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A história da Penitenciária de São Paulo

Comments (49)
  1. joao mateus disse:

    Sensacional

  2. Marcelo Alencar disse:

    E o fotógrafo tinha talento!

  3. O que me deixa triste é saber que ao inves de se manter um patrimonio publico prefere-se demolir, soterrando a história brasileira. Nosso país não tem capacidade política de administração de bens públicos, não só nessa área, só olharmos as ferrovias, nosso sistema portuário, até o setor automotivo era exemplar naquela época.
    Hoje é mais facil demolir do que recuperar, pois os interesses imobiliários prevalecem politicamente sobre a cultura brasileira.

  4. Sergio Norcia disse:

    Impressionante!

  5. Maria Tereza Regina Leme de Barros Cordido disse:

    Olá Douglas. Muito interessante. Sou arquiteta pesquisadora e morei dentro do presídio, na casa do Diretor Penal, meu pai nos anos sessenta. De onde meu pai preso pela ditadura militar foi exonerado. Tenho dois trabalhos sobre a arquitetura edilícia em mestrado e doutorado. Tinha algumas dúvidas sobre a Penitenciária e sua referência me ajudou. Tem mais trabalhos para consulta? Obrigada, Abraço, M. Tereza Regina Leme de Barros Cordido.

    1. Maria Tereza e assim vai destruindo a história em preto e branco deste nosso Brasil Brasileiro, amiga eu sou funcionário servidor de uma antiga Colonia e Isolamento aqui em Bauru,SP, o antigo Asilo-Colonia Aimorés inaugurado em 13 de abril de 1933 porem 81 anos de história que própria história desconhece, somos referencia mundial no tratamento e nas pesquisas sobre a Lepra Antiga Hanseinase no Brasil, e muito da história foram demolidos os antigos Pavilhões e muitas casas que eu conheci desde 26 de julho de 1968, na Verdade a História no Brasil pouco se valoriza, e vão destruindo deixando apenas as marcas e s resíduos do passado.
      Para conhecer meu trabalho na Preservação da História me add: Jaime Prado ok
      Jaime Prado- Bauru,SP

      1. Maria Tereza Regina Leme de Barros Cordido disse:

        Olá. Sua história me interessou muito também. Enviei pelo face um convite de amizade. Obrigada.

  6. É onde ainda tem o presídio feminino, não é? Tenho a impressão que parte das construções ainda está lá…

    1. Isso mesmo, estão por lá ainda

      1. znnalinha disse:

        Exato. Vale esclarecer que esses prédios da Penitenciária permanecem lá. O que foi implodido há cerca de 10 anos foi a Casa de Detenção, um enorme anexo prisional que deveria ter os presos detidos temporariamente, mas os mesmos ficavam lá, sem julgamento, às vezes durante anos. Hiper-lotado, era um verdadeiro inferno, e após o massacre dos 111 presos em 1992 caiu em definitiva desgraça. A desativação da Casa de Detenção fez nascer no local o Parque da Juventude, muito bom, que merece uma visita. Dois dos pavilhões foram mantidos, e transformados em escolas ETEC.

    2. Daniela disse:

      É sim. É a atual Penitenciária feminina de Santana, eu trabalho lá. Tem algumas partes que não existem mais, mas a grande parte, sim. (precisando de restauração.)

  7. Isabel cristina D C,Cordeiro disse:

    Não era difícil manter a disciplina , pois quem cometia crimes naquela época era visto pior que um animal de rua com sarna , não valia nada, e eles sabiam disso . Pois naqueles dias a honra , um nome honesto valia mais que a vida . Quando tinham alguma chance , era agarrado como forma de salvação . Não é o caso dos dias de hoje . Infelizmente .

  8. Rodrigo disse:

    o presídio até pode ter sido exemplar mas desde aquela época a roubalheira corria solta nas obras públicas: demorou 9 anos para ser construído e gastou-se 14 vezes mais o valor de um presídio “comum”, cujo custo já era alto. Além disso, durou apenas duas décadas?!

