Grande São Paulo

Palacete e Edifício Conde de Prates

Comments (27)
  1. Muito bom seu texto, Douglas, parabéns. Como jornalista que sou, admiro demais seu trabalho. Tem fotos dessa mansão onde vivia o Conde Prates, na atual Avenida Rio Branco?

    1. Angelica Prates disse:

      Estou muito feliz em conhecer uma parte da historia dos Prates. Quero descobrir mais sobre a minha descendencia!!!

      1. Luiz Henrique disse:

        Ascendência, ascendência…

  2. Luiz Henrique disse:

    Eu pensava mesmo que um dos palacetes Prates tinha servido de residência para o conde e sua família.

  3. Ricardo Cassolatto disse:

    belo registro

  4. Cybelle disse:

    Acho interessante essa mudança de padrão, de “imaginário” : se o ideal antes era reproduzir aqui uma cidade européia, o modelo passa a ser o das cidades “modernas” estadunidenses : Nova York, Chicago, etc.

  5. Acho uma infelicidade enorme não termos mais esses belíssimos palacetes. Em qualquer cidade importante no mundo, o centro é uma região muito valorizada e suas construções históricas bem preservadas, menos em São Paulo, que conseguiu a façanha de tornar nossa região central um reduto de moradores de rua, usuários de drogas, comércios de produtos piratas e tudo mais o que se permitir de degradante. Como eu queria poder passear por um local como o da terceira imagem nos dias de hoje. Mas não, só nos resta estes espigões quadrados, sem beleza estética alguma, e os poucos exemplares das belas construções do início do século passado caindo aos pedaços. É lamentável, realmente uma pena, tenho 28 anos e não pude conhecer como minha cidade já foi bonita e imponente. Quem perde é a história.

    1. Leandro Belaz disse:

      Concordo com você Fernando. Muito triste isso! Infelizmente o povo brasileiro, bem como, nossos governantes não têm o menor apego pela nossa história arquitetônica. É uma pena. Pois Buenos Aires ainda preserva toda sua arquitetura passada e é assim uma cidade muito bela nesse sentido, conhecida como a “Paris Sul-Americana”. Vendo nossas fotos antigas, SP do início do século passado seria bem mais bela que a capital portenha se tivéssemos respeito por nossa história.

  6. O Anhangabaú nessa época parecia um parque de uma cidade parisiense. Imagina os palacetes fossem mantidos no Anhangabaú de hoje. Ficariam perfeitos. O grande problema é que, certamente, estariam pichados e rodeados de moradores de rua, mas de qualquer maneira seriam muito modernos, porque hoje construções como aquelas são consideradas modernas.

  7. Luiz Henrique disse:

    Eu penso que os arranha-céus fazem parte de uma cena urbana.Ainda mais se pensarmos em nossa São Paulo como a pioneira nesse tipo de construção no país ou na América do Sul.Mas concordo em como degradou-se o centro da cidade.Está totalmente abandonado, é “terra de ninguém”.Pode-se fazer o que quiser: vendedores ambulantes com suas mercadorias nas calçadas, poluição sonora(nas lojas), moradores de rua ocupando(e sujando) as calçadas do Teatro Municipal, pichações à rodo, lixeiras destruídas, sarjetas imundas, calçadas esburacadas…
    Essa região do Anhangabaú piorou muito com o advento do parque.Quando era avenida, era melhor, mais restrito.Parece-me hoje um lugar de desocupados.

  8. flavia r s franco disse:

    Lindos exemplos arquitetonicos e como a evolução nos leva a transformações nem sempre tão estéticas !!!

  9. Vinícius disse:

    Quer dizer que a praga da especulação imobiliária não é coisa de hoje… Lastimável!

  10. Emerson de Faria disse:

    Ou seja, o descaso com o patrimônio arquitetônico de São Paulo não vem de hoje, e assim, de atabalhoadas e desastrosas intervenções em diante, chegamos ao atual e decadente centro paulistano. Não é de se admirar portanto que o centro financeiro e empresarial que lhe dava sustentação tenha migrado para a Paulista e mais recentemente, para a região da Berrini. O centro jamais recuperará o viço dos tempos gloriosos de outrora (assim como os bairros que um dia foram o berço e o coração industrial da metrópole jamais produzirão a pleno vapor) simplesmente porque perdeu a atratividade. Resta ao poder público tomar para si a responsabilidade de transformá-lo em um bolsão residencial para todos os que nele desejarem viver.

