Quando assistimos ao noticiário e vemos reportagens sobre nossos presídios superlotados, cheios de problemas na carceragem e com sérios problemas de manutenção e limpeza, sequer podemos imaginar que há pouco mais de um século atrás a realidade era completamente diferente.

Assaltos, crimes e estupros aconteciam tal qual acontecem nos dias de hoje, porém a recuperação de um criminoso para devolvê-lo à sociedade era exemplar, especialmente no sistema prisional paulista. O sistema de nossa “Casa de Regeneração” era tão eficiente, que chefes de polícia vinham de todos os países do mundo para conhecer nossos procedimentos e métodos.

Visita do chefe de polícia de Nova York em 1924

Visita do chefe de polícia de Nova York em 1924

A guinada de um sistema prisional comum para um sistema modelo e admirado mundialmente se deu em 1911, com o lançamento da pedra fundamental do que viria a ser a futura Penitenciária de São Paulo, na então despovoada região do Carandiru, região norte da capital paulista. Idealizado pelo então Presidente do Estado, Albuquerque Lins, a construção do presídio levaria 9 anos para ser concluída e finalmente inaugurada.

Depois de anos de uma obra que andava e parava, em 21 de abril de 1920 foi finalmente inaugurada a tão esperada Penitenciária de São Paulo:

Entrada da penitenciária (clique para ampliar)

Entrada da penitenciária (clique para ampliar)

O complexo prisional teve sua construção executada pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, na época o grande construtor paulista(*1).

Um presídio moderno e modelo, não era algo exatamente barato de se construir. Apesar de seu custo ter sido orçado em 7.000 contos de réis, valores considerados à época bastante altos para a construção de um presídio, geralmente orçados em 1.000 contos, o custo total atingiu 14.000 contos de réis, bastante extravagante para a época. Apesar disso, com o presídio modelo pronto, poucas foram as críticas ao custo final.

Presos em trabalho na área externa. Ao fundo a Avenida Ataliba Leonel (clique para ampliar)

Presos trabalham na área externa. No lado esquerdo vemos a atual Avenida Ataliba Leonel (clique para ampliar)

Após sua inauguração, a eficiência da Penitenciária de São Paulo (ou também Casa de Regeneração) correu o mundo, atraindo autoridades, estudantes de direito e personalidades de todas as localidades para conhecer o presídio. As mais notáveis visitas foram de Claude Lévi-Strauss e Stefan Zweig, este último escreveu em um de seus livros que “a higiene e a limpeza do presídio eram exemplares“.

Na Penitenciária de São Paulo quase não haviam funcionários, eles eram em um número bastante reduzido se comparado ao número de detentos. Mas não haviam motins ou rebeliões. Tudo era feito pelos prisioneiros, que produziam sua comida, cuidavam do pomar, fabricavam o próprio pão, faziam seus próprios calçados e até faziam a enfermagem, orientados por médicos e outros profissionais. Nos horários livres podiam estudar na escola do presídio, ir a missa na capela e até aprender artes plásticas.

Nas imagens que seguirão abaixo, vocês irão viajar pelas dependências da Penitenciária de São Paulo, separadas pelos vários setores e dependências do complexo:

ÁREAS INTERNAS DIVERSAS:

Interior de um dos pavilhões (clique para ampliar).

Interior de um dos pavilhões (clique para ampliar).

Galeria

Galeria

Hall da entrada principal

Hall da entrada principal

Área da administração do presídio

Área da administração do presídio

ALFAIATARIA:

Alfaiataria, seção de corte (clique na foto para ampliar).

Alfaiataria, seção de corte (clique na foto para ampliar).

Alfaiataria, setor de costura.

Alfaiataria, setor de costura.

ALMOXARIFADO:

Almoxarifado (clique para ampliar)

Almoxarifado (clique para ampliar)

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AUDITÓRIO:

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CAPELA:

São Paulo Antiga

CELA INDIVIDUAL:

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CENTRAL TELEFÔNICA:

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COZINHA:

Visão externa da cozinha (clique para ampliar).

Visão externa da cozinha (clique para ampliar).

Caldeirões da cozinha

Caldeirões da cozinha

SETOR EDUCACIONAL:

Presidiário na sala de aula (clique para ampliar).

Presidiário na sala de aula (clique para ampliar).

