“BRASILEIROS PRODUZINDO VEÍCULOS PARA O BRASIL”

Há algum tempo, nasceu uma nova tendência de abandono: o de patrimônio industrial. É um tema que deve ser estudado com mais afinco. É só ir aos chamados bairros operários que podemos ver diversas indústrias fechadas como o Leite União no Pari, a empresa de borrachas Orion e Cotonifício Paulista, ambas no bairro do Belém e algumas filiais das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo espalhadas por toda São Paulo. Isto sem contar as que foram recentemente demolidas, como o Açúcar União, na Mooca.

O patrimônio industrial consiste em valor social, arquitetônico ou patrimonial. A representatividade histórica da indústria para a cidade e o desenvolvimento da sociedade através da sua localização, são pontos essenciais para pedido de tombamento do imóvel.

Linha de montagem da DKW/Vemag

Linha de montagem do Fissore na DKW/Vemag

Um bom exemplo de patrimônio industrial abandonado é a antiga fábrica de automóveis DKW-Vemag. Com um olhar saudoso, os amantes dos motores dois tempos relembram a trajetória dos Candangos, Vemaguetes, Fissores e Belcar, esse último sendo a preferência entre os taxistas da época.

A antiga fábrica (ou o que restou dela) foi construída em uma área de 1.091.500 metros quadrados no início da década de 40. Com uma arquitetura audaciosa foi um dos maiores impérios automobilísticos brasileiro até a década de 60. Está situada na Rua Vemag, 1036 no bairro de Vila Prudente, às margens do rio Tamanduateí. Muito próximo do Ipiranga, bairro que foi palco de um dos maiores acontecimentos de nossa história: O grito de Dom Pedro I proclamando a Independência do Brasil. Hoje quem grita e esforça-se para ter a história da Vemag preservada são os entusiastas zelosos, representados por vários proprietários de veículos e membros de clubes como o Três Cilindros.

HISTÓRICO

A Vemag iniciou suas atividades em 1945, sendo no início uma distribuidora dos automóveis Studebaker inclusive sendo esta sua razão social. Esta empresa automobilística montava e distribuia para todo Brasil veículos das marcas, Massey Harris, Studebaker, Ferguson, Kenworths e Scania Vabis.

Vista aérea da fábrica, em seu auge.

Na década de 50, o Brasil estava passando por diversas transformações políticas tendo como presidente Juscelino Kubitschek com o seu famoso lema “cinqüenta anos em cinco”. Isso se refletiu na indústria automobilística, pois seu governo criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) e a Vemag foi a primeira fábrica que se beneficiou dos incentivos fiscais para a implantação de empresas de automóveis

O lema da Vemag era: “BRASILEIROS PRODUZINDO VEÍCULOS PARA O BRASIL”. A frase entrou para a história da indústria automotiva nacional, pois em 19 de novembro de 1956 era apresentada ao povo brasileiro a camioneta (ou perua) DKW-Vemag Universal, uma cópia do modelo fabricado pela Auto-Union, na Alemanha. Foi o primeiro veículo genuinamente nacional pelos parâmetros do GEIA, que não incluiu o Romi-Isetta, pois para ser considerado um carro de passeio o carro teria que possuir o mínimo de duas portas e quatro lugares

clique na foto para ampliar

clique na foto para ampliar

Em 1958 foram lançados o Jipe DKW-Vemag, posteriormente chamado Candango, o carro de passeio, posteriormente chamado Belcar e uma nova versão da camioneta DKW-Vemag, posteriormente chamada Vemaguet. Em 1964, a DKW Vemag faz uma grande inovação: lança um modelo diferenciado e avançado para sua época. O DKW-Vemag Fissore, usando a base mecânica do Belcar mas com carroceria desenhada e desenvolvida na Itália. Seu design inspirou os BMWs do início da década de 70.

O FIM

A Vemag teve um papel fundamental na história automobilística brasileira. A fábrica chegou a ter cerca de 3.500 funcionários em 1967, ano que teve suas atividades encerradas.

Na Alemanha em 1964, a Volkswagen comprou da Daimler-Benz metade de suas ações tornando-se um dos proprietários da Auto-Union, gerando uma grande preocupação para a Vemag quanto a renovação da licença para fabricar carros DKW. A Vemag resolveu reagir fazendo contatos com a Peugeot, Citröen e até mesmo a Fiat, mas nenhuma teve resultado positivo. No ano seguinte a Volkswagen acabou comprando a outra metade das ações tornando-se única proprietária da Auto-Union.

Em novembro de 1966, Lelio de Toledo Piza, presidente da Vemag, declarou a imprensa oficialmente que a Vemag associava-se a Volkswagen do Brasil. Ninguém sabia ainda, mas a Vemag estava partindo para o seu fim.

Linha de montagem da perua DKW/Vemag Universal

Linha de montagem da perua DKW/Vemag Universal

A Volkswagen do Brasil em setembro de 1967 assume a Vemag e também o compromisso de que não encerraria a produção dos seus automóveis, porém, seguindo uma tendência mundial a empresa alemã retirou do mercado os famosos motores dois tempos.

Após o encerramento da produção de veículos DKW, a empresa alemã continuou com a produção de componentes para abastecimento do mercado de reposição. Instalou seu departamento de desenvolvimento no antigo parque industrial da Vemag onde foram desenvolvidos alguns de seus futuros veículos: Brasília, Passat e até mesmo a primeira geração do Gol. A Fábrica 2 Volkswagen, como passou a ser conhecida, ocupou as instalações da Rua Vemag até a década de 80.

Assista abaixo o vídeo instituicional da fábrica da DKW/Vemag feita em 1964 por Jean Manzon:

A DECADÊNCIA DO LOCAL:

Sua instalação atual é o reflexo do descaso do patrimônio industrial brasileiro. A antiga fábrica que tanto brilhou no passado hoje agoniza em meio ao entulho e passa despercebida diante dos olhos da multidão que utiliza diariamente a estação de trem Tamanduateí, antiga Parada Vemag e o Shopping Central Plaza construído em uma grande área do complexo industrial margeando o rio Tamanduateí e a Avenida do Estado.

