Na primeira vez que falei sobre os Arcos do Jânio aqui no São Paulo Antiga, não imagina que conseguiria tanto material exclusivo sobre o local para render uma nova matéria.

Entretanto com o acervo incrível fotografado na década de 1970 por Paulino Tarraf, tivemos acesso a história original dos arcos e também da rua Jandaia, que fica na parte superior do arco.

Agora você irá conhecer, também com exclusividade, o casario que existia diante do arcos e que foram demolidos em 1987  por ordem do então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros:

Rua da Assembleia em 1987 (clique na foto para ampliar)

Rua da Assembleia em 1987 (clique na foto para ampliar)

Fotografada em 1987 e 1988 por Ronald Kyrmse, a rua da Assembleia dava seus últimos suspiros. Ela foi arrasada porque a prefeitura considerava o casario irrecuperável e alegava que, uma vez com boa parte dos imóveis transformada em cortiços, a área era insegura.

As fotos que mostram os imóveis já vazios apresentam uma imagem um pouco diferente daquela vislumbrada por Jânio Quadros. Todo o casario era recuperável, e a restauração daria mais dignidade a seus moradores. Entretanto, o que se viu foi uma ação mais higienista do que urbanística.

O surgimento destas fotografias, quase três décadas após a demolição, reabre o debate sobre os “Arcos do Jânio” com uma questão nova: O que dava mais valor a cidade ? O casario restaurado com seus moradores voltando ao local e vivendo com dignidade, ou os arcos como estão hoje ?

Auto Mecânica Furlan, na rua da Assembleia (clique para ampliar)

Auto Mecânica Furlan, na rua da Assembleia (clique para ampliar)

Algumas fotos, como esta acima, mostram que todo um ciclo de atividade existia por ali. Residências, estacionamentos, oficinas mecânicas, casas com costureiras etc. Tudo isso foi abaixo, separando amigos e famílias, destruindo lares e inviabilizando negócios de pessoas pobres em pleno centro de São Paulo.

Escavadeira entra em ação na rua da Assembleia em 1987 (clique na foto para ampliar)

Escavadeira entra em ação na rua da Assembleia em 1987 (clique na foto para ampliar)

Ao contrário do que podemos pensar quando ouvimos hoje em dia o nome “Arcos do Jânio” no noticiário, a descoberta dos arcos não foi algo planejado pela prefeitura naquela época. O ocorrido foi, na verdade, uma sortuda descoberta de algo que já havia desaparecido de nosso cotidiano.

clique na foto para ampliar

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Observar estas imagens atualmente, me vem uma certeza de que não devo continuar chamando os arcos pelo popular apelido de “Arcos do Jânio”.

Ao ver tudo isso desaparecendo, pensando na dor de famílias que foram alijadas de seu lar e também das construções que a cidade perdeu sem razão, creio que Jânio Quadros não merece essa deferência. Estes são os “Arcos dos Excluídos”.

Agradeço mais uma vez ao autor das fotos, Ronald Kyrmse, pela imensa contribuição para a nossa memória iconográfica. Abaixo, mais cinco fotos tiradas por ele entre 1987 e 1988:

Acervo São Paulo Antiga

Acervo São Paulo Antiga

Acervo São Paulo Antiga

Acervo São Paulo Antiga

E você o que acha que seria melhor para nossa cidade: Preservado e restaurado o casario demolido nas ruas Jandaia e da Assembleia, ou a demolição realizada por ali ? Comente!

Leia também nosso outro artigo:

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • João Guimarães filho 29/05/2015 at 11:30

    Se a grande maioria da população fosse de respeito…com certeza teria que ser preservada.
    Como a realidade e outra…viva a demolição.. Infelizmente.

    Reply
    • Gabriel 29/05/2015 at 19:17

      O senhor contribuiria com a discussão se explicitasse a definição de “população de respeito” que seu comentário implica.

      Reply
      • Fabio 13/02/2017 at 13:58

        Fosse passear à pé naquelas épocas naquela região que ficaria sabendo…e só uma observação, eu nasci e creci perto dali no Bixiga mas meus pais sempre evitavam passar daqueles lados…nem faço idéia o por quê!