Escola de desenho (clique para ampliar)

Escola de desenho (clique para ampliar)

HOSPITAL:

Vista geral do hospital (clique para ampliar)

Vista geral do hospital (clique para ampliar)

Setor de atendimento dentário (clique para ampliar).

Setor de atendimento dentário (clique para ampliar).

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Laboratório de análises clínicas (clique para ampliar).

Laboratório de análises clínicas (clique para ampliar).

LAVANDERIA:

Lavanderia (clique na foto para ampliar).

Lavanderia (clique na foto para ampliar).

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PADARIA:

Visão externa da padaria (clique para ampliar).

Visão externa da padaria (clique para ampliar).

Fornos (clique para ampliar).

Fornos (clique para ampliar).

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SAPATARIA:

Fábrica de calçados (clique para ampliar).

Fábrica de calçados (clique para ampliar).

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SERRARIA:

Visão geral da serraria (clique para ampliar)

Visão geral da serraria (clique para ampliar)

DEMAIS DEPENDÊNCIAS E VISÃO GERAL DO PRESÍDIO:

A primeira fotografia mostra o prédio administrativo. No frontão, na porção mais superior há os seguintes dizeres: “Aqui, o trabalho, a disciplina e a bondade, resgatam a falta cometida e reconduzem o homem a comunhão social”.

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Parque interno do presídio (clique na foto para ampliar).

Parque interno do presídio (clique na foto para ampliar).

Pomar do presídio (clique na foto para ampliar).

Pomar do presídio (clique na foto para ampliar).

Para encerrar o artigo a foto abaixo mostra alguns dos presos da Penitenciária de São Paulo trabalhando na lavoura da instituição. O uniforme dos presidiários também era uma inovação para a época. Durante o período que ficavam nas dependências internas utilizavam uniforme na cor cáqui, para que não fossem submetidos a constrangimentos ou humilhações. Apenas quando exerciam trabalhos fora do presídio (como na lavoura ou no ramal do Trem da Cantareira, por exemplo) é que usavam roupas listradas, para poderem ser avistados de longe pelos guardas do presídio.

Clique na foto para ampliar

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Por pelo menos duas décadas a Penitenciária de São Paulo seguiu com um grande exemplo de um sistema prisional eficiente, exemplar e que realmente era capaz de recuperar e devolver para a sociedade a grande maioria daqueles que cometeram delitos.  Vendo aos olhos de hoje fica até difícil crer que tudo isso que vimos nestas quarenta fotografias foi um dia real.

Agora fica a pergunta no ar: Em que momento de nossa história perdemos a capacidade de administrar nossos presídios de uma maneira assim tão exemplar ? Comente!

(*1) – Não conseguimos um consenso sobre quem seria o real arquiteto do complexo prisional. Alguns documentos apontam para o projeto ser de Giordano Petry, um arquiteto francês que teria se inspirado no modelo do “Centre Pénitentiaire de Fresnes” na França. Outras fontes apontam para Samuel Stockler das Neves e por fim outras atribuem a Ramos de Azevedo. A pesquisa segue em andamento.

Fotos: Museu Penitenciário Paulista

FICHA TÉCNICA:
Penitenciária de São Paulo (Casa de Regeneração)
Início da obra: 1911
Inauguração: 20/04/1920
Execução da obra: Escritório Técnico Ramos de Azevedo
Custo: 14.000 contos de Réis

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • joao mateus 26/09/2014 at 14:01

    Sensacional

    Reply
  • Marcelo Alencar 26/09/2014 at 14:11

    E o fotógrafo tinha talento!

    Reply
  • Sergio Cicarelli 26/09/2014 at 14:23

    O que me deixa triste é saber que ao inves de se manter um patrimonio publico prefere-se demolir, soterrando a história brasileira. Nosso país não tem capacidade política de administração de bens públicos, não só nessa área, só olharmos as ferrovias, nosso sistema portuário, até o setor automotivo era exemplar naquela época.
    Hoje é mais facil demolir do que recuperar, pois os interesses imobiliários prevalecem politicamente sobre a cultura brasileira.

    Reply
  • Sergio Norcia 26/09/2014 at 14:42

    Impressionante!

