Quando encontramos alguma rua paulistana com resquícios de trilhos de bonde a nostalgia bate forte. Lembramos do tempo em que a cidade tinha o convívio entre três diferentes meios de transporte oferecidos pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a CMTC: bondes, trólebus e ônibus.

Em benefício de um progresso que até hoje é difícil de explicar os prefeitos da década de 60 passaram a pregar forte contra o serviço de bonde, alegando que os mesmos eram obsoletos e davam problemas demais, quando na verdade o problema era a péssima manutenção que deixava o serviço de bondes deficitário.

Antiga "cocheira dos bondes" na Av. Celso Garcia (clique para ampliar)

Antiga “cocheira dos bondes” na Av. Celso Garcia (clique para ampliar)

Indo na contramão de inúmeras grandes cidades do mundo, em 1968 a Prefeitura de São Paulo acabou definitivamente com o serviço de bondes na cidade, encerrando a última linha existente na capital, o bonde de Santo Amaro. Era o fim da linha de um serviço que funcionava desde o final do século 19, com os bondes de tração animal e desde os primeiros anos do século 20 com os bondes eletrificados, trazidos pela Light.

Hoje, 4 décadas depois do fim dos bondes em São Paulo, muita gente ainda se pergunta porque acabaram com um serviço que até hoje é largamente utilizado em algumas das principais cidades da Europa com bastante eficiência. A resposta está no despreparo de nossos políticos para lidar com transporte coletivo, em um país que prioriza há décadas o transporte individual.

Para celebrar os 460 Anos da Cidade de São Paulo e os 5 anos do São Paulo Antiga, que também faz aniversário hoje, apresentamos aos nossos leitores 4 fotos coloridas e inéditas dos antigos bondes da CMTC. São imagens de um acervo que adquirimos recentemente nos Estados Unidos e são nosso presente aos leitores.

Pelo Belém, rumo a Praça Clóvis em maio de 1963 (clique para ampliar).

Pelo Belém, rumo a Praça Clóvis em maio de 1963 – Autor desconhecido (clique para ampliar).

No centro, bonde para Vila Madalena (clique na foto para ampliar)

No centro, bonde para Vila Madalena – Autor: Allan H. Berner (clique para ampliar)

Um ponto final não identificado, em 1961 (clique na foto para ampliar)

Um ponto final não identificado, em 1961 – Autor: Randy Glucksman (clique para ampliar)

Uma das garagens de bonde. Seria a da Av. Celso Garcia ? (clique para ampliar).

Uma das garagens de bonde. Seria a da Av. Celso Garcia ? – Autor: Randy Glucksman (clique para ampliar).

São imagens raramente vistas em cores dos nossos antigos bondes. Deixamos aqui um desafio aos nossos leitores: Quem consegue identificar os locais exatos onde os bondes estão nas fotografias 1, 2 e 3 e quem identifica a garagem da última foto. Vamos agitar os comentários pessoal!

Bônus: 

No mesmo acervo que o São Paulo Antiga adquiriu, veio perdido um slide (infelizmente sem o nome do autor) de um dos nossos antigos trólebus que circularam em São Paulo até não muito tempo atrás.

A imagem, de 1985, mostra um ônibus elétrico da CMTC com destino ao Tucuruvi em plena Rua Mauá, ao lado da Estação da Luz. Observe que na época a Rua Mauá tinha um sentido oposto ao atual. Note também a propaganda do Shopping Center Norte na lateral do ônibus, o espaço de compras havia sido inaugurado em 1984.

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Antonio Marcos Pereira 25/01/2014 at 14:15

    Foto 1:Esta foto é na confluência da Av. Álvaro Ramos com a Rua Toledo Barbosa, no bairro do Belenzinho. Morava muito próximo na Av.Álvaro Ramos, pois meu pai tinha ali um armazém e mercearia, no qual os cobradores e motorneiros dos bondes da linha “24” faziam sua paradinha para seu lanche. Época fantástica!!!

    Reply
    • Jose Pontes 19/01/2017 at 08:58

      andei nesse bonde muitas vezes, na década de 60, funcionou até 1968.

      Reply
  • pagina12 25/01/2014 at 15:22

    Em primeiro lugar vale esclarecer que havia duas opções de bondes: o aberto e o camarão. Agora vamos ao teste.

    Foto 1: Av. Celso Garcia

    Foto: Alguma praça no bairro do Pari

    Foto: Garagem de bonde no Brás (em frente da Rua Caetano Pinto) onde na esquina com a Av. Celso Garcia existia a loja DUCAL.