        Reply
  • Fernando 29/05/2015 at 11:48

    Matéria simplesmente sensacional. Passei a vida inteira falando sobre “como ficou bonito a região com os Arcos”, mas depois de ver essa e a matéria anterior, vou mudar de opinião. Imagina que sensacional seria ver esses casarões restaurados nos dias de hoje? É, mais um golaço de vocês. Parabéns!

    Reply
    • valeria fulp 29/05/2015 at 12:25

      Acho que foi um total desrespeito `a nossa historia, demolir aqueles casaroes, que em seus dias aureos, foram maravilhosos. Como seria se destruicemos Roma, s’ pq e’ antiga ? O povo que cuida de seu passado com respeito, tem um future garantido e muita cultura. Quanto a pixacao dos arcos, outro exemplo de desrespeito ao nosso passado e historia. Vandalismo com aprovacao de um governo corrupto.

      Reply
  • Fábio Peres 29/05/2015 at 11:55

    Olha, dificilmente esses casarões seriam restaurados, pessoal, principalmente porque o paulistano médio gosta de “coisa nova” (se é correto, ou não, não sabemos).

    Reply
  • Elcio Luiz Campos 29/05/2015 at 11:55

    Concordo com o João.

    Reply
  • Marcel Morgado 29/05/2015 at 12:28

    Lembro de quando era pequeno ter visto a matéria sobre a demolição no extinto Notícias Populares…

    Reply
  • Luiz Henrique 29/05/2015 at 13:01

    Bem…sem qualquer dúvida, eu preferia que ali fossem mantidos os casarões. E isso não é “chover no molhado”, não.Mais uma vez, vem a questão: pra que servem os tais órgãos de proteção desses imóveis? Estrou falando, claro, do tal de Condephaat, que não apita nada!

    Reply
  • Evandro Cordeiro 29/05/2015 at 13:21

    “Arcos dos Excluídos” :

    Achei as fotos simplesmente fantásticas, um registro de um segundo (ou seria milésimos de segundos ?) – no tempo que jamais voltará.
    Muitas vezes fico pensando se fico feliz pelos registro ou triste pelo que se perdeu … mas como explicar em palavras como era ? Apenas pelo registro de um fotógrafo inspirado e que queira registrar aquele segundo em especial saberemos, pois “Uma imagem vale mais que mil palavras”, como nos diria Confúcio … sábias palavras.

    As fotos da demolição são pesadas e chega a doer o coração de quem não concorda com o fim desonrado deste casario. Chocante de ver as máquinas derrubando, em minutos, anos de histórias de vida. Tudo virando pó.

    Não seria interessante entrevistar estas pessoas (se forem achadas) para ouvir suas histórias ? …. 😉

    Um grande abraço de um grande fã do “São Paulo Antiga”.

    Reply
  • Evandro Cordeiro 29/05/2015 at 13:31

    Eu estava “passeando” pela Rua Assembleia (pelo Google Maps), para ver como está atualmente o local e localizar onde exatamente demoliram. Para eu entender melhor : a parte demolida é onde o Posto Petrobrás está ocupando o terreno ?

    Obrigado. Abraço !

    Reply
    • Douglas Nascimento 29/05/2015 at 13:33

      Oi Evandro, não… o posto é o final da Asdrubal do Nascimento e começo da rua Jandaia.
      A rua da Assembleia, que não existe mais, é hoje chamada Praça dos Artesãos Calabreses, diante dos arcos.
      A parede do fundo das casas demolidas eram os próprios arcos.

      Reply
  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 29/05/2015 at 13:42

    Li o artigo anterior e não tive tempo para tecer um comentário que a mim parece pertinente: Conheci muitíissimo bem a Rua da Assembléia, pois lá tinha amigos e conhecidos aos quais frequentava quase todos os dias. Foi pois, com pesar e indignação que vimos a demolição dos prédios. Mas essa desventura, que a muitos pareceu atenuada com a descoberta dos arcos, suscitou outra igual ou pior, que foi a remoção dos moradores para o que seria o embrião da famigerada COHAB Adventista, cujo local era aprazível fazenda com criação de gato leiteiro, lavouras diversas e remanescentes de mata atlântica. Digo famigerada, evidentemente, não pelo povo que lá reside ou residiu, mas sim porque lá foi tudo erigido às pressas, sem a mínima infraestrutura para acomodar os moradores da demolição da Rua da Assembleia. As casinholas eram inacreditavelmente ridiculas; o tamanho era minúsculo (uns 15,00m2), o material empregado e o acabamento não é bom nem falar. Concluindo: A prefeitura cometeu aquela barbárie contra a cidade e povo, para dar início à favelização de outra área. Agora, depois disso tudo ter passado, vem o nosso Prefeito, dito “kid sulvinil” por alguns, a vandalizar ele próprio os arcos quer sorte estavam lá.

