Mais uma grata surpresa encontrada pelas ruas de São Paulo. Você sabia que existe um ponto de ônibus bem diferente dos que costumamos encontrar, e que é seguramente o mais antigo em operação na cidade ?

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga - Clique para ampliar

Em pleno bairro da Lapa, na Praça Cel. Cipriano de Morais, existem um ponto de ônibus da década de 60 que é o último sobrevivente de sua geração.

Construído pela extinta CMTC, o abrigo é uma robusta construção de ferro, fixada na calçada com concreto. Estes pontos de ônibus com abrigos de ferro eram muito comuns especialmente em praças e grandes locais abertos, como no Vale do Anhangabaú. A imagem abaixo, dos anos 60, mostra vários destes abrigos instalados no que hoje é um grande boulevard sem acesso para ônibus e automóveis.

Crédito: Divulgação / São Paulo Antiga

Estes pontos foram desaparecendo da cidade a partir de meados da década de 70, mas por alguma razão este da Lapa foi preservado e está nesta praça até os dias de hoje. Apesar de antigo, encontra-se em boas condições e bem preservado, servindo de abrigo a passageiros que esperam sua condução no local.

Em seu interior, em uma das laterais, é possível observar uma placa da CMTC atestando não só a construção e a antiguidade do abrigo, como mostra a fotografia a seguir.

Clique na fotografia para ampliar.

Clique na fotografia para ampliar.

Uma peculiaridade, e que dá ainda mais charme ao antigo e curioso ponto de ônibus é o fato de que alguém com bastante criatividade resolveu colocar na parte interior do teto do abrigo um papel de parede decorativo, que dá a impressão de que você está sob o teto de uma capela ou algo do gênero, veja:

Quem terá sido o autor desta curiosa intervenção ?

Quem terá sido o autor desta curiosa intervenção ?

Como recentemente a Prefeitura de São Paulo começou a substituir os abrigos de ônibus por outros mais modernos, fica a questão no ar: Será que o ponto da Praça Cel. Cipriano de Morais será mantido ? Este abrigo de passageiros não é apenas mais um. É um sobrevivente vivo e funcional da história do transporte coletivo em nossa cidade. Faço um apelo para nossas autoridades: Vamos não só manter o abrigo como tombá-lo como parte da memória paulistana e da história da saudosa CMTC.

Abaixo, mais algumas fotos (clique na foto para ampliar o tamanho):

Duas épocas: O antigo abrigo e o moderno Edifício 360 graus ao fundo.

Duas épocas: O antigo abrigo e o moderno Edifício 360 graus ao fundo.

O abrigo visto por outro ângulo.

O abrigo visto por outro ângulo.

Atualização: 16/03/2015

Demorou um pouco, mas finalmente a recuperação do ponto de ônibus mais antigo de São Paulo chegou.

clique na foto para ampliar

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Após a veiculação inicial desta reportagem em 2013, o até então desconhecido ponto da Praça Coronel Cipriano transformou-se em centro de atenções, e sua preservação, já defendida por nós desde o princípio passou a ser prioridade, unindo inclusive moradores do bairro.

No início de 2015 a Prefeitura do Município de São Paulo providenciou a recuperação do ponto de ônibus, realizando trabalho que contou com a preparação e posterior pintura, deixando-o impecável e com uma pintura similar a quando estes pontos estavam em plena utilização em toda a cidade.

clique na foto para ampliar

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Não foi apenas a Vila Ipojuca que ganhou com esta iniciativa, mas toda a cidade de São Paulo. Um exemplo do mobiliário urbano de décadas atrás, completamente restaurado e, além disso, funcional. Servindo os munícipes da mesma maneira que sempre serviu, desde que foi concebido décadas atrás. Que dure para sempre.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Bruno Ribeiro 09/04/2013 at 15:35

    Sugiram o tombamento deste ponto de ônibus para o órgão competente da cidade. É totalmente legal que qualquer cidadão entre com um pedido de tombamento, desde que justificado. Vocês já fizeram uma boa justificativa aqui no site, basta procurar o CONDEPHAAT enquanto há tempo! Saiba mais como proceder: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/preservacao/index.php?p=430

    Reply
    • Cecilia 11/04/2013 at 16:03

      concordo

      Reply
      • vangreyheart 13/06/2013 at 21:46

        Totalmente de acordo também. Contem comigo ao menos para a colheita de assinaturas e divulgação. Algo já foi visto a esse respeito?