    Viagem de trem para pescaria: Costumava nos anos 50 viajar com meu avô de bonde até Santo Amaro, iniciávamos a viagem num ponto próximo da Rua Tuiuti rumo a Praça Clovis, chegando à praça andávamos até a praça João Mendes, onde nas imediações tomávamos o bonde para Santo Amaro. Após chegar a Santo Amaro utilizávamos um ônibus tipo “jardineira” com destino à região das represas. Um detalhe é que até Santo Amaro os trilhos dos bondes eram a céu aberto, como dos trens, e a paisagem era de puro mato.

    Valeu o resgate de uma época.

    Reply
    • Regina 25/01/2014 at 19:25

      Me desculpe,tenho que fazer uma correção.A garagem dos bondes no Brás em frente a Ducal tinha uma de suas entradas na RUA JOSÉ de ALENCAR.Não posso esquecer,pois fiz o curso de Admissão nessa rua.A Rua Caetano Pinto é lá pros lados da Rua do Gasômetro.

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      • pagina12 26/01/2014 at 09:19

        Valeu a correção, a memória já falha um pouco sobre São Paulo, há trinta e sete anos fugi de São Paulo para o interior paulista já prevendo o caos. Mas jamais deixeis de amar a querida cidade.

        Reply
    • LUIZ 11/10/2015 at 11:56

      A FOTO DOS BONDES MISTURA FINA É DO ANTIGO LARGO SAO SEBASTIÃO EM SANTO AMARO.

      Reply
  • Luiz Henrique de Souza Alineri 25/01/2014 at 15:26

    Um felicíssimo aniversário à nossa querida São Paulo e muitos anos de vida ao São Paulo Antiga,que não tenho mais palavras para elogiar!
    A primeira foto foi tirada no Largo São José do Belém,em frente à igreja(rua Cajuru); a segunda está na Rua Da Consolação,também em frente à igreja(canto direito da foto).As outras duas não consegui identificar – a terceira pode ser um bairro e por isso mesmo muito difícil de precisar,e quanto à garagem,…não tenho a menor idéia!Abraços!

    Reply
  • alexandre mikó 25/01/2014 at 15:56

    FOTO NR 1 – AV. ALVARO RAMOS
    FOTO NR 2 RUA CONSOLAÇÃO ESQUINA AV. SÃO LUIZ, LOCALIZADO PELA LUMINARIA DE RUA CLASSICA
    FOTO NR 3 A LINHA 7 DO BONDE ERA O PENHA, ENTÃO ESTAÇÃO SERIA A DO BRAS, BONDES DA ZONA LESTE GERALMENTE FICAVAM NO BRAS, ZONA SUL E PAULISTA VILA MARIANA E ZONA OESTE ALAMEDA GLETE

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    • Frederico Westphal 27/01/2016 at 19:19

      bondes da zona sul ficavam na garagem da rua Domingos de Morais, ao lado da Padaria ABC

      Reply
  • Antonio Carlos Thome 25/01/2014 at 16:31

    Eu tive a honra de andar de bonde em Sao Paulo quando eu era crianca

    Reply
  • Juan Antonio Pérez Pujante 25/01/2014 at 16:38

    Douglas, parabéns por mais essas fotos. Por alguns anos peguei o bonde que vinha da Penha ou Brás para a Praça da Sé e depois de lá para o Hospital das Clínicas, se não me falha a memória eu o pegava em frente ao Teatro Municipal. Lembro, também que havia uma garagem no Largo Ana Rosa, onde está hoje a estação do Metrô.
    Abraços.

    Reply
    • Marco Palmeira 30/01/2014 at 18:56

      Juan, a garagem do bonde ficava no quadrilátero formado pela Rua Domingos de Moraes, Pça. Teodoro de Carvalho e Rua Vergueiro, altura do 2.850, hoje prédio abandonado aparentemente um posto de gasolina fechado e tapumes do Metro. Eu residia na Rua Cunha nº 97, travessa da Domingos de Moraes, onde o bonde da linha da Lapa, iniciava o retorno, passava pela.Rua Mairinque e fazia o ponto final na rua Dr. Diogo de Faria, na porta da Padaria SP. Como não cobravam bilhete neste percurso, eu esperava o bonde para ir comprar pão na padaria SP. Voltava a pé…

      Reply
      • marion saraiva 11/02/2014 at 01:40

        exatamente isso, meu noivo na época, depois meu marido, morava na rua Mairinque……muito bom relembrar.

        Reply
    • Flavio José da Rocha 24/03/2014 at 10:49

      Caro Juari, no Largo Ana Rosa, nunca houve “garagem” de bondes!!! De fato, a “estação” era alí perto…talvez uns 300/400mts. continuando pela rua Domingos de Morais…

      Reply
  • MARGARIDA STORTI 25/01/2014 at 17:53

    parece o ponto final no LARGO DE PINHEIROS

    Reply
  • MIRIAN FIUZA 25/01/2014 at 18:53

    NOSSA QUE LEMBRANÇA BOA! O BONDE QUE EU ANDAVA VINHA DO CENTRO DESCIA A RUA CATUMBI! ERA BOM DEMAIS! ANTIGAMENTE LARGO DA CONCORDIA TINHA POSTO DE SAUDE E EU COM 11 ANOS IA DE BONDE NO POSTO! SAUDADES BOA! ALEGRIAS MIL!