    Reply
  • kyrmse 29/05/2015 at 15:49

    Duas observações que considero pertinentes –
    A segunda foto mostra uma parede com uma inscrição, já bem esmaecida na época, que se referia a marcas de carros que em 1987 já não circulavam fazia muito tempo:
    AUTO MECANICA
    FURLAN
    SERVIÇOS
    HILLMAN
    VANGUARD
    AUSTIN
    E a terceira foto, dos três cidadãos na rua e um quarto junto à pá da escavadeira, recebeu de mim um título tipicamente paulistano: “Nóis fumo pro meio da rua apreciá a demolição”.

    Reply
    • Antonio Serrano 30/05/2015 at 17:02

      Muito boa Kyrmse!

      Reply
  • GILSON 29/05/2015 at 21:57

    excelente Douglas, Parabéns pela matéria.. Pelo menos temos uma boa notícia por estes dias: casarão dos Bocaina, um dos últimos dos Jardins- será preservado pela construtura que o comprou, com processo de restauração, em curso.

    Reply
  • Luiz Tadeu Arina 29/05/2015 at 22:53

    Acho que foi bom apesar da perda histórica.
    Um exemplo é av são João ou rio branco não me lembro bem, para se fazer a mesma foi demolido muitos imóveis.
    é o preço para adaptar a cidade as necessidade, mas a muito patrimônio a ser preservado e deveria ter mais incentivos para isso de todas as autarquias.

    Reply
  • Pedro Reis 29/05/2015 at 23:13

    Nunca vou conseguir avaliar esse paradoxo. Um pouco de boa vontade e espírito inteligente teria conciliado a preservação dos imóveis e a revelação dos arcos. É um típico caso em que a decisão deveria ser híbrida. Mas vá lá, aqui não é a Itália.

    Reply
    • kyrmse 01/06/2015 at 09:11

      É um paradoxo de fato, Pedro. As decisões são multifacetadas. Infelizmente não são nem amadurecidas o bastante, nem embasadas em estudos realmente abrangentes. É sempre difícil conciliar o humano com o técnico…

      Reply
  • edmar 30/05/2015 at 08:31

    Se lá estivessem ainda os casarões, estariam iguais ao castelinho da rua Apa.

    Reply
  • ralphgiesbrecht 30/05/2015 at 12:30

    Sem demagogia, Douglas… não tenho nada a favor do Janio, mas “excluidos” é petista demais para mim. E demagógico. Deixe o Janio. Concordo que as casas não deveriam ser demolidas (mas teriam de ser restauradas), mas o arco salvou a pátria. Isso porque o Janio, como v. disse, não sabia que os arcos estavam ali.

    Reply
  • ibsrock 30/05/2015 at 13:29

    Sensacional matéria. Concordo com todo o tom adotado no artigo, e ‘Arcos dos Excluídos’ (ou ‘Arcos da Gentrificação’) é um ótimo nome (infelizmente)! Sim, os arcos são lindos, mas o preço pago foi caro demais. Tanto pelo casario, mas principalmente pelas pessoas, porque elas fazem a cidade.
    Apesar de bonitos, hoje aquele trecho da cidade ficou morto, somente um cenário para uma alça de acesso da 23 de maio.