    Reply
  • Tomas Pavez 26/09/2014 at 15:03

    Inacreditável

    Reply
  • Maria Tereza Regina Leme de Barros Cordido 26/09/2014 at 15:11

    Olá Douglas. Muito interessante. Sou arquiteta pesquisadora e morei dentro do presídio, na casa do Diretor Penal, meu pai nos anos sessenta. De onde meu pai preso pela ditadura militar foi exonerado. Tenho dois trabalhos sobre a arquitetura edilícia em mestrado e doutorado. Tinha algumas dúvidas sobre a Penitenciária e sua referência me ajudou. Tem mais trabalhos para consulta? Obrigada, Abraço, M. Tereza Regina Leme de Barros Cordido.

    Reply
    • jpradothJaime Prado 27/09/2014 at 14:25

      Maria Tereza e assim vai destruindo a história em preto e branco deste nosso Brasil Brasileiro, amiga eu sou funcionário servidor de uma antiga Colonia e Isolamento aqui em Bauru,SP, o antigo Asilo-Colonia Aimorés inaugurado em 13 de abril de 1933 porem 81 anos de história que própria história desconhece, somos referencia mundial no tratamento e nas pesquisas sobre a Lepra Antiga Hanseinase no Brasil, e muito da história foram demolidos os antigos Pavilhões e muitas casas que eu conheci desde 26 de julho de 1968, na Verdade a História no Brasil pouco se valoriza, e vão destruindo deixando apenas as marcas e s resíduos do passado.
      Para conhecer meu trabalho na Preservação da História me add: Jaime Prado ok
      Jaime Prado- Bauru,SP

      Reply
      • Maria Tereza Regina Leme de Barros Cordido 09/04/2015 at 16:44

        Olá. Sua história me interessou muito também. Enviei pelo face um convite de amizade. Obrigada.

        Reply
  • nataliasantucci 26/09/2014 at 15:33

    É onde ainda tem o presídio feminino, não é? Tenho a impressão que parte das construções ainda está lá…

    Reply
    • Douglas Nascimento 27/09/2014 at 09:57

      Isso mesmo, estão por lá ainda

      Reply
      • znnalinha 28/09/2014 at 09:06

        Exato. Vale esclarecer que esses prédios da Penitenciária permanecem lá. O que foi implodido há cerca de 10 anos foi a Casa de Detenção, um enorme anexo prisional que deveria ter os presos detidos temporariamente, mas os mesmos ficavam lá, sem julgamento, às vezes durante anos. Hiper-lotado, era um verdadeiro inferno, e após o massacre dos 111 presos em 1992 caiu em definitiva desgraça. A desativação da Casa de Detenção fez nascer no local o Parque da Juventude, muito bom, que merece uma visita. Dois dos pavilhões foram mantidos, e transformados em escolas ETEC.

        Reply
    • Daniela 07/02/2015 at 16:44

      É sim. É a atual Penitenciária feminina de Santana, eu trabalho lá. Tem algumas partes que não existem mais, mas a grande parte, sim. (precisando de restauração.)

      Reply
  • Isabel cristina D C,Cordeiro 26/09/2014 at 16:46

    Não era difícil manter a disciplina , pois quem cometia crimes naquela época era visto pior que um animal de rua com sarna , não valia nada, e eles sabiam disso . Pois naqueles dias a honra , um nome honesto valia mais que a vida . Quando tinham alguma chance , era agarrado como forma de salvação . Não é o caso dos dias de hoje . Infelizmente .

    Reply
  • Rodrigo 26/09/2014 at 18:35

    o presídio até pode ter sido exemplar mas desde aquela época a roubalheira corria solta nas obras públicas: demorou 9 anos para ser construído e gastou-se 14 vezes mais o valor de um presídio “comum”, cujo custo já era alto. Além disso, durou apenas duas décadas?!

    Reply
  • jpradothJaime Prado 26/09/2014 at 22:06

    Visitei a penitenciária do estado em 1968 um verdadeiro mundo Cão onde os homens condenados eram considerados verdadeiros Bichos Indomáveis, ainda bem que foi desativada tudo isso, dando espaço para iuma nova era e uma nova história em São Paulo.
    Jaime Prado: Mtb:038076 – Bauru,SP ,

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  • edraganov 27/09/2014 at 00:54

    Quando eu vejo as fotos deste presídio, do Pacaembu ou mesmo da cidade de SP em geral, antigamente, não consigo afastar a sensação de que o Brasil foi implodido e colocaram outro, muito pior, instântaneamente no lugar.