O que restou da fábrica foi o prédio principal onde residia o complexo administrativo e a linha de montagem. Suas portas e janelas foram emparedadas. Ruínas são uma realidade neste finado espaço automobilístico e futuras instalações da estação Tamanduateí do metrô.

ReproduçãoA Vemag é uma herança patrimonial e é o reflexo do descaso público perante o abandono do imóvel.

O que resta é fazer uma viagem ao tempo. Em 2006, em comemoração aos 50 anos do lançamento do primeiro veiculo genuinamente brasileiro, a camioneta Universal DKW-Vemag, os vemagueiros reuniram-se em frente da antiga fábrica e relembraram a trajetória da indústria automobilística que nunca vai ser esquecida, mesmo correndo o risco de ser demolida a qualquer momento.

No sentido ao contrário que acontece no Brasil, a antiga fábrica da Auto Union, atual Audi com sede na Alemanha, cidade de Ingolstad, possui um museu com toda a história da marca, inclusive constando em seu acervo um modelo de fabricação brasileira. Reflexo de um país que sabe preservar e respeitar a memória automobilística.

Veja abaixo fotos atuais da antiga DKW-Vemag (clique na foto para ampliar):

Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento Foto: Douglas Nascimento Foto: Douglas Nascimento

Atualização 06/04/2011:
A Rede RIT de Televisão realizou, no final de março, uma série de reportagens com o apoio da equipe do São Paulo Antiga, e uma delas foi justamente sobre a antiga fábrica da DKW. Assistam ao vídeo e confiram a participação da historiadora Glaucia Garcia de Carvalho

Agradecimentos: Daniel Granja

About the author

Licenciada em História, é pesquisadora e professora da rede pública e particular em Guarulhos. É co-fundadora da Associação Guarulhos tem História e Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Co-autora dos livros "Guarulhos tem História" e "Guarulhos: espaço de muitos povos".

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Comments

  • Ralph Giesbrecht 23/12/2009 at 15:04

    é, como está, e sendo um prédio relativamente moderno sem muitos atrativos a não ser o histórico, a tendência é ir para o saco mesmo. Não sei o que se passa hoje, mas pelo visto a tendência é construir mais um pombal de luxo por aí. Mais gente para afundar de vez a infraestrutura precária de SP. Melhor seria fazer um parque e deixar as ruínas, mas sabe quando???

    Reply
    • Ari Rocha 23/12/2009 at 16:48

      Prezado Ralph,
      Não é bem assim. A fábrica foi um marco importante, porque foi responsável pelo primeiro carro fabricado no país, além de ter sido a única ‘genuinamente’ brasileira dessa fase inicial.
      A área que ‘restou’ da fábrica é relativamente pequena e poderia ser facilmente restaurada para se transformar num centro cultural, serviço muito carente naquela região.
      Abraço
      Ari Rocha
      (arquiteto/designer)

      Reply
      • Julio Cesar Camerini 02/01/2010 at 17:57

        Prezado Ary,
        Concordo.
        Veja, esta área poderia abrigar um museu contando á história dos primeiros passos do automobilismo no Brasil, inclusive com a participação do Sr Gurgel.
        É uma pena mesmo que uma país como nosso tenha restritata sua cultura e história, eu com orgulho digo, tive um veículo da Vemag!
        Abraços

        Reply
        • Daniel 01/05/2010 at 01:14

          eu sou louco de vontade de pegar um vemag para reformar… aqui no rio grande do sul ainda se vê uns belcars rodando com o motor 2t original…

          Reply
          • danielpardo2015 25/05/2015 at 22:45

            Então seu sonho está mais próximo do que você imagina, olha o vídeo abaixo.

  • Pedro Reis 23/12/2009 at 15:43

    Acho muito importante o trabalho do SPa porque a memória só se perde em definitivo, quando não há registros. Não só essa matéria, mas muitas outras no site, são imagens da minha infância, adolescência e vida adulta, que a nossa falta de vocação para a história, vai transformando tudo em escombros. Nosso senso de progresso ainda tem arraigado o espírito da motoniveladora. Uma pena. Mais uma vez parabéns pelo trabalho.

    Reply
  • Antonio Madela 23/12/2009 at 16:47

    Eu lembro perfeitamente dessa famosa marca “DKW-Vemag”. Era um veículo tido como o mais econômico em termos de consumo de combustível. Cheguei a pensar em adquirir um desses veículos, mesmo porque era de um visual chamativo. Infelizmente a Volkswagen botou um final melancólico, ficando apenas a lembrança. Só consegui adquirir meu primeiro veículo em 1968. Advinha: Isto mesmo, um volkswagen ano 1966 (usado mesmo). Quanto ao imóvel em que funcionou a fábrica, o destino é incerto, Esperemo para ver!

    Reply
  • Ari Rocha 23/12/2009 at 16:54

    Complementando:
    Seria uma forma de Governo do Estado e Prefeitura praticarem, a política de inclusão que eles tanto ‘alardeiam’.

    Reply
    • Karin Peixoto 11/04/2011 at 08:06

      Infelizmente meu caro Ari, a prefeitura e o governo do estado estão dando uma banana pra inclusão social. É a cruel realidade a respeito daqueles que nos governam… lamentavel mesmo!

      Reply
  • Eduardo Britto 24/12/2009 at 12:53

    Parabéns pela matéria! Fiquei sabendo pelo blog do Flávio Gomes. Uma aula de história factual, com fotos de diversos matizes, googlemap, vocês estão de parabéns! Na Zona Norte, a construtora Goldfarb está PAPANDO tudo quanto é fábrica antiga, para construir seus pombais nem de tanto luxo assim, populares mesmo. Indaguei à construtora pela sustentabilidade ambiental dos projetos e, alguém teve resposta? Eu também não. Abraços! Ótimo 2010!!

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  • Geraldo Casselli Júnior 24/12/2009 at 15:32

    Muito boa matéria , clara , enxuta e direta com referências precisas . Legal !
    Sou suspeito pra falar , pois sou um apaixonado por DKW mas , qualquer coisa tipo centro cultural , museu , faculdade ou algo similar , já valeria a pena ! São Paulo tá muito inchada , precisa parar e ponderar ! Valeu !

