Um símbolo do abandono em plena região central de São Paulo. O monumento conhecido como “Homenagem ao Povo Armênio” do escultor José Jerez Recalde, fica localizado na Praça Armênia, ao lado da estação do metrô que possui o mesmo nome.

A obra, inaugurada em 1966, é construída em granito e bronze e representa uma homenagem ao massacre de 1 milhão e quinhentos mil armênios que foram massacrados pelos turcos em 1915. Era assim que o conjunto escultórico era desde sua inauguração até alguns poucos anos atrás (a foto abaixo é de 1989):

Entretanto, a representação acima praticamente não existe mais. Mesmo cercado por um gradil, todo o bronze do monumento foi roubado.

A mulher armênia, um relevo de bronze em tamanho natural que antes fazia parte do monumento foi roubada e provavelmente vendida em algum ferro velho e provavelmente derretida.

É assim que o monumento apresenta-se atualmente:

clique na foto para ampliar

O mesmo ocorreu com a placa de bronze e também com todas as letras da frase: “Mesmo que acorrentem meus pés, amarrem minhas mãos, tapem minha boca, meu coração gritará por liberdade.” hoje desta frase restam apenas manchas no granito. O monumento que grita por liberdade é mantido preso, cercado por grades.

No lugar da frase, apenas manchas (clique na foto para ampliar)

Ainda havia outra peça em bronze na parte inferior do monumento, mas que infelizmente foi roubada há tanto tempo que foi muito difícil encontrar uma imagem desta obra completa. As fotos que ilustram este artigo mostram como o monumento está hoje: esquecido e abandonado. O que era uma arte, virou uma espécie de fantasma.

Ao olhar este monumento sem o bronze, temos uma nova concepção desta obra. A ausência dos ornamentos tornam esta representação ainda mais dramática para o povo armênio.

No lugar onde anteriormente havia a figura de uma mulher, hoje há apenas uma silhueta criada pela mancha do bronze que antes estava sobre o granito. Já os buracos de onde esta mulher era afixada ao granito ficaram similares a marcas de bala, que nos remetem imediatamente ao genocídio que há tanto tempo atrás massacrou este honrado povo.

A mulher que antes chorava o massacre de seu povo, agora chora o massacre ao patrimônio histórico

É a arte (ou a ausência dela) imitando a vida. Até quando os monumentos paulistanos serão delapidados ?

Ex-moradores da Cracolândia vivem no local:

Fotografar ou visitar o monumento é uma atividade bastante perigosa e insalubre. O local possui um cheiro insuportável de urina, está repleto de lixo no seu entorno e no fundo do monumento no que deveria ser uma praça, é o lar de inúmeros menores de rua, bandidos e mendigos.

O odor fétido de urina se prolonga pela passarela que existe ali, e o lixo gerado pelos comerciantes de rua que ficam próximos a entrada da estação Armênia do metrô também incomodam bastante.

No momento em que a reportagem esteve fotografando o monumento, presenciou alguns jovens se drogando no local em plena luz do dia. Quando a reportagem se preparava para deixar o local, foi abordada pelo menor R.S, de 15 anos, que pediu em tom ameaçador um trocado. Depois de conseguir o tal trocado, o garoto disse que antes morava na região da Luz conhecida como Cracolândia, mas que mudou-se para aquele local juntamente com outros menores de rua porque a polícia não os deixa mais voltarem para lá.

Na mesma praça existe também um obelisco, também dedicado ao genocídio armênio, porém fotografá-lo é quase impossível devido a grande presença de delinquentes.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Antonio Madela 19/06/2009 at 11:56

    Infelizmente, o despreso das autoridades pelo patrimônio histórico de Sampa está se agravando cada vez mais. A própria população colabora com esse despreso. Ninguém se preocupa com tais obras de arte e homenagens, quer a quem sejam. É UMA PENA !