    Reply
    • heitor felippe 11/03/2015 at 20:17

      Mirian, o bonde que voce andava era o 34 – Vila Maria. Voce tem algum parentesco com a Casa Fiuza de eletricidade?

      Reply
      • Waldemar Estima 12/03/2015 at 22:12

        Eu cansei de ir ao posto de saúde do Largo da Concórdia. Lá também tinha o Teatro Colombo, O Clube Minas Gerais. Ia de bonde do Canindé, onde morava até lá .O bonde era o 51 Rubíno de Oliveira. Saudades .

        Reply
  • Guilherme Negraes Jr. 25/01/2014 at 20:01

    A foto 2 pode ser o retorno que havia np largo São Sebastião, abaixo do largo 13
    Guilherme Negraes Jr.

    Reply
  • Ana Afonso 25/01/2014 at 20:43

    Morei numa casa da Rua Purpurina onde o bonde Vila Madalena fazia ponto. Foto de 1964, parcial do bonde ao fundo. http://parafalardasflores.files.wordpress.com/2014/01/fotinho.gif?w=329

    Reply
    • MARGARIDA STORTI 10/03/2014 at 16:10

      lembro quando o bonde chegava só na FRADIQUE COUTINHO e voltava para a cidade

      Reply
  • Ernani 25/01/2014 at 21:16

    Foi um crime acabarem com os bondes. Eles foram comprados com o dinheiro do povo e se formos analisar duraram muito poucos anos servindo a população de São Paulo.
    Poderiam ter deixado algumas linhas, uma delas a 101 Santo Amaro. Outros paises de primeiro mundo conservam até hoje esse tipo de transporte. Aqui no Brasil eles foram destruidos, A madeira servia para os funcionários esquentarem suas marmitas. E as ferragens vendidas como sucata.
    Restou alguns que estão no museu do transporte da CMTC.
    Outros também apodreceram no tempo em parques.

    Reply
  • Hamilton 25/01/2014 at 21:39

    Quem mora ou morou no bairro do Belém, sabe que a foto do bonde 165 (linha 24) está em seu ponto inicial na Avenida Alvaro Ramos na esquina com a Rua Toledo Barbosa (nesta esquina tinha um borracheiro, ao lado do borracheiro havia um posto de gasolina, e do outro lado uma loja que vendia bateria para carros e caminhões).
    Andei muito nesta bonde para ir até a Praça Clóvis.
    Quando este bonde chegava neste local, vindo do centro, o terminal elétrico (haste metálica) era colocado na posição que está na foto para dar início a sua viagem reparem que o “motorneiro” (que fazia o bonde se locomover) está com um ferro na mão para arrumar o desvio do trilho, este ferro parecia um “pé de cabra” e servia somente para fazer este desvio.

    Reply
    • Antonio Marcos Pereira 26/01/2014 at 14:15

      Isso mesmo Hamilton!!! Estou vendo nas respostas posteriores a minha minha confusão quanto ao local certo do ponto final da linha “24”. Valeu, pois nasci e viví vendo esses bondes chegarem e partirem daquela esquina. Forte abraço.

      Reply
    • Carlos Bruni 16/02/2014 at 21:27

      É verdade, Hamilton. O bonde Belém passou a retornar daí (esquina da rua Toledo Barbosa), quando a linha da EFCB foi eletrificada. Como a rede aérea do bonde não podia cruzar as linhas do trem por causa das voltagens diferentes, ele passou a fazer o retorno a partir desse local mostrado na foto. Antes, o bonde subia a av. um pouco mais, até a esquina da rua Serra da Bocaina, onde havia o chamado “balão”, e ele retornava daí. Peguei o bonde muitas vezes nesse lugar.

      Reply
      • Carlos Bruni 16/02/2014 at 21:35

        Complementando: as porteiras da av. Álvaro Ramos sempre foram abertas. Só fecharam definitivamente, quando começou a implantação da linha leste do metrô. Ali mesmo, foi construída a estação Belém, bem depois da demolição da Estação Clemente Falcão (Quarta Parada), da EFCB.