    Reply
  • Danilo Basso 27/09/2014 at 09:36

    Após o fim da ditadura militar, onde o conceito de “direitos humanos” se perdeu e passamos a defender vagabundos (assaltantes, homicidas, estupradores, traficantes, e etc) da mesma forma que se visava a proteção de perseguidos políticos, religiosos e por aí vai… Vale frisar que alguns personagens do passado outrora perseguidos como: Zé Dirceu, Genoíno, Lula, Dilma e COMPANIA ILIMITADA estão aí a solta, fazendo vaquinha e o escambau, além de passar a mão nos cofres públicos assaltando o tesouro nacional sem usar uma bomba (somente uma caneta)a verdade é que infelizmente nosso país está jogado as traças e com o emburrecimento da população, bem como a adoção de políticas assistencialistas e populistas (vulgo pão e circo) a coisa num vai melhorar não! Sei lá, só acho.

    Reply
    • Marcos 03/10/2014 at 23:11

      Péssimas comparações…

      Reply
    • Sergio Norcia 05/11/2014 at 15:30

      Concordo plenamente esse nosso país é mesmo uma vergonha, o país da inversão de valores!

      Reply
  • Regis Oliveira 27/09/2014 at 09:38

    Foi no mesmo momento em que paramos de valorizar a educação…

    “Educação de Qualidade Minima, gera Presidio de Segurança Maxima…” E mal administrado, ainda por cima

    Reply
  • Pepe Silva 27/09/2014 at 10:18

    Excelente matéria. Parabéns

    Reply
  • luis a. f. de arruda miranda 27/09/2014 at 10:55

    Impressionante não apenas a incrível infraestrutura, mas, principalmente, a filosofia de se recuperar realmente o delinqüente. Ainda que a ação penal encerre um sabor de vingança à sociedade e às pessoas tidas de bem, é muito mais sensato, inteligente e profilático o investimento na recuperação dos condenados. Os presídios deveriam ser administrados conjuntamente com Psicólogos, Psiquiatras e Pedagogos, com triagem entre os detentos não somente pelo tipo de delito, mas sobretudo pela sua estrutura psicológica total, suas predisposições e a sua índole, sendo basicamente separados em dois grupos primários: os recuperáveis mais facilmente e aqueles de difícil ou impossível recuperação. Parabéns por mais esta preciosidade, querido Douglas. Abração. Shalom Aleihem! Paz Profunda!

    Reply
  • Henrique 27/09/2014 at 11:24

    Parabéns pela excelente reportagem, de certa forma, além de manter viva a história dessa construção também contribui para que não se esqueça dos profissionais que ali trabalharam.Parabéns.

    Reply
  • Helio 27/09/2014 at 14:53

    eu vi a casa de regeneração em um filme da época são paulo antigamente década de 20 videos de serviço

    Reply
  • Fernando 27/09/2014 at 18:50

    Época em que se coibia os crimes, e quem os praticava não era exemplo.

    Hoje pouco interessa o que está se fazendo com os presos, nem porque cada vez há mais crimes(e tantos que não vão presos, principalmente os “menores”), o que interessa é dizer que pagou(em tempo!) por seu crime. Isso com redução da pena, visita íntima, ajuda de custo para a família, celular para comandar o pessoal lá fora, e com uma forcinha tudo se resolve tão fácil para voltarem às ruas, em que farão o seu trabalho(é assim que eles chamam) novamente.

    Mas pior que isso, é tantos jovens quererem entrar para o mundo pois vêem como é fácil a vida de vagabundo aqui, é bem mais fácil apoiar os jovens com escolinha de futebol, uma pena é que poucos contarão com isso quando ficarem adultos.

    Estamos em um país desgovernado.

    Reply
  • enivaldo 27/09/2014 at 19:43

    Fascinante.. Adorei muito legal a matéria..

    Reply
  • Rodrigo Rocha 28/09/2014 at 00:22

    Excelente, parabéns!

