo a negatividade e a maldade previamente existentes.

    Por isto é que muitas vezes as pessoas se sentem em paz ou agoniadas em determinados locais. Atos bons ou maus ecoam por toda a eternidade.

    Reply
  • jean 19/02/2013 at 19:32

    Ed. Joelma Tenho Medo. Aff So,D Falar Ja! Fico Todo Arrepiado. Ui.

    Reply
  • thawane 01/03/2013 at 11:19

    tanto dinheiro pra acontecer essa tragediaa”!!!!

    Reply
  • Leia 04/03/2013 at 11:47

    Gostei Muito Fiz Ate Um Trabalho

    Reply
  • vania 14/03/2013 at 12:45

    Pessoal! eu lí os comentários com muita atenção! realmente…nada acontece por acaso! eu acredito que tudo tem um PORQUE?
    Conheço essa história, ela é muito triste! hoje sou casada com um bombeiro da época desse incêdio, até hoje quando ele fala dessa tragédia se emociona muito.
    Quando recentemente aconteceu a tragédia de Santa maria, ele ficou muito abalado,lebrava com muita clareza das aflições das pessoas da época.
    Eu fico horas ouvido ele falar,não por gostar de momento fúnebres,mais para tentar com essas e outras tragedia me tornar melhor como ser humana a cada dia!
    Q Deus ajude todos nós!

    Reply
  • alan alves sanches 08/05/2013 at 12:40

    voces acredita vida apos a morte e que os mortos podem voltar pois quero muito entrar no joelma uma coisa muito forte em mim pedi pra mim ir la mais nao consigo entra alguem pode me ajudar meu fone é 984909024 alan

    Reply
    • otacilio bernardo da silva 21/05/2013 at 14:46

      meu querido quem morre jamais pode voltar ak voce pode ir la tramquilo vai fazer bem e vai acabar essa ansiedade

      Reply
    • Roberto 06/07/2013 at 21:33

      Quem morre eu creio que não volta. A biblia mesmo disse que da mesma forma que o homem morre uma so vez,vindo depois disso o juizo,assim sera a volta de Jesus pela segunda vez.l,entre outras partes… Mas se quiser vms marcar p gente ir la dentro tambem estou com muita curiosudade de conhecer la dentro. meu email e mrfertoni@bol.com.br

      Reply
  • otacilio bernardo da silva 21/05/2013 at 14:41

    eu tinha 8 anos quando tudo isso aconteceu vi pela tv e jamais vou esquecer dessas imagem terriveis mas falar k o predio e asonbrado eu acho k pelo tudo ok la aconteceu e normal k as pessoas ja entram la pensando nisso e acabram ouvindo barulhos ou ate vendo algumas coisas mas eu penso k isso ja e o medo ka faz tudo isso lugar amaldiçoao? eu penso k nao mas pela historia noa tem como passar na frente ou entrar la sem ficar pensando nas pessoas k la perderao a suas vidas

    Reply
  • Antonio Reynaldo Ferreira da Silva 03/07/2013 at 12:50

    NAQUELE DIA,eu tinha uma lojinha no nº 121 da rua João Adolfo (MIRO CARIMBOS) ao lado de um restaurante na esquina da Nove de Julho,tinha acabado de tomar café junto com meu pai, que viera me visitar quando a fumaça começara a sair pelo lado da 9 de Julho. Antes disso um amigo que tinha escritório em frente a minha loja me pediu para olhar o carro dele, para que não fosse multado, poi naquela manhã os Bentevis estavam por ali, deixou a chave, e me pediu para mudar o carro de lugar, o que fiz em seguida, coloquei-o na avenida a 30 metros do Oton Palace sentido bairro, bem quando o fogo se alastrou a temperatura foi tão alta que o Dodgedart novinho do meu amigo transformou-se numa sucata. NAQUELE DIA ajudei as pessoas que desmaiavam em frente a loja, ao ver as pessoas saltarem do edifício, trasportar doadores de sangue ao HC. , e por fim, não vim trabalhar no dia seguinte, nem no outro, nem no outro e assim sucessivamente a Miro Carimbos encerrou suas atividades NAQUELE DIA.

