Uma verdadeira viagem no tempo, retrato da região central de São Paulo que hoje só é possível encontrar nas fotografias de Militão Augusto de Azevedo.

A Travessa Noschese, localizada próxima da Câmara Municipal e da Avenida 23 de Maio, é o último exemplar de uma cidade antiga que ainda sobrevive no centro. Rua estreita e angulosa que não foi preparada para receber automóveis, calçadas estreitíssimas e construções bastante antigas.

A pequena rua é o que sobrou no local da antiga Sociedade Anônima Comércio e Indústria “Souza Noschese”, cuja fábrica se destinava à produção de artigos de ferro esmaltado para uso doméstico. Parte desta indústria ainda está no local, já bastante desfigurada, funcionando como estacionamento. Já as casas apresentadas nas fotografias eram residências de seus funcionários e, apesar de passado tanto tempo, estão em bom estado de conservação.

Vista da Travessa Noschese, ao fundo o Edifício Brasilar

Nas imagens da galeria abaixo, você poderá observar um pouco mais desta travessa com sua rua estreita, a antiga fábrica do lado esquerdo, e as residências do lado direito, além da presença de art noveau nos portões das casas. Você vai observar um centro da Cidade de São Paulo que praticamente já desapareceu por completo, restando apenas esta rua como uma espécie de museu a céu aberto.

É preciso que está via e suas construções recebam o tombamento histórico o quanto antes por representar um local único, cena de uma cidade que não existe mais.

Veja outras fotos deste local (clique na miniatura para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • sana 29/12/2009 at 23:26

    Olha, tombamento até pode ser a solução, mas eu morei anos perto daquele palacete na Bela Vista que foi o primeiro a ter piscina na cidade e aquilo lá é um cortiço horrendo. eu passava lá na frente todo dia morrendo de medo de ser atacada e assaltada.
    E aquele prédio é tomabado.
    Uma professora minha, antropóloga e que tabalhou no Iphan, me disse uma coisa muito triste: que embora tombado, donos e prefeitura, estão é esperando mesmo que aquilo caia, desabe literalmente, pois assim não terão trabalho de expulsar as pessoas de lá, restaurar e manter.
    Pode isso?? Essa é a cabeça do nosso povo!
    Vontade de fazer uma revolução!

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    • Daniel 10/11/2010 at 20:55

      infelizmente quase tudo que é tombado acaba entregue às traças (e aos nóias de crack) por falta de interesse dos proprietários, e de pulso firme do governo (que deveria reprimir os nóias)… a propósito: eu ja vi alguns imóveis antigos tombados serem reformados com financiamento do bndes em algumas cidades, no caso acaba sendo uma alternativa para estimular a preservação…

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    • Raquel Nicoletti 14/12/2012 at 22:19

      Adorei o seu comentário, pois nos mostra o quanto nós temos que agir em situações como estas… Precisamos de mudanças nestes pensamentos tão mesquinhos, que só maquinam o dinheiro…

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  • Jefferson Eduardo 24/05/2010 at 13:33

    Pois façamos uma revolução! Façamos um abaixo-assinado pró-tombamento da via Noschese! E quem sabe de outros imóveis…

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  • Eduardo Britto 06/06/2010 at 07:13

    Essa travessa Noschese é mesmo um tesouro! Na esquina com a r. Santo Amaro tem um prédio antigo lindo, e um pouco abaixo, uma estação transformadora de energia que está nas fotos de SP dos anos 30. Todo esse conjunto, ali ao lado da Câmara Municipal, tinha que ser restaurado, pela dignidade da memoria arquitetônica paulistana, já tão detonada. E… Sana, acho que você se refere à Vila Itororó. Pois no Estadão de ontem (5/6) consta que vão sair os 170 moradores, e a vila vai ser restaurada. SERÁ? Abraços.

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  • Silvio Luiz Antunes 07/06/2010 at 19:22

    Se aparecerem abaixos-assinados aqui assino todos!!!

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    • Jefferson Eduardo 03/07/2011 at 17:38

      Eu tambem!

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      • Luiz 09/06/2012 at 12:01

        Como podemos começar isso e encaminhar devidamente?

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  • Clelia Person Lammardo 11/06/2010 at 19:03

    Não conheço essa rua. Irei lá no domingo. Algumas plantas na porta de uma das casas sugerem que há habitantes ali.
    Concordo com vc Douglas. Merece tombamento.

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  • Marú Girardi 06/07/2010 at 11:21

    Tombamento parece sempre uma ótima idéia para que a memória de São Paulo não desapareça completamente, mas todos sabemos que tombamento não tem nenhuma relação com manutenção e restauração do patrimônio histórico. Passeio sempre pelo centro, amo minha cidade, sofro com sua degeneração e tenho certeza que a única coisa capaz de salvar esses imóveis seria uma lei de incentivos fiscais para que ruas como essa se transformassem em centros turísticos com bares, livrarias, galerias e cafés que seriam multados se destruíssem ou descaracterizassem os imóveis e receberiam incentivos fiscais pela manutenção e melhorias que promovessem. Simples assim.

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  • Marcelo 30/10/2010 at 22:57

    Revolução é a palavra….mas a revolução educacional para a memória da cidade, se a sociedade civil se unir, massss muuuuuita gente aderir ai sim, ouviram nosso clamor pela preservação e restauro dessa São Paulo que naum esta perdida, apenas e tristemente esquecida, nesse momento estou assistindo um filme nacional na cultura, chama-se simão, o caolho, é ma comédia , mas mostra habitos,costumes, cenografia do inicio da decada de 50 (filme rodado em 1953)…sociedade cívil,UNI-Vos, pois só assim seremos ouvidos……abraços a todos que amam esta cidade e sua historia, longa vida à todos……

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  • Mariana 07/11/2010 at 03:04

    Passei por esta travessa hoje e corri para o site para ver se já estava aqui! Realmente, essa travessa é um tesouro!
    Marcelo! Como podemos nos unir? Será que este site não pode ser centralizador de uma discussão e de propostas reais em favor do patrimônio arquitetônico de São Paulo? Eu sinceramente duvido muito de abaixo-assinados, gostaria de ter maiores informações sobre o que se pode fazer em favor destas construções. Mas sempre esbarramos na prefeitura, na especulação imobiliária, numa máfia absurda que está por trás de tudo isso.No tombamento não impedindo que a construção caia… e no povo, sedado, sem o hábito de cultuar a sua história (ou melhor, sem ter sido educado para isso).
    O que podemos fazer?????
    Seremos nós as mariposas sem a lâmpida?

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    • Dirce Maria Corrêa de Souza 17/04/2013 at 17:54

      ente é claro q tem que restaurar tenho uma bacia aqui com o registro Souza Noschese.E ai teve a fábrica Souza Noschese. Onde está os donos dessas casas? esse lugar lembra quem tem objetos com esse Sobrenome Souza Noschese q com certeza é de minha família.Pede ajuda para o SENAI que tem esse nome. eu não posso ajudar só mesmo com minha opinião.Tenho uma bacia aqui com meu sobrenome Souza e resolvi pesquisar e agora vejo que tem mais história pra ser preservada. Sou Sousa da Água Fria Maracaju MS.Maracaju a terra Da Festa da Linguiça e mês q vem em Maio tem Festa da Linguiça. abraço.

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  • Karin Peixoto 18/11/2010 at 21:14

    Nossa essa travessa restaurada e cuidada seria um local maravilhoso de se morar! A casinhas embora em mau estado me parecem a principio muito aconchegantes.
    Mas tenho que concordar com a Mariana, se nas escolas em casa não começar a educar as crianças para valorizar e preservar o passado, da qui alguns anos não teremos mais historia alguma para contar… é uma dor profunda que da no coração de pensar isso.

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  • Tarcisio Gonçalves 01/03/2011 at 13:53

    Hoje você passa pela Travessa e é rodeado de marginais, fala sério!
    Passei ali ontem, foi uma experiência horrível, não sei como o Douglas teve a coragem de entrar naquilo e como o carro do Google Street View viajou por aquilo, tá louco!

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  • Jefferson Eduardo 01/12/2011 at 17:06

    Sugiro-lhes fazer uma matéria sobre túmulos abandonados no Cemitéeio da Consolação. Ficariam perplexos! O túmulo da família Noschese lá está, e é usado como um mini-depósito dos coveiros!
    Pudera! A família talvez nem exista mais! A maioria não se importa com a História de S. Paulo ou do Brasil em casas, por que o faria com sepulcros?
    Triste Brasil! 🙁

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  • Ralph Giesbrecht 09/06/2012 at 11:47

    Muito legal; é uma pena que os moradores atuais não se juntem e façam uma restauração, nem que seja somente nas fachadas. Ficaria lindo.

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  • Virginia 09/06/2012 at 18:37

    eu também gostaria muito de poder contribuir em pról da restauração desses imóveis antigos…

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  • paulo 13/12/2012 at 15:04

    eu morei nesta travessa !,

    foi a primeira casa que meus pais compraram ,

    Reply
  • Alexandre 13/12/2012 at 19:49

    Já passei nesta rua várias vezes. Antigamente estava melhor. Tenho um amigo que trabalha na Prefeitura e ele me disse com todas as letras que o Sr. Kassab lucra muito coma especulação imobiliária. Por isso a Prefeitura nunca faz nada. Vamos esperar que isso mude com a nova administração. Tenho aversão ao PT, mas vamos ver o posicionamento da nova gestão. Vamos cobrá-lo com unhas e dentes, pessoal!!!

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  • rosely campos marques 14/12/2012 at 22:08

    concordo com a preservação destes prédios,ruas,é a nossa história e brasileiro não tem esta cultura de preservação e história.concordo em um abaixo assinado p\ ser preservada estas ruas.

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  • dirce maria 15/04/2014 at 11:35

    acho q esses sousas são de minha famiia eu sou a favor da restauração e tenho uma bacia desssa fáfricação.

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  • Adelson 05/06/2014 at 14:44

    sou morador do rio de janeiro desconfio que perdi o documento do meu carro no estacionamento de numero 30 da travessa , alguma bendita alma consegue o numero do telefone de lá ? para eu perguntar ?

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  • Daniel Pardo 12/04/2017 at 21:38

    Realmente essa travessa é um achado no centro de São Paulo, mas como muitas partes do centro, com certeza deve sofrer com a decadência do mesmo.

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