    Reply
    • Jaime Prado 28/09/2014 at 09:18

      Bela matéria amigo eu tbm preservo a história de uma ex-Colonia de Isolamento aqui em Bauru/SP, e tenho um acervo com mais ou menso umas 18.000 mil fotos na maioria em P/B.
      Jaime Prado- Bauru,SP

      Reply
  • znnalinha 28/09/2014 at 08:59

    Perdemos essa capacidade no momento em que perdemos o valor humanitário das instituições, e passamos a reger nossas relações na base do mercantilismo absoluto. Nos últimos 30 a 40 anos degradamos o que de mais puro deveria existir numa nação, a EDUCAÇÃO. Sem Educação de qualidade, descemos rapidamente a ladeira: não se ensina valores, não há uma base sólida sobre a qual se construir coisa alguma. E fica um ambiente perfeito para crescer a omissão, o cinismo, e seu filhote mais odiento, a corrupção. Alterar isso é o grande desafio do Brasil. Vamos conseguir? Não sei.

    Reply
  • Ana Paula 28/09/2014 at 19:10

    Pra quem não sabe, a antiga Penitenciária do Estado de São Paulo deixou de ser um presídio masculino e em 2005 passou a abrigar mulheres, passando a se chamar Penitenciária Feminina de Sant’Ana. Essa penitenciária abriga hoje, cerca de 2.500 detentas. Se não me engano, o prédio foi tombado pelo patrimônio histórico e por este motivo sua estrutura ainda é “preservada”. Trabalhei por quase oito anos dentro desta unidade prisional, desde 2005 até 2013, e no que se refere a disciplina, higiene, organização daquela época, nada restou.

    Reply
    • ana paula 21/12/2014 at 21:49

      Acho que sei quem é vc Ana Paula. Acho que trabalhamos juntas 2008, 2009 eu no primeiro pavilhão e vc no segundo, se não me engano. Ainda sinto saudades de lá, só quem trabalhou neste lugar sabe do filme que passa eminha cabeça. Coisas boas e coisas ruins. Lembrancas.

      Reply
  • mayra 28/09/2014 at 20:48

    Interessante saber como era e ver no que se tornou…. Como as coisas mudam

    Reply
  • ROSEMARY 29/09/2014 at 10:54

    QUE DIFERENÇA DE HJ IMPRESSIONANTE MUITO BONITA ANTES PORQUE HJ..NAO É NAO

    Reply
  • juliana 30/09/2014 at 09:04

    Gente, a “Penitenciária do Estado” não foi demolida, o que foi demolido foi o complexo do Carandiru. A famosa P.E. hoje é a Penitenciária Feminina de Sant’ana.

    Reply
  • William 01/10/2014 at 10:23

    Douglas, bom dia! Gostaria de saber como voce consegui esta informações principalmente no que trata sobre o arquiteto.

    Reply
    • Douglas Nascimento 01/10/2014 at 12:21

      Acervo do jornal Correio Paulistano, há também esta informação em um site que fala sobre a biblioteca de São Paulo. Mas não encontro o link.

      Reply
  • Alexandre Fontana 01/10/2014 at 11:41

    Quanta diferença para os dias de hoje. Presos trabalhando, limpeza, organização. Hoje, são aqueles depósitos, presos usando o celular p/ordenar crimes aqui fora.

    Reply
  • Murilo Campos 02/10/2014 at 11:11

    Eis aqui um grande exemplo do que é mais lamentável em nossos novos tempos: não aprendemos absolutamente nada com o passado!

    Reply
  • Eli Mendes 02/10/2014 at 18:22

    Douglas Nascimento, parabéns pelo blog. É perfeito!

    Reply
    • Douglas Nascimento 03/10/2014 at 12:14

      Olá Eli, muito obrigado!

      Reply
  • indignado 04/10/2014 at 16:32

    Apesar da estrutura física impecável, esta unidade prisional hj é um depósito de “pececéias”(membros do pcc) que passam o dia todo traficando, usando drogas, mantendo contato com outros membros da facção pelo celular recebendo orientações e passando as informações. As funcionárias sofrem horrOres para trabalhar neste lugar onde quem manda são as presas e não tem respaldo algum do diretor! Resumindo: A P.E É UM CALDEIRÃO PRESTES A EXPLODIR Á QUALQUER MOMENTO!!! Mas parabéns pela excelente matéria da história deste lugar que um dia já foi local onde realmente se recuperava um detento!!!

    Reply
    • ex funcionaria 21/12/2014 at 21:59

      Disse tudo. Hoje é impossível trabalhar nesse lugar. Fora da realidade. Presas mandam e funcionarias agredidas constantemente. Ninguém toma providencia pra nao se repetir a história da casa de detenção.

