Em 16 de agosto de 2016, a AES Eletropaulo celebrou os 115 anos da Subestação Paula Souza. O complexo, inaugurado em 1901, é a mais antiga estrutura transformadora e distribuidora de energia elétrica do Estado.

clique na foto para ampliar (Foto: Acervo AES Eletropaulo)

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Localizada ao lado do rio Tamanduateí, no centro da capital, a subestação teve sua estreia, há 115 anos, junto com a usina de Santana de Parnaíba – primeira hidrelétrica a gerar eletricidade para a Cidade de São Paulo – e era integrante do sistema energético da extinta Light & Power.

Sua primeira edificação foi construída com paredes de tijolos prensados, vermelhos, com vigamento de aço para oferecer segurança contra incêndios. O complexo foi considerado uma obra monumental, contando, em equipamentos, com o que havia de mais moderno e de alta potência à época.

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Fachada do antigo prédio principal da Paula Souza em 1921

Em princípio, além de contribuir para o sistema de iluminação pública, a subestação também fornecia energia para os bondes elétricos paulistanos.

Mais tarde, na década de 1970, um prédio, idealizado por Ruy Ohtake, foi construído no complexo da subestação, com a instalação do primeiro equipamento com sistema de isolamento a gás (GIS). Para além desta primeira modernização da subestação, a edificação de Ohtake ganharia destaque na paisagem da região, por sua arquitetura inovadora.

Nas imagens, a Subestação Paula Souza em seus primeiros anos

Nas imagens, a Subestação Paula Souza em seus primeiros anos

Outros fatos curiosos e interessantes sobre a Subestação Paula Souza:

– Foi a primeira subestação do estado de São Paulo;

– O local fornecia energia para os bondes da capital;

– Há registros de que o prédio da Subestação Paula Souza foi metralhado, durante a Revolução de 1924. Operadores se isolavam no local, não podiam sair e nem comer;

– Ser subterrânea permitiu o desenvolvimento do centro da cidade. Isso, porque, caso fosse aérea, além de ter de ocupar um espaço gigante, prejudicaria a construção de outros prédios;

– O primeiro equipamento com a tecnologia GIS Blindada SF-6 foi instalado em 1.977, na própria Paula Souza, ocupando uma edificação com área de cerca de 600 m².

Como ela é atualmente ?

Em 16 de agosto de 2016, a AES Eletropaulo realizou evento para comemorar os 115 anos da subestação Paula Souza. A data também serviu para a empresa apresentar aos convidados as melhorias e modernização implementadas nos últimos dois anos, que garantem maior confiabilidade ao fornecimento de energia.

Neste mais de um século de atividades, a subestação Paula Souza foi modernizada e transformada, mas mantendo suas características. Segundo Charles Lenzi, COO da companhia, “a cada atualização da subestação, procuramos manter suas características arquitetônicas, porém com o que há de mais moderno em equipamentos e sistemas. Desta vez, não foi diferente. A subestação ganhou um equipamento ainda mais moderno. Nossa GIS compacta blindada ocupa, agora, um terço da área edificada”, explicou.

Selecionamos algumas imagens atuais do complexo da Paula Souza, confira:

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Crédito das fotos:
Antigas – Fundação Energia e Saneamento
Atuais – AES Eletropaulo

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Renato 01/09/2016 at 07:16

    Onde fica localizada esta subestação? Procurei na internet e não consegui localizar

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    • Douglas Nascimento 01/09/2016 at 08:18

      A subestação Paula Souza fica na rua Paula Souza

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      • Rodolfo Bendinelli 01/09/2016 at 16:45

        Em que lugar da rua Paual Souza? Já circulei por ela uma centena de vezes quando fazia entregas no mercado municipal do Pari, não fazia idéia de que existia uma subsestação lá!

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        • Rodolfo Bendinelli 01/09/2016 at 16:48

          Putz! Agora que caiu a ficha! A substação fica na Avenida do Estado, logo do lado do Mercado do Pari! O lugar é todo murado, nem sabia que havia essa construção lá dentro!

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  • Rodrigo Bruschi 07/09/2016 at 13:01

    A mesma AES que demoliu todo o complexo da Lavapés sem nenhuma preocupação com a história. Os rumores de tombamento de alguns prédios do complexo aceleraram a demolição. Hoje é um terreno imenso à mercê da especulação imobiliária, que inclusive montaram uma torre de vigilância, quem olha de fora pensa que é uma prisão ou um campo de concentração.

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    • Daniel Pardo 07/09/2016 at 20:43

      Mas quem olha esse muro de concreto frio ai, nem imagina que lá dentro tem uma estação de energia centenária, o que num ponto é bom, pois pelo menos essa fica preservada de vandalismos.

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