    Reply
  • Rodrigo 30/07/2013 at 14:34

    Boa tarde:

    Legal o site!
    Ainda mais relatando coisas antifas de SP… Alias a cidade devia ser tranquila/pacata há tempos_coisa rara de grandes cidades (incluindo PEQUENAS também).
    Meu pai nasceu aí (ou lá) e este diz que sua mãe atravessava a rua para apanhar ovos de uma granja na frente da casa onde residiam… Só que este se mudou para o RJ (pois meus avós se foram cedo).
    Descobri o site por uma das imagens do JOELMA – onde nunca tinha visto; é até chocante.
    Foi uma das maiores tragédias haventes.
    Imagino que devia ser quente mesmo, pois tenho um parente que nasceu um dia antes (no RJ mesmo): e minha dia dizia que era um calor danado.
    E no dia do incêndio… Parece que a previsão seria de CHUVA (o que não ocorreu!).
    Ao assistir vídeos disso, difícil não ficar impressionado: muitos documentários relatam isso; há um filme chamado CATÁSTROFE que mostra várias tragédias mundiais (furacões/acidentes automobilísticos_e no fim aparece o JOELMA).
    Minha mãe dizia que quando isso aconteceu, meus pais moravam nos Estados Unidos: e mencionou que SAIU NA CAPA DE UMA REVISTA DE LÁ IMAGENS DISSO TUDO…E que não conseguiu dormir por dias (no caso NOITES!).
    Uma coisa que muitos falam, pensam: que tal tragédia tenha acontecido pelo tal crime anos antes… Imagino que se CRIMES CAUSASSEM TAIS TRAGÉDIAS_o mundo inteiro TERIA COISAS ASSIM!
    Ou em ambientes que pegassem fogo… CRIMES ASSIM teriam acontecido antes?
    E em relação à tal BOATE KISS: além de impressionante, uma coisa que IRRITA bastante; leis fajutas sendo aplicadas – além disso tudo poder ter sido evitado (triste mania a do tal cantor acender tal coisa). E nos tempos atuais… Uma coisa assim acontecer só acontece QUANDO SE QUER!
    Resido no RS há tempos, e lembro quando saía à noite: presenciava movimento intenso em muitos casos… Embora nunca uma coisa assim. Aliás, essas medidas de segurança deviam ser aplicadas em outros estabelecimentos: teatros/cinemas_pois nestes vai gente da mais variada faixa etária (crianças, idosos): digo que TRAGÉDIAS DO TIPO não precisariam existir para se tomar certos cuidados.
    E o que há de incêndios aqui no sul (no verão até entendemos; o calor aqui em janeiro é sufocante!). Agora no INVERNO? O MERCADO PÚBLICO é um exemplo…
    E que vivamos melhor.

    Até,
    Rodrigo

    Reply
    • danielpardo2015 16/11/2015 at 21:38

      RODRIGO: EU, pelo menos acho que o caso do Joelma e da Boate Kiss são diferentes, apesar de terem tido o mesmo fim trágico, o primeiro foi causado por um código de obras falho na época, já o segundo foi por “canetada” de algum politico que permitiu que a boate funcionasse sem as mínimas condições de segurança.

      Reply
  • Marcello 01/08/2013 at 20:02

    Olá,

    Permitam-me compartilhar algumas informações sobre o incêndio do Joelma:

    Ao contrário do que dizem, depois do incêndio, o prédio foi reaberto em 1978 com o mesmo nome. Inclusive havia anúncios no jornal oferecendo salas para locação no “novo Joelma”. A mudança no nome é bem mais recente, deve ter ocorrido nos anos 1990 ou 2000. Eu mesmo, quando frequentei o prédio em reuniões nos anos de 1994 e 1995 lembro que ainda se chamava Joelma. Nesta época, era comum acontecer quedas de energia elétrica em razão de sobrecargas, tal como ocorreu no incêndio, o que eu pude constatar pessoalmente, e não foi nada agradável…

    O prédio, pelo que pude apurar, pertence a família Kassab, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Não à toa, existem escritórios de vários partidos políticos no local atualmente, inclusive do próprio PSD, fundado pelo mesmo, assim como o PSDB.