      Reply
  • Rute de Souza Canteiro 08/10/2014 at 12:40

    Parabéns Douglas esse seu blog é fantástico!!

    Reply
  • Eliane 21/12/2014 at 14:26

    Parabéns pelo trabalho. Minha sugestão é que seja fotografado este local na atualidade para compararmos com o passado.

    Reply
  • Roberto Theodoro 21/12/2014 at 21:23

    Parabéns pelo trabalho. É fascinante quando temos a oportunidade de comparar passado com o presente. Desenvolvi alguns trabalhos na Penitenciária Feminina Sant’ana, antiga Penitenciária do Estado, e a arquitetura do lugar sempre me fascinou. Pena que ainda está em uso e, com isso, o processo de deterioração avança. Seria um ótimo lugar para se criar um espaço cultural, com museu, sala de exposições, ateliês, enfim…

    Reply
  • Joao 23/04/2015 at 11:10

    Uma cidade sem memória não tem história! Triste…muito triste!!!

    Reply
  • ROSEMARY STELA 23/10/2015 at 22:59

    Belo artigo Douglas, como estudante de Jornalismo para mim foi de grande interesse; porém como funcionária da antiga Penitenciária do Estado de S.Paulo, trabalhei lá de 1994 a 2003, quando começou a desativação, e digo foi o melhor lugar para se trabalhar apesar de todos os problemas, pois é muito melhor uma Penitenciária do que esses CDPs que construíram para amontoar em um espaço para 750 presos e ter hoje em torno de 2500. Então pergunto o que seria pior o antes com o Complexo Carandiru funcionando ou hoje com tantos CDPs e super lotados do mesmo jeito? não teria sido mais fácil esvaziar um pouco tanto a Detenção como a nossa Penita, do que manter esse caos que é os CDPs de hoje? caso não saibam todos os dias somos obrigadas a ver colegas nossos sendo agredidos violentamente no serviço e sem direito a um afastamento porque senão o Governador tira a Insalubridade Máxima a que temos direito, sem falar no pessoal da muralha que fica dando tiro de 12 o tempo todo para alertar os guardas de alguma atitude suspeita dos presos. Acho legal fazer visitas, mas para quem está lá no meio deles a coisa é bem diferente, e quando o bicho pega não tem essa porque você é bonzinho não, todos vão apanhar na cara ou ficar em ponta de faca, e ainda levamos nome de corruptos e coniventes com toda a podridão desses canalhas.
    Parabéns Douglas amei seu trabalho e seu blog, vou seguí-lo mais vezes se me permitir, obrigada por me fazer lembrar das casas que trabalhei. Pena que a desmemória começa entre alguns de nossos colegas, que pena…

    Reply
  • Ana Lucia Pinto de Faria Burjato 16/01/2017 at 18:41

    Por favor, poderia confirmar a autoria do Projeto da Casa de Regeneração? a obs A pesquisa segue em andamento.. foi concluída?
    *1) – Não conseguimos um consenso sobre quem seria o real arquiteto do complexo prisional. Alguns documentos apontam para o projeto ser de Giordano Petry, um arquiteto francês que teria se inspirado no modelo do “Centre Pénitentiaire de Fresnes” na França. Outras fontes apontam para Samuel Stockler das Neves e por fim outras atribuem a Ramos de Azevedo. A pesquisa segue em andamento.
    Grata Ana Lúcia

    Reply
  • dliossi 29/05/2017 at 12:51

    Meu, os primeiros paulistas eram demais…que coisa magnífica.

    Reply
  • Fabio Mozeika 07/01/2018 at 23:23

    Bom ! Se houvesse as datas das fotos seria otimo!

    Reply
  • Denise Vasconcelos Silva 31/01/2018 at 00:47

    Preciso de arquiteto com experiência que já construiu 2 presídios no currículo, para participar de consorcio em licitações no Paraguai!

    Reply
  • professoramargarete 06/04/2018 at 18:53

    ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

    Reply
  • walter aparecido de carvalho 10/10/2018 at 16:47

    concordo c/o jornalista que diz nos esquecemos da historia , tanto e que esta pra surgir um novo color ou talvez pior. Cadê as nossa lembranças triste do período militar. concordo c/este jornalista.

    Reply
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