        Reply
  • Sandra Paduan 09/04/2013 at 15:50

    Esse abrigo é muitas vezes melhor do que os novos, que aliás já nascem velhos, devido à sua efemeridade na cidade. Quando nos damos conta, já foram substituídos…

    Reply
  • Rogerio 09/04/2013 at 16:43

    Uma das coisas que o cidadão paulistano não consegue entender ou explicar é a contínua mudança de nomes das empresas. A CMTC por exemplo, mudou para SPTrans sem uma justificativa convincente. A gloriosa Fepasa – que foi citada até em paródia da música ‘Trem das onze’ de Adoniram Brabosa – mudou para CPTM também sem qualquer motivo imperioso. Se ainda fosse viva estaria completando 42 anos! A Light mudou para Eletropaulo graças a uma jogada de marketing de um ex-governador. Agora chama-se AES Eletropaulo. A Comgás e a Sabesp no entanto, resistem bravamente.

    É só um pequeno exemplo. Mas é uma das razões das novas gerações não saberem o que significa ‘memória afetiva’ da cidade, além de ser um dos fatores que dificultam a formação da identidade paulistana ou contribuem para sua desconstrução.

    Reply
    • lucas 09/04/2013 at 17:58

      A Fepasa mudou para a CPTM como uma forma de ajudar a melhorar os serviços da CBTU quando esta foi estadualizada

      A Fepasa na realidade se extinguiu quando as ferrovias paulistas foram dadas a iniciativa privada e a CPTM foi criada simplesmente para operar o serviço suburbano/metropolitano sobre trilhos

      A CMTC morreu por problemas na gestão Maluf, lembro de um dos pátios na vila leopoldina (que ainda existe mas que agora serve/servia de estacionamento da CET) com vários onibus da CMTC em estado deploravel inclusive trolebus

      Reply
    • armando moreira dalle vedove 30/04/2015 at 11:31

      A SABESP JÁ FOI D.A.E E SAEC

      Reply
  • Henrique Lopes 09/04/2013 at 18:38

    Lamentavelmente,hoje em dia não seria possivel esse tipo de abrigo,pois serviria de moradia para Nóias e Mendingos ou de banheiro para os mesmos!!! ou então estaria todo depredado,pois os orgãos publicos não têm capacidade de cuidar do Patrimonio da Cidade!!!

    Reply
  • Alberto So 10/04/2013 at 02:17

    Não existe o museu do transporte em São Paulo? Deveriam preservar essa construção dentro de um museu. Assim a céu aberto, simplesmente vai acabando, acabando…se deteriorando…

    Reply
    • Eduardo Jardim 23/07/2013 at 00:50

      Existe sim, fica na av cureziro do sul proximo ao shop D, é pequeno mais tem um acervo legal de onibus, e ate alguns bondes… fica a dica.

      Reply
  • Maria Clara 10/04/2013 at 09:50

    Discordo! Nem toda arte tem de ir para o museu. A cidade precisa tirar o véu que encobre a história viva. Manter essa construção para que todos possam admirá-la cotodianamente é algo que não tem preço.

    Reply
    • Gilmar 25/02/2014 at 15:45

      Também acho, preservar a história e a população continuar usando este abrigo naturalmente, prefeitura juntamente com a comunidade preservando e fiscalizando!!

      Reply
    • Plínio 18/03/2015 at 19:29

      É isso. A melhor maneira de preservar um bem como esse é mantê-lo em uso, e não sepultá-lo em um museu.

      Reply
  • Luciana 10/04/2013 at 09:51

    Esta imagem é uma tentativa de reprodução dos afrescos da Capela Sistina. Muito legal!

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_Sistina

    Reply
  • valeria 10/04/2013 at 16:23

    Obrigada CMTC, oir ter construido algo para durar muitos anos e tambem promover a cultura artisca entre os passageiros. Hoje em dia o que se constroe nao e’ para durar decadas, principalmente se for para o povo.
    Tbem acho que esse abrigo deveria ser tombado , copiado e admirado.

    Reply
  • Ralph Giesbrecht 10/04/2013 at 21:08

    Quanto à obra, claro que é de Leonardo da Vinci. Ele esteve em São Paulo durante a chegada dos portugueses!