    Reply
  • Everton Calício 24/12/2009 at 21:02

    Vale lembrar que o nome da empresa holding do Grupo Matarazzo é S/A Inds. Reunidas Fábricas Matarazzo e não Francisco como costumeiramente costumam apresentar, e quanto ao abando do patrimônio industrial na cidade é uma constante decorrento do processo de desindustrialização da Região Metropolitana de São Paulo que acontece desde a década de 80 tendo sido alavancado na década de 90 e anos 2000.

    Reply
  • Silvia 01/01/2010 at 10:32

    Muito triste esse abandono. Trabalhei na parte administrativa dessa suntuosa fábrica. Com apenas 16 anos era secretária da seção de contabilidade. Infelizmente, o que poucos sabem, a fábrica estava sempre no vermelho. Presenciei o lançamento do Fissore, carro genuinamente brasileiro, que teve vida curta. Foi um meio de se livrar dos pesados royalties dos demais carros da linha. Como tudo que ameaça o “bem-estar” dos grandes, o Fissore — de linhas arrojadas para a época — não prosseguiu.
    O hipermercado WallMart está próximo da Vemag e quando passo por lá, confesso que sinto uma grande tristeza.
    Como tudo no Brasil, não se dá valor ao que é brasileiro e à conservação de nossa memória. Que pena!

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    • Daniel 01/05/2010 at 01:16

      vi um fissore a uns dias atrás, todo original por fora mas com motor e câmbio de 5 marchas do corcel no lugar dos originais… sempre gostei dos modelos dkw por causa do motor 2t…

      Reply
  • Mário Lopomo 04/01/2010 at 16:02

    Tudo o que foi escrito, eu assino em baixo. Gostaria de saber se o Antonio Madela. é um ex companheiro de SENAI, Rua Roberto Simonsen no Bras. anos 1954-55-56.
    Mário Lopomo mlopomo@uiol.com.br

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  • Luiz Galvão Idelbrando 16/01/2010 at 14:53

    Parabéns mesmo pela relíquia relembrada, lembro-me perfeitamente dos veículos, até porque comprei um dkw, que pertenceu ao meu irmão mais velho e rodou dez anos na praça, era um modelo 1961, rodou 450.000 km sem precisar de retífica, só aquela manutenção básica, excelente máquina. Quanto ao descaso do patrimônio histório, o industrial é só mais um, pois entra e sai governantes e são farinha do mesmo saco, aconselho a lerem o livro revolução dos bichos, é igualzinho ao Brasil e esses pelegos ora do PSDB, PT, e o mais prostituto de todos o PMDM.
    Se fossem só um por cento do que foi a Vemag do Brasil em termos de funcionamento, seriamos a maior nação do mundo.
    Desculpem-me, mas tenho que desabafar.

    Reply
  • Alexandre Badolato 10/02/2010 at 01:45

    O ideal seria o local abrigar um Museu do Automóvel Brasileiro …

    Mas é mais fácil voltar a sair Vemaguete 0km de lá do que a área se transformar em museu de automóveis …

    Vai virar prédio de apartamentos com quartos de 2,70 por 2,30 para serem pagos em 120 prestações … Ah, e com garagens que mal cabem Fiat Unos ….

    Abraços

    Reply
  • Angelo Conti 24/02/2010 at 11:09

    Senhores!
    Ontem me deparei com este artigo no site, por mim já na coluna meus favoritos,há algum tempo.Parabens pela matéria e pelas fotos em arquivo e as atuais.Moro próximo, na Vila Prudente, há 23 anos.Vi eu e minha familia, a derrubada da antiga fabrica Vemag/Volkswagen e a construção do Shopping Central Plaza em pouco mais de 2 meses.Moro em um apartamento na rua Ibitirama, proximo a padaria Cepam(pra quem não sabe, é a fabrica dos panetones Village)e ele o apto. fica de fundos no condominio e eu vejo diurtunamente o shopping inteiro. Qando vamos ao shopping fazer compras ou mesmo no Vall Mart,e entro pela entrada da rua Guamiranga, meu filho, sempre me pergunta, sobre o predio abandonado das fotos. Papai que prédio feio é esse?E eu respondia aletóriamente…sei lá, é uma antiga fabrica em ruinas.Mal sabia vendo a reportagem do site que era a fabrica da antiga Vemag. Pois bem,essa area toda, foi comprada, creio eu, pela Volkswagen, lá pelos idos de 1968/69.Bem,quando foi construido o shopping, será que este, comprou a area toda ou so comprou a area que foi construido o shopping?Isso é uma coisa, para se verificar, com quem ficou aquela area com o shopping ou com a Volkswaguen.Queridos proprietários do site, investiguem essa probabilidade de quem pertence essa area e quem sabe exista interesse da parte deles em se construir alguma coisa de educativo na area, já tão degradada.Aquela idéia dos colegas em se fazer um centro cultural ou até mesmo um museu do automovel, seria muito bacana e valorizaria a area de entorno do shopping, com a futura estação do metro, no local.
    Abraços.

    Reply
    • Daniel 01/05/2010 at 01:23

      a volkswagenwerk incorporou a vemag em ’66 quando começou a incorporar as operações mundiais da dkw, e tirou os modelos de linha em ’67 pq representavam uma ameaça para o k70 (1º modelo da marca a ter motor dianteiro refrigerado a água e tração dianteira), menos uma fábrica na espanha que hoje pertence à mercedes-benz e foi de onde saíram as vans mb180d (até tem algumas rodando no brasil, inclusive umas que foram importadas já adaptadas pela planchisteria bergadana para servir de ambulância)…