        Reply
        • Ronaldo Schutz 11/12/2014 at 18:15

          Eu estudava no Externato S. José do Belém e pegava o 24 na Rua Belém, e descia, para ir para casa, exatamente alí. Na foto, o motorneiro se prepara para inverter o sentido da marcha do bonde, desviando-o para a linha do outro lado. A ligação da catenária já está feita, e os bancos possivelmente já estariam com os encostos “virados”. Mais ou menos em frente ficava o meu dentista, dr. Cecílio. Uma vez, aproveitando que as porteiras estavam fechadas e o transito parado, resolvi andar de bicicleta nessa linha, para ver como era… andei uns poucos metros e levei um tremendo dum tombo!

          Reply
          • Waldemar Estima 11/12/2014 at 19:08

            Eu pulava do bonde Canindé/São Bento, pra não pagar a passagem. Um dia o cobrador, um portugues que nós chamávamos de Manéquinho, pulou atrás de mim, me pegou pela orelha e me fez pagar. Saudades deste tempo, em que éramos felizes e não sabíamos. Acabaram com os bondes (os militares) porque se venderam pras montadoras de ônibus e caminhões, pras refinarias de petróleo (shell, Esso, Gulf, Texaco, Atlantic etc..

  • Antonio João Pereira 25/01/2014 at 22:51

    Douglas que lindo Maravilhoso, ver tudo Isso Novamente que legal goste!

    Reply
  • josé carlos zangeronimo 26/01/2014 at 09:35

    a primeira vez que fui ate a Capital, a cidade de São Paulo eu tinha por volta de 10 anos de idade, e andei de bonde, foi uma emoção muito grande, saudades daquele tempo.

    Reply
  • marion saraiva 26/01/2014 at 10:15

    A praça parece-me ser a PÇA. DA ÁRVORE. Antes do metrô, claro

    Reply
  • Pedro Reis 26/01/2014 at 14:11

    Foto 1: Vou acompanhar o voto da Álvaro Ramos, mas vou arriscar que a rua que atravessa é a Herval, por causa dos prédios e da profundidade da Alvaro Ramos e também pelo furgão do Café Moka que está retornando para a torrefação que ficava entre a Herval e a Toledo Barbosa. Vale lembrar que a Álvaro Ramos com Toledo sempre foi fechada aos carros pela linha férrea e depois do advento do Metrô ganhou um muro e o quarteirão sempre foi muito curto.

    Foto 2 Rua Martins Fontes na altura do cruzamento da São Luiz com Consolação e Xavier de Toledo (viaduto 9 de Julho)

    Foto 3: É uma praça próxima ao centro, por causa do tipo de luminária da rua, mais simples que a do Centro e mais sofisticada que a dos bairros. Pode ser Mooca, Lgo da Concordia (a mais parecida)

    Foto 4: Não cheguei a ver as garagens Glete e Vila Mariana, mas o visual dessa é muito parecido com a do Brás, Profundidade e janelas na lateral direita (Rua José de Alencar) e iluminação natural ao fundo. A garagem do Brás só era coberta no centro do terreno.

    E vamos ao debate!

    Reply
    • Pedro Reis 26/01/2014 at 14:29

      Aliás, complementando a foto número 3 é um acidente entre os bondes. Notem que o do meio está sem parabrisa e com o farol caído. E os motorneiros conversando ao redor.

      Reply
    • marion saraiva 11/02/2014 at 01:43

      a foto 3 é na PRAÇA DA ÁRVORE.

      Reply
  • Jorge Zacharias 27/01/2014 at 01:56

    Excelente reportagem, homenagem e fotos de nossos queridos bondes. Muito bom também saber que tanta gente ainda se lembra e apoiaria o retorno dos bondes, no estilo VLT em São Paulo. Na foto 3 vemos o bonde da linha Vila Madalena, andei muito neste bonde, passava em frente de casa. Na terceira foto, se não me engano é o balão do Largo de Pinheiros, sempre íamos às compras ou no centro ou em Pinheiros, com a mesma linha de bondes, o 29. Em meio a tantos movimentos e petições públicas vamos organizar um movimento pela volta dos bondes para melhorar nosso transporte público? Abraço a todos.

    Reply
  • Claudio Moreira dos Santos 27/01/2014 at 11:59

    Na minha opinião o fim dos bondes e dos tróleibus na cidade de São Paulo tem a mesma origem que precariedade das ferrovias por todo Brasil: tudo isso acontece porque não existe nenhuma grande multinacional por trás desses negócios no nosso país. Com a classe política extremamente “volúvel” que temos, decisões tão importantes como estas são tomadas com a devida “supervisão” de lobbys poderosos. Considere um carro e as partes que o compõe, um caminhão e suas partes também, e veja quantas multinacionais estão envolvidas neste processo. Já o nosso “trenzinho caipira”, vai de mal à pior…. O que eu digo é tão verdadeiro que veja você o caso do metrô de São Paulo – um negócio que envolve milhões e sim, empresas multinacionais. O que vemos hoje nos jornais ? Um dos maiores escândalos de corrupção do governo paulista. Sem novidades.