  11. Vinicius Campoi disse:

    Desde que conheci a história dos palacetes, que não cheguei a ver pessoalmente, achei uma pena sua demolição. Assim como de outros prédios históricos, como o Santa Helena. É fato que a questão patrimonial por aqui ainda é pouco valorizada, mas analisando objetivamente a questão das demolições, já que o artigo cita outras importantes capitais, SP não foi a única que destruiu (e continua destruindo) construções antigas. Metrópoles do chamado “primeiro mundo” também demolem, e muito. Cidades que passaram por processos de verticalização intensos há mais tempo, como Nova Iorque por exemplo, tb destruíram muitas mansões e palacetes, basta ver suas fotos antigas. Esse processo continua até hoje, embora em menor velocidade. Londres é outro caso de cidade que para atender a sua grande habitacional precisa demolir para construir, já que não há mais terrenos livres.

  12. Esto tentando localizar o local aonde era a residência do Conde Prates. Mas no mapa atual a Av Rio Branco não faz esquina com a Rua Ribeiro de Lima!

    1. Marcio, eu digitei errado e não percebi.
      O correto é Alameda Ribeiro da Silva, não Ribeiro de Lima, errei o sobrenome sem querer rs.
      A residência do Conde Prates era onde hoje fica a concessionária Volkswagen da avenida Rio Branco.

  13. Claudio Bassi Elias disse:

    No Conde Prates (atual) ficava a sede da Willis Overland do Brasil. Meu tio, Pedro Elias de Oliveira, era ascensorista de elevador no edifício. Ele era funcionário da Willis e operava elevadores exclusivos da empresa.
    Sempre conta “causos” interessantes da época. Ficou lá até 1968 quado a Willis foi vendida para a Ford.
    Outro tio também tinha a mesma função, mas na condição de funcionário do Conde Prates.

    1. Claudio, correção das informações: o Pedro Elias de Oliveira, trabalhou no Condomínio Prédio Conde de Prates, como ascensorista de 01/03/1960 à 13/07/1964, ocasião em pediu demissão, conforme fls. de registro Nº 67, livro 1.

  14. Demoliram um dos palacetes para erguer o horrendo edifício mercantil finasa, que possui o mesmo nome do banco mais explorador, escroto e reacionário que já existiu neste país!!! ( palavras de quem teve a infelicidade de trabalhar nele)E ainda chamam isso de progresso…

  15. Acho que eu conheço o tal prédio que foi construído no lugar do palacete, ele por acaso tem a entrada dele no Viaduto do Chá???

  16. VANDIR ALLAS disse:

    Parabéns pela matéria. Permita-me uma correção. Na foto em que aparece o Teatro Municipal o edifício novo que ali aparece não é o Conde Prates. É é o Edifício antigamente conhecido como CBI, que fica do outro lado do Anhangabaú, na parte baixa da Praça Ramos de Azevedo. Se não me engano o nome é Edifício Esplanada.

    1. Vandir ao fundo é realmente o CBI. Porém o assunto da foto não é ele mas o que está em primeiro plano sendo demolido, que são as ruínas do Palacete Prates. Observe novamente a foto.

  17. Beto Pontes disse:

    O palacete antigo que abrigava a câmara ainda existia em 1965, pois ele aparece em uma cena do filme “São Paulo, Sociedade Anônima”, produzido naquele ano. https://www.youtube.com/watch?v=pBA-x2c2vR8

  18. Marta Macedo disse:

    Eu iria fazer uma observação parecida com a que Beto Pontes escreveu ai em cima. O segundo palacete não deve ter sido demolido em 1959, já que me lembro muito bem dele quando íamos visitar a casa da minha avó.Embora fosse ainda criança, a arquitetura do palacete me impressionava cadavez que passávamos por ele. Seus toldos colorido e gente conversando nos terraços me deixava maravilhada. Provavelmente já era metade da década de 1960 ou quase.

  19. Òtima reportagem. Parabéns.
    Fui para Madrid e vi como ficam feios esses prédios lá. Muito melhor hoje, pichado e degradado. Ainda bem que derrubaram.

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