    Reply
  • Paulo Henrique Netto de Alcântara 31/05/2015 at 08:48

    Eu vivi até os 25 anos em uma das subidas do morro de Santa Tereza no Rio de Janeiro, tendo ainda o privilégio de conviver com a minha bisavó que cresceu no mesmo local e dotada de uma memória excelente para me relatar detalhes das casas e pessoas do bairro em 1910 – quando tinha os seus 14 anos de idade. Quando vim para São Paulo e conheci o “arcos” sob essa explicação “desenvolvimentista” que “justificava” o benefício estético e a própria ‘intervenção urbana’ como fato consumado e “bom” em si mesmo. Voltei a morar em Sampa no centro e já estendi minhas caminhadas a regiões visitadas por esta página como o Pari – em todas elas enxergamos aquilo que é objeto principal dessa documentação – a “pressa” irrefletida, o argumento da picareta “progressista” e na maioria das vezes, sem uma consulta genuína à população, apenas esse traço cultural (que alguém se referiu acima) que é motivado não sei por qual intervenção da mídia ou sinergia inesperada da interação de tantos indivíduos que para aqui migraram e que acreditaram no conto da metrópoles progressista – que tal progresso é feito as custas da própria memória. Aqui em São Paulo se está sempre pronto a aceitar o ‘fato consumado’ da obra de engenharia ou da ‘solução viária’ – como se não houvesse alternativas.

    Hoje é comum reclamar-se dos problemas causados pelo aeroporto – mas ninguém discute as irregularidades, o provável rastro de corrupção, que permitiu que o entorno daquela área ficasse densamente povoada e cheia de prédios acima do gabarito originalmente determinado por normas de segurança – o Ibirapuera deveria ter prédios até 6 andares de altura, o prédio do falido Banco Santos junto ao Pinheiros tem outros tantos andares acima do limite… Isso sem falarmos nas grandes ‘soluções’ de engenharia como o Minhocão – e em ponto pequeno – o viaduto que ‘resolveu’ as Porteiras do Brás; a mudança da estação rodoviária abordada em outro ponto do blog – a “linearização” do curso de 52 km do Tietê para 15 km urbanos, sem os meandros, tudo quase sempre prejudicando um número grande de moradores locais, sob um suposto benefício genérico à coletividade e muito específico lucro para um conjunto de especuladores, empresários e provavelmente fiscais, vereadores e sabe-se lá quantos “laranjas”… Seria uma obra de investigação fiscal muito interessante traçar o surgimento dessas fortunas privadas a custa da memória coletiva, utilizando os instrumentos do poder público… Pena que as manchetes sempre duram pouco, quando há uma mudança de governo, o que sugere que os interesses são maiores e mais espalhados em seus contatos e mais influentes do que o “valor” de uma manchete ou uma boa reportagem… logo o tema arrefece e vem o usual ‘silêncio’ que permite conter qualquer possível indignação da população, enquanto a especulação imobiliária prossegue em seu processo de “renovação” de áreas de investimento e intervenções na paisagem urbana – o paulistano pode ter muitos benefícios por morar nessa cidade menos “cidadania” no sentido de uma influencia real nas diretrizes da cidade em que habita…

    Reply
    • ibsrock 31/05/2015 at 17:11

      Paulo, parebéns pela clareza das ideias expostas. Concordo contigo, nas ideias e na frustração. Gostei da expressão ‘fortunas privadas a custa da memória coletiva’, vou usá-la! rs
      Um arquiteto colombiano em SP disse uma vez que se alguém quisesse fazer um experimento de como seria uma cidade sem regras de planejamento teria feito SP. As regras escritas e ignoradas por tanta corrupção, enterradas por tantas anistias, e influenciadas pela ‘picareta progressista’ moldarm esse espaço público (e privado porque não) ausente de memória, de pessoas agressivas umas com as outras pois não enxergam nenhum vínculo que as una, nenhum vínculo histórico ou espacial.

      Reply
  • danielpardo2015 31/05/2015 at 20:56

    Eu moro aqui em São Paulo desde que nasci, mas ainda não identifiquei onde ficam esses tais arcos.

    Reply
    • Emerson de Faria 02/06/2015 at 20:45

      Pois eles ficam na Avenida Vinte e Três de Maio sentido Aeroporto, logo após a Curva da Ferradura, próximo do Viaduto Jaceguai.

      Reply
  • Emerson de Faria 01/06/2015 at 12:41

    Ou não. Os casarões certamente tinham proprietários, e no interior do Bixiga ainda hoje existem ruas residenciais com casarios semelhantes a estes. Como bem definiu o Douglas, foi muito mais uma medida higienista do que urbanística, de enxotar a população mais carente para a periferia.