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  • Thelma 19/06/2009 at 13:13

    Lamentável!!!
    Onde moro, a assossiação do bairro tem muita força, e com isto, junto a pressão à sub-prefeitura e ao Conseg da região e os vereadores eleitos na região, se obtem algumas iniciativas… talvez seja o caminho para preservação.
    Cada um de nós é cidadão.
    Você está de parabéns por ter evidenciado isso. Cabe a cada um de nós impedir: denunciando à polícia os atos de vandalismo e cobrando atitude das autoridades.

    Reply
  • Francisco Folco 19/06/2009 at 14:47

    É mais do que chocante. É vergonhoso.
    Fica a pergunta. Ninguém fez um BO?
    Não seria o caso da polícia tratar este roubo da mesma maneira com que tratam as obras de arte de museus e de colecionadores ricos?
    Sempre acabam achando a obra roubada e devolvida aos donos. Os ladrões vão para a cadeia.
    Neste caso, das esculturas em locais públicos, os donos somos nós. Somos os roubados. Então, não há providencias?
    Vai ficar por isso mesmo? Se o descaso continuar, daqui a pouco vão roubar até o Duque de Caxias no Cavalo com um guindaste e ninguém vai reclamar.

    Folco

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    • Daniel 23/09/2010 at 04:30

      é isso que tem que acontecer… chega de hipocrisia, bandido tem que ser tratado como tal independentemente de quem seja a vítima…

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  • Mario Amaya 19/06/2009 at 14:57

    Será que os ladrões desse bronze são os mesmos que roubaram os caranguejos da Fonte Monumental? Gradil não é suficiente para conter esses monstros. Teria que encerrar o monumento inteiro num cubo de grades de metal. Inviável. Será que neste caso também a solução é levá-lo embora e deixar os delinquente dominar o território em paz? Mexa-se, prefeitura.

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    • Daniel 23/09/2010 at 04:31

      a essa altura do campeonato só tem uma medida eficiente: REPRESSÃO… soltar um pelotão da ROTA para caçar esses RATOS que deterioram o patrimônio público…

      Reply
  • Elizabeth Florido 19/06/2009 at 18:33

    Até mesmo a degradação de um bem patrimonial é poético, e o trabalho de pessoas como o Douglas, só nos fazem querer mais cuidar desse desatino que tomou conta de nossa cidade.
    O poder público não dá conta de um problema maior que gera essa situação: o aculturamento da população, em todos os níveis sócio-econômicos, nas mais diversas faixas etárias.
    Talvez um solução seria introduzir novamente a disciplina de Moral e Cívica, extinta após a Ditadura Militar.

    Reply
    • Daniel 23/09/2010 at 04:34

      o problema seria como implementar essa disciplina sem que virasse catecismo petista…

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  • Wilson Natale 20/06/2009 at 00:48

    Pena Douglas. Nada é perfeito. Não quando se trata do centro histórico. Os poucos momentos de felicidade que tive hoje fotografando a magnífica GUANABARA, com seu nariz restaurado, em frente a Prefeitura e fotografando CONTANDO A FÉRIA na Pça. João Mendes, agora com sua placa de identificação, desfez-se diante dessa notícia. Não acho que
    esta situação seja de educação. Precisamos é de ações duras e radicais. Não é mais o caso de previnir uma doença. É caso de combater a doença já instalada.
    Abração, Natale

    Reply
  • Ivany 20/06/2009 at 11:35

    Esse exemplo é chocante por ser em via pública, mas os cemitérios de S.Paulo também estão se tornando cada vez mais perigosos e abandonados. Na Quarta Parada (Tatuapé) as depredações são constantes;todas as peças de bronze – portas de campas, letras, vasos – são sistematicamente furtadas. Deveria haver mais policiamento e instalação de portarias nas entradas dos cemitérios, com identificação dos visitantes.

    Reply
  • Francisco Folco 20/06/2009 at 16:56

    É mais do que chocante. É vergonhoso.
    Fica a pergunta. Ninguém fez um BO?
    Não seria o caso da polícia tratar este roubo da mesma maneira com que tratam as obras de arte de museus e de colecionadores ricos?
    Sempre acabam achando a obra roubada e devolvida aos donos. Os ladrões vão para a cadeia.
    Neste caso, das esculturas em locais públicos, os donos somos nós. Somos os roubados. Então, não há providencias?
    Vai ficar por isso mesmo? Se o descaso continuar, daqui a pouco vão roubar até o Duque de Caxias no Cavalo com um guindaste e ninguém vai notar.