    Como vários aqui já disseram, o local realmente tem uma energia estranha, e é muito frio. Existem inúmeros relatos de acontecimentos sobrenaturais. Definitivamente não é um lugar bom para se estar. Nem mesmo nas garagens ou nas calçadas.

    O prédio tem 25 andares. Os primeiros 10 andares são de garagens. Do 11º ao 25º, escritórios. O fogo teve início num aparelho de ar condicionado no 12º, na torre norte, virada para a Nove de Julho. As escadas dos bombeiros chegavam até o 12º e as mangueiras não conseguiam alcançar o fogo que, em pouco menos de uma hora já havia atingido o topo do edifício.

    No dia do incêndio havia cerca de 700 pessoas no prédio, na grande maioria funcionários da Crefisul. Houve departamentos em que todos os funcionários morreram. Quarenta pessoas se jogaram do edifício e apenas um bebê, que estava nos braços de sua mãe, que saltou, sobreviveu.

    Na torre sul, virada para a Praça da Bandeira – Rua Santo Antônio, todos os que subiram para o telhado morreram, pois não houve possibilidade para o resgate aéreo. Na torre norte, alguns conseguiram ser salvos por helicópteros. Ironicamente, o último a ser retirado do telhado foi o gerente de manutenção da Crefisul, Kiril Petrov. Muitos foram salvos nos parapeitos que se encontravam nas laterais do prédio, onde ficavam as áreas de cozinhas e banheiros.

    E, para quem deseja fazer um “tour” no local, melhor esquecer. Os seguranças são orientados a não permitir o acesso de “curiosos” no local, apenas a funcionários e visitantes dos escritórios.

    Abraços.

    Reply
    • macielk22@hotmail.com 11/06/2015 at 14:02

      legal seu relato,onde posso obter mais informações

      Reply
  • Armando A. Granito 01/10/2013 at 11:20

    Tinha chegado à São Paulo de mudança recentemente com minha família, com muito medo da cidade grande, quando de repente, naquela data infeliz, aconteceu esta catástrofe ……Meu Deus eu e minha família, ficamos muito assustados daquelas cenas horriveis do incêndio, sofrimento, dor e pessoas se jogando do prédio…impressionante……é como se à gente estivesse naquele lugar, sofrendo muito com o acontecimento…..Morava Na Vila Carrão e ouvi comentários de famílias próximas com entes queridos que trabalhavam no Joelma……Foi um ano de muita tristeza e desconsôlo…..Um ano após fui trabalhar como contador numa empresa no centro…Alameda itú e lá conheci uma secretária bilingue de nacionalidade alemã que prestava serviço junto à diretoria da emprêsa…….Ela tinha crises e chorava muito a ponto de ser conduzida para sua residencia com ajuda dos funcionários,,,..não me lembro de seu nome, mas vim a saber que ela trabalhava no Predio Joelma e que no dia do incêndio ela estava no local e foi uma sobrevivente…….

    Reply
  • alexbarros silva 19/10/2013 at 00:40

    só a presença de deus pode tirar toda maldição nesse predio..

    Reply
  • Cesar Campos 22/10/2013 at 22:23

    Eu era nessa época, Offy-Boy da agencia de publicidade PEFRAN onde no dia do incendio, eu estava programado para ir no banco CREFISUL mas não sei porque, fui primeiro retirar documentos na caixa portal dos correios central…qdo. depois fui lá no Joelma, e chegando lá,, la existia fogo e um caminhão da LIGHT já estava lá. depois vi chegar uma radio-patrulha. Lembro ainda que todos ajudaram a transportar feridos para os Hospitais mas o Heroi do dia, foi O Cabo LEITE do corpo de bombeiro, que no dia seguinte, apareceu estampado em todas as primeiras capas dos jornais. Hoje tenho 56 anos e nunca vi coisa mais terrível !! pessoas se atiravam do topo do edifício , enguanto alguns tentavam se agarrarem a um elicóptero sobrevoava sobre a fumaça.