    Reply
  • Ricartdo Sarab 27/01/2014 at 23:10

    Excelentes fotos!. Ative-me aos detalhes da foto do bonde 165: acima dele lê-se Escola Atlântica, que tinha cursos profissionalizantes de rádio / televisão. etc. Alguém se lembra dessa escola e sua localização? Eu não. Até pesquisei no google, mas nada.

    Reply
  • joanna rizzo aguilar 28/01/2014 at 22:51

    eu sempre desde pequena era o BONDE BOSQUE …..saia da joão mendes …seguia a vergueiro ..domingos de morais ..praça da arvore e av bosque…..as vz tinha o bondinho atras que chamavamos de REBOQUE….

    Reply
  • Alexandre Fontana 05/02/2014 at 12:26

    Achei o máximo a foto do trólebus ao lado da Estação da Luz, ainda mais que ele fazia a linha do Tucuruvi. Eu morava (e moro até hoje) no ponto final dessa linha, andei muito neles desde o tempo em que saiam da Av.Casper Libero tanto qto. no tempo em que eles passaram a ir até a USP. Uma pena que os elétricos deixaram de circular na Zona Norte, havia tb. os que iam para o Mandaqui, Santa Terezinha e Parque Peruche.

    Reply
  • marion saraiva 11/02/2014 at 01:36

    a praça não identificada é a PÇA DA ÁRVORE, antes do metrô.

    Reply
  • Carlos Bruni 16/02/2014 at 21:32

    Aquele bonde Gilda devia estar na garagem do Brás, pois ostenta o número 7, que era a linha da Penha.

    Reply
  • Igor Nascimento 21/02/2014 at 02:48

    É incrível como desde lá atrás a política pública brasileira (de modo geral) se mostra despreparada para atender aos interesses populares.
    É uma pena tbm a falta de educação do povo atualmente. Não cuidam do que é nosso e badernas “ficam por isso mesmo”.

    Reply
  • jair asbahr 31/03/2014 at 12:33

    A terceira foto refere-se ao largo do belem em frente na saida para a rua cajuru. Estudei no Grupo Escolar Eduardo Prado que fica no mesmo largo do belem, onde me formei e fui para o ginásio em pirapora do bom jesus com os premonstratenses. Saia da Pça João Mendes e ai para Santo Amaro. Eram chamados de camarões os bondes fechado para santo amaro porque, os trilhos eram a ceu aberto e mato pra todos os lados, exceto, no broklin que a se via sua urbanização ao lardo da estrada, cerca de 150 dos trilhos. ///////////////////////////////////////////////// jair asbahr

    Reply
    • Carlos Bruni 19/04/2014 at 18:11

      Jair, o Grupo Escolar a que você se refere, no Largo São José do Belém, é o Amadeu Amaral. Estudei lá;

      Reply
  • joão batista braghin 04/04/2014 at 20:40

    A terceira foto do sr RANDY GLICKSMAN,ao que me parece ser é o largo São Sebastião em Santo Amaro, bem ao fundo da foto é a Alameda Santo Amaro em 1961!!!!!

    Reply
  • William 07/04/2014 at 20:00

    No ano de 1987, oprefeito janio quadros tentou os bondes de volta.

    Reply
  • Nelio Nelson Gonçalves 27/04/2014 at 15:09

    Eu tive o grande prazer de ser um assiduo usuario de bonde em Sao Paulo e e muito triste o que os nossos governantes fizeram acabando com esse meio de transporte. Quando era crianca, eu vivia na rua Assembleia esquina com rua Asdrubal do Nascimento e meus pais estavam pensando em se mudar com meus tios no Jardim Paulista e minha mae me inscreveu na Escola Madre Maria Eugenia, no mesmo lote do Colegio Assumpcao e depois so mudaram um ano mais tarde. A nossa salvacao foi o bonde 40 que saia da nossa rua, seguia pela Assembleia, Jaceguay, Brigadeiro, Paulista e descia a Augusta. Para uma crianca que tinha chegado recent do interior tudo aquilo era maravilhoso e fiquei triste qdo finalmente mudamos para a rua Batatais. Qdo estava no quinto ano primario o querido bonde retornou a minha vida, desta vez saindo da Praca Joao Mendes com destino ao Ipiranga onde fui estudar no Colegio Estadual e Escola Normal Alexandre de Gusmao. Passava pelo Cambuci, Av. Dom Pedro, rua Tabor e Bom Pastor. Boas lembrancas…