    Reply
  • Elizabeth Florido 20/06/2009 at 22:51

    Concordo que tenha que haver mais ações punitivas. Nâo é pra passar a mão na cabeça, não. Mas temos que também atacar a origem do problema pra que não se perpetue. Será que câmeras de vigilância adiantam alguma coisa?

    Reply
  • william haddad 21/06/2009 at 14:10

    seja contra os Arménios contras os Judeus seja contra os homosexuias contra os negros ou qq outro tipo de etnia raça cor ou credo EU WILLIAM HADDAD BRASILEIRO SOU CONTRA E ABOMINO ESTE TIPO DE MANIFESTAÇÃO ONDE SE DREGRINE ONDE O VANDALISMOS E A INCOERENCIA PREDOMINE.

    Reply
  • oneide teixeira 21/06/2009 at 21:38

    miseria desigualdade social esta ea questão

    Reply
    • Daniel 23/09/2010 at 04:34

      miséria não é desculpa para ser bandido…

      Reply
  • Saro Baronian 22/06/2009 at 08:06

    Um Pouco da historia do Monumento. O que vocês viram, tão bem retratada nesta reportagem, e uma situação que começou depois que foi construida a passarela bem em cima do monumento. Uma passarela que nao e utilizada, por ser perigoso e insuportavel pelo seu cheiro, e é essa passarela que hoje da a cobertura para tantos delinquentes e que da espaço para que entrem no monumento que por várias vezes a comunidade restaurou, refez, e depois de algum tempo foi saqueado. recentemente no gradil foi colocado arame farpado, adivinhem, tambem foi arrancado. A própria comunidade armênia, inconformada não sabe mais como contornar a situação.Se reforma e depredado em poucos dias, se deixe e uma vergonha para nós. E não existe opção.

    Reply
  • Patrus 22/06/2009 at 09:49

    Isso não tem nada a ver com miséria, é simples roubo para compra de drogas, ato tolerado pela “sociedade burguesa arrependida de ter trabalhado e ganho algum dinheiro” em nome da simpatia do petralhismo/lullismo que domina o país. ACORDA!!!

    Reply
    • Daniel 04/02/2011 at 23:48

      Isso é reflexo dessa política esquerdista de impor medo ao cidadão de bem. Desde o “controle de armas” dificultando o cidadão de bem de garantir o próprio direito de defesa pessoal e patrimonial (mas a bandidagem continua descontrolada, mais armada que o Exército) até esse monte de imposto para sustentar bolsa-esmola nos currais eleitorais e jantares de gala em Brasília.

      Reply
  • Eduardo Ohannes Marzbanian Neto 22/06/2009 at 15:59

    Primeiramente, gostaria de agradecer, como descendente deste povo armênio, pela excelente reportagem sobre a situação do monumento em homenagem aos mártires armênios. Ficamos tristes duas vezes com a situação do monumento. Concordo plenamente com o Saro Baronian a respeito da passarela construída do lado do monumento. Ela não serve pra nada e ainda contribui para trazer desocupados, que acabaram por depredar este bem histórico.

    Reply
  • Archavir Donelian 22/06/2009 at 23:40

    É lamentavel a situação do monumento.Todos os anos os armênios peregrinam ao monumento, que a cada ano que passa vai desaparecendo.Neste ano foi colocada uma faixa com os dizeres que estavam no monumento.A faixa não ficou la nem 24 horas.Concordo plenamente com as colocações relativas a passarela e lamento o descaso da prefeitura com o monumento.

    Reply
  • João Uzzum 24/06/2009 at 11:03

    A função de policiar o local e da GCM, onde estão os Guardas Civis prefeito?