    Reply
    • alexbonecog7 22/10/2013 at 23:06

      pode ter certeza que foi DEUS te livrou desse incendio

      Reply
  • PAULO 29/01/2014 at 23:58

    Lembro que era criança, tinha dez anos, eu assiti as pessoas caindo do prédio em tempo real. Muito triste. O que mais me incomoda é por que esse prédio não foi demolido? muita ganância. Atualmente todo o centro de são paulo é sombrio , com vários prédios abandonados, pessoas morando nas ruas e muitos drogados zanzando. A cidade inteira de São paulo está muito decadente.

    Reply
  • Andre Decourt 31/01/2014 at 19:25

    Douglas, o Rio também teve violentos incêndios, mas que felizmente produziram menos vítimas que o Joelma e o Andraus, segue aqui o link da série sobre o Astória, possivelmente o maior incêndio do Rio que ano passado fez 50 anos http://www.rioquepassou.com.br/2013/06/29/incendio-do-ed-astoria-50-anos-parte-i/

    Reply
  • Beatriz Alvarenga 01/02/2014 at 07:44

    nossa deu chão para comentarios hein, parabens pela reportagem e para o blog

    Reply
  • emerson toro de abreu 01/02/2014 at 10:53

    faltou um detalhe importante nesta matéria, muito bem lembrada e feita, mas que merece ser falado, pois na época inexistiam os águias da polícia de são paulo. O pessoal que ajudou no resgate com helicopteros foi o grupamento sediado na base área de Santos. Sem a ajuda deles, provavelmente, a tragédia seria muito maior.

    Reply
  • Alcyr Souza 01/02/2014 at 12:22

    Lembro-me com riqueza de detalhes do dia do incendio, que hoje completa 40 anos. No dia seguinte, minha mae me levou a rua direita pra comer bauru nas lojas Americanas e fomos ao Mappin. Ao passar pelo viaduto do cha, via-se ao fundo o que sobrou do Joelma, e com o vento batendo forte, chegava ao viaduto pedacos de papel queimado. Muito triste

    Reply
  • Marcelo 01/02/2014 at 20:06

    Eu era bem pequeno e meus pais estavam fora, minha avó estava em casa comigo e me chamou pra ver na tv.
    Meu pai tinha estacionado o carro nas proximidades, disse que estava um caos na região; eu tinha que ir ao médico com certa freqüência nessa época e meu pai passava pela 23 de maio, se não me engano,e me lembro bem de ver o prédio com a fuligem negra tomando conta de quase toda a estrutura, eu olhava aquilo impressionado.

    Reply
  • Meiri Penna 20/02/2014 at 15:45

    Nossa, muito triste! nesta época, eu tinha somente 4 anos, mas nunca esqueci a revista que vi no seguinte , que falava da tragédia do joelma , ali ilustrava várias fotos de corpo carbonizados, vejam só,e eu só tinha 4 aninhos de idade. praticamente um bebê e pude registrar tudo isso, e até hoje com 43 anos, me lembro desta revista, com riqueza de detalhes como se fosse hoje. Por isso, cuidados com que deixemos nossos filhos, sobrinhos, netos, etc..verem, na tv, internet. Esses noticiários fortes não competem com a idade,de uma criança, isso pode traumatizá lo imensamente. Como na época me traumatizou muito .Não permita que seus antes queridos presenciem brigas, agressões verbais ou físicas, ou qualquer ato que possa chocá lo emocionalmente, pois tudo isso ficará ali guardado como uma memória de um computador.

    Reply
  • Marisa Santos 24/03/2014 at 21:59

    Meu nome é Marisa, minha irmã MArina tinha 19 anos e faleceu no incêndio do Edificio Joelma, Ela e o namorado dela Uilton José Pedrotti. Duas pessoas maravilhosas. A morte daquelas pessoas serviu para alertar sobre o perigo de utilização de materiais ruins e a falta de segurança em lugares de grande movimentação.

    Reply
  • olinda de Paula gonzaga 19/07/2014 at 21:06

    Meu, deus , eu e´rá muito jovem, mais me lembro, muito bem, eu tinha, acabado de chegar, em
    sp, vila, madalena em,pinheiros, Foi um horror, os meus Patroes, perdera, amigos no incendioso, fiquei meses sem,poder dormi, foi tudo muito triste, eu ia indo, ver, mais, desamanhei.