    Reply
  • Emerson de Faria 01/06/2015 at 12:44

    Ou não. Eram casebres antigos e um tanto mal cuidados, mas não eram malocas.

    Reply
  • Emerson de Faria 01/06/2015 at 12:48

    Luiz Tadeu, poderia me explicar qual é a sensação de defecar pelo teclado sabendo-se que quem ficou sem teto da noite para o dia não foi você ou a sua genitora?

    Reply
  • Emerson de Faria 01/06/2015 at 12:56

    Jânio Quadros era um velho gagá e esclerosado, que em muitos de seus delírios na prefeitura mandou pintar os ônibus da CMTC de vermelho e mandou fabricar outros da mesma cor e de dois andares, como se aqui fosse Londres. As razões pelas quais mandou demolir a Rua da Assembleia carregou consigo para o caixão (e espero, para o inferno), mas muito provavelmente num ataque de fúria aos pobres deu ordem para que estes fossem demolidos, enxotando a população mais simples para os extremos da periferia, uma atitude preconceituosa e higienista. O centro da cidade somente será recuperado se ele for repovoado por pessoas de todas as camadas sociais, e há prédios vagos para todos os gostos e bolsos.

    Reply
  • kyrmse 01/06/2015 at 15:47

    Apesar dos 9 anos de diferença, pude observar alguns pontos comuns entre minhas fotos e o vídeo de Paulino Tarraf que mostra a “Rua das Casinhas”, na postagem anterior sobre o mesmo tema . Os tempos abaixo referem-se ao vídeo –
    2:11min – Vê-se a estrutura da placa “Eliane” que aparece pela primeira vez em 0:11min e na panorâmica em 0:57min. Essa placa encobre (nas cenas anteriores) a série de casas do lado ímpar da R. da Assembléia;
    2:15min – A casa onde ficava o anúncio da Auto Mecanica Furlan (minha 2ª foto), a 2ª casa daquele lado da rua;
    5:58min – Uma varanda característica, pertencente à casa do lado par que aparece já parcialmente demolida em minha 3ª e 4ª foto, com a escavadeira junto a ela;
    6:05min – Casa com janelas em arco e venezianas vermelhas e azuis, que aparece com destaque em minha 1ª foto, mas também na 3ª e na 4ª;
    6:11min – Cena de fachadas, bastante semelhante à minha 1ª foto, se bem que com perspectiva ligeiramente diferente; é a casa nº 300, que fica em cena até 6:24min.

    Reply
  • João Guimarães filho 03/06/2015 at 10:01

    Que isso….?!?..repovoando o centro de São Paulo com todas camadas sociais…São Paulo alias…nosso Estado..a tempos esta sem identidade..muitos lugares você não sabe se esta em outros estados ou esta no inferno…

    Reply
  • arq. eudes campos 07/06/2015 at 02:48

    Em 1987 me transferi de Sempla para o DPH. Na época, a Seção de Critica e Tombamento era chefiada pela arquiteta Myrthes Baffi. Os técnicos da seção na ocasião defendiam a preservação desse conjunto de sobrados, mas ainda não existia o conselho municipal de tombamento. O prefeito era personalista, entendeu que deveria mandar demolir tudo. Só depois descobriu o muro de arrimo de tijolos e mandou reconstruí-lo.Nós do DPH sabíamos da existência desse muro, mas eramos de opinião que as construções residenciais não só tinham valor arquitetônico, mas também interesse social, já que serviam de moradia para famílias de baixa renda. Não fomos ouvidos. Recentemente o Compresp concordou com a vandalização oficial dos arcos reconstituídos. Um erro segue outro. E a cidade, como sempre, saiu perdendo.
    arq. Eudes Campos

    Reply
  • Flavio Simonetti 22/06/2015 at 18:21

    Um dos maiores crimes cometidos pelo esquecível Jânio Quadros em São Paulo.

    Reply
  • Geraldo Silva 05/07/2015 at 22:59

    Que sensacional! Passo por ali e sempre imaginava o que seriam os arcos….. agora, sei que infelizmente, toda uma história foi destruída de maneira equivocada para que eles aparecessem, e o “progresso” chegasse mais rápido….

    Reply
  • Daniel Steinman Martini 20/10/2015 at 06:57

    Seria a restauração dos casarões da Rua Jandaia que foram demolidos pelo terrível Jânio Quadros.

    Reply
  • Luiz 24/10/2015 at 11:30

    O posto de gasolina que tem hoje, antigamente dava lugar a um bar com nome de Bar e Lanches Alfer cujo dono era um senhor gordo que era apelidado de “Birico”

    Reply
  • Ricardo 21/12/2016 at 16:50

    Eu penso que foram cometidos dois erros naquela área: o primeiro, terem construído os casarões bem à frente dos arcos, que têm um belo visual. E o segundo, terem demolido os casarões; afinal, já estavam ocupados e, além de terem condições de restauro, também formavam um belo conjunto arquitetônico. Enfim, coisas das sucessivas gestões políticas brasileiras, que não respeitam absolutamente nada além de seus próprios interesses.

    Reply
  • Oriza Martins 14/01/2017 at 17:10

    Como diz o ditado, “há males que vêm para o bem…” É uma situação paradoxal – como a maior parte da existência humana – lamentável pela perda dos moradores, mas sou mais pela existência dos arcos. São lindos, nostálgicos, poéticos. Eles eram anteriores ao casario, e o errado foi construírem sobre eles escondendo-os. (Já pensou se escondessem os arcos da Lapa, no Rio??) A situação das famílias seria facilmente reparada com um contrapartida social adequada. Não sei se o fizeram (provavelmente não, como sempre…) Se a redescoberta dos arcos foi um golpe de sorte, um viva à sorte – que nos legou um pouquinho do sabor da velha e doce Itália. São essas raras ocasiões que tornam as descobertas arqueológicas momentos fascinantes e nós, daqui do novo mundo, temos muito poucas dessas oportunidades.

    Reply
  • Rodrigo S. 16/01/2017 at 09:13

    Totalmente favorável à demolição. Os casarões não deveriam nem sequer construídos!

    Li hoje uma notícia de que o Doria determinou a restauração dos arcos (vandalizados na gestão do petralha anterior).

    Faz muito bem o Dória. E acho que poderia rebatizá-los para “Arcos do Império”, uma vez que foram construídos na época do nosso magnifico Império do Brasil.

    Reply
  • Marcelo 07/02/2017 at 14:57

    A escavadeira aparece como um monstro ávido pela destruição sumária dum patrimônio artístico e histórico incálculável. O problema maior é que as autoridades, como gozam de foro privilegiado, permanecem impunes em atos desta natureza. Embora não nascido em Brasília, cito dois imóveis históricos destruídos aqui no início do governo do Joaquim Roriz: a Escola Classe 1 da Vila Planalto (primeira escola pública local) e a Igreja da Vila Planalto, esta toda feita de madeira e destruída num incêndio criminoso.

    Reply
  • Alberto Abe 25/05/2017 at 10:40

    Queria saber que iria custear a reforma do casario??? O autor do texto??

    Reply
    • Douglas Nascimento 25/05/2017 at 11:52

      Aprovei seu comentário apenas para que os demais leitores vejam também o quão idiota ele é.

      Reply
  • FRANCISCO EDSON SOUZA PONTES 11/03/2018 at 20:09

    Seria bom a restauração dos sobrados sem duvida nenhuma, mas a descoberta dos arcos tambem foi muito boa pra cidade, perdemos os sobrados mas ganhamos os arcos.

    Reply
  • Fábio Silva 19/03/2018 at 19:06

    Pois é… Resolvi visitar novamente este post para lamentar mais um pouco por São Paulo. Jânio fez algumas barbaridades. Essa foi uma delas. Vê-se pela demolição que a preocupação com as construções foi zero. Nem mesmo o rico “entulho” pode ser aplicado em algum outro lugar? Como o Jânio gostava de importar ideias (como o caso dos ônibus de dois andares…vermelhos… como em Londres?), deveria ter importado a ideia de transferir construções históricas do lugar.

    Reply
    • Fabio 19/03/2018 at 19:53

      Pois é, um construção histórica cobrindo outra construção também histórica…a questão é : qual delas conservar, ou qual é a mais importante?

      Reply
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