      Reply
      • José Wellington Porto 21/07/2010 at 22:28

        Meu caro, eu não acreditoque o DKW tenha sido uma ameaça ao K70, em termos de concorrência, porque a Auto Union, fabricante dos DKW, formou, junto com a Horch e a Wanderer, a Audi. O primeiro modelo VW com motor refrigerado a água salvou a empresa de possível fa`^encia, eis que os antigos motores refrigerados a ar tinham baixa potência específica e, assim, forma considerados obsoletos na Europa e Estados Unidos, pois tinham consumo alto para uma baixa prestação. A VW foi um espólio de guerra que ninguém queria sssumir, tendo sido salva no pós-guerra pelo Prof. Heinz Nordhoff; porém, a atualização tecnológica de tal motor dependeria de pesquisa tecnológica que, somente a Porsche, conseguiu para os motores refrigerados a ar. Os Auto Union com motor de ciclo dois tempos (DKW)revelam-se ineficientes para motores de cilindragem mais alta, pois,acima de um certo tamanho, o consumo de combustível ~era muito alto sem o correspondente aumento de potência. A Audi enfrentava problemas administrativos e foi comprada pela VW e, naquele momento, o único projeto pronto para o fabrico imediato era o do K-70, que era projeto já arquivado na Audi, tendo sido o salvador da primeira, eis que, em termos administrativos, a VW era sólida, com presença marcante no mercado mundial, ao contrário da Audi, mas faltava a ela um projeto inovador… Quanto aos motores dois tempos, a Yamaha desistiu de fabricá-los acima dos 500 centímetros cúbicos, pois acima disso não tinham rendimento compensador…

        Reply
        • Daniel 09/09/2010 at 09:47

          na austrália ainda tem uns entusiastas fazendo pesquisas com motores 2t, inclusive acima de 500cc…

          http://www.twostrokeshop.com/

          e para uso náutico, principalmente depois do desenvolvimento de sistemas de injeção direta para motores 2t (por sinal, outro desenvolvimento australiano) ainda são bastante utilizados…

          Reply
  • Erik 12/03/2010 at 10:53

    Meu pai teve Candangos e Vemaguets até o fim da produção. Hoje tenho um Candango 58 e só posso ficar triste com o fim melancólico da última referência que existia da fabricação dos DKW-Vemag. Triste do povo que não preserva sua própria história.

    Reply
  • gabriel carvalho 07/04/2010 at 22:30

    Caros, não conhecia bem a história da vemag, agora sei o quanto essa empresa foi importante na história automobilística brasileira.. o texto é bem completo, sem exceção de informações. “admiro” bastante o descaso com o patrimônio histórico nacional, e digo tambem que infelizmente isso se repete em várias cidades brasileiras. eu moro em Guarujá, ao lado de uma cidade histórica que é santos, e basta dar uma volta pelo centro de santos para se deparar com várias construções que estão “estragando” com o tempo… acho que mais da metade delas em toda a cidade estão em mau estado de conservação e abandonadas. infelizmente é assim e não podemos fazer nada, ao menos que focemos ricos de dinheiro rsrsrsr

    um abraço a todos.

    Reply
  • Glaucia Garcia 10/04/2010 at 23:09

    Aguardem novidades…
    O imóvel está com os dias contados.

    Reply
    • Daniel Pardo 29/03/2017 at 21:17

      GLAUCIA: Mas o que vão fazer naquela região??, prédios de apartamentos??, a menos que o dono do Central Plaza tenha comprado o que resta da fábrica para ampliar o Shopping, mas ultimamente escutei até boatos de que o Central Plaza ia fechar (o que, pelo que fiquei sabendo, não aconteceu)

      Reply
  • RENATO 28/05/2010 at 15:54

    ótimo seu artigo.. sou amante de carros antigos,e principalmente dos DKWs… visite meu blog carrosnosangue@spaceblog.com.br

    Reply
  • Tadeu Carnevalli 09/10/2010 at 16:37

    Adorei este site, é ao mesmo tempo triste e alegre apreciar este tipo de reportagem. Triste pelo abandono e perda de um patrimônio histórico que nunca mais poderá ser recuperado. Alegre pelas recordações e bons momentos que muitos destes lugares nos remetem. Parabéns pela iniciativa, o São Paulo Antiga já está na minha lista de favoritos, embora não more mais em São Paulo.

    Reply
  • Juca Joca 27/01/2011 at 13:56

    Quanta hipocrisia. Tombar duas paredes caindo aos pedaços? Já era, minha gente! E convenhamos: tombamento só é bacana na propriedade alheia.

    Reply
    • Glaucia 06/04/2011 at 15:24

      Juca…
      Não é hipocrisia. Neste local existiu uma indústria automobilística que fincou sua história e poucas pessoas sabem a sua importância. Em Guarulho,s um grupo de professores entrou com um pedido de tombamento de uma parede que pertencia a primeira indústria de tijolo da cidade. O processo está para ser votado e tem grandes chances de ser tombado. Tombamento é essencial para a preservação não apenas do imóvel, mas também para a história do nosso país.

      Reply
    • Roberto Fróes 18/04/2011 at 23:46

      Juca, você sabe qual é o monumento mundial mais importante para a religião judaica?
      Está em Jerusalém, e é um muro, isso mesmo, apenas um muro, hoje chamado de “Muro das Lamentações”.
      Estive na fábrica VEMAG, ou no que dela restou, em 19/11/2006, nos 50 anos da saída, por aqueles portões, da 1ª camionete DKW Universal brasileira.
      Fiz questão de pegar, nos escombros, um tijolo, que guardo, com muito orgulho, em minha estante, como uma lembrança tombada da “maternidade” de meu carro.
      Você possivelmente é um jovem que ainda não aprendeu a dar valor à essas coisas… não sabe o que vai perder, em seu futuro… é de dar pena…

      Reply
    • LEANDRO ABAETE 24/06/2011 at 21:26

      HIPOCRISIA INFELIZMENTE E NISTO QUE ESTAMOS NOS TRANSFORMANDO. NUNS GRANDES JUCAS JOCAS!

      Reply
  • Edu Lima 07/04/2011 at 00:35

    Muito bacana o post, e mais ainda os comentários, o que torna tudo ainda mais rico, saimos todos ganhando, podem ter certeza.

    Só tenho uma maneira um pouco diferente de pensar, ela difere na concepção de que a culpa de determinados abandonos ou de todo abandono é do governo, ou dos brasileiros, especificamente da nossa tremendamente acalcada falta de cultura para preservação da hostória.

    Eu discordo disso no seguinte ponto. A cultura e formada por nosso habitos que em conjunto dão forma ao que chamamos de cultura.