    Reply
  • Verônica 06/11/2014 at 15:39

    Eu trabalhei nesse edifício, em 1985/86, no 15º andar. Era interfonista , no período noturno,de uma empresa bancária e confesso que tinha medo era do trajeto até o metrô Anhangabaú, eu saía as 23h30min…Dentro do prédio sem problemas.

    Reply
  • Amaral Antonio Guimarães Patricio 25/12/2014 at 23:50

    Morava no Copan, estava na praça da república, começou aparecer uma fumaça, fui até o copan, peguei as escadarias de fora do prédio, andei uns 10 andares já vi o prédio em chamas. Corri e fui até o prédio. A pior imagem da minha vida.

    Reply
  • Juarez Juliano 20/01/2015 at 11:03

    veja o que dá edificio joelma de traz pra frente que vcs vão ficar estarrecidos!!!!!!

    Reply
  • Mario Lemke 18/08/2015 at 21:36

    Não moro mais em SP, mas morava em 1974 e lembro muito bem da tragédia, horrível, do alto do Jardim Bonfiglioli se via a fumaça…

    Reply
  • Ricardo Lugão 01/12/2015 at 22:19

    Douglas, uma sugestão: Podia rolar também um artigo sobre o terceiro grande incêndio em fevereiro na região central de São Paulo, o do edifício Grande Avenida.

    Reply
  • Silvia 10/01/2016 at 16:14

    Neste dia eu estava fazendo 16 anos, e onde eu trabalhava não podia ouvir rádio, mas eu tinha o meu pequeno rádio e foi dali que ouvi todas as notícias, e cada vez que eu ligava tinha mais gente morta, eu trabalhava na Duráveis equipamentos de segurança e no dia 1 de fevereiro era o meu aniversário, e marcou pra todo o sempre esta data, infelizmente muitas de minhas amigas perderam pessoas que conheciam no incêndio.

    Reply
  • Ilmar 05/02/2016 at 19:57

    Espero não estar blasfemando, mas às vezes fico pensando que Deus e o Diabo ficam rindo da gente, ao mesmo tempo…

    Reply
  • Alisson Thel 20/02/2016 at 16:00

    Eu respeito a opinião dos que acham que há uma maldição, espiritos malignos ou energias negativas lá no Joelma, mas lanço uma pergunta para os que defende essa teoria… Se realmente isso for verdade por que não tivemos outra tragedia lá no Joelma ou Bandeiras depois desse incendio? por que se abraçar a ideia da conspiração espiritual contra o lugar, então porque tudo está calmo até agora? Será que toda a energia se foi com o incendio? ou a maldição terminou?

    Reply
  • Luis Valadares 20/10/2017 at 04:50

    Não me lembro bem do que estava fazendo no centro esse dia. Em plena ditadura, eu ainda era um dos informantes que ajudavam uma galera da USP a sair do país. Tava levando a informação de que não dava mais pra mandar o povo pro Chile, pois as coisas estavam quentes por lá também. Me encontrei com um camarada dentro da Igreja da Sé. Com medo de ter sido seguido (eu tinha 20 anos, estudante de filosofia e morria de medo de ser pego) andei apressado demais em direção ao Joelma, sem perceber. Tomei um pingado no bar próximo e do nada ouço muita polícia e bombeiro. Do nada o atendente fala: “Fogo no Joelma turco!” (Para um senhor do lado). Por curiosidade, segui o fluxo e parei naquela manhã abafada pra ver aquela cena dantesca. Quando vi uma mulher cair do alto, as pernas totalmente moles, como se ela não tivesse ossos, e o baque da queda no chão, aquilo pra mim foi demais. Cenas que nunca esquecerei.

    Reply
  • Gilberto Caiano 01/03/2018 at 08:30

    Meio macabro essa história do edficio Joelma construido na casa anterior ( onde o filho matou seus pais jogado no poço)

    Reply
    • Douglas Nascimento 02/03/2018 at 09:35

      O filho matou as mães e as irmãs

      Reply
%d blogueiros gostam disto: