Encontramos espalhadas por toda a cidade de São Paulo, as mais distintas escolas arquitetônicas que existem. Além disso, encontramos também muitas construções erguidas sem qualquer padrão ou critério, feitas apenas para servir de um simples teto.

Essa diversidade da arquitetura permite que nós vejamos inúmeras casas diferentes e curiosas na capital paulista.

No número 287 da rua Scuvero, no Cambuci, encontramos este belo e antigo sobrado com um fachada bem diferente. Apesar da “cara” tradicional do imóvel, o mesmo tem um desenho bastante angular, para acomodar a construção no seu terreno que é em um formato trapezoidal.

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Para isso, o arquiteto que a projetou desenhou a sacada em meio triangular também, de modo que o espaço fosse ocupado em sua totalidade. O resultado, apesar de curioso, é bastante interessante.

Aparentemente, a casa está vazia. Esperamos que este imóvel seja preservado, pois é bastante representativo e possui uma arquitetura única na região.

Atualização 14/11/2014:

O imóvel era muito bonito apesar de deteriorado e recebeu uma reforma, mas infelizmente esta intervenção sem critério algum o descaracterizou para sempre. Vejam a foto a seguir:

Divulgação

E com isso a cidade perdeu mais um imóvel antigo, uma pena. Conheça outro imóvel na mesma rua: Casarão da rua Scuvero

Veja o local através do mapa:

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Juliana 07/07/2011 at 20:43

    O terreno não é muito grande, então realmente a intenção de quem projetou essa casa era mesmo aproveitar cada centímetro dele. O terraço do andar superior, por ser pouco aberto, provavelmente deixa o quarto escuro, com menos luz natural. Mas é um sobrado que tem sua graça. Como, aliás, boa parte das casas simples daquele pedaço do Cambuci próximo ao Glicério. Passei por ali semana passada e imagino quanto assunto não possa render para o SPa… Um abraço.

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  • aquinaojacare 24/07/2011 at 23:08

    Realmente casa muito linda e “simples”, mesmo com a sua simplicidade hoje não ha nada que se compare! Eu tenho agônia de ver essas casas de hj em dia! Uma mais feia que a outra…aff! Como se sabe se o imovel esta com dividas de IPTU e suspostamente ira a leilão? Me desculpem sou leiga mas gostaria de internder!

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  • Adriano Domingues 14/11/2014 at 13:25

    A Casa era LInda com Todas suas linhas e janelas Lindas, que poderiam ser restauradas….mas a modernidade acabou com a casa. NEM PARECE MAIS A MESMA CASA. UMA PENA !

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  • artelrwelma 14/11/2014 at 13:43

    ficou horrível e o proprietário foi quem mais perdeu pois a casa que era bonita e tinha valor histórico e arquitetônico agora é apenas uma casa feia e mal projetada

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  • Ariane 14/11/2014 at 13:55

    Ficou horrível.

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  • Cybelle De Lima Guarani Kaiowá 14/11/2014 at 14:05

    Não sei quem permite este tipo de coisa!Ficam horrorosas!

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  • Pollon, Diego. 14/11/2014 at 23:20

    Perdeu todo o charme que a fachada tinha e virou apenas mais uma casa feia em SP.. a história foi realmente apagada dela…

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  • chico penteado 02/12/2014 at 18:32

    Lastimavel

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  • Evandro Cordeiro 13/06/2015 at 02:43

    Mais uma caixa de sapato – funcional, sem beleza e sem história – para ocupar o espaço de um sobrado rico em história. Lamentável.

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  • Evandro Cordeiro 26/09/2017 at 10:23

    Mais um caso de perda de foco: deveria ter sido feito uma Restauração e não uma Reforma. Muitos confundem estas duas formas de intervir na estrutura de um imóvel antigo, ou como o amigo escreveu ” … apesar de deteriorado e recebeu uma reforma, mas infelizmente esta intervenção sem critério algum o descaracterizou para sempre.”
    Um imóvel que poderia ser brilhar mais algumas décadas virou uma “bela caixa de sapato”. Lamentável.

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  • Antonio Manuel Capeto Costa 02/09/2018 at 13:05

    Restaurações custam mais do que uma reforma. Você precisa mestres que saibam trabalhar paredes, e o processo requer mão de obra intensiva para recriar e recuperar fachadas, consertar trincas.

    A maioria da mão de obra que hoje trabalha em construção pouco entende disto, pois há muito material pré fabricado sendo empregado em obras.

    Se você observar atentamente a linha do tempo destas construções verão que elas coincidem com um forte influxo de imigração européia do começo até meados do século passado. Em se precisando de um bom azulejista, até as décadas de 70 a 80, ia-se ao Aricanduva e encontrava-se um Espanhol que ganhava a vida com isto. Um bom carpinteiro poderia ser Italiano. Alguém que assentasse tijolos, um Português ou Italiano. Isto sem contar em Polacos, Lituanos, Húngaros e por aí afora.

    Depois disto, passou se a encontrar este tipo de habilidade em Mineiros, que tinham uma herança cultural da Europa. Bom esta maioria está para a America trabalhando na construção la. A maioria imigrou a partir Norte e Nordeste a volta da década de 60 foi direto para atender a demanda em construção de edifícios residenciais, aonde não se exigia o desenvolvimento da capacidade artesanal, e assim portanto, raramente teve a oportunidade de adquirir o “jeito” de fazer este tipo de trabalho.

    Ademais não sei de muitas escolas aonde se ensina a um a ser um pedreiro. Isto para não deixar de mencionar que ao formar alguém nesta qualificação, ninguém em são juízo vai querer trabalhar na obra pelo pouco que se oferece aqui. Qualquer assentador de tijolo que saiba o que está a fazer, vai tirar, no Canadá ou Estados Unidos, uns USD 50-70 a hora.

    Este tipo de trabalho é feito com aprendizado no trabalho, leva anos de prática para se desenvolver mão e olho para isto. Depois desta geração não se investiu mais neste tipo de habilidade. Portanto, os poucos existentes que estão à altura do trabalho em questão vão cobrar o que querem, ou você terá de importar o seu artesão.

    Portanto não é justo criticar o proprietário, sendo o imóvel não tombado, nestas circunstâncias. O mérito do mesmo foi manter a residência em condições de moradia pelo melhor que este poderia pagar.

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