    Reply
  • mazinhoestima@ig.com.br 30/04/2014 at 19:02

    A grande verdade meus amigos, é que tudo começou com o golpe de 1964, quando a milicada tomou o poder a mando dos EUA (que cheqaram a colocar Navios de guerra na baía da Guanabara) .O cálculo feito pelo senhor Roberto Campos (conhecido como BOB FIELDS) era assim:Um trilho de bonde ou de trem dura em torno de 20 anos,o asfalto de ruas e estradas, precisam de manutenção periódicas, pois o asfalto que é feito de petróleo, desgasta com facilidade, um pneu de ônibus ou de caminhão, 3 mêses.uma roda de bonde ou trem, 20 anos, Com energia elétrica, a SHELL, ESSO, ATLANTIC, TEXACO,NÃO VENDERIAM COMBUSTIVEIS. A FORD, GENERAL MOTORS, MERCEDES ETC. NÃO VENDERIAM CAMINHÕES, ÔNIBUS, AUTOMOVEIS ETC. a milicada por intermédio dos civís corruptos, LAUDO NATEL, ACM, BOB FIELD, DELFIM NETO, MANGABEIRA, MAGALHÃES PINTO ETC. receberam muito dinheiro.
    ..

    Reply
  • Edivan Pereira do vale 03/05/2014 at 16:54

    Infelizmente, vemos acontecendo a mesma coisa com os trólebus, por falta de visão administrativa de nossos governantes vemos vária linhas sendo desativadas, moro em Santo Amaro, onde hoje se constrói uma linha de Metrô à custos altíssimos, tínhamos uma linha de bonde, bastava ser modernizada, mas jogamos no “lixo” em 1968, mais recentemente tínhamos uma linha de trólebus que teve o mesmo fim, espero um dia que os “elétricos” voltem à Sto. Amaro, mas não nessa gestão, porque pra mim ficou claro que pessoal não gosta de veículos não poluentes !

    Reply
  • mazinhoestima@ig.com.br 03/05/2014 at 17:51

    O problema maior de terem tirado os bondes do Brasil todo e não só de São Paulo, foi porque os milicos que golpearam o país em 1964, estava comprometidos com as multinacionais de veículos, combustiveis e derivados.O crápula Roberto Campos (conhecido por Bob Fields), já havia feito um plano comparativo de valôres e duração dos veículos. Por exemplo : Uma locomotiva puxa 54 vagões de 100 toneladas cada um, sabe quantos caminhões seria preciso para carregar essa carga toda ? 180 caminhões.Um trilho de trem ou bonde, dura em torno de 15 anos, o asfalto de estradas ou ruas, 6 mêses. Uma roda de trem ou ônibus, dura em torno de 15 anos, um pneu de caminhão ou ônibus, 3 mêses. A FORD, A G.M. A MERCEDES, A FIAT, A GOOD YEAR, A FIRESTONE, A PIRELLI ETC.. CAIRAM MATANDO, JÁ QUE PROMOVERAM FINANCEIRAMENTE O GOLPE, E EXIGIRAM O TERMINO DOS TRANSPORTES FERROVIARIOS EM GERAL. EM SÃO PAULO, QUEM TERMINOU COM TUDO, FOI O CRÁPULA/BANQUEIRO LAUDO NATEL, QUE SUBSTITUÍU O ADHEMAR DE BARROS.

    Reply
  • João Ayrton Lambiase 28/06/2014 at 19:53

    O bonde marcou minha infância, bons tempos que, com 11 anos + ou -, quando o cobrador se aproximava, eu saltava do corro da frente para o reboque e vice e versa, saudades.

    Reply
  • Leandro 07/07/2014 at 19:34

    O epoca boa da cmtc

    Reply
  • ANTONIO CARLOS COLNAGHI 11/07/2014 at 21:47

    Acho que a última foto do “Gilda” não é na Celso Garcia, pois eles jamais foram para a Zona Leste.

    Reply
  • waldemar estima 14/07/2014 at 21:02

    No comentário de mazinhoestima@ig.com.br, onde se duração de rodas, onde está escrito trens ou ônibus, leia-se trens ou bondes. grato

    Reply
  • Renato Marques 19/07/2014 at 19:25

    Eu tinha 10 anos e minha irmã morava em S.Paulo, Rua Cardoso de Almeida Perdizes. O bonde era o 19, mas nessa linha não eram utilizados os Gilda. Eram fechados, porém de outro modelo. A rua tem uma grande subida, e ainda lembro do barulho que eles faziam para subir, e descer.Época de ouro dos bondes de S.Paulo, +- 1957..