    Não acredito que de para salvar tudo, por mais importante que tenha sido uma fabrica, não é necessáriamente deixando um prédio de pé que que estaremos celebrando aspectos importantes da nossa cultura. Creio que existem maneiras mais eficientes de documentar a historia e de celebrar seus feitos do que manter todos os prédios antigos de pé.

    No meu entendimento, o ideal seria quando não fosse possivel e ou desejavel manter um imovel no estado original, que este fosse destruido e ou remodelado para servir para novos usos para a cidade e obviamente para as pessoas que formam uma cidade.

    Uma outra consideração que tenho é que se queremos preservar algo, seja mantendo, e conservando-o seja remodelando, reconstruindo, recriando, devemos nos unir e mostrar o caminho. Poderia-mos estudar modelos de corservação e ou remodelação existentes em outros lugares do mundo, que tenham uma particularidade próxima a nossa, que poderiam ser aplicados por aqui. Ou mesmo poderiamos criar novos modelos e colocalos a prova.

    Dizer que tudo esta abandonado, que nada é feito, que não se tem cultura e por ai vai, ao mesmo tempo que nada fazemos para mudar a situação, bem não vai mudar nada, nem aquele rasgo ali no sofá.

    Reply
  • Mario 10/04/2011 at 08:50

    Numa visita a S.Paulo e procurando o que fazer na cidade, encontrei esse site.
    Meu pai trabalhava na Auto Union em Düsseldorf e em 1958 mudou-se para SP com a família.
    Ainda me lembro, quando menino, que muitas vezes o pai voltava tarde porque tinha que resolver problemas urgentes principalmente no que tange as instalacoes das novas linhas de producao. O momento mais feliz era quando ele vinha com o novo modelo do ano; eu passava a noite brincando atras do volante. Tb as famosas mil milhas de Interlagos eram fascinantes os DKWs brancos número 10 e 11, que competiam com veículos muito mais possantes.

    Seria um exito ter um Museu do DKW em S.Paulo, talvez mesmo num recinto da antiga fábrica. Existe algum grupo interessado que eu pudesse contatar. Moro perto de Nürnberg onde existe o Clube DKW. http://www.dkw-club.org/de/dkw-die-geschichte-von-1902-bis-1968/dkw-suedamerika.

    Mario

    Reply
    • Marcio Lemes 17/04/2014 at 12:41

      Eu trabalhei naquela fábrica em 1987 quando já não era mais de carros e sim de motores vw. Saudades. Abraço.

      Reply
      • angela 06/03/2015 at 10:16

        Marcio Lemes, bom dia!

        Vc trabalhou na puma neste periodo? Gostaria de saber se vc teve ou tem contato com o chefe de produção José Mauro Pereira, faz algum tempo que estou tentando localiza-lo.
        Grata

        Reply
        • Marcio Lemes 06/03/2015 at 18:36

          Oi Angela, não tive contato com ninguém da Puma, boa sorte !!!

          Reply
  • Renato Soares 26/04/2011 at 09:30

    Ótimo artigo. Levar novamente os carrinhos em frente a fábrica seria bom. Talvez um pouco de fumaça ajude as autoridades abrirem os olhos.

    Reply
  • PEDRO NEGREIROS 30/04/2011 at 23:13

    Camaradas!
    O artigo é ótimo morei na Praça Orlandia (hoje Av. Dr. Francisco Mesquita) na época em que com as enchentes a molecada se divertia catando peixinhos.
    Assisti desde pequeno o império da DKW da Volks e hoje só assisto os impérios dos hipermercados e condominios de espigões, dá tristeza.

    Reply
  • Ricardo 16/06/2011 at 05:27

    Infelizmente este é mais um entre outros capítulos de nossa história que simplesmente desaparece do conhecimento de nossa população, e todos acabam tendo uma parcela de culpa, o governo e a população.
    O governo pelo descaso ou vantagem, e a população pelo comodismo de aceitar e não cobrar uma política para essa questão.`
    É muito triste passar diariamente ao lado desta fábrica desativada e ter várias pessoas ao meu lado que nem sequer sabe o que aquilo já representou numa brilhante época Paulista.

    Reply
  • Sönksen – A fantástica fábrica de chocolates — São Paulo Antiga 20/06/2011 at 18:27

    […] bairros como Pari, Brás, Mooca e Vila Prudente fábricas eram uma presença constante, com suas chaminés fumegantes e o movimento frenético de […]

    Reply
  • LEANDRO ABAETE 24/06/2011 at 21:18

    OBRIGADO PEQUENOS NOTAVEIS, PEQUENOS NAO PELO TAMANHO E SIM PELA A TRISTEZA QUE SAO POUCOS COM ATITUDES COMO ESTAS DE VALORIZAR A NOSSA HISTORIA. SOU ADMIRADOR DE FATOS PESSOAS PREDIOS LOCAIS ANTIGUIDADES DA HISTORIA EM SI. CONHECO O LOCAL CITADO POR COINCIDENCIA CARREGUEI MEU CAMINHAO NA RUA CITADA E ME CHAMOU ATENCAO AQUELAS RUINAS ATE ENTAO NAO SABIA QUE SE TRATAVA DA VEMAG, AO SABER FIQUEI MAIS TRISTE POR SE TRATAR DE UM LOCAL DE UM LUGAR QUE FOI TAO IMPORTANTE PARA NOSSA HISTORIA. MAS INFELIZMENTE NOSSO PAIS E ASSIM COM PODER PARA POUCOS E ALGUNS QUE OLHAM SO PARA O SEU EMBIGO. POLITICOS DESPREPARADOS OU MELHOR MAU INTENCIONADOS. MAS MEUS CAROS A ESPERANCA E A ULTIMA QUE MORRE, E REDOBRA QUANDO SE DEPARAMOS COM PESSOAS COMO VCS. MUITO OBRIGADO GIGANTES BRASILEIROS. E QUE DEUS OS ABENCOE!