    Reply
  • Denis Tchobnian 25/06/2009 at 22:24

    Temos o Lula no governo, defendendo o Sarney. O que mais podemos esperar do brasileiro ? Que tipo de respeito podemos esperar com nosso monumento se o povo não se respeita ? Como podemos esperar algo da prefeitura, do estado ou do governo se eles estão mais preocupados com eles ?

    quem tiver orkut, entre nesse link para ver o monumento no seu esplendor.
    Completo
    Com todos os detalhes e com o grupo de escoteiros armenios da época.

    http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=11218890663216585177&pid=1245977151896&aid=1$pid=1245977151896

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  • Simão Kerimian 26/06/2009 at 12:03

    Esses atos de vandalismo bem refletem, como registram as ilustrações, um verdadeiro descaso do Poder Público (Prefeitura, ou melhor, Sub-Prefeitura da Sé)sem providências que beiram o caos da Administração Pública Municipal, propiciado pela própria municipalidade, que construiuuma Passarela que é um verdadeiro “Elevante Branco”, sem utilidade alguma, além de servir de reunião de desocupados, drogadose malandrosque fazem suanecessidades, deixando o local fétido. Urge proviências urgentes e efetivas da Prefeitura, que é responsável pelo espaço públie zelar pela segurane bem estar da população. Atenciosamente Simão Kerimian.

    Reply
  • Paulo Ribero 29/06/2009 at 13:25

    é realmente uma tristeza isso , a cidade não esta dando conta de suas caracteristicas , o legado artistico se vai , a um tempo atras as obras de São Paulo estavam sendo restauradas , essa ai eu não vi na lista de restauração…

    Reply
  • Guilherme Boyadjian 06/07/2009 at 10:21

    Retrata-se nesse caso, de forma emblemática, e fundalmentamente, a degenerescência de nossa sociedade, que é capaz, com tamanha barbaridade, de dilapidar uma obra de beleza artística considerada , e acima de tudo , através de referidos atos, agredir a alma de um povo, invertendo assim, valores genuinos da dignnidade do homem.

    Reply
    • Daniel 23/09/2010 at 04:42

      e ainda se fala em “direitos humanos” para esses drogados/degenerados como se isso fosse aceitável… a memória é um forte instrumento de consciência (o burro aprende errando e o inteligente aprende observando os erros do burro para não repetir, ja dizia o meu avô), vale destacar que enquanto planejava o holocausto contra os judeus, hitler zombava do genocídio armênio que teria sido praticamente esquecido…

      Reply
  • Sarkis Comrian 06/07/2009 at 13:50

    antes roubaram nossas vidas e o mundo vergonhosamente silenciou.
    Hoje roubam e dilapidam lascas de nosso memorial e as autoridades silenciam.
    Nunca conseguirão roubar nossa alma armênia.

    Reply
  • Paulo Aristakessian 08/07/2009 at 12:45

    Essa situação é a realidade da educação que nosso país da a sua populaçao.Parece que os governantes só se preocupam em fazer benfeitoria a si própio.
    VERGONHA

    Reply
  • Armen Kevork Pamoukdjian 12/07/2009 at 14:38

    Realmente, após a construção da passarela o monumento passou a ser depredado e saqueado, além de servir de morada à delinquentes, drogados e marginais.

    Como bem disse anteriormente o senhor Sarô Baronian, o monumento foi restaurado várias vezes pela comunidade. porém, já não há mais o que se fazer. O local já foi cercado por um gradil, como bem destacou a reportagem.

    A prefeitura deve tomar medidadas necessárias e tratar com mais seriedade o monumento que dá nome ao bairro e à estação de metrô, que anteriormente chamavam-se: Ponte Pequena, respectivamente.

    Reply
  • Newton 30/04/2010 at 16:56

    Quando os militares ainda não estavam desmoralizados (vide o estado quartel da ROTA) esse tipo de vandalismo era raro… não existia tanta criminalidade na região. Eu estudei ali perto, no Liceu de Artes e Ofícios, e lembro-me de ter mais tranquilidade ao circular pela região, principalmente a noite. Época em que vândalos, drogados e bandidos temiam e não cometiam crime à luz do dia, não destruiam monumentos históricos, época em que havia mais respeito à moral e mais patriotismo…

    Reply
    • Luís Carlos 07/09/2012 at 09:21

      Pois é amigo, hoje temos a tão propalada liberdade de expressão, direitos de tudo quanto é tipo, mas não podemos andar pelas ruas do País, não só de São Paulo, por medo de sermos assaltados, sequestrados e todas outras atrocidades que acometem os Brasileiros. Adoraria poder conhecer São Paulo, andando à pé pelas suas ruas cheias de História, arte, e tudo mais…. Mas, sisplesmente não dá!!!

      Reply
  • Sander 04/05/2010 at 17:10

    Pelo menos uma boa noticia frente a esse descaso. O Monumento “Homenagem ao Povo Armênio”, do escultor José Jerez Recalde foi realocado e restaurado. Agora ele localiza-se ainda na praça Armênia mas na parte onde há a bifurcação das Avenidas Tiradentes com a Avenida Santos Dumont. Exatamente na frente de onde a linha do metrô emerge. Foi reinaugurado dia 25 de abril de 2010.

    Reply
  • Jefferson Eduardo 03/08/2010 at 21:02

    Nem tenho palavras ante tal descaso.

    Reply
  • Karin Peixoto 18/11/2010 at 21:36

    Isso é assim…
    Familia destruida, filhos largados, pais desnaturados, mães tendo que deixar filhos para trabalhar por não ter ninguém por elas, meninas precocemente gravidas, meninos drogados, meninos bandidos, corrupção dos governantes, defesa civil mau paga, descaso com o ensino publico nas escolas, descaso das escolas particulares com a historia da cidade e do país, amor ao dinheiro, desafeto ao proximo, indiferença com aquilo que um dia já foi.
    Percebe-se que tudo começa ali no seu berço na sua infancia, mas com os valore hoje em dia totalmente perdidos a tendencia é a sociedade virar um caos completo, pois uma coisa vai puxando a outra; tenho um grande temor do mundo que os meus filhos e meus netos irão encontra no futuro. Algo tem que ser feito e urgente.

    Reply
    • Luís Carlos 07/09/2012 at 09:23

      ……..Perfeito!!!!

      Reply
  • Marcos Tadeu de Oliveira Castro 01/01/2011 at 16:34

    Eu nasci e fui criado no bairro da Ponte Pequena…este lugar se chamava Praça José Roberto…quando criança brincava juntamente com meus irmãos e vizinhos nesta praça e vi a construção deste monumento em homenagem ao povo Armenio…tinha dois amigos em comum… que se chamavam Yousouff e Avedis… filhos de Armenios nascidos no Brasil…é com profunda tristeza que vejo o restou deste lugar…onde passavamos as tardes de sabado e domingos brincando neste local…foi ai que conheci muitos de meus amigos que ainda estão em meu convívio e outros que já se foram…bem em frente existia o Colegio Santinelli onde estudei..e nas horas de recreio saia do colégio para ir a praça para namorar..é uma pena ver a memoria de São Paulo..o descaso e a falta de respeito com nossos irmão Armenios…com a destruição deste lugar…nasci em 1956 e morei ai até 1074…foi um período marcante em minha vida e formação…e agora vendo o poder público ser omisso com nossa história só nôs faz crer…que não nos respeitam… fica aqui a minha indignidade..abs.. a todos.. Marcos de Castro

    Reply
  • Diógenes O Escultor 06/05/2015 at 19:07

    Muito Iamentave tudo isto, estou pesquisando justamente o que acontece com os monumentos para aprimorar um sistema anti vandaismo porque ja tive que restaurar uma peca em bronze na praca Getuio Vargas em Guaruhos ” Mae negra ” que foi depredada, pude observar que grandes escuIturas devido a seu peso jamais sao roubadas tem tambem que dificutar o contato fisico eIevando as aIturas, sao dois quesitos de grande importancia que nao vao faItar neste meu poximo trabaho.
    que pena porque o contato com a peca é de grande importancia.

    Reply
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