    Reply
  • Emerson de Faria 10/08/2014 at 15:08

    Belíssima matéria, Douglas, e permita-me acrescentar, não é só com o transporte coletivo que os nossos políticos estão despreparados, eles estão despreparados para lidar com a máquina pública em geral, não têm a menor vocação para lidar com a coisa pública. Um exemplo clássico é o da construção do metrô, cujo primeiro projeto data do longínquo ano de 1888, e foi empurrado com a barriga até não mais poder, até que finalmente em 1969 começou-se a sua construção. Ou seja, a odisseia de se construir o metrô em São Paulo, além de um problema crônico, também é secular.

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  • Emerson de Faria 10/08/2014 at 15:35

    Quando nasci, os bondes já não mais circulavam, mas aquela última foto, do antigo trólebus da CMTC, me trouxe saudade, pois na minha infância morava no bairro da Água Rasa e quando íamos ao centro ou à casa de meu tio na Vila Formosa, pegávamos ele na Avenida Regente Feijó, quase esquina com a Anália Franco, e já na minha adolescência usava-o quase todos os dias, pois era office-boy e frequentemente ia aos Jardins numa linha que subia pela Martins Fontes, Augusta, cruzava a Paulista e descia pela Rua Colômbia, quando o motorista embalava e ônibus chacoalhava de tal maneira que parecia que ia desmontar por inteiro. E o interior, com suas luminárias coloridas em forma de disco voador, verdes, brancas, amarelas, roxas? Se pendurassem um globo de vidro no meio do corredor dava até para fazer uma rave! O som do motor era um clássico, parecia estar gemendo, você andava pela rua, ouvia aquele som ao longe, parecia que uma ambulância ou viatura da polícia ia passar por você, e era na verdade ele. O modelo da foto se não me engano é um GMC-ODC, originalmente diesel, convertido para trólebus com material elétrico Siemens ou Villares, nas oficinas da CMTC, inclusive sobre o vidro traseiro havia um letreiro como o itinerário da frente, em que se lia Trólebus Nacional Fabricado Pela CMTC.

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  • Roberto Reis 10/11/2014 at 00:46

    Vi um bonde em exposição em Santos, verdade que é uma pena que não existam mais!

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  • EDGAR TOLENTINO RODRIGUES 04/12/2014 at 17:35

    embarquei muitas vezes nos bondes de salvador e de sao paulo todos os dias pegava o bonde vila madalena praça ramos e tambem largo de pinheiros praça ramos e para completar trabalhei na saudosa cmtc pura nostalgia

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  • João Marcos Carvalho 09/05/2015 at 19:26

    O bonde fez parte da minha vida até os doze anos de idade. Morei na Penha e, quando precisava de tratamento médico, costumava ser levado pelos meus pais à Caixa Beneficente da velha Guarda Civil estadual (1926-1970). Para chegar lá (rua Domingos de Morais, na Vila Mariana) pegava a linha Penha-Praça Clóvis. E de lá, a pé, seguia até a praça João Mendes, onde embarcava no “Vila Mariana”. É uma SP cada vez mais distante em minha memória.

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  • Waldemar Estima 11/05/2015 at 12:06

    Porque as nossas “autoridades”, já que fazem corredores de ônibus, porque não colocam trilhos de bondes ? Economizariam combustíveis além de diminuir tremendamente a poluição da cidade. Alem do mais, os bondes (médios ) levam mais passageiros que os ônibus. Um bonde puxando seu reboque, levaria muito mais passageiros que os ônibus articulados.Mas temos um grande problema. Chama-se CORRUPÇÃO.

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  • Carlos Silva 11/05/2015 at 17:40

    Obrigado por essas fotos maravilhosa que me levaram aos tempos de criança quando meu pai me levava para o centro nesses bondes da foto 3 que saia do antigo Lgo. São Sebastião, hoje Pça Boneville ate a PçA João Mendes era uma viagem de quase 2hs mas eu me deliciava

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  • Waldemar Estima 12/05/2015 at 19:15

    A foto do bonde CAMARÃO GILDA, é da estação Alameda Glete. Dali partiam os bonde para a zona oeste e

    principalmente para a Av.Angélica , Rua Augusta, Av Paulista etc…

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  • ariovaldo 22/05/2015 at 20:52

    aqui em SANTOS tem diversos bondes turístico,inclusive um com reboque,e outro com uma história interessante.O bonde que estava no memorial do imigrantes,na MOÓCA, era de SANTOS foi para S. PAULO e não sei o porque ,deixaram o bonde do lado de fora na rua,a ação de vândalos,e a sorte de tudo que é ruim.Antes que acabasse o mandaram de volta a SANTOS esta passando por restauração,e logo vai estar rodando no CENTRO HISTÓRICO, nasci na PENHA sp e a foto n ° 3 me parece o balão de retorno da penha,defronte ao antigo restaurante a Brasileira,do outro lado o colégio Santos Dumont ,um abraço a todos aqueles que preservam a história. ( Ari praia grande sp )