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  • Felipe Herculano 04/11/2011 at 08:39

    Olá,
    Gostei muito da matéria, sempre que ia ao shopping Central Plaza, que fica ao lado da antiga fábrica, ficava imaginando o que teria sido nesse local.
    Sempre imaginei os funcionários saindo das instalações…

    Fico triste com muitas histórias que leio aqui, mostra que o povo não dá muito valor a sua história…

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  • Antonio Carlos Piperno 05/01/2012 at 08:22

    Belissima materia !!! apesar da tristeza de saber que a memoria nacional praticamente não existe !!! Em 1966 adquiri um DKW 1959 e residia na MOOCA em São Paulo, bem proximo a fabrica da DKW . Na verdade aquele local chamava-se Vila Carioca. Acho que os dirigintes de Clubes e todos aqueles que têm interesse na historia automobilistica deveriam unir forças e “sugerir” ao governo de São Paulo a revitalização do espaço e transforma-lo num Museum do Automovel Brasileiro.

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  • História: A DKW-VEMA G « só bawrery 18/01/2012 at 10:47

    […] Vale a pena conferir! http://www.saopauloantiga.com.br/vemag-uma-fabrica-que-agoniza-no-tempo/ […]

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  • JOSE ROBERTO 19/01/2012 at 23:15

    VOLTEI AO PASSADO!!

    QUANDO CRIANÇA RESIDIA HA POUCO MAIS DE 500 METROS DA FABRICA(VILA CARIOCA), ERA COMUM MESMO DO LADO DE FORA ASSISTER OS TESTES. AO ASSISTIR NOVAMENTE A MATERIA RELEMBREI DA PISTA QUE FAZIA TESTE DE SUSPENÇÃO E AMORTECEDORES. NUM PISCAR DE OLHOS ME REPORTEI AO PASSADO, FOI SENSACIONAL.

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  • Joao Izidro 28/01/2012 at 13:26

    um povo q nao conhece a sua história esta correndo orisco…

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  • jose cicero 20/03/2012 at 11:44

    amigos, nao foi so a DKW nao mas tbm a willes doBrasil com seus gordine e dophine, carros pequenos com 4 portas e motor renot,muito economico, que seria otimo para epoca de hoje, com ruas engarrafadas e facilidade de estacionamento.um carro que fasia 14km por litro naquela epoca.

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  • A História da DKW VEMAG « Garagem dos Carros Antigos 08/04/2012 at 08:49

    […] Leia Mais São Paulo Antiga […]

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  • Fernando Miranda 07/05/2012 at 17:29

    A memoria do VEMAG esta em alta em março/2012 aconteceu em Poços de Caldas um encontro nacional de VEMAG’s reunindo mais de 50 modelos
    Em 27 de maio 2012 vai acontecer em Piracicaba – SP uma corrida de VEMAG’s
    O VEMAG continua vivo…

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  • Maria Aparecida de Souza 14/06/2012 at 18:09

    Hoje ao receber esta mensagem de uma amiga sobre este valioso patrimonio de São Paulo,fiquei emocionada.
    Tenho uma linda foto onde meu pai,já falecido recebia das mãos de seu chefe Sr. Domingos um troféu por merecimento. Papai trabalhava no setor de pintura onde foi promovido a Lider de setor,neste mesmo evento.Sou paulista de São Caetano do Sul,hoje resido em Porto Alegre a saudade muitas vezes me leva para a infancia onde esta empresa oferecia aos funcionarios e familia lindas festas de Natal,onde alem de presentes recebiamos lanches diversão e papai levava para casa uma linda cesta de Natal. Agora chega já estou chorando pelo bom tempo e saudades de tudo que lembra São Paulo.
    Um grande abraço Maria Aparecida

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  • João M. Jodas 22/06/2012 at 20:00

    Srs.que acessam este site, vejo alguns testemunhos reais,alguns melancólicos ao verem no que se transformou aquele ‘império’ produtivo dos primeiros carros brasileiros, outros nem sabiam o que teria sido aquele espaço, hoje transformado num verdadeiro escombro. trabalhei lá de 1964 a 1967, com 14 a 17 anos de idade, office-boy, andava por tudo aquilo. hoje, quando embarco ou desembarco na estação do metrô Tamandauteí (antiga Parada Vemag), pois moro em Santo André, fico alguns minutos contemplando o que resta e me vem à memória em cada pedacinho daqueles escombros, o que era naquela época, que setor ali funcionava, as máquinas gigantescas, prensas, tornos, pistas de testes, o escritório central, papelaria, etc. e nada nada foi planejado para se guardar na memória pública, a não ser dos saudosistas como nós que aqui nos manifestamos. Mas isto é a cultura brasileira, que prefere acionar tratores em tudo o que de bom existiu e que serviria para as gerações futuras valorizarem os alicerces desta nação. trabalhei (como office-boy) no escritório da Ferramentaria. muita saudade da VEMAG, dos DKW´s que tanto sonhei em ter um deles um dia, mas com 18 anos de idade já não mais era produzido (1968) e mesmo um usado não tive oportunidade de comprar. quem sabe um dia ainda… abraços saudosos a todos.

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  • Douglas da V. Souza 26/07/2012 at 16:41

    Gente,

    Sou fascinado pela história da DKW no Brasil. A fábrica era incrível, assim como os carros! É realmente uma pena que tenha sobrado tão pouco deste marco da nossa indústria.

    Abraços!!!

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  • Gustavo Fávero 02/08/2012 at 14:38

    Meu pai trabalhou na VEMAG E POSTERIORMENTE NA VOLKSWAGEN, DE 1964 ATÉ 1980 só na fábrica 2, NA ENGENHARIA, conheço diversas histórias sobre este lugar, como as enchentes do Rio Tamanduatei nos anos 70 que tomavam toda a fábrica e ele tinha que sair rápido se não ficava preso dentro da fábrica, diz que chegava a quase 2 metros de água, moravamos no Ipiranga na Rua Carintiana,36, por ser perto sempre vinha em casa pra almoçar. Ele ficou muito triste quanda a um tempo atrás foi lá para ver como estava e constatou que estava em ruinas. Graças a Deus ele está vivo e com muita saúde e quando dá me conta uma nova história dessa época que diz que foi a melhor de sua vida… E como desabafo meu pessoal, a Volkswagen sempre destruindo as tradições, sem pudor, como fez com a VEMAG e com a DODGE no ínicio dos anos 80.

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  • Beakman 17/09/2012 at 18:50

    Sabem me dizer se o que restou da fábrica já foi demolido??