  9. Visitei a penitenciária do estado em 1968 um verdadeiro mundo Cão onde os homens condenados eram considerados verdadeiros Bichos Indomáveis, ainda bem que foi desativada tudo isso, dando espaço para iuma nova era e uma nova história em São Paulo.
    Jaime Prado: Mtb:038076 – Bauru,SP ,

  10. edraganov disse:

    Quando eu vejo as fotos deste presídio, do Pacaembu ou mesmo da cidade de SP em geral, antigamente, não consigo afastar a sensação de que o Brasil foi implodido e colocaram outro, muito pior, instântaneamente no lugar.

  11. Danilo Basso disse:

    Após o fim da ditadura militar, onde o conceito de “direitos humanos” se perdeu e passamos a defender vagabundos (assaltantes, homicidas, estupradores, traficantes, e etc) da mesma forma que se visava a proteção de perseguidos políticos, religiosos e por aí vai… Vale frisar que alguns personagens do passado outrora perseguidos como: Zé Dirceu, Genoíno, Lula, Dilma e COMPANIA ILIMITADA estão aí a solta, fazendo vaquinha e o escambau, além de passar a mão nos cofres públicos assaltando o tesouro nacional sem usar uma bomba (somente uma caneta)a verdade é que infelizmente nosso país está jogado as traças e com o emburrecimento da população, bem como a adoção de políticas assistencialistas e populistas (vulgo pão e circo) a coisa num vai melhorar não! Sei lá, só acho.

    1. Marcos disse:

      Péssimas comparações…

    2. Sergio Norcia disse:

      Concordo plenamente esse nosso país é mesmo uma vergonha, o país da inversão de valores!

  12. Regis Oliveira disse:

    Foi no mesmo momento em que paramos de valorizar a educação…

    “Educação de Qualidade Minima, gera Presidio de Segurança Maxima…” E mal administrado, ainda por cima

  13. Pepe Silva disse:

    Excelente matéria. Parabéns

  14. luis a. f. de arruda miranda disse:

    Impressionante não apenas a incrível infraestrutura, mas, principalmente, a filosofia de se recuperar realmente o delinqüente. Ainda que a ação penal encerre um sabor de vingança à sociedade e às pessoas tidas de bem, é muito mais sensato, inteligente e profilático o investimento na recuperação dos condenados. Os presídios deveriam ser administrados conjuntamente com Psicólogos, Psiquiatras e Pedagogos, com triagem entre os detentos não somente pelo tipo de delito, mas sobretudo pela sua estrutura psicológica total, suas predisposições e a sua índole, sendo basicamente separados em dois grupos primários: os recuperáveis mais facilmente e aqueles de difícil ou impossível recuperação. Parabéns por mais esta preciosidade, querido Douglas. Abração. Shalom Aleihem! Paz Profunda!

  15. Henrique disse:

    Parabéns pela excelente reportagem, de certa forma, além de manter viva a história dessa construção também contribui para que não se esqueça dos profissionais que ali trabalharam.Parabéns.

  16. Helio disse:

    eu vi a casa de regeneração em um filme da época são paulo antigamente década de 20 videos de serviço

  17. Fernando disse:

    Época em que se coibia os crimes, e quem os praticava não era exemplo.

    Hoje pouco interessa o que está se fazendo com os presos, nem porque cada vez há mais crimes(e tantos que não vão presos, principalmente os “menores”), o que interessa é dizer que pagou(em tempo!) por seu crime. Isso com redução da pena, visita íntima, ajuda de custo para a família, celular para comandar o pessoal lá fora, e com uma forcinha tudo se resolve tão fácil para voltarem às ruas, em que farão o seu trabalho(é assim que eles chamam) novamente.