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  • Renato Marques 24/05/2015 at 11:41

    Oi, Ariovaldo. Realmente, um bonde de Santos o 36, aberto, foi para São Paulo. Acabou
    na Hospedaria dos Imigrantes,em 2002, onde – acreditem – foi colocado nele um motor de automóvel.
    Percorria a Rua Visconde de Parnaíba, entre a Estação Bresser e a Hospedaria. num pequeno
    passeio para os visitantes daquele local.Veio totalmente desfigurado e quebrado.No momento ele
    não está na pauta de restaurações.A próxima reforma vai ser a do Gilda, que será´transformado
    em salão de festas, rodando na linha turística, que conta com 8 bondes. Existe até um bonde italiano
    que foi transformado em ” bonde do café “. É fechado, climatizado, e o passageiro pode saborear o
    legítimo café tipo Santos-exportação durante o passeio sentado em confortáveis mesas. Nossos
    bondes são verdadeiro show, de terça a domingo, das 11,oo hs. `as 17,oo hs Vale mesmo a pena…
    Abraços.

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  • AIRTON LUIZ DE SOUZA 12/08/2015 at 19:24

    Só não entendi quando disseram que os bondes para Santo Amaro tinha os trilhos a céu aberto, pois pelo que eu saiba todos os bondes trafegam em trilhos a céu aberto, ou estou enganado?

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  • CLÊNIO CALDAS 20/12/2015 at 14:29

    Alguém possui fotos dos bondes fabricados pela CMTC aqui em São Paulo cujo exemplar mais famoso foi cognominado de “Nove de Julho”? Houve mais alguns outros comemorando datas importantes mas não me recordo. Caso haja resposta positiva ou alguma informação relevante, por favor contate-me no e-mail clenio.caldas@gmail.com. Muito grato!

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  • GENÁDIO EVALDO DOS SANTOS 04/03/2016 at 18:12

    ME LEMBRO QUANDO O PREFEITO FARIA LIMA ACABOU COM OS BONDES. EU ESTUDAVA NO GRUPO ESCOLAR SANTOS DUMONT. SAUDADES DA PENHA, DO BONDE E DE TUDO MAIS. ABRAÇOS SÃO PAULO. ABRAÇOS PENHA.

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  • Pedro de Oliveira 06/06/2016 at 18:23

    A garagem da foto é sim a garagem do Brás.
    Após a desativação ela serviu aos trólebus e ainda hoje serve de garagem para ônibus movidos a diesel.
    Eu fui funcionário do Consórcio Plus, atual concessionário da garagem, por 5 anos e meio e trabalhei na unidade Brás por um ano. Então posso afirmar que se trata sim da garagem do Brás.
    Nos fundos da garagem, quando o pavimento está gasto, é possível ver trechos de trilhos.

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    • VANESSA 15/11/2016 at 14:37

      Boa tarde, meu nome é vanessa estou no ultimo semestre de arquitetura meu trabalho de conclusão de curso é nesta garagem eu já visitei o local mas não vi esses trilhos. você teria fotos desse piso onde da para ver os trilhos?

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      • C Pedro de Oliveira 16/11/2016 at 10:24

        Vanessa, infelizmente só dá para enxergar os trilhos quando o asfalto está bem desgastado

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  • Francisco A. Medeiros Fº 10/07/2017 at 09:47

    Iniciei na CMTC em 06/1957 como mensageiro. Trabalhei na Av. Celso Garcia 158, 2º andar, durante 9 anos. Meu Departamento era S/DB (Superintendência Divisão de Bondes). Setor esse que fazia a manutenção dos Equipamentos Mecânicos, Elétricos (enrolamento de motores) e a Secção de Reforma de Bondes (Secção Araguaia). Como mensageiro (garoto de 14 anos), percorria todos os Setores Administrativo da companhia (Centro, Agua Branca, Lapa (Guaicurus). Na foto acima me diz que o bonde 1849 (Centex) pertencia a Estação 1ª (Glete). Na Estação 2ª estavam os bondes abertos e Camarões. Na Estação 3ª também eram os bondes camarões. Saí da CMTC em 02/1974, quando trabalhava no Setor de Contabilidade (Rua Augusta 101 – 1º andar) no DCO/CD, Secção de Descontos em Folha de Pagamento. Abraços – 07/2017.

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  • Carlos Fatorelli 08/08/2017 at 18:39

    Um ponto final não identificado, em 1961 – Autor: Randy Glucksman é muito provavelmente o antigo Largo São Sebastião (Atual Boneville), em Santo Amaro)

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  • Brasilina Floriano Pereira Neta 15/04/2018 at 18:12

    Meu pai trabalhou nos bondes.
    Jerónimo Floriano Pereira.

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