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    • Douglas Nascimento 18/09/2012 at 09:09

      Beakman!
      Está ainda por lá… por enquanto.

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  • Joao Rubens 27/09/2012 at 21:32

    Eu tenho ações desta empresa aqui comigo, comprada por meus avós e pais.
    Fiquei feliz em ver que existem e muitas pessoas que são interessadas nesta empresa.

    Reply
    • Vitor Carvalho 28/02/2013 at 23:52

      Prezado Senhor João,

      Pertenço a um grupo que reúne mais de 600 proprietários de DKW no Brasil. Temos interesse especial em toda a documentação que se refira à Vemag. O Sr. cogitaria em negociar esses papéis, para que os memos pudessem ser conservados e difundidos aos demais participantes ?

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  • Renato 28/01/2013 at 09:55

    Nascido em 64 eu tive o privilégio de crescer dentro desses carros, mais especificamente em duas Peruas DKW’s , uma 63 azul claro e uma 67 do último modelo quatro faróis adquirida zero pelo meu pai, de cor café com leite que viria a ser pintada de vermelho na década de 70, ficou conosco até 78. Saudades das nossas viagens de férias ao interior paulista, onde íamos eu e mais 2 irmãos no porta-malas da valente peruinha. O ronco do tricilíndrico 2T está gravado a ferro e fogo na minha memória. Dá fábrica só restaram algumas paredes externas do prédio principal da rua Vemag, menos de 20% do grandioso complexo original. Saudades.

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  • salvador g mas 17/02/2013 at 17:05

    trabalhei na Vemag de fev 1961 a jul 1964 e depois voltei a trabalhar la mesmo, agora como VW de maio 1971 a abril 1974, meu papai foi supervisor da funilaria durante 14 anos e meu começou la com 13 anos e se aponsentou na VW.
    temos uma vida de boas lembranças e um saudosismo imenso,
    fico chateado pela falta de respeito com a base de nosso historia automobilistica/ metalurgia

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    • angela 06/03/2015 at 10:24

      salvador g mas, bom dia!
      Vc trabalhou na puma neste período? Gostaria de saber se vc teve ou tem contato com o chefe de produção José Mauro Pereira, faz algum tempo que estou tentando localiza-lo.
      Grata

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      • SALVADOR MAS 06/03/2015 at 10:46

        Angela, ola! infelismente nao tenho mais contato com o pessoal, mesmo assim não trabalhei na Puma, sempre trabalhei nas areas de ferramentaria.

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  • Aurelio Sillas Leones 21/03/2013 at 14:07

    Bons tempos, especiais recordações, trabalhei na Vemag de 1960 a 1963, tinha 14 anos quando entrei, foram dias memoráveis,era uma alegria ver cada veículo saindo de suas linhas de montagens, mas… tudo passa, fica a memoria muito agradável.Pessoal maravilhoso.

    Reply
  • Ademir do Mato Grosso 06/10/2013 at 12:50

    Quando nó deixaremos de lamentar e de fato faremos algo para preservar a historia do Brasil? Estive em São Paulo no início do ano e vi varias estações de trem antigas de bela arquitetura,que em outros países seriam preservadas mas em São Paulo estão apodrecendo se elas não servem mas à função original poderiam ser pequenos centros de história da cidade e do estado ajudando a preservar a identidade do Paulista que alias é o que mais se hoje em dia os jovens sem valores e sem identidade cultural.Acham que ser Paulista ou Paulistano é torcer pra um time de futebol.

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  • Dávio Antonio Daronco 22/02/2014 at 17:53

    Olá ,,, lendo os comentários variados , não posso deixar de contar minha história:Morei em Registro-SP entre os anos 64 à 67. Recebi num negócio uma Vemaguete 63 azul claro com 11 000 Kms e usei 2 anos. Voltei para o sul e depois fui a São Paulo e comprei um DKW 62 muito inteirinho.Passado alguns anos aqui onde moro , comprei outra vemaguete 63. Como eu tinha uma oficina mecânica e meu sócio já tinha trabalhado em revendedora , reformamos ela , ficou muito linda.Hoje pesquiso muito atras de uma vemaguete 67 para que eu possa adquirir. Também sou apaixonado e saudosista dos DKWs. Quem tem uma em bom estado, pede muito caro, e eu hoje aos 70 anos não estou mais em condições de reformar uma , por diversos motivos.Mas assim mesmo se eu encontrar uma dentro de minhas posses, irei comprar somente para dar umas voltinhas, e contar histórias para meus netos. Deixo meu abraço à todos os adniradores desta marca que deixou saudades.

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  • Fernando F. Macêdo 25/02/2014 at 00:51

    Bem pessoal, por tudo o que já lí, quero parabenizar a todos que fizeram essa linda materia..Hoje, aos meus 61 anos, chego a conclusão de que tudo de errado que tem acontecido ao longo da nossa estoria foi a falta de vento, explico: As caravelas não iam parar no nosso litoral, mas faltou vento para prosseguirem (calmarias)aí foi o nosso fim.Porisso nossa historia não tem sido preservada, que pena. Sou o primeiro nordestino (Nasci e moro até hoje em Natal-RN) a deixar uma opinião aqui,mas Deus me tornou um previlegiado: dos meus nove aos meus dezessete anos foram em cima de Belcar.Meu pai inicialmente sob minha pressão comprou um 61 semi-novo, depois veio um 62 novo,64 (1001)novo, e por ultimo um 67 tambem novo. Hoje, agradeço ao meu maravilhoso Deus, estou perto de concluir a restauração de um 66, que adquiri a cinco anos, e estou fazendo êle igualzinho como saiu desta brilhante fabrica.Forte abraço a todos, Fernando Macêdo 84-8823-7512

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  • Donizete 12/03/2014 at 19:23

    A ideia de se fazer um museu no lugar que sobrou da fábrica é ótima, mas isso não é fácil de acontecer.
    O que resta para nós apaixonados por essas Pequenas Maravilhas é curtir as fotos antigas, e os nossos
    DKW Vemag.
    O meu é um BELCAR 1967 Azul noturno.

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  • Luiz Carlos 27/03/2014 at 22:21

    Ainda me lembro quando os adultos da época tinham um slogan: Prá comprar é DKW prá vender é de Kgar.