    Mas pior que isso, é tantos jovens quererem entrar para o mundo pois vêem como é fácil a vida de vagabundo aqui, é bem mais fácil apoiar os jovens com escolinha de futebol, uma pena é que poucos contarão com isso quando ficarem adultos.

    Estamos em um país desgovernado.

  18. enivaldo disse:

    Fascinante.. Adorei muito legal a matéria..

  19. Rodrigo Rocha disse:

    Excelente, parabéns!

    1. Jaime Prado disse:

      Bela matéria amigo eu tbm preservo a história de uma ex-Colonia de Isolamento aqui em Bauru/SP, e tenho um acervo com mais ou menso umas 18.000 mil fotos na maioria em P/B.
      Jaime Prado- Bauru,SP

  20. znnalinha disse:

    Perdemos essa capacidade no momento em que perdemos o valor humanitário das instituições, e passamos a reger nossas relações na base do mercantilismo absoluto. Nos últimos 30 a 40 anos degradamos o que de mais puro deveria existir numa nação, a EDUCAÇÃO. Sem Educação de qualidade, descemos rapidamente a ladeira: não se ensina valores, não há uma base sólida sobre a qual se construir coisa alguma. E fica um ambiente perfeito para crescer a omissão, o cinismo, e seu filhote mais odiento, a corrupção. Alterar isso é o grande desafio do Brasil. Vamos conseguir? Não sei.

  21. Ana Paula disse:

    Pra quem não sabe, a antiga Penitenciária do Estado de São Paulo deixou de ser um presídio masculino e em 2005 passou a abrigar mulheres, passando a se chamar Penitenciária Feminina de Sant’Ana. Essa penitenciária abriga hoje, cerca de 2.500 detentas. Se não me engano, o prédio foi tombado pelo patrimônio histórico e por este motivo sua estrutura ainda é “preservada”. Trabalhei por quase oito anos dentro desta unidade prisional, desde 2005 até 2013, e no que se refere a disciplina, higiene, organização daquela época, nada restou.

    1. ana paula disse:

      Acho que sei quem é vc Ana Paula. Acho que trabalhamos juntas 2008, 2009 eu no primeiro pavilhão e vc no segundo, se não me engano. Ainda sinto saudades de lá, só quem trabalhou neste lugar sabe do filme que passa eminha cabeça. Coisas boas e coisas ruins. Lembrancas.

  22. mayra disse:

    Interessante saber como era e ver no que se tornou…. Como as coisas mudam

  23. ROSEMARY disse:

    QUE DIFERENÇA DE HJ IMPRESSIONANTE MUITO BONITA ANTES PORQUE HJ..NAO É NAO

  24. juliana disse:

    Gente, a “Penitenciária do Estado” não foi demolida, o que foi demolido foi o complexo do Carandiru. A famosa P.E. hoje é a Penitenciária Feminina de Sant’ana.

  25. William disse:

    Douglas, bom dia! Gostaria de saber como voce consegui esta informações principalmente no que trata sobre o arquiteto.

    1. Acervo do jornal Correio Paulistano, há também esta informação em um site que fala sobre a biblioteca de São Paulo. Mas não encontro o link.

  26. Alexandre Fontana disse:

    Quanta diferença para os dias de hoje. Presos trabalhando, limpeza, organização. Hoje, são aqueles depósitos, presos usando o celular p/ordenar crimes aqui fora.

  27. Murilo Campos disse:

    Eis aqui um grande exemplo do que é mais lamentável em nossos novos tempos: não aprendemos absolutamente nada com o passado!

  28. Eli Mendes disse:

    Douglas Nascimento, parabéns pelo blog. É perfeito!