    Reply
  • Nilton Divino D’Addio 10/04/2013 at 21:41

    Lindo. Irei visitá-lo assim que puder.
    Sugiro uma matéria sobre o antigo ponto de bondes ainda existente na Praça João Mendes.

    Reply
  • HP Junior 13/04/2013 at 19:55

    O autor dos afrescos foi Michelangelo.

    Reply
  • Valter Pires 14/04/2013 at 23:43

    Como cobrador de ônibus e escritor, gostei e pretendo visitar esta relíquia arquitetônica. São Paulo é mesmo um universo de arte e cultura lutando contra a miséria da destruição por humanos. E esse site… bravo.

    Reply
  • André 18/04/2013 at 11:03

    Existe também um ponto de ônibus antigo na Praça Oscar da Silva x Rua Maria Cândida, ao lado do posto policial, na Vila Guilherme. Lá inclusive foi colocada uma réplica de um ponto de ônibus indicando uma linha que existia nos anos 60, não sei se era de bonde ou de ônibus, ligando a Vila Guilherme ao Vale do Anhangabaú.

    Reply
  • newber 18/04/2013 at 11:53

    O teto da capela sistina no ponto foi uma intervenção artística dos paulestinos e do coletivo casadalapa (que fica nas proximidades do ponto) e teve intenção de chamar atenção para essa relíquia perdida na cidade. Em tempos de novos pontos hightech queremos preservar esse como parte da história da cidade.

    Reply
  • sonia 23/04/2013 at 08:45

    Sugiro a manutenção desta relíquia. Preservar o antigo é muito bom!

    Reply
  • Ponto da Toneleros | Merda Velha 23/04/2013 at 21:43

    […] http://www.saopauloantiga.com.br/o-ponto-de-onibus-mais-antigo-de-sao-paulo/ […]

    Reply
  • Este é o ponto de ônibus mais antigo de São Paulo – Jalopnik Brasil 26/04/2013 at 13:10

    […] A enorme estrutura de metal, fixada no solo com massivos blocos de concreto, está na praça Coronel Cipriano de Morais, no bairro da Lapa. Foi construída pela CMTC (nota: lembrar disso é um atestado de alta quilometragem) no início da década de 1950 e, por alguma razão, não foi substituída pelas tralhas ditas mais modernas e continua funcionando. Veja um ponto similar nesta foto (do site São Paulo Antiga): […]

    Reply
  • Marisa Guimarães 03/05/2013 at 16:58

    Amei a história desse ponto. Espero que a sanha de destruição do que existe de belo em SP fique longe dele e que a população local o preserve.

    Reply
  • Rochelle Costi 06/05/2013 at 01:00

    O ponto de onibus da Praça João Mendes faz parte do mobiliario urbano projetado e construido na gestão de Prestes Maia (1938 a 1945). Restava outro na Praça Patriarca , mas foi “desaparecido” em 2002 , qdo a Praça foi remodelada e ali foi erguido um pórtico, projeto de Paulo Mendes da Rocha. Mais uma vez se destrói para construir encima. ..

    Reply
  • Jundesjundes Jundes 12/05/2013 at 19:22

    Iphan, Condephat e sei lá mais o quê, não passam de cabidões de empregos, cujos diretores sobem nos palanques e se pavoneiam em festas cheias de pompa. Logo depois, ninguém mais lembra o que precisa ser preservado, fica tudo as moscas e caindo aos pedaços. Nosso rico patrimonio histórico, aqui em Jundiaí, está se acabando, por inoperancia destes órgãos.

    Reply
  • Edna Costa 17/05/2013 at 14:54

    Adorei o post. Voltei à infância. Concordo com a colocação da Maria Clara, é uma obra de arte que tem que ser admirada no dia a dia.

    Reply
  • nivaldo bispo luz 31/05/2013 at 13:11

    Quantas saudade tempos bom que não volta nunca mais e criatividade desses arquitetos .

    Reply
  • Paulo Gil 02/06/2013 at 14:07

    Amigos, bom dia

    PARABÉNS a equipe que descobriu esse Monumento e parabéns pelo trabalho desenvolvido pelo site.

    Conheci o trabalho de vocês pelo Blog do Ponto de ônibus, o qual é um Blog específico sobre o Buzão
    o qual é elaborado pelo Sr. Adamo Bazani reporter da CBN especializado em transporte.

    Sou um comentarista ativo do Blog do Ponto de ônibus e pelo visto vou me ativar por aqui também

    Desde já, contem com minha assinatura para promover o tombamento desse Monumento

    Att,

    Paulo Gil

    Reply
  • juvenal moraes 25/06/2013 at 18:09

    adoro coisas antigas de sao paulo achei mravilhoso otrabalho de voces

    Reply
  • alexandra cristina b (@alebobbio56) 16/07/2013 at 12:45

    que não toquem nesta meigura de deus! parabéns por tê-la revelado a todos os envolvidos.
    obrigada!!

    Reply
  • Dolores mãe 31/03/2014 at 15:34

    Saudades muita saudades…tudo mudou

    Reply
  • Roberta 16/03/2015 at 20:45

    O teto também foi preservado? A foto não permite ver…

    Reply
  • Luiz Camargo Guedes 17/03/2015 at 01:10

    Ele está qui do lado, umas 5 ruas para baixo. Tenho boas historias e lembranças construídas nessa parada de ônibus. O primeiro ponto que me recordo. Minha mãe Guerreira certa vez me disse que o ponto era um ônibus quebrado, colocado ali para nós proteger da exposição do tempo, apenas para me fazer parar de chorar. Parei de chorar e fiquei a admirar o ponto que somente hoje, descubro ser uma rugosidade…

    Reply
  • Luis Cáudio 17/03/2015 at 09:02

    Na Vila Guilherme em São Paulo há um ponto de ônibus provavelmente dos anos 60 mas não é a cobertura mas somente o ponto que fica na Praça Oscar da Silva.

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2015 at 09:59

      Olá Luis,como vai ?
      Vá em “Imóveis Antigos” e “Vila Guilherme” e verá o ponto, que já abordamos aqui. Abraços.

      Reply
  • George André Savy 17/03/2015 at 11:07

    Excelente atitude do poder público em preservar mais um detalhe da história da capital. Quanto algumas questões levantadas sobre o fim da CMTC, todas ou quase todas as empresas públicas de transporte (geridas por prefeituras) acabaram por virar “cabide de emprego”, cheias de pessoas que nada entendem da área. Os mais antigos (que entendem) vão aposentando e deixando lugar para os mais novos, nem sempre devidamente capacitados, e que só querem grana. Coisa do Brasil, porque em Montevideo no Uruguai ainda existe uma empresa pública do porte da CMTC, chamada CUTCSA. Prova de que quando uma estatal é bem gerida, ela continua, atravessa anos.Outra curiosidade, a CMTC não ostentava em seus ônibus a inscrição “Prefeitura de São Paulo”, e poderia ter essa inscrição por ser gerida pela prefeitura. Hoje são empresas privadas que fazem o serviço na capital mas poucas pessoas sabem quais são, pois os nomes delas não aparecem nas laterais, ou se aparecem é em tamanho minúsculo ou nome de consórcio. O que aparece em tamanho gigante é “Prefeitura de São Paulo”, e isso leva a população a associar erroneamente como se fosse tudo estatal. Já existe o nome SP Trans nos veículos, que fiscaliza o transporte. Não é necessário nada além disso. Mas como sabemos, tudo aqui no país tem virado marketing político.

    Reply
  • Eliana 17/03/2015 at 15:47

    Não entendi, o por que do telhado ser pintado de vermelho?!!!!! Bem estranho!!

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2015 at 09:57

      Eliana, o bege e vermelho era a cor padrão da CMTC e dos postes na época em foi inaugurado.
      A pintura segue os padrões corretos de restauração.

      Reply
      • ulysses freire da paz jr 31/10/2018 at 10:21

        A CMTC, até fins dos anos 70 era bege e azul, com ônibus motor Scania, bancos estofados e muito mais confortáveis que os atuais, demandava somente meia hora de Santo Amaro até o Anhangabaú pela Washington Luiz, Moreira Guimarães e 23 de Maio, em uma época de raríssimos veículos em circulação. Os ônibus vermelhos iniciaram na gestão Quadros, com a implantação dos ônibus de 2 andares similares aos londrinos. A cor vermelha destes ônibus a partir de então decorre, todavia, de sua simpatia e estreita amizade com Fidel Castro.

        Reply
    • Beatriz Rivadavia 10/03/2016 at 13:03

      Talvez pq se usasse muito o vermelho como cor simbolo da Bandeira de SP

      Reply
  • Helio Pavan 17/03/2015 at 19:03

    O original tb era vermelho ou foi um detalhe escolhido “por acaso” pela prefeitura?

    Reply
    • Douglas Nascimento 18/03/2015 at 09:57

      Oi Helio!
      Esta cor bege e vermelho era o padrão da CMTC na época em que o poste foi inaugurado. Está certinho…

      Reply
  • Carlos 18/03/2015 at 16:00

    Eu morei por 25 anos em frente a esse ponto

    Reply
  • Mariusa 18/03/2015 at 23:30

    Moro quase em frente a esse ponto de ônibus e qdo vi o pessoal da prefeitura reformando, achei besteira. Agora, lendo a matéria e sabendo que ele é o último sobrevivente da década de 60, me emocionei pois, meu pai (já falecido) foi aposentado na CMTC por tempo de serviço, e isso, trouxe-me boas lembranças. Ele ficou muito mais bonito do que esses novos que a prefeitura fez, e toda vez que olhar para ele, lembrarei da minha infância e de meu pai. Saudades.

    Reply
  • marcia gilardino 19/03/2015 at 08:29

    muito bom…coisas assim devem ser preservadas

    Reply
  • Maria zuleica c barros Mordini 19/03/2015 at 19:41

    Nasci no bairro e assim que vi a foto e a matéria ja sabia onde era. Sempre que alí passo fico admirando a sua beleza e imponência.

    Reply
  • Sergio Massaro 23/03/2015 at 21:32

    Caro Douglas
    Adorei saber sobre tal ponto de ônibus !!!
    Na Cidade Universitária, entre os prédios da Escola Politécnica e do IPT, há dois pontos antigos (conheço-os desde os anos 1960 !!!), cada um de um lado da Av.Prof. Almeida Prado. Eles estão conservados, mas seu estado atual não é muito bom… Eu pensava que eles eram os mais antigos …Na vista de rua do Google dá para vê-los ! Parabens pelo site …

    Reply
  • Beto 02/05/2015 at 13:58

    Este ponto de onibus nao parece fazer parte do conjunto de pontos que foram instalados e que existiam nas decadas de 50/60/70, a que se faz mencao neste artigo. Eu conheci aqueles pontos antigos de onibus que aparecem na foto do vale do Anhangabau acima e que existiam por toda a cidade naquela epoca. Eles eram todos iguais em formato, possuiam o mesmo estilo e usavam os mesmos materiais. As colunas em V nao eram retangulares mas cilindricas e feitas de ferro fundido formando uma camada externa bem grossa e forte, e eram ocas por dentro. Lembro-me muito bem pois eu vivia batendo minhas maos nestas colunas para testar sua resistencia e ouvir o som que vinha de dentro destes tubos de ferro. Tenho um pouco de duvidas sobre este ponto que se parece com aqueles e nao sei se ele realmente eh daquela mesma epoca…

    Reply
  • Juliano 14/07/2015 at 11:49

    E uma honra meu Avó, quando chegou em São Paulo, vindo interior de sp, começou a trabalhar na antiga CMTC, em anos 60, entrou com cobrador, passou para motorista e se aposentou como Inspetor, 35 Anos de dedicação e honra, a qual sustentou 8 filhos em netos.Sr. João Ribeiro meu Avó grande guerreiro.

    Reply
  • JOSE CARLOS DE LIMA 27/11/2015 at 15:45

    Gente , a emoção de rever este ponto de onibus quase me fez chorar, a banca de jornais localizada na mesma praça ( ao lado do ponto ) foi meu segundo ” trabalho ” aos onze anos de idade ( 1961 ).Lembrar de quando , no trabalho , o onibus da CMTC parava no ponto e os passageiros , da janela do mesmo solicitavam um exemplar do ” Diario da Noite , da Gazeta Esportiva ou do Noticias Populares me fez viajar no tempo . Doces lembranças de um tempo que infelizmente nao voltará mais
    Jose Carlos de Lima hoje com 65 , na época morando na Vila Ida . Bom demais !!!!!

    Reply
  • Helena Dornelles 10/03/2016 at 09:21

    Infelizmente ele não é da década de 1960, essa é mais uma daquelas informações equivocadas que dominam a internet. Esse é um abrigo moderno, que apenas copia aproximadamente o estilo dos antigos abrigos dos pontos de ônibus e de bondes da São Paulo de antigamente. Trata-se apenas de uma estilização, quase um “mockup”. Note que ele é de concreto armado, com colunas não redondas, com a cobertura extremamente grossa e feita com um material que não tem nada a ver com os antigos, além dos blocos de apoio, que também são de concreto armado e muito maiores do que os originais. Basta pegar uma foto antiga, aonde aparece um abrigo daqueles temos, e comparar.

    Reply
    • Douglas Nascimento 10/03/2016 at 17:39

      Você está redondamente enganada Helena. O ponto é da época e é de ferro. Talvez a pintura nova dê esta sensação, mas é de ferro.
      Foram feitos vários estudos tanto de nossa parte como da própria prefeitura. Não colocaríamos uma pauta sem checar tudo.
      Acho que você é que precisa verifica suas informações equivocadas.

      Reply
      • newber 11/03/2016 at 11:35

        Realmente enganada, Helena. Ele provavelmente sofreu reformas, durante esse tempo,
        mas basta conversar com os moradores mais antigos da região para confirmar a época que o ponto foi construído.

        Reply
  • Beatriz Rivadavia 10/03/2016 at 13:31

    Não tenho como pesquisar agora, mas vejo que ha muitos idosos comentando e que devem lembrar dos pontos de onibus da Pca da Sé, João Mendes, Clovis Bevilaqua da decada de 50.Até ja vi há uns tempos, uma matéria sobre os da Pca da Sé, talvez no blog Quando a cidade era mais gentil, muito interessante para os saudosistas.
    Também lembro do Cemitério dos ônibus no Jabaquara.Fui até me certificar e tenho uma mini foto ( como eram na época) com meu irmao la.Meu avô paterno gostava de nos levar la.Pena que nao vejo como anexar aqui.
    Para os mais jovens: Creio que ate 55, as linhas de ônibus iam de um bairro para o ponto final no centro , ou “na cidade” como dizíamos.Entao surgiu o Grande Circular , acho q numero 305/307.Era um onibus muito maior do q os usuais, e creio q nao da CMTC.

    Reply
  • C arlos 10/03/2016 at 22:59

    Muito bacana realmente uma relíquia visto cada prefeito que entra tem a mania de trocar os abrigos para marcar a sua gestão

    Reply
  • Elsa 11/03/2016 at 16:09

    Parabens a todos que participaram dessa jornada, temos só que agradecer!!!

    Reply
  • carlosfatorelli 12/03/2016 at 09:43

    Em 2013 a empresa “Ótima” recebeu uma “ótima incumbência” de substituir antigos abrigos de concreto (não tão bonito quanto este da Lapa que não sei com escapou!) feitos por um prefeito que mandou fazer até “casamata” de telefone e base de lixeira em concreto por 6500 novos pontos, uns até com nome de coisa bruta “brutalista”, outros com lateral e cobertura de vidro que sem dúvida requererá manutenção constante pela fragilidade da estrutura. Além disso, serão instalados 12500 totens espalhados por São Paulo, onde os já instalados demonstram sinais de fragilidade e estão tortos só de encostar-se a eles. A concessão do uso desse espaço (uns possuem outdoor bonito, brilhante, mas não tem o itinerário dos ônibus, algo de suma importância para se locomover na cidade) terá durabilidade de 25 anos, sem contar que não sabemos o custo dessa implantação, que pelo jeito não deve ser barato e é uma “ótima” para quem detém empreitada!

    Reply
  • Rodinei Campos da Silveira 27/04/2017 at 16:33

    Lembro-me de ter visto, de pequeno, estes abrigos de ônibus na Praça da Sé e na Praça Clóvis na virada dos anos 60 pra 70, quando passava por ali com a minha saudosa mãe.
    Ela me contou, anos mais tarde, que esses abrigos eram conhecidos como “os abrigos do Jânio”, que foram implantados na década de 50 pelo então prefeito Jânio Quadros.
    .

    Reply
  • Sérgio 11/10/2018 at 19:23

    A galera nem saber quanto tempo esse ponto existe, não tem valor para a população no dia a dia, lindas fotos parabéns pelos textos.

    Reply
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