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  • Pardo 12/04/2014 at 01:34

    Eu moro pertinho dessa fábrica da Vemag, aliás, sabia que a Vemag um dia foi naquela região, mas não sabia que era ali, aliás, a estação de trem antiga que tinha ali grudada a Vemag também foi demolida, quantas e quantas vezes passei por ali e entrava na antiga estação de trem para ir ao Sacomã, realmente é lamentável a situação desse prédio, praticamente só existem as paredes dele hoje, sendo que poderiam montar um museu do DKW ali, aliás, outro prédio histórico que foi demolido é a antiga fábrica da Volkswagen na Rua do Manifesto no Ipiranga, que antes de ser demolido era fábrica da Toledo (balanças), é o mesmo caso da Vemag, que hoje poderia abrigar um museu da VW, mas enfim, para nossas “otoridades”, essas construções e os carros antigos são um monte de coisa velha. 😛 😛 😛 😛

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  • Robertson Amaral 11/06/2014 at 22:33

    É UMA PENA, QUE MAIS UM PRÉDIO COMO O DA ANTIGA SIMCA DEPOIS CHRYSLER,VENHAM A DESAPARECER !

    Reply
  • Edson Herculano 06/11/2014 at 12:45

    comecei em 1973 com 13 anos de idade a consertar DKW VEMAG hoje com 54 anos já cheguei a Ferrari Mercedes-Benz automóveis me dando assim muitas alegrias por ser um mecânico renomado e depois supervisor de Oficina e tudo começou a com a DKV.

    Reply
  • tadeu lassen 20/04/2015 at 21:39

    Meu pai teve um DKW. Este carro era conhecido, também, por “deixa ver”, devido a porta ser invertida, não sei se este é o termo certo. Naquela época, as mulheres não usavam calça comprida, então, quando desciam do carro, deixavam as pernas à mostra. Diziam, também, que a Volks comprou a Vemaguet para acabar com a concorrência. Era uma marca de excelente qualidade. Me lembro de uma viagem que fizemos ao Estado do Paraná, na década de 60, quando tivemos que passar uma estrada de terra que cortava uma serra num dia de chuva. Muitas carros ficaram pelo caminho, mas o DKW passou numa boa. E olhem que no carro estavam três adultos e quatro crianças. Saudade!!!

    Reply
  • ariovaldo 02/06/2015 at 21:34

    Infelizmente o nosso PAÍS governado por um bando de cabeça-de-bagres só sabem destruir o que outros fizeram e junto seus sonhos.Alguém já ouviu falar de uma fábrica de carros nacional chamada IBAP ( indústria Brasileira de automóveis Presidente ) em s.b.campo sp no ano de 1963, produziu o carro DEMOCRATA,levado por um sentimento patriótico Nélson Fernandes colocou no logotipo da marca o contorno do mapa do BRASIL .Carro este que poucas ou nenhuma pessoas viram rodando por que antes de chegarem as ruas a indústria foi sumariamente perseguida até decretarem sua falência ! O povo é dono do poder,mas os políticos têm a posse das armas! http://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_Brasileira_de_Autom%C3%B3veis_Presidente

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  • Livonete 28/08/2015 at 11:21

    Meu pai José Palacio (falecido a 1 ano) fez parte dessa história. Responsável pela retífica de motores da Volks Vemag, Permaneceu lá até seu fechamento quando passou a trabalhar na Volks de São Bernardo. Eu e minhas irmãs passeamos muitas vezes pelos corredores da fábrica junto de meu pai. Muitas histórias como enchentes frequentes, onde os funcionários ficavam presos dentro da fábrica. Teve vez de meu pai chegar de manhã no escritório e ver mesa e papéis no meio da água, muito triste. Meu pai se aposentou na Volks e continuou trabalhando até 1992, com uma proposta boa se desligou da empresa. Seguiu seu trabalho na área automoyiva trabalhando no IQA na sua inauguração em 1995 até maio de 2014 quando veio a falecer. Foram total de 5o anos na área automobilística.

    Reply
  • Alcide 12/03/2016 at 05:20

    Trabalhei na Engenharia VW área de laboratório de motores ou Dinamometros da Rua Vemag Ala IV de 1973 a 1982 …

    As enchentes eram frequentes e tinhamos que limpar e reparar os danos ,ano após ano,a ponto de nos acostumarmos , mas eu costumo dizer que a Fabrica II era como uma cidadezinha de interior onde todo muito se conhecia e não havia burocracia, numa época em que primava o papel conseguiamos o máximo de eficiência porque podíamos contar uns com os outros.Quanto a planta creio que a VWB perdeu a grande chance de criar um Museu do Automóvel a exemplo do que existe na Alemanha , porque afinal tratava-se de um imóvel Histórico,espero que não cometam o mesmo êrro com a planta de SBC…
    Não sou nenhum saudosista mas é bom as vêzes voltar ao passado e lembrar dos amigos especialmente os que ja se foram e acabamos de perder um grande amigo Joel que começou como pilôto de Provas em 1959 e aproveito para prestar aqui minha homenagem…

    Reply
  • Cicero Andrade 01/03/2017 at 12:32

    Trabalhei nessa fábrica quando então já pertencia ao Grupo Volkswagen nos anos 80, na retífica de cabeçotes refrigerados a ar. Nessa época era chamada de VW Fábrica II..Lá Existia um Depósito de Peças e uma Retífica de Motores. Nessa época, nessa planta, a Volkswagen retificava motores e vendia para as concessionárias como motor retificado pela fábrica. Lembro que na época que eram retificados e montados por dia cerca de 350 Motores Refrigerados a Ar e 80 Motores Refrigerados a Água. Nessa época ainda tinha lá muito maquinário da extinta VEMAG. Lembro-me de salas desativadas que ostentavam fotos da antiga linha de montagem. Lembro também ter visto pequenos lotes de peças ( eixo comando, virabrequim e bloco do motor)… Uma pena desfazer assim de uma história tão importante… Uma pena…

    Reply
  • Sergio 11/03/2018 at 12:18

    Eu consegui umas fotos de ônibus muito antigas postei la no meu site, ficou sensacional.

    http://onibusrecife.com.br

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