    1. Olá Eli, muito obrigado!

  29. indignado disse:

    Apesar da estrutura física impecável, esta unidade prisional hj é um depósito de “pececéias”(membros do pcc) que passam o dia todo traficando, usando drogas, mantendo contato com outros membros da facção pelo celular recebendo orientações e passando as informações. As funcionárias sofrem horrOres para trabalhar neste lugar onde quem manda são as presas e não tem respaldo algum do diretor! Resumindo: A P.E É UM CALDEIRÃO PRESTES A EXPLODIR Á QUALQUER MOMENTO!!! Mas parabéns pela excelente matéria da história deste lugar que um dia já foi local onde realmente se recuperava um detento!!!

    1. ex funcionaria disse:

      Disse tudo. Hoje é impossível trabalhar nesse lugar. Fora da realidade. Presas mandam e funcionarias agredidas constantemente. Ninguém toma providencia pra nao se repetir a história da casa de detenção.

  30. Rute de Souza Canteiro disse:

    Parabéns Douglas esse seu blog é fantástico!!

  31. Eliane disse:

    Parabéns pelo trabalho. Minha sugestão é que seja fotografado este local na atualidade para compararmos com o passado.

  32. Roberto Theodoro disse:

    Parabéns pelo trabalho. É fascinante quando temos a oportunidade de comparar passado com o presente. Desenvolvi alguns trabalhos na Penitenciária Feminina Sant’ana, antiga Penitenciária do Estado, e a arquitetura do lugar sempre me fascinou. Pena que ainda está em uso e, com isso, o processo de deterioração avança. Seria um ótimo lugar para se criar um espaço cultural, com museu, sala de exposições, ateliês, enfim…

  33. Joao disse:

    Uma cidade sem memória não tem história! Triste…muito triste!!!

  34. ROSEMARY STELA disse:

    Belo artigo Douglas, como estudante de Jornalismo para mim foi de grande interesse; porém como funcionária da antiga Penitenciária do Estado de S.Paulo, trabalhei lá de 1994 a 2003, quando começou a desativação, e digo foi o melhor lugar para se trabalhar apesar de todos os problemas, pois é muito melhor uma Penitenciária do que esses CDPs que construíram para amontoar em um espaço para 750 presos e ter hoje em torno de 2500. Então pergunto o que seria pior o antes com o Complexo Carandiru funcionando ou hoje com tantos CDPs e super lotados do mesmo jeito? não teria sido mais fácil esvaziar um pouco tanto a Detenção como a nossa Penita, do que manter esse caos que é os CDPs de hoje? caso não saibam todos os dias somos obrigadas a ver colegas nossos sendo agredidos violentamente no serviço e sem direito a um afastamento porque senão o Governador tira a Insalubridade Máxima a que temos direito, sem falar no pessoal da muralha que fica dando tiro de 12 o tempo todo para alertar os guardas de alguma atitude suspeita dos presos. Acho legal fazer visitas, mas para quem está lá no meio deles a coisa é bem diferente, e quando o bicho pega não tem essa porque você é bonzinho não, todos vão apanhar na cara ou ficar em ponta de faca, e ainda levamos nome de corruptos e coniventes com toda a podridão desses canalhas.
    Parabéns Douglas amei seu trabalho e seu blog, vou seguí-lo mais vezes se me permitir, obrigada por me fazer lembrar das casas que trabalhei. Pena que a desmemória começa entre alguns de nossos colegas, que pena…

  35. Ana Lucia Pinto de Faria Burjato disse:

    Por favor, poderia confirmar a autoria do Projeto da Casa de Regeneração? a obs A pesquisa segue em andamento.. foi concluída?
    *1) – Não conseguimos um consenso sobre quem seria o real arquiteto do complexo prisional. Alguns documentos apontam para o projeto ser de Giordano Petry, um arquiteto francês que teria se inspirado no modelo do “Centre Pénitentiaire de Fresnes” na França. Outras fontes apontam para Samuel Stockler das Neves e por fim outras atribuem a Ramos de Azevedo. A pesquisa segue em andamento.
    Grata Ana Lúcia

  36. dliossi disse:

    Meu, os primeiros paulistas eram demais…que